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Jornal das três, na Rádio Observador, edição com Miguel Videira. Miguel, começamos este jornal com a notícia de que não tem hora nem dia marcado, mas Donald Trump anuncia uma nova ofensiva militar contra o Irão durante as próximas horas.
Sim, não tem hora, mas tem dia marcado: é esta noite. Depois dos ataques da última madrugada e do anúncio, esta manhã, do fim do cessar-fogo acordado com o Irão, uma resposta aos ataques atribuídos ao regime iraniano contra três navios mercantes no Estreito Ormuz, um deles com a bandeira do Catar. E a resposta norte-americana, garante Trump, não vai ficar por aqui.
Nós atingimo-los com muita força. Provavelmente vamos fazer o mesmo hoje à noite. Eu avisei-os. Nós atacámos a ilha de Khark ontem. Disse para não atingirem o petróleo, porque nós podemos mesmo tomar a ilha, pedi-lhes para não fazerem nada e eles não podem fazer nada quanto a isso. Nós também podemos não atingir o petróleo e eles pediram para não fazer isso e, de facto, não atingimos o petróleo. Nós podemos também colocar um bloqueio outra vez e será apenas para o Irão, depois toda a gente pode ter de volta.
Donald Trump a anunciar novos ataques contra o território iraniano esta noite.
Declaração que, Miguel, foi feita durante a conferência de imprensa que se seguiu ao encontro que juntou os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia.
Da que resultou a promessa de Donald Trump de autorizar a produção de mísseis Patriot em território ucraniano.
Uma das coisas que vamos falar hoje, foi-me contada por um passarinho, sobre o fato de lhes darmos o direito de criar Patriots. Vamos mostrar-lhes como é que se faz. Na verdade, é muito complexo, mas vão perceber rapidamente essa complexidade. Portanto, uma das coisas que vamos falar é que vocês vão e vamos dar-vos uma licença para fabricarem Patriots. Isso é muito bom, não é? Desta vez não se podem queixar e assim fabriquem-nos vocês mesmos.
Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, que não estabeleceu nenhum calendário. Estes mísseis usados pelos sistemas de defesa antiaérea têm sido pedidos com insistência por Volodymyr Zelensky. Trump promete também oferecer garantias de segurança à Ucrânia, embora não detalhe que garantias são essas.
O primeiro-ministro antecipa que Portugal deve fechar este ano com um investimento de 3,1% do PIB em defesa.
Número avançado no final da Cimeira da NATO, que decorreu, como disse, em Ancara, na Turquia. Luís Montenegro sublinha que Portugal cumpre pela primeira vez os compromissos de investimento assumidos com os parceiros da Aliança Atlântica. Diz-nos Luís Montenegro que Portugal foi elogiado pelo comportamento que está a ter nesta matéria de compromissos financeiros.
Fomos alvo de um comentário positivo, muito positivo, diria mesmo elogioso, por parte do secretário-geral da NATO, relativamente à fiabilidade do compromisso que assumimos e da sua concretização. Como sabem, nós, em 2025, superámos a meta dos 2% de investimento na defesa, o que significa um acréscimo de 38% face ao ano anterior.
Sobre o investimento em defesa este ano, o primeiro-ministro estima que atinja os 3,1% do Produto Interno Bruto.
Temos desenhado já para este ano de 2026 o reforço precisamente desse investimento, quer na componente exclusivamente dedicada à defesa, quer na componente de utilização dual, que vai fazer com que, de acordo com aquilo que é a nossa estimativa e expectativa, no final deste ano, o agregado destas duas componentes signifique cerca de 3,1% do nosso Produto Interno Bruto já em 2026.
É essa a estimativa do governo, verbalizada por Luís Montenegro no final da reunião da NATO, que decorreu na Turquia.
Voltou a subir o número de vítimas portuguesas dos terremotos na Venezuela.
Cento e dois mortos entre portugueses e lusodescendentes na sequência dos sismos, mais duas vítimas mortais face ao último balanço. Os dados são do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Quanto aos números globais, apontam para cerca de 3600 mortos e perto de 17 mil feridos.
O Presidente da República espera uma resolução rápida dos problemas em torno da avaliação dos exames nacionais.
