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Com Luís Soares. Vamos às notícias com Luís Soares. Começamos pelo Ministério da Economia, que já marcou para a próxima semana uma ronda de reuniões com 16 associações empresariais, por causa do anúncio das taxas alfandegárias por parte dos Estados Unidos.

Em comunicado, o Ministério da Economia explica que essas reuniões têm por objetivo avaliar o impacto e as medidas de mitigação dessas tarifas anunciadas pela administração norte-americana nas empresas portuguesas e também na economia nacional. De resto, já esta manhã, à Rádio Observador, Pedro Reis tinha anunciado que iria criar um grupo de acompanhamento para avaliar o impacto dessas tarifas.

"Esses são setores em que estaremos particularmente atentos e que iremos trabalhar, como já temos vindo a articular com empresas, com associações, mas agora teremos que criar um grupo de acompanhamento desta matéria. Primeiro, para ir partilhando o que é que se está a preparar a nível da União Europeia e até receber contributos."

Pedro Reis, ministro da Economia, no explicador das manhãs 360, às reuniões com as associações empresariais, 16 associações que começam na próxima semana.

E o presidente da CIP defende que a Europa deva responder com firmeza ao aumento das tarifas aduaneiras imposto pelos Estados Unidos.

Armindo Monteiro diz, no entanto, que esta resposta deve ser, sobretudo, política e estratégica.

"Assumir o papel que é da Europa. Por isso, mais do que responder com tarifas, é importante respondermos com uma política, com uma estratégia, porque do outro lado não vemos estratégia, vemos só tática. Esta palavra, tarifa, é a palavra preferida do senhor Donald Trump. Nós temos que mostrar que não é essa a nossa preferida. A nossa preferida é ética, é economia, é comércio, mas tudo com valores e de forma confiável, que é coisa que do lado do Atlântico, neste momento, não existe."

Armindo Monteiro, em declarações à entrada para a reunião da Concertação Social. Já o presidente da CAP diz estar preocupado com as taxas anunciadas por Donald Trump. Álvaro Mendonça Moura diz que o nosso país tem de apostar agora num esforço de promoção dos produtos portugueses no mercado internacional.

"A competição vai ser muito mais dura e nós, portugueses, vamos ter que fazer um esforço enorme de promover os nossos produtos, de nos batermos pelos mercados. É este o conjunto.

E nós próprios temos de procurar outros mercados?

Nós próprios temos que procurar, e por isso eu digo, e é muito importante que o Estado apoie este esforço, que vai ter que ser feito, de promoção dos nossos produtos nos vários mercados."

Presidente da CAP, também presidente da CIP, em declarações aos jornalistas, à chegada à reunião de concertação social, reunião do governo com os parceiros sociais, que está a decorrer esta tarde em Lisboa.

Foram condenados apenas entre os quatro e seis anos de prisão, os quatro jovens que agrediram o zelador da casa de André Villas-Boas.

Incidente que aconteceu na madrugada de 22 de novembro de 2023. A leitura do acórdão do processo aconteceu há pouco, no Tribunal de São João Novo, no Porto, onde está a repórter do Observador, Maria Rego. Maria, o tribunal entendeu que estes foram atos inadmissíveis.

Exatamente. O tribunal classifica o que aconteceu como intolerável e inadmissível. Expressou, por isso, que é preciso enviar uma mensagem a estes jovens muito forte de que a comunidade não pode tolerar quando crimes têm consequências graves, como as deste caso. No caso, ossos partidos, lesões graves e na qual a vítima permanece hospitalizada. Os quatro indivíduos, agora condenados à prisão efetiva, foram detidos por suspeitas de agressões violentas ao segurança do prédio onde mora o atual presidente do Futebol Clube do Porto, ocorridas na noite de 22 de novembro de 2023. Neste processo, investigaram-se também outros ilícitos criminais, como assaltos na zona da Foz do Porto e ligações com a Operação Pretoriano. Sobre as penas, Rui Santos e Rafael Silva vão cumprir seis anos de prisão, Nuno Paiva, cinco anos e seis meses e Daniel Sales, quatro anos e seis meses. Para além da pena de prisão, os jovens têm de pagar uma indenização provisória de €25 mil à vítima e o valor poderá aumentar, tendo em conta que o zelador ainda está a ser acompanhado no hospital. Recordo que os suspeitos têm idades compreendidas entre os 19 e os 23 anos. Têm agora direito a 30 dias para recorrer, uma opção que um dos advogados, já no exterior do tribunal, anunciou que vai tomar.

Maria Rego, aqui em direto, ela que acompanhou esta leitura do acórdão que condenou a penas de prisão entre os quatro e os seis anos, prisão efetiva para os quatro jovens que agrediram o zelador da casa de André Villas-Boas.

Pedro Nuno Santos esclarece que só esta manhã é que Sérgio Sousa Pinto manifestou desagrado com o lugar nas listas do PS.

