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Observador, são 16h. Este é o Jornal das Quatro com edição do João Gama. João, o governo aprovou esta tarde medidas para o combate aos incêndios, agricultura e também educação. Já lá vamos. Antes, o primeiro-ministro, que condenou o ataque russo a Kiev, Luís Montenegro, diz que é chocante e intolerável o número de vítimas que continua a aumentar.

18 pessoas morreram vítimas deste ataque russo na capital ucraniana, quatro crianças. Há ainda dezenas de feridos como resultado deste bombardeamento. Luís Montenegro reagiu na rede social X. O primeiro-ministro português considera urgente que Moscou pare com os ataques contra a Ucrânia. Este bombardeamento atingiu as instalações da missão europeia no país. Moscou lançou durante a noite mais de 600 drones e mísseis contra o território ucraniano durante a última noite. Entretanto, Ursula von der Leyen já falou com Donald Trump e Volodymyr Zelensky para pedir a Vladimir Putin que se sente à mesa das negociações depois deste ataque. Na última hora, quem reagiu foi o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, que condenou este ataque e diz que a Rússia não pretende alcançar a paz.

A Rússia não está interessada em paz nenhuma e está constantemente a tentar dinamitar o processo que os Estados Unidos tinham lançado, que do nosso ponto de vista, preferivelmente, iria processar fogo.

As declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros português, que considera o ataque bárbaro e diz que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai estar reunido com Volodymyr Zelensky já na próxima semana.

É realmente um ataque bárbaro. Esta é, depois, uma reação pessoal. O primeiro-ministro, aliás, terá bem agendada uma conversa mais longa com o presidente Zelensky no próximo fim de semana, que ficou hoje mesmo marcada, na sequência da apresentação, naturalmente, das condolências.

As declarações de Paulo Rangel, em uma entrevista à CNN Portugal, reitera ainda que a Embaixada Portuguesa não foi atingida, apesar dos ataques russos terem sido direcionados contra toda a região diplomática de Kiev.

Agora, sim, João, vamos ao Conselho de Ministros. O governo aprovou esta tarde medidas para o combate aos fogos, agricultura e educação.

E também para uma comissão das celebrações do 25 de novembro, que foi anunciada pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo. Vamos agora já em direto ao Campus João XXI, ao encontro do repórter João Lourenço, que esteve a acompanhar este Conselho de Ministros. João, aproveito para te perguntar que medidas é que foram aprovadas esta tarde.

Medidas relacionadas com comemorações do 25 de novembro, o concurso extraordinário para a colocação de professores e também mais apoios para os viticultores para a zona demarcada do Douro. Foram estes os principais destaques deste Conselho de Ministros, que regressou ao Palacete de São Bento, depois de uma viagem extraordinária à cidade de Viseu, para aprovar medidas sobre os incêndios, já na semana passada. Quanto ao dia de hoje, Nuno Melo afirma que esta comissão comemorativa do 25 de novembro vai homenagear novamente a data, mas também os 50 anos das primeiras eleições livres de 1976. Esta comissão, que vai ter uma ampliação de quase um ano para chegar até esse ano de 2026. O presidente desta comissão ainda não é conhecido, mas Nuno Melo reforça que todos os partidos vão ter uma palavra a dizer acerca desta estrutura da comissão organizadora. Passamos para a educação, até porque Fernando Alexandre reforçou novamente a abertura de mais um concurso extraordinário para a colocação de professores, uma medida que já não é antiga e que no ano passado conseguiu colocar 1700 docentes. A meta está agora em 1800. Recordar também que todos os professores vão ter esse apoio à deslocação e também foi aprovada uma majoração até €500 para todos os docentes que estejam deslocados até 300 km. Também na educação, acerca da Estratégia Nacional para a Educação para a Cidadania, há também uma exigência, neste caso, para as escolas, que têm até dia 12 de setembro para enviar para o ministério uma estratégia da escola, aprovada já com as diretrizes nacionais incluídas. Por último, o ministro da Agricultura anunciou algumas medidas para os viticultores da zona demarcada do Douro. A época das vindimas aproxima-se e o governo aprovou a medida de €0,50 por quilo de vinho, um apoio para esses viticultores. Também aprovou medidas para a inovação e reforço da competitividade de algumas cooperativas. José Manuel Fernandes, o ministro da Agricultura, reforça que o setor vitivinícola cria emprego e riqueza, mas também previne as vinhas e os territórios para alguns incêndios. Terminando, até porque já houve algumas perguntas acerca do próximo orçamento do Estado, Carlos Abreu Amorim, ministro dos Assuntos Parlamentares, refere que há esperança para que as próximas negociações com as forças partidárias sejam mais flexíveis. No entanto, Carlos Abreu Amorim não quis abrir muito o jogo. Refere também que os prognósticos só se fazem para o final do jogo, neste caso, para o debate de aprovação e da apresentação do próximo orçamento de Estado. Foram estes os destaques deste Conselho de Ministros, de regresso ao Campus XXI.

