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As notícias às 16h, com Miguel Cordeiro. Em destaque a esta hora, Miguel, a União Europeia vai tentar reduzir a dependência dos Estados Unidos. Um anúncio feito por Ursula von der Leyen, no final do Conselho Europeu informal em Budapeste, que discutiu esse novo acordo sobre a competitividade.

Ursula von der Leyen avança que o plano de competitividade prevê que até 2030 a União Europeia tenha mais parceiros e fornecedores de minérios e assim evitar depender de uma só referência, neste caso, os Estados Unidos da América. A presidenta da Comissão Europeia falou também sobre as eleições norte-americanas. Diz que falou com Trump na noite passada e que espera conseguir entendimentos com os Estados Unidos da América.

É importante estabelecer boas relações com a nova administração desde o início, e é assim que continuaremos a dar forma a uma agenda transatlântica positiva. Ontem tive a oportunidade de felicitar Donald Trump por telefone. Discutimos, entre outros, o tema da Ucrânia e da defesa, do comércio e da energia, e foi uma breve discussão sobre estes temas e, claro, estou ansiosa por poder discutir estes temas mais tarde.

Declarações de Ursula von der Leyen em Budapeste. A Declaração de Budapeste ou plano de competitividade visa reforçar os investimentos, mobilizando financiamento público e privado. O presidente do Conselho Europeu também diz que está confiante num acordo entre os Estados-membro.

No final da reunião, Ursula von der Leyen condenou também os ataques que aconteceram na noite passada em Amsterdã.

Na sequência de um jogo da Liga Europa entre a equipe israelita do Maccabi Tel Aviv e o Ajax, os adeptos envolveram-se em confrontos. Houve vários feridos do lado israelita num ataque de manifestantes pró-Palestina. A presidenta da Comissão Europeia diz que o antissemitismo não pode acontecer.

Condeno veementemente estes atos inaceitáveis. O antissemitismo não tem lugar na Europa e estamos decididos a combatê-lo e a lutar todas as formas de ódio. Queremos que a cultura judaica prospere na Europa.

A reação de Ursula von der Leyen depois de ontem à noite, em Amsterdã, desacatos entre adeptos do clube israelita Maccabi Tel Aviv e manifestantes pró-Palestina terem provocado vários feridos. Cinco estiveram hospitalizados, já tiveram alta durante o dia de hoje. Esse anúncio foi feito pelo chefe da polícia de Amsterdã. Estes confrontos começaram depois de adeptos israelitas terem atacado um táxi e queimado uma bandeira da Palestina. Depois disso, foram atacados de forma terrível por manifestantes pró-Palestina. Isto foi o que disse a polícia, as autoridades de Amsterdã. As autoridades dizem também que sobre o relato de desaparecimentos de israelitas não há qualquer tipo de informação de que existam raptos ou pessoas desaparecidas, mas ainda assim, as autoridades estão a investigar. O rei dos Países Baixos já condenou os desacatos. Benjamin Netanyahu fala num ataque antissemita premeditado.

Na Hungria, o primeiro-ministro português defendeu a produção de armamento em Portugal, no âmbito da estratégia da União Europeia.

Também no final da reunião informal do Conselho Europeu, em Budapeste, Montenegro quis desafiar os empresários portugueses a investirem na indústria de defesa, no âmbito da estratégia de dissuasão da União Europeia. O primeiro-ministro diz que Portugal está disponível para ser parte ativa do aumento das indústrias de defesa na Europa.

Tem, efetivamente, de estar munida de equipamentos e armamento que possam servir como instrumento da política de segurança e defesa. E a esse respeito, é importante que haja dispersão de investimento, que não haja concentração de investimento em dois ou três Estados-membros. Da parte portuguesa, nós estamos disponíveis para ser parte ativa do processo de incremento das indústrias de defesa na Europa e de poder acolher investimentos de outros Estados-membros.

Luís Montenegro, que defende a produção de armas e munições em Portugal.

Voltou o primeiro-ministro também a falar dos problemas do INEM para recusar que o governo tenha perdido tempo na sua resolução.

