Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Um Quatro em ponto. Jornal das Quatro com edição do Miguel Vider. Miguel, começamos este jornal com um aviso da NASA. A Agência Espacial Norte-Americana alerta a tripulação da Estação Espacial Internacional para a eventual necessidade de avançar com a evacuação da estação, isto porque há uma fuga de ar.
Num laboratório que é gerido pela Rússia, os quatro astronautas da missão Crew-12, dois norte-americanos, um francês e um russo, receberam a indicação para entrarem na nave espacial Crew Dragon, acoplada à Estação Espacial Internacional. Uma fonte da NASA conta à agência de notícias Reuters que se têm registado fugas de ar, episódios considerados menores, que se têm vindo a agravar desde o início da semana. Há agora este aviso para a necessidade de vir a ser necessário evacuar a Estação Espacial Internacional. É um caso que vamos acompanhar ao longo do dia aqui na antena do Observador.
Mas para já nesta edição das Quatro mudamos de tema. Às dúvidas que têm sido manifestadas sobre o nova Prestação Social Única, o primeiro-ministro promete prestar todos os esclarecimentos.
A nova prestação vem substituir 13 prestações sociais não contributivas. A atribuição deste apoio não está dependente de contribuições para a Segurança Social. O Parlamento aprovou esta terça-feira o pedido do Governo para discutir com urgência a autorização legislativa sobre a criação da Prestação Social Única. Prevê uma discussão na especialidade até ao máximo de 10 dias. Luís Montenegro garante que nada vai deixar de ser esclarecido, apesar da urgência.
Mas há uma coisa que nós temos é que desafiar todos a fazer. Querem ou não querem concentrar numa Prestação Social Única um conjunto muito diverso de apoios sociais àqueles que são os mais pobres, àqueles que são os mais vulneráveis da sociedade? Querem ou não querem moralizar essas ajudas? Querem ou não querem tratar de fiscalizar melhor e de dar maior reciprocidade à solidariedade uns com os outros?
Mas vai responder às dúvidas que foram colocadas antes do debate no Parlamento?
Com certeza, vamos responder às dúvidas antes do debate, no debate e num processo que será rápido, creio eu, por aquilo que está comunicado ao Governo.
O arranque do debate está agendado, como dizia, para o próximo dia 12 de junho. A declaração de Luís Montenegro à margem da cimeira União Europeia-Balcãs Ocidentais, uma cimeira que está a decorrer em Montenegro.
Do primeiro-ministro para o ministro da Administração Interna, que está orgulhoso, Miguel, do trabalho dos agentes da PSP no dia da greve geral.
Orgulho manifestado publicamente esta sexta-feira, confrontado com a resposta da polícia aos desacatos que ocorreram junto à escadaria da Assembleia da República, Luís Neves elogia a intervenção dos agentes.
A Polícia de Segurança Pública atuou no cumprimento da lei, atuou bem, atuou com firmeza e robustez, impondo a força necessária para que a lei seja cumprida. Eu sempre disse e direi aos homens e mulheres da guarda e aos homens e mulheres da PSP, terão sempre o meu respaldo quando faço o trabalho no sentido de repor a ordem pública. Tenho orgulho no trabalho que fizeram. Não pode haver nem desordem, nem desacatos.
Declaração do ministro da Administração Interna à margem da inauguração do novo quartel da GNR de Castelo de Paiva, no distrito de Viseu. Foi alvo de obras de requalificação.
E são declarações que chegam no mesmo dia, Miguel, em que os seis detidos pela PSP, na sequência dos desacatos junto à Assembleia por causa da greve, são presentes a primeiro interrogatório.
Um interrogatório que antecede a aplicação das medidas de coação, que vão do termo de identidade e residência à prisão preventiva. A reportagem do Observador tem estado ao longo do dia no Campus de Justiça, em Lisboa. É para lá que seguimos agora, ao encontro da Laura Figueiredo. Laura, os interrogatórios estão em marcha?
Não temos informações recentes, mas pelo que nos disseram os funcionários do tribunal há cerca de uma hora, estariam a começar a ser identificados três dos cinco detidos. Isto porque há dois processos diferentes, sendo que, de acordo com as últimas informações que nos deram por volta das 15h, o segundo processo referente aos outros dois detidos ainda não tinha sido sequer distribuído. Ainda assim, o esperado para esta tarde é que o juiz ouça o Ministério Público e também a defesa dos detidos e só depois decide as medidas de coação a aplicar. O prazo de 48 horas em que os cidadãos podem ficar detidos sem serem ouvidos por um juiz estava já a aproximar-se do fim, mas pelo menos três deles já terão sido identificados e, por isso, poderiam agora até continuar detidos, se assim o decidisse o juiz. No entanto, para estes casos, a pena mais comum é mesmo o termo de identidade e residência. Mas só depois de ouvir o Ministério Público e a defesa é que serão conhecidas as medidas de coação. Há ainda também, Miguel, um sexto cidadão que foi detido na quarta-feira, mas saiu em liberdade no mesmo dia e por isso vai ser ouvido num outro tribunal. Aqui à porta do Campus de Justiça mantêm-se já desde cedo alguns amigos, também familiares dos detidos, que aguardam igualmente pelas medidas de coação. Não sabemos se serão conhecidas ainda hoje, dada a demora do processo. Os detidos estão aqui já desde perto das 10h, mas como dizia, só há cerca de uma hora terão começado a ser identificados. Vamos continuar a aguardar pela decisão do juiz para conhecer as tais medidas de coação que vão ser aplicadas aos cinco cidadãos que foram detidos na sequência dos desacatos na manifestação de apoio à greve geral de quarta-feira.