Uma série de reuniões entre governo e partidos da oposição, grupos parlamentares, que começa no dia 3 de setembro, onde vão discutir não só o orçamento, mas também o reconhecimento do Estado da Palestina, a Lei de Estrangeiros e também a Lei da Nacionalidade.

E a ministra da Administração Interna nega que o país tenha colapsado na gestão dos incêndios.

Esta tarde, uma visita aos bombeiros voluntários de Serpins, no distrito de Coimbra. Maria Luísa Amaral diz que agora é o tempo de refletir e avaliar o trabalho realizado durante o último mês no combate às chamas, sem descartar alterações ao sistema de proteção civil. A ministra reconhece Que sim, houve falhas na gestão política dos incêndios.

Com esta dimensão de catástrofe, é evidente que nem tudo correu bem. Colapso não houve. E temos todos, como comunidade nacional, de nos congratular pelo facto de não ter havido colapso. De facto, o país respondeu. Respondeu de acordo com o sistema que é o seu, que tem um desenho institucional, todos têm. E como esta é a hora de compreender o que se passou e de avaliar o que se passou, evidentemente que a análise crítica desse sistema institucional estará sobre a mesa.

A ministra Maria Lúcia Amaral, esta tarde em Coimbra, que esteve aqui a visitar a sede dos Bombeiros Voluntários de Serpins enquanto o governo esteve reunido em Conselho de Ministros.

Enquanto isso, PS e PSD estão em contactos para organizar uma reunião onde vão discutir uma estratégia para o interior e para a floresta portuguesa.

Foi o que disse o secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, a dizer que há contacto entre o partido e o ministro dos Assuntos Parlamentares. Os socialistas alertam para a importância de reformar a gestão das florestas portuguesas e de desenvolver o interior do país. Questionado sobre a altura ideal para fazer uma análise à gestão dos incêndios, o secretário-geral do PS remete o assunto para mais tarde. Lembra, ainda assim, o debate de ontem, que, diz José Luís Carneiro, serviu para fazer um pouco de chicana política.

Nós entendemos que a avaliação da época dos incêndios deve fazer-se no fim da época dos incêndios. Aliás, por isso é que fomos contra o debate que ontem houve na Assembleia da República. Pergunto um dia depois do debate, para que é que serviu o debate? Teve algum efeito concreto na vida das pessoas? Teve algum efeito concreto na melhoria das condições operacionais da Proteção Civil? Serviu para ser aproveitado por alguns para uma certa chicana política.

Críticas do secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, que está a fazer a Estrada Nacional dois. Estas declarações foram feitas em Ponte de Sor.

E o secretário-geral do PCP acusa o PS de estar adormecido no meio de uma maioria de direita com muita pressa em Portugal.

Diz que o Partido Socialista não está a mostrar diferenças em relação às opções tomadas pelo governo do PSD. Paulo Raimundo refere que a conjuntura política em Portugal está a piorar e descreve o que diz ser a conivência entre forças de direita da seguinte forma:

PSD e o CDS são os executantes da política. A Iniciativa Liberal é a lebre ideológica dessa mesma política e o CHEGA é o arrebanho dessa política, é o abre-latas da política do governo. Portanto, cada um com o seu papel conjugados, infelizmente, com o PS adormecido e sem se diferenciar de forma significativa das grandes opções do governo. Portanto, podemos dizer assim, do ponto de vista político, a situação está melhor, não está pior.

Críticas de Paulo Raimundo aqui numa visita ao espaço da Quinta da Atalaia, que vai receber, na próxima semana, a edição da Festa do Avante deste ano.

Quatro horas e nove minutos, João, que outras notícias marcam a atualidade?

Uma bebé nasceu na madrugada de quarta-feira, na berma da A1, dentro de uma ambulância que estava a caminho de Lisboa, estava a caminho do Hospital de São Francisco de São Xavier, porque as urgências do Hospital de Vila Franca estavam encerradas. A notícia foi avançada pelo jornal Notícias do Sorraia, confirmado depois pelo Observador. A mulher agredida na Madeira corre risco de ficar cega. O agressor está a ser ouvido em sede de primeiro interrogatório, depois de ter agredido com violência a mulher de 34 anos na casa de um familiar, onde a vítima estava com o filho de nove anos. A CNN Portugal avança que a mulher pode perder a visão devido às agressões que atingiram os dois olhos.