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Observador. Jornal das quatro, na Rádio Observador, com edição de Miguel Cordeiro e em destaque, Miguel, o Conselho de Ministros vai reunir-se amanhã.
O Governo convocou essa reunião do Conselho de Ministros para esta segunda-feira, véspera do debate da moção de confiança na Assembleia da República. Neste momento, há chumbo anunciado e isso pode ditar a queda do Governo. A reunião do Conselho de Ministros foi agendada para às dez da manhã, na residência oficial do primeiro-ministro, Palácio de São Bento, em Lisboa. Pode ser a última vez que este Governo se reúne em Conselho de Ministros em plenitude de funções. O Parlamento debate na terça-feira uma moção de confiança apresentada pelo Governo, tem chumbo anunciado, uma vez que PS e Chega garantiram voto contra.
O Partido Socialista também se vai reunir amanhã. Neste caso, é um encontro da Comissão Política Nacional.
É amanhã à noite, por volta das 21:00, na sede nacional do PS, no Largo do Rato. Reúnem também na véspera dessa votação da moção de confiança ao Governo. O único ponto na agenda é a análise da situação política. Esta Comissão Política Nacional do Partido Socialista também já reuniu na última segunda-feira. Nessa altura, Pedro Nuno Santos, no final, anunciou a comissão parlamentar de inquérito à empresa familiar de Luís Montenegro.
E hoje já houve uma reunião no Largo do Rato. Pedro Nuno Santos reúne-se hoje com todas as federações socialistas.
No final, quem falou foi a presidente da Federação da Área Urbana de Lisboa. Carla Tavares apontou para um partido coeso neste cenário de crise política.
Terminamos a reunião com os presidentes de federação. O Partido Socialista está absolutamente coeso relativamente a este processo, que se espera que aconteça na terça-feira, na Assembleia da República. E o apelo que voltamos a fazer ao senhor primeiro-ministro e ao governo do PSD é que retire a moção de confiança.
Carla Tavares, no final deste encontro, uma declaração captada pela Agência Lusa, presidente da Federação Socialista da Área Urbana de Lisboa, diz que o PS sempre disse que chumbaria essa moção de confiança ao Governo.
Esta manhã, o presidente da Assembleia da República mostrou-se confiante e apelou à responsabilidade dos partidos.
José Pedro Aguiar-Branco confessa que acredita nesse sentido de responsabilidade e pede que, no dia da votação da moção de confiança, se tenha em conta o interesse nacional.
Acho que os portugueses não desejam eleições e acho que o superior interesse nacional exige que também, neste momento, essa avaliação do interesse nacional esteja bem presente quando for a hora de votar, tal como também foi nas moções de censura, tal como aconteceu também na votação do Orçamento de Estado. O superior interesse nacional que levou a que o Orçamento de Estado fosse aprovado, que também levou a que as moções de censura não fossem aprovadas. Também aqui pode ser colocado o interesse nacional e eu espero que assim aconteça.
Aguiar-Branco falou hoje em Matosinhos, quis recordar estes outros entendimentos na legislatura e pediu que a moção de confiança ao Governo passe pelo bem da estabilidade nacional.
E Miguel, o PSD convocou hoje uma conferência de imprensa para pressionar o PS.
Miguel Pinto Luz desafia os socialistas a mudarem de opinião.
Deixem-nos trabalhar. É o apelo que hoje o PSD faz. Deixem-nos governar. Deixem-nos continuar o trabalho do último ano. Deixem-nos concluir, mais importante que tudo, concluir o programa com o qual vencemos as eleições de 2024 e pelo qual nos comprometemos perante todos os portugueses.
Miguel Pinto Luz é membro da Comissão Política Nacional do PSD, é também ministro da Habitação e das Infraestruturas, pede à oposição para não derrubar o Governo.
E o Bloco de Esquerda vai votar contra a moção de confiança do Governo e aponta também críticas à governação social-democrata.
Na Madeira, no dia em que arranca a campanha para as eleições regionais, Mariana Mortágua atacou o Governo nacional e justificou o voto contra nessa moção de confiança.