O presidente diz que está a acompanhar a situação e que vai falar sobre o tema com o primeiro-ministro ainda esta semana. Declaração do chefe de Estado aos jornalistas no final da cerimónia de inauguração da nova sede do Mecanismo Nacional Anticorrupção, em Lisboa. O Presidente da República espera que a confiança dos portugueses no sistema de avaliação não saia beliscada deste processo. É o desejo de António José Seguro, Presidente da República, que participou esta manhã na companhia da Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, na inauguração das novas instalações do Mecanismo Nacional Anticorrupção.
O Procurador-Geral da República admite que a isenção de visto prévio para contratos públicos inferiores a € 10 milhões vai acelerar os processos de contratação, mas avisa que é preciso reforçar os mecanismos de controle interno.
Em causa a reforma do Tribunal de Contas, proposta pelo governo, aprovada há dois meses no Parlamento, com os votos a favor da IL e a abstenção do PS. Das várias mudanças, a que mais polêmica suscitou foi a eliminação do visto prévio para contratos até € 10 milhões, sendo que até agora esta regra só se aplicava a contratos abaixo dos 750 mil. Amadeu Guerra, o procurador, diz que é lógico que a mudança vai facilitar os processos de contratação, mas alerta também para a necessidade de reforçar os meios da Inspeção-Geral das Finanças para que o controle interno seja feito de forma muito mais eficaz.
É evidente que, não havendo visto prévio, é muito mais rápida a situação da contratação pública. Depois, abrir caminho a uma aposta efetiva nos mecanismos de controle interno. Claramente, aposta-se nisso. Aliás, há uma resolução da Assembleia da República relativamente à Inspeção-Geral de Finanças, reforce os poderes e o pessoal necessário a que a certificação da qualidade do controle interno seja muito mais eficaz.
É o que diz o Procurador-Geral da República, que foi ouvido esta manhã a pretexto da nova lei de organização e processo do Tribunal de Contas.
Está agendado para mais logo um cordão humano para contestar os cortes no abastecimento de água em Almada.
Um problema que tem afetado boa parte dos municípios deste conselho da margem sul do Tejo. Há uma hora, o repórter do Observador, Miguel Pina Andrade, esteve num restaurante na costa de Caparica, que nos deu conta dos constrangimentos sentidos por um empresário do setor da restauração. E a esta hora, Miguel Pina Andrade, julgo que estás com um representante de outro tipo de comércio, também sobejamente afetado por estes cortes no abastecimento.
Sim, Miguel, estou neste momento num cabeleireiro no Monte de Caparica. Assim que se entra, o cenário de falta d'água é óbvio. Vê-se vários baldes e garrafões cheios d'água para salvaguardar estes cortes no abastecimento de água, que têm sido comuns pelo menos há uma semana. Tenho comigo Rosa Costa, é uma das proprietárias aqui do cabeleireiro For Ladies. Boa tarde. Neste momento tem água?
Boa tarde. Neste momento estamos sem água.
Quando foi a primeira vez que notaram estes cortes sucessivos no abastecimento de água?
Sucessivos desde terça-feira da semana passada.
Como é que têm vivido? Têm visto menos clientes entrar aqui ou como é que têm conseguido desenrascar de alguma forma?
Eu tenho conseguido desenrascar porque venho quase de madrugada para o cabeleireiro, porque é de madrugada que a água volta. Portanto, ela volta por volta das duas da manhã. Eu venho por volta das 19h, combino com as minhas clientes para estarem cá logo às 15h e 16h ao mesmo tempo, lavo as primeiras cabeças todas ao mesmo tempo e até mesmo as minhas clientes enchem os baldes que ficaram vazios do dia anterior.
Mas nota uma fraca afluência face a estes cortes de água ou mesmo conseguindo safar-se desta forma, como descreveu, as pessoas continuam a vir e a confiar aqui no seu estabelecimento?
Felizmente, as nossas clientes sabem que nós estamos a fazer um esforço enorme para conseguir atendê-las tal como elas estão marcadas. Demora um bocadinho mais, elas também compreendem essa situação. E temos conseguido porque as nossas clientes precisam de nós e nós precisamos delas. E de certeza que vamos precisar delas para pagar a fatura da água.
Precisamente sobre esse assunto, tenho só mais uma pergunta. Tem alguma indicação por parte das autoridades da Câmara Municipal, por exemplo, sobre compensações para você face a estes cortes de água sucessivos?
