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Jornal das quatro. Ana, não foi verificado o navio que alegadamente transporta armas para Israel. É o que confirma à Rádio Observador o comandante Paulo Vicente, da Capitania do Porto de Lisboa. Diz que não houve motivo para desconfiar do inventário enviado pela tripulação do navio. Não se verificou, portanto, se a embarcação continha ou não armas para o exército israelita.

Normalmente, o agente de navegação introduz essa informação numa plataforma logística do Porto de Lisboa, que é a Janela Única Logística. Essa informação depois é analisada por várias autoridades. Portanto, o que aqui se passa é que o próprio navio declarou que transportava matéria perigosa. Matéria perigosa está englobada em várias categorias. Aquilo que fala em termos de munições, explosivos e armas é da categoria um e não fazia parte do inventário. Nós tivemos também o contacto com o agente de navegação, que confirmou desde o início e até mesmo antes de colocar esse manifesto de carga.

O navio que transportava matéria perigosa, mas à partida não eram armas, é o que explica o comandante Paulo Vicente, da Capitania do Porto de Lisboa. O navio partiu de Casablanca, em Marrocos. Depois de parar em Portugal, segue para Tânger, é o que adianta a capitania à Rádio Observador. A embarcação atracou ontem em Lisboa, depois da paragem ter sido recusada em Espanha. O presidente da República descarta responsabilidades sobre esta matéria e diz que não há motivo para desconfiança.

Isso não se sabe. Sabe-se que ele para cá carregou o que não era armamento. E foi isso que o governo me explicou. Agora, o que vai fazer daqui a três dias, a 10 dias, a um ano, ou dois anos, ou três anos, no âmbito da atividade da empresa, isso Portugal, na altura devida, se encontrar razões para estar preocupado e considerar que é censurável, pode então tomar medidas. Neste momento, o que me foi dito é que não havia justificação para tomar.

Sobre este tema, nem mais uma palavra. Já sobre se Ana Paula Martins tem condições para continuar no cargo, depois de 10 pessoas terem morrido à espera de assistência do INEM, e o Chega e o Bloco de Esquerda, em pedirem inclusivamente a demissão da ministra, o Presidente da República diz que o caso está arrumado.

Está resolvido o problema, e está resolvido de forma sustentada. Quer dizer, não é só hoje, neste momento, haver um determinado tempo de espera relativamente às solicitações de emergência, é garantir que isso continua assim e vai ficar assim, e há meios para continuar assim nos próximos tempos.

Mas tinha dito ontem que o resto logo se via. A ministra tem ou não tem condições?

Mas temos muito futuro ainda para viver.

Muito pela frente, é o que diz Marcelo Rebelo de Sousa em declarações em Vila Viçosa.

Diana, a Iniciativa Liberal pede que o governo ultrapasse traumas pós-coloniais e condene Moçambique depois dos tumultos registados em Maputo nos últimos dias.

Na sequência das eleições de 9 de outubro, três pessoas morreram nos desacatos da capital moçambicana, uma situação que para Rodrigo Saraiva não é nova. O deputado liberal relembra que as irregularidades eleitorais e os atos de violência do país já não são de agora.

Isto não é uma novidade. Convém recordar que, e faz agora mesmo um ano, houve eleições autárquicas em Moçambique e houve bastantes problemas, irregularidades detectadas. Inclusive, houve tribunais a decretar não só recontagens, mas como repetições de atos eleitorais. E nós já na altura demonstramos a nossa preocupação, porque depois também houve repressão policial nas ruas perante aquilo que eram legítimos protestos pacíficos da população.

Sobre esta matéria, o Ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que os resultados deviam ser apurados, mas que Portugal não pode descurar as relações especiais que mantém com Moçambique. Ora, para o deputado Rodrigo Saraiva, é tempo de deixar de lado a história colonial.

Os governos portugueses têm tido, relativamente aos nossos países irmãos, os cuidados têm sido por uma espécie de algum trauma pós-colonial. E nós não podemos ter esses traumas. Isso já ficou lá atrás e temos que nos relacionar com todos os países lusófonos. E os níveis de exigência que nós temos que ter com Angola, com Moçambique, com Cabo Verde, com São Tomé, com o Brasil, com Timor-Leste, o nível de exigência tem que ser sempre o mesmo que nós pomos para qualquer outro país à face da Terra.

Rodrigo Saraiva, deputado da Iniciativa Liberal, à Rádio Observador, pede ao governo que solicite uma investigação independente sobre as irregularidades eleitorais e os atos de violência em Moçambique. Isto acontece depois desta manhã a Iniciativa Liberal ter recomendado ao Parlamento que não reconheça os resultados eleitorais. Também o Bloco de Esquerda apresentou esta semana um projeto de resolução no Parlamento nesse mesmo sentido.

Na Madeira, a continuidade do Executivo de Miguel Albuquerque está na mão do Juntos pelo Povo.

Partido que só decide o sentido de voto em relação à moção de censura apresentada esta semana pelo Chega nos próximos dias. O representante da República já veio falar, pediu serenidade. Irineu Barreto quis tranquilizar os madeirenses, diz que é preciso tempo para que a Assembleia Regional faça o trabalho que tem pela frente.

Eu não quero dizer nada de especial que possa ser entendido como condicionando ou interferindo nos trabalhos da Assembleia. Deixemos a Assembleia funcionar, aguardemos calmamente O desenrolar dos acontecimentos. Gostaria também de pedir, e pedir-vos também a vós, que mantenham a nossa população, que bem merece, a serenidade no dia a dia. Acreditamos no futuro, a Madeira continua a funcionar.

O representante da República na Madeira pede à comunicação social, mas também aos madeirenses, para que não sejam dramáticos em torno de processos políticos que considera normais.

Paciência é o que pede também o Juntos pelo Povo, a terceira força política na Madeira.

Foi num comunicado divulgado esta manhã que o partido explicou que vai manter-se em silêncio, embora atento, pelo menos durante os próximos dias. O partido vai reunir os militantes num plenário a meio desta semana, que agora entra, para analisar a moção de censura apresentada pelo Chega, de resto, já validada pelo Partido Socialista. A Comissão Política Nacional do Juntos pelo Povo vai divulgar a respectiva decisão daqui a oito dias, no próximo domingo.

Agora mudamos de tema. Morreu a atriz Alina Vaz.

Atriz que pisou os maiores palcos nacionais, fez parte de diversas companhias, desde o Teatro Nacional Dona Maria II ao Teatro Experimental do Porto. Passou também pelo grande ecrã, mas ficou conhecida ainda pela participação em séries televisivas. Foi presença regular nas séries de Camilo de Oliveira, passou também pela rádio. Nos palcos, contracenou com atores como António Silva, Lara Alves, Nicolau Breyner. Venceu vários prêmios. Alina Vaz morreu hoje em Sintra, aos 88 anos. São 16h08.