Também na Hungria, Luís Montenegro foi confrontado sobre essa notícia do Expresso, que diz que a ministra da Saúde soube da greve dos técnicos de emergência com 10 dias de antecedência. Montenegro quis dizer que a situação nunca foi descurada.

Não se andou a perder tempo. Nós estamos em diálogo permanente com todas as áreas e profissionais da administração pública. Evidentemente que nós não podemos andar todos os dias atrás de pré-avisos de greve e a fazer reuniões de emergência. Com certeza absoluta que a situação não foi descurada. Nós tentamos, dentro daquilo que é o exercício legítimo do direito à greve, ter um plano de contingência para diminuir os efeitos e os impactos dessa greve, como aliás sempre fazemos. E, felizmente, ontem houve um apelo, uma sensibilização reforçada para que os técnicos pudessem suspender esse exercício. Foi alcançado. Mas repito, nós agora teremos de continuar em negociação com este sindicato e, ao mesmo tempo, resolver o problema estrutural.

O primeiro-ministro que defende a ministra Ana Paula Martins, garante que a ministra está a responder com trabalho, resposta de Luís Montenegro, a partir de Budapeste.

A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde abriu um inquérito aos casos de mortes noticiados nos últimos dias por alegados atrasos no atendimento do INEM.

A abertura do processo de inquérito foi terminada na quinta-feira, por despacho do inspetor-geral, informação avançada pela Agência Lusa. O processo de inquérito incide sobre as situações noticiadas nos últimos dias, sobre os eventuais atrasos no atendimento realizado pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes, do INEM. Isto é o que diz a IGAS na resposta à Agência Lusa. Pelo menos seis pessoas morreram nos últimos dias devido a alegados atrasos no atendimento. Os técnicos de emergência pré-hospitalar estavam em greve desde o dia 30 de outubro, mas a paralisação foi suspensa ontem Depois de o sindicato ter assinado um protocolo negocial com o Ministério da Saúde.

Falamos da Iniciativa Liberal. Foi aberto um processo disciplinar e Tiago Maian Gonçalves pode mesmo ser expulso do partido.

Maian Gonçalves assumiu ter falsificado um documento e duas assinaturas da junta de freguesia que presidia no Porto. Entretanto, já anunciou a demissão dessa junta de freguesia e comunicou que desiste da corrida à liderança da Iniciativa Liberal. Rui Rocha reagiu. Diz que tem um total repúdio pelos factos que envolvem Maian Gonçalves e pede que a Justiça atue sobre este caso.

Que uma dupla dimensão. Do ponto de vista disciplinar, no partido, iniciou-se já um processo disciplinar no sentido de apurar as responsabilidades e as consequências que uma conduta desta natureza tem. Depois, do ponto de vista criminal, ninguém está acima da lei, muito menos alguém que tem responsabilidades de cargos públicos. Aquilo que pode estar em causa é uma expulsão do partido, confirmando-se os factos e havendo essa confissão, como diz.

Declarações de Rui Rocha esta tarde na Batalha. O líder da Iniciativa Liberal afirmou também que nenhum partido, nenhuma organização pode dizer que está livre deste tipo de situações. Rui Rocha diz que o mais importante é saber lidar, saber reagir a este tipo de casos.

Olhamos agora para outras notícias em destaque a esta hora.

E começamos com Luís Montenegro, que diz que espera que Maria Luís Albuquerque ajude a União Europeia a adquirir financiamento para se tornar competitiva e investir em defesa e energia. O primeiro-ministro diz também que o governo português está empenhado em estar na linha de frente dessas transformações, contando com o apoio da futura comissária europeia Maria Luís Albuquerque. O secretário-geral da FENPROF acusou hoje o ministro da Educação de tentar enganar os professores no topo de carreira. O ministro Fernando Alexandre disse na última terça-feira, durante uma audição sobre o orçamento do Estado do próximo ano, que no verão de 2025, 66% dos docentes vão chegar ao topo de carreira devido ao processo de recuperação do tempo de serviço congelado. Hoje, o representante da FENPROF, Mário Nogueira, afirmou que os números apresentados pelo ministro não são verdadeiros. Durante uma conferência de imprensa em Lisboa, o secretário-geral corrigiu Fernando Alexandre e disse que no próximo ano vão estar no topo de carreira perto de 22% dos professores.