E tu aqui estarás, Laura Figueiredo, na antena do Observador, para dar conta dessa decisão do juiz de instrução criminal, na expectativa de que ainda hoje possam vir a ser conhecidas as medidas de coação.
Para já, seguimos com outra declaração que está a marcar esta sexta-feira da ministra do Ambiente e Energia, que recomenda, Miguel, que seja disponibilizado aos utentes um desenho à entrada das praias, com a indicação das áreas onde é possível ou não
Uma sugestão feita por Maria da Graça Carvalho no âmbito da polêmica em torno da proibição ilegal, determinada por alguns concessionários, de colocação de chapéus em frente às zonas concessionadas. A ministra diz que a lei é clara e faz esta sugestão às autarquias.
Como eu aconselho que haja um desenho à entrada da praia. Dizer: "Olha, este espaço é concessão, este espaço é segurança, tudo o resto é livre". A lei é esta, as regras são estas, são muito simples. Temos é que ter, para cada praia, o seu plano de praia e a sua sinalética. Já se sabe, dentro da concessão e nas áreas que são segurança, as pessoas individuais que não foram para a concessão, não podem pôr os seus chapéus.
Declaração da ministra do Ambiente e Energia, captada pela RTP Notícias. A ministra acompanha esta sexta-feira as obras de intervenção nalgumas praias do Algarve.
E a marcar a atualidade internacional esta sexta-feira, Vladimir Putin já leu a carta enviada por Volodymyr Zelensky, em que o presidente ucraniano sugere um encontro cara a cara com o líder russo, tendo em vista a procura de uma solução para o fim da guerra iniciada, Miguel, em 2022.
A revelação é feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não adianta qual a reação de Putin, sendo que ontem o presidente russo não descartou um encontro com Zelensky. Esta aparente abertura negocial coincide com o intensificar dos ataques das forças russas. Talvez não por acaso, é o que salienta o tenente-general Manuel Serronha, convidado ao Contra Corrente da Rádio Observador.
A Rússia está a fazer nos últimos dias o número máximo de ataques na linha da frente que fez desde 2022. Está a fazer quase 300 ataques por dia e não obtém absolutamente nada, além de mais de 1500 baixas por dia, quase nos 2000. Que era aquilo que Zelensky, se nos recordamos, há um mês e tal atrás, antecipou. Foi esse o objetivo que ele deu às suas Forças Armadas. As baixas russas subirem dos 30 mil por mês para os 45 mil.
Números que podem estar a contribuir para a aparente abertura de Vladimir Putin para encontrar uma solução negociada para a guerra na Ucrânia.
E Miguel, tempo ainda nesta edição das 16h00 para escutarmos os dois alunos portugueses do 12° ano que conquistaram medalha de prata e de bronze nas Olimpíadas Internacionais de Filosofia.
Na edição 34 desta competição, que reuniu no passado mês de maio, em Varsóvia, na Polónia, perto de uma centena de alunos de mais de 50 países. A jornalista Maria Pinto esteve à conversa com Afonso Tavares e Vasco Leal sobre a participação nas Olimpíadas e este gosto pelo estudo do conhecimento, da ética, da moral, da existência do ser humano.
Para Vasco, o início da relação com a filosofia não começou da melhor forma.
No início, parecia um casamento que ia dar em divórcio muito depressa, do gênero "Casados à Primeira Vista", porque quando começámos Filosofia, começámos com uma matéria de Biológica, na qual eu, mesmo sendo de Ciências, não me estava a dar muito bem.
Já com o Afonso, a química foi instantânea.
Acho que a Filosofia desenvolveu-me esta capacidade de conseguir duvidar de afirmações que são vistas como verdades absolutas por outras pessoas.
O desafio era, em quatro horas, escrever um ensaio crítico em inglês sobre uma entre quatro citações de diferentes filósofos.
Eu escolhi o mesmo tema que o Vasco, era um tema sobre Aristóteles, sobre a origem da ação, da escolha, da razão contra a paixão e como podemos ser livres nas nossas ações e nas nossas escolhas.
Prova superada com sucesso, o sentimento é de orgulho e dever cumprido.
Eu fiquei muito feliz, foi uma mistura de felicidade e surpresa, e era uma grande responsabilidade estar a representar Portugal e chegar às expectativas das pessoas que estavam a acreditar em mim e a torcer por mim.
Acho que o prémio já tinha vindo antes da medalha, de poder estar lá, de ter aquela experiência toda, de poder conhecer uma nova cidade e logo com colegas tão interessantes e que tinham tanto para dizer.
Numa era digital, ambos acreditam que a inteligência artificial não pode substituir o pensamento crítico.
É triste que às vezes nós possamos, de certa forma, usar, por exemplo, o ChatGPT para tudo e mais alguma coisa. E que a inteligência artificial não deveria ser algo que pensasse por nós.
As pessoas tendem a ter todas opiniões instantâneas, em vez de tentarem justificar primeiro o que é que estão a defender. E eu acho que isso faz com que a filosofia seja bastante importante hoje e ainda mais relevante do que há 100 anos.
O primado do pensamento, da capacidade de refletir na era da desinformação e da inteligência artificial, ferramentas que tornam Afonso e Vasco humanos mais livres.
Afonso Tavares e Vasco Leal, medalha de prata e de bronze nas Olimpíadas de Filosofia, estiveram à conversa com a jornalista do Observador, Maria Pinto.
Pensam, logo existem. Têm 11 minutos para lá das 16h00, Miguel Videra, vamos a outras notícias que importa destacar nesta tarde de sexta-feira.
O valor do cabaