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As notícias então o Jornal das Quatro com o Luís Soares.
Começamos com o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, que saúda a disponibilidade do governo para negociar, mas diz que o INEM não vive só de helicópteros. O governo anunciou esta manhã o reforço dos meios para o INEM. Entre as medidas está a compra de mais 320 veículos de emergência, o reforço das linhas telefônicas e também o prolongamento do prazo de contratação de helicópteros para a instituição. O ministro da presidência reconheceu ainda que a greve dos técnicos de emergência, que está a criar constrangimentos na resposta aos utentes, acontece por causa da desvalorização e perda de atratividade na carreira de emergência médica. Ora, em declarações à Rádio Observador, o presidente do sindicato, Rui Lázaro, afirma que o governo já tinha conhecimento do que se passava no INEM e que só agora decidiu agir e, por isso, receia que essas medidas anunciadas hoje pelo governo sejam insuficientes.
Por um lado, queria reforçar que o INEM é muito mais do que helicópteros. Apenas uma ínfima porcentagem de doentes são transportados por helicópteros. A esmagadora maioria, mais de 99%, são transportados por via terrestre. Segundo, o reforço dos técnicos para atender chamadas nas centrais do INEM é aquilo que nós temos vindo a reivindicar há vários meses. Felizmente que o governo chegou a essa conclusão. Lamentamos que tenhamos de chegar a este ponto da denúncia pública dos constrangimentos que, volto a reforçar, já existem há vários meses.
O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro, confirma também que a greve às horas extraordinárias vai manter-se até haver um acordo com o governo.
Olhamos com bons olhos à sinal do governo. Estamos a aguardar que nos contacte para iniciar as conversações e estamos, claro, disponíveis assim que forem encontradas soluções para suprimir a greve. O objetivo da greve é esse. Não poderíamos ficar mais satisfeitos do que levantá-la por nos terem sido apresentadas as soluções que reivindicamos.
Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, entrevistado na Rádio Observador, sublinha também a necessidade de reforçar as carreiras dos técnicos de emergência pré-hospitalar para conseguir atrair mais pessoas. Considera também que ganhar o salário mínimo nacional, que é o caso dos técnicos, é desadequado.
Ricardo Leão demitiu-se do PS Lisboa, mas Pedro Nuno Santos garante que o pedido aconteceu ontem e não surgiu na sequência de qualquer artigo.
A demissão foi anunciada numa nota enviada à comunicação social. O líder da federação do PS na área urbana de Lisboa e presidente da Câmara de Loures justifica que esta é a melhor decisão para se focar no trabalho da autarquia. Diz também Ricardo Leão que serve esta demissão para prevenir que o PS seja prejudicado por aquilo que apelida de uma polêmica criada pela descontextualização de uma recomendação aprovada por 64% dos vereadores da Câmara Municipal de Loures. Em causa está a recomendação aprovada pela autarquia, que dita que as pessoas envolvidas nos distúrbios em Lisboa devem perder o direito à habitação social. Hoje, num artigo assinado no jornal Público, António Costa, que é antigo primeiro-ministro e é militante do PS, considera que despejar arrendatários de habitações municipais como sanções acessórias às sanções criminais ofende os valores, a cultura e a identidade do partido. Questionado pelos jornalistas, Pedro Nuno Santos garante que o pedido de demissão de Ricardo Leão surgiu antes da publicação desse artigo. O secretário-geral do PS explica que não faz julgamentos na praça pública dos eleitos do PS.
Um secretário-geral do Partido Socialista fazer julgamento na praça pública, nas televisões, nos jornais, de eleitos pelo Partido Socialista. Isso não é forma, não é pelo menos a minha forma de liderar o Partido Socialista, de me relacionar com aqueles que são eleitos em nome do PS e, por isso, é possível nós conciliarmos uma posição clara, firme, sobre matérias que são identitárias do PS e, ao mesmo tempo, nós sabermos lidar com estas questões, mas lidar com elas internamente, sem fazer julgamentos públicos ou na praça pública.
A resposta de Pedro Nuno Santos depois de no início da semana, o líder do PS ter segurado Ricardo Leão no cargo de presidente da federação do PS de Lisboa, Ricardo Leão, que apresentou a demissão, mas que diz que pretende voltar a concorrer para presidente da Câmara de Loures.
Na Madeira, o Chega apresentou uma moção de censura ao governo regional liderado por Miguel Albuquerque.
Anúncio feito hoje pelo líder da estrutura regional do partido. Em conferência de imprensa, Miguel Castro exigiu a demissão do chefe do Executivo madeirense, Miguel Albuquerque, que descreveu como um entrave ao progresso da região.
O Chega Madeira sempre foi claro. E dissemos com Miguel Albuquerque, não. Esta moção de censura não é apenas uma moção momentânea. É a confirmação de uma posição que sempre mantivemos, de que Miguel Albuquerque e o seu atual governo são um obstáculo ao verdadeiro progresso da nossa região.