Pois, esse assunto ainda não ouvi falar. Espero bem que eles tenham alguma atenção, uma atenção bastante grande, porque tem sido um esforço muito complicado, desde comprar garrafões d'água também para ter em casa, porque ainda por cima, além do cabeleireiro, eu moro nesta zona, portanto, tem sido em casa e tem sido no cabeleireiro. Estamos a gastar muito mais dinheiro em garrafões d'água. Houve falta d'água no domingo, não havia água em nenhum supermercado da zona e tivemos que recorrer a sítios que a água era bastante mais cara. Pelo menos isso eu espero que os SMAS de Almada tenham alguma consciência e comecem já a trabalhar nesse sentido para que possam dar alguma ajuda neste desgaste que nós estamos a ter. Não é físico, mas é monetário. Físico também, porque o físico está sendo sentido.
Rosa Costa, proprietária de um cabeleireiro aqui no Monte da Caparica. Mais um relato destes cortes de água no Conselho de Almada. Na última hora, Miguel, falei com vários proprietários de restaurantes, aqui precisamente no Monte de Caparica, e o cenário é o mesmo em todo lado, cortes sucessivos de água. Neste momento a zona está sem abastecimento e os proprietários falam num verdadeiro pandemónio, é esta a expressão utilizada.
Uma dor de cabeça para os comerciantes com quem já tiveste a oportunidade de falar. Miguel Pina Andrade, o proprietário de um café junto às praias da costa de Caparica e agora este cabeleireiro no Monte de Caparica, duas atividades que dependem em muito do abastecimento de água Vamos às notícias de âmbito local. Começamos precisamente por Almada. Arranca amanhã a nova ligação fluvial entre Trafaria e Algés. O objetivo é reforçar a oferta de transporte público e assegurar as deslocações entre as duas margens do Tejo todos os dias da semana. O presidente da Transtejo Soflusa, a empresa responsável pela ligação, garante que é uma solução de mobilidade sustentável. A fase experimental vai durar seis meses. O arranque coincide com o início do Festival Noza Live, no Passeio Marítimo de Algés. Em Leiria, a comunidade intermunicipal vai avançar com obras de requalificação dos edifícios da PSP e da GNR, que ficaram danificados na sequência da tempestade Cristine. Ainda não se sabe exatamente o montante desse investimento, mas deverá rondar os € 3,5 milhões, e vai ser financiado pelo Ministério da Administração Interna. Ainda ontem havia queixas por parte dos bombeiros, não da PSP e GNR, mas dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, com atraso na recepção dos apoios financeiros, tendo em vista a reparação das instalações. Em Aveiro, a Unidade Local de Saúde garante que já estão em curso as obras de climatização do Hospital de Estarreja. A administração responde assim às críticas dos deputados do PS eleitos pelo círculo eleitoral de Aveiro, que depois de visitarem as instalações, fizeram uma denúncia dando conta que as altas temperaturas estavam a afetar doentes, bem como os profissionais de saúde. Seguimos até Tomar, onde a partir de hoje o hospital vai contar com uma nova equipa especializada em acessos venosos ecoguiados. O hospital aposta assim numa formação diferenciada de médicos anestesistas, concretamente com o recurso à ecografia, para conseguir ver os vasos sanguíneos em tempo real e orientar a colocação de cateteres com maior precisão. Destina-se especialmente a utentes com tratamentos prolongados, pessoas com acesso vascular difícil. A iniciativa vai ser depois alargada a Abrantes e Torres Novas. Em Sintra, na freguesia de Belas, uma operação da PSP encerrou um restaurante. Foram apreendidos 163 quilos de alimentos impróprios para consumo. A polícia detetou graves irregularidades ao nível da segurança alimentar, saúde pública, segurança contra incêndios e ainda obrigações fiscais. O restaurante vai permanecer fechado enquanto o Ministério Público investiga este caso. Fechamos no Porto. Começam amanhã as Noites de Verão Porta Jazz ao Volante, nos Jardins do Palácio de Cristal. Os concertos prolongam-se até domingo. Quatro concertos, entrada gratuita. Os concertos começam sempre às 22h. É uma iniciativa da Associação Porta Jazz, com o apoio da Câmara Municipal do Porto.