O secretário-geral do Partido Socialista diz que Sérgio Sousa Pinto conhecia as listas desde segunda-feira, mas que só esta manhã é que comunicou o desagrado com a ordenação dos nomes. Entrevista no programa de Júlia Pinheiro, na SIC, esta tarde. Pedro Nuno Santos valoriza esta saída de última hora.

Eu convidei-o. Não fui eu que o excluí. O Fernando Medina tomou a decisão de sair e, portanto, de fazer uma carreira no privado. Quer dizer, isso deve ser respeitado, faz parte. O Sérgio Sousa Pinto, que aceitou integrar as listas, elas foram aprovadas em Lisboa a dele na segunda-feira, conhece a composição desde segunda-feira.

E hoje não. E hoje não quis.

E hoje de manhã decidiu que afinal não gostava e que queria sair e nós temos que respeitar. É a vida. Quer dizer, ele falou comigo, explicou-me as razões. Eu não vou perder muito tempo com isso

O líder do PS, em entrevista à SIC, depois de Sérgio Azevedo Pinto ter anunciado que está fora das listas do PS, foi o próprio a pedir para sair por não se rever na equipa. Nesta entrevista à SIC, Pedro Nuno Santos critica também a postura de Luís Montenegro, avisa que as eleições não vão limpar os esclarecimentos que o primeiro-ministro tem de dar ao país.

E este último mês, mês e meio, foi muito revelador da seriedade do Luís Montenegro e isso preocupa-me. E como eu dizia, eu já disse várias vezes, acho que só vamos ter estabilidade política se o Partido Socialista vencer as eleições, porque se acontecesse o contrário, nós iríamos continuar com aquilo que tivemos neste mês e meio, iríamos continuar. E isso não pode continuar. As eleições não vão terminar com esta suspeição sobre Luís Montenegro e nós não podemos viver nessa suspeição.

Pedro Nuno Santos, entrevistado no programa de Júlia Pinheiro na SIC esta tarde, refere ainda que tem uma relação cordial com Luís Montenegro, embora diga que não existe qualquer relação de amizade.

A ministra da Justiça espera a demissão dos dirigentes que possam estar envolvidos na investigação que levou a buscas, hoje, no Ministério da Justiça e no Banco de Portugal.

É o que adianta ao Observador fonte do ministério, em causa estão funcionários de vários serviços que podem ter lesado o Estado em 17 milhões de euros. A Polícia Judiciária e o Ministério Público realizaram 75 mandados de busca que não visam, no entanto, decisores políticos, à suspeita de crimes de corrupção ativa e passiva, tráfico de influências ou branqueamento de capitais, entre outros. O redator principal do Observador, Luís Rosa, explica o que está em causa neste processo.

Está em causa a contratação pública de serviços informáticos, de serviços tecnológicos, e está em causa também uma alegada cartelização nesses procedimentos concursais, ou seja, nesses concursos e nessa contratação pública. A suspeita que nós temos como confirmada é de que há um conjunto de empreendos que combinaram o preço e combinaram quem será a vencedora e assim conseguem viciar os concursos públicos. A Ministra da Justiça espera uma demissão imediata de eventuais arguidos no Ministério da Justiça, ou seja, dirigentes ou funcionários do Ministério da Justiça que venham a ser constituídos arguidos.

Luís Rosa, redator principal do Observador, a dar conta do âmbito deste processo. Houve 75 mandados de busca, que não visam decisores políticos do Ministério da Justiça, também no Banco de Portugal, não se sabe ainda se já há arguidos constituídos no âmbito deste processo.

Vamos agora a outras notícias que também estão a marcar a atualidade a esta hora.

A Câmara de Lisboa recuou quanto à remoção de árvores na Avenida 5 de Outubro, sobretudo da espécie jacarandá. Em comunicado, a autarquia adianta que decide autorizar apenas três transplantes, em vez de 20, e pedir a reavaliação dos 25 abates previstos relativamente à transplantação destes três jacarandás. A Câmara de Lisboa disse que dois irão para a Praça Andrade Caminha e um para a Rua Marquês de Fronteira. Foi retirado do domínio público o estudo sobre gestão de escolas, que tinha sido coordenado pelo antigo ministro David Justino, tinha sido divulgado em fevereiro. Causou polêmica na altura por indicar que cerca de 40% das escolas tinham menos de 15 alunos, concluindo por uma gestão ineficiente. O estudo será agora retirado após revisão dos dados. Depois de uma análise alargada ao estudo, foram identificadas divergências nos valores das diferentes bases de dados, pelo que o Edulog entendeu não poder retirar conclusões finais. Pedro Proença falhou a eleição para o comitê executivo da UEFA, diz que hoje o futebol português sai derrotado. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol era um dos 11 candidatos à votação, mas não conseguiu ser eleito para uma das sete vagas entre os mais votados pelas 55 federações nacionais que formam a UEFA. Declarações citadas no site da federação, Pedro Proença promete que em 2027 irá colocar o futebol português com representação nas mais altas instâncias do futebol internacional.