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Momentos antes de entrar no hemiciclo, Luís Montenegro disse estar preocupado com o próximo quadro de financiamento, mas já em frente aos eurodeputados, avisou.

Portugal não encara o quadro financeiro plurianual como um concurso de pedinchices.

E respondeu diretamente aos países frugais que querem cortar nos fundos comunitários.

A contribuição portuguesa para o orçamento da União é superior às contribuições dos Estados-membros ditos frugais. Há que reconhecer uma coisa simples: dar 10 de 100 é muito mais do que dar 50 de 1000.

Luís Montenegro, que deixou sugestões para a mudança do cálculo dos fundos com uma conclusão sobre a forma como a Europa deve atuar.

A nossa resposta não pode ser apenas tecnocrática, tem de ser política, tem que ser concreta, tem de ser sentida na vida dos europeus.

O primeiro-ministro que pediu respostas concretas, primeiro para o aumento do preço dos combustíveis.

Temos de pôr cobro a uma espécie de masoquismo coletivo que está a causar danos a todos. A crise com o abastecimento e o preço do petróleo e, por via dele, dos combustíveis e, por via deles, de outros bens essenciais à vida das pessoas e das empresas, está a prejudicar todos. E como está a prejudicar todos, é também coletivamente que temos de encontrar respostas.

Montenegro quer um modelo internacional para calcular o preço dos combustíveis e, na habitação, menos papelada e mais dinheiro.

Seria também aqui muito útil que a nível europeu pudéssemos ter uma resposta complementar, contribuindo através da simplificação de procedimentos e regulação e da mobilização de financiamento.

O primeiro-ministro, que criticou ainda as lágrimas de crocodilo do PS sobre este tema no primeiro discurso no Parlamento Europeu, em Estrasburgo