Nós votamos contra a moção de confiança porque não confiamos no Governo, não confiamos no primeiro-ministro. Mas há uma outra razão para votarmos contra a moção de confiança. E tem a ver com a forma como o Governo olha para o país. Quais são os olhos com que o Governo vê o país, as dificuldades, as pessoas, a nossa vida. E o Governo já provou que olha para o país com os olhos de uma grande empresa, que olha para o país com os olhos de um negócio.
Críticas de Mariana Mortágua que foram estendidas ao atual governo regional da Madeira, liderado por Albuquerque. A líder do Bloco de Esquerda diz que o PSD governa na região contra as pessoas e a favor dos interesses imobiliários.
E a campanha madeirense começou hoje e Miguel Albuquerque pede maioria absoluta.
Albuquerque diz que está confiante na vitória, mas para além de vencer, quer também ter condições para governar, principalmente porque todos os partidos da oposição estão contra esta liderança social-democrata e votaram também na moção de censura que o Chega apresentou a este governo. Portanto, Albuquerque pede desde já, no arranque da campanha, maioria absoluta.
E o PS Madeira começa a campanha a abrir porta a coligações, Miguel.
Paulo Cafôfo esteve esta manhã aqui na Rádio Observador para dizer que está disponível a uma solução que tire o PSD do poder.
Estou certo que agora, com esta instabilidade e com o caos provocado por Miguel Albuquerque e o PSD, que esses mesmos partidos tomarão outra posição, nomeadamente juntarem-se ao PS numa solução governativa que dê estabilidade aos madeirenses e aos porto-santenses. Eu tenho sido o líder partidário que mais tem procurado entendimentos, convergências com os partidos que neste momento são da oposição, porque julgo que é colocar os interesses das pessoas acima dos interesses individuais ou interesses partidários.
Paulo Cafôfo a abrir portas a uma geringonça insular. O Juntos pelo Povo, de Hélvio Sousa, está também disponível para coligações pós-eleitorais. Hélvio Sousa também esteve esta manhã na Rádio Observador a lançar esse recado aos restantes partidos. Devem estar todos abertos a coligar.
Miguel, o mau tempo continua a fazer estragos. Desde quinta-feira foram registadas mais de 600 ocorrências em todo o país.
É um balanço feito até ao meio-dia de hoje, feito à Rádio Observador pela Proteção Civil, que refere que a maior parte das ocorrências são quedas de árvores.
Desde as 0h do dia 7 até às 12h do dia de hoje, foram registadas 694 ocorrências que envolveram 2735 operacionais e 996 meios terrestres. As ocorrências mais relevantes foram 263 quedas de árvores, 153 quedas de estrutura e 140 limpezas de via.
As condições meteorológicas não vão ficar melhores nos próximos dias. Há a previsão do IPMA de chuva e vento forte durante toda a semana. Hoje a situação está mais calma, mas durante o dia de amanhã volta a chuva e o vento forte e deve continuar assim durante toda a semana.
No desporto, joga-se o derby de Lisboa na final da Taça da Liga de Futebol Clube.
Estamos nesta altura em tempo de intervalo. O jogo começou às 15h. Para já, em tempo de intervalo, tudo empatado entre Benfica e Sporting. O jogo é em Leiria, um igual neste encontro. Foi o Sporting que marcou primeiro. Diana Silva marcou aos sete minutos, fez um 1 x 0. O Benfica respondeu aos 20 minutos com um gol de Laís Araújo. Para já, tempo de intervalo, tudo empatado entre Benfica e Sporting na final da Taça da Liga.
E a fechar este jornal das 16h, Israel anuncia que vai criar um órgão de administração da migração para expulsar palestinianos de Gaza.
O objetivo é supervisionar a saída de palestinianos residentes em Gaza. Ao que avança o "Times of Israel", a decisão israelita surge depois de Donald Trump divulgar o plano para criar uma riviera no Médio Oriente, em Gaza. O projeto prevê a conversão de Gaza numa espécie de resort, a par da expulsão dos palestinianos do território.
Miguel Cordeiro com o jornal das 16h.