O líder do Chega Madeira justificou também a decisão de apresentar a moção de censura ao governo regional com o facto de quatro secretários regionais serem arguidos em processos judiciais.
A persistente recusa dos visados membros do governo em darem explicações públicas sobre os fatos, viola claramente os seus deveres de titulares de cargos públicos. Os políticos têm os mesmos direitos que os outros cidadãos, mas têm deveres reforçados. Esta é uma governação de fachada, onde a transparência e a responsabilidade são constantemente sacrificadas.
As explicações do líder do Chega Madeira, Miguel Castro, ele que apresentou hoje uma moção de censura ao governo regional liderado por Miguel Albuquerque.
A Frente Sindical e a FESAP consideram que o acordo para a função pública assinado hoje com o governo é melhor que o anterior.
Os dois sindicatos afetos à UGT assinaram hoje um novo acordo da função pública com o governo. É um entendimento que assegura aumentos mínimos para todos os funcionários públicos até 2028. Do lado do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, Helena Rodrigues quer ir mais longe Mas admite que se conquistou mais do que no acordo anterior.
Este é um acordo que avançou mais do que o anterior. Vamos, com certeza, no percurso que ainda nos resta e que temos que continuar a fazer, procurar ainda melhores condições. Essa é também a questão das organizações sindicais: procurar sempre um pouco mais.
Já do lado da FESAP, José Abrão diz que este acordo representa apenas o começo do caminho.
Ao assinar este acordo, temos boa consciência de que é um início, é um caminho que se está a fazer. E neste caminho que se está a fazer, para além das matérias que hoje constam no acordo, quero agradecer à equipe negocial, liderada pelo senhor Ministro das Finanças, como óbvio, mas mais presencialmente pela senhora Secretária de Estado da Administração Pública, que nunca vimos portas fechadas para discutir as matérias todas que preocupam os trabalhadores em geral na Administração Pública.
As reações da FESAP e do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, os sindicatos afetos à UGT a este acordo assinado hoje com o governo, acordo para os funcionários públicos. De fora ficou a Frente Comum afeta à CGTP. Esta manhã, nessa cerimônia de assinatura, o primeiro-ministro Luís Montenegro sublinhou que este é um passo importante para a reforma estrutural do setor e também para a estabilidade dos trabalhadores da Administração Pública.
Quando nós olhamos para um acordo como este, que dá previsibilidade, que dá garantias de atratividade para a carreira, custa-me um bocadinho que as pessoas não consigam perceber que isto é uma reforma estrutural. Custa-me, sinceramente. E eu vou explicar num minuto porque é que é uma reforma estrutural. Porque nós não estamos, ao contrário daquilo que possa parecer, a dar nenhuma benesse aos funcionários públicos. Nós estamos a reconhecer o seu esforço e o seu trabalho, mas estamos a fazer mais do que isso. Nós estamos a enviar à sociedade uma mensagem de que vale a pena apostar e vir trabalhar na Administração Pública.
Luís Montenegro, primeiro-ministro, a sublinhar que este acordo assinado com os sindicatos da função pública é fundamental para assegurar o futuro do setor e também para ombrear com o setor privado e social na contratação dos melhores.
Luís, que outras notícias merecem destaque a esta hora?
Kamala Harris vai quebrar o silêncio sobre o resultado das eleições norte-americanas. A candidata democrata que perdeu a eleição para Donald Trump vai falar às 18h, hora local, serão 23h em Portugal continental. Harris vai assumir a derrota depois de Donald Trump ter vencido as eleições presidenciais. De há instantes, vem a reação de António Guterres. O secretário-geral da ONU felicitou Donald Trump pela vitória nas eleições presidenciais, sublinhando a importância da cooperação entre os Estados Unidos e as Nações Unidas. Sublinhou nessa mensagem, António Guterres, num comunicado, que as Nações Unidas estão prontas para trabalhar de forma construtiva com a próxima administração para enfrentar os desafios dramáticos do nosso mundo. A reação de António Guterres em comunicado. O Ministério Público de Aveiro deduziu a acusação contra o homem que foi detido pela Polícia Judiciária por suspeita de ter matado uma mulher grávida na Murtosa. A Procuradoria-Geral Distrital do Porto explica também que o despacho de acusação tem por base cinco crimes que incluem homicídio qualificado, aborto e profanação de cadáver. O Ministério Público fez ainda um pedido de indenização contra o arguido no valor de €200 mil para ressarcimento dos danos causados aos filhos da vítima. O crime ocorreu em outubro do ano passado. O arguido foi detido pela PJ um mês depois. O governo português deixou hoje o alerta de cuidados de seguranças redobrados para os cidadãos nacionais que se encontram em Moçambique. Pede também para evitarem ajuntamentos. Essa é uma recomendação deixada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros face ao atual contexto de instabilidade social e à ocorrência de confrontos entre manifestantes e autoridades policiais no país. O governo português salienta ainda que, em caso de necessidade, os cidadãos portugueses poderão contactar os números de emergência dos Consulados-Gerais de Portugal na Beira e também em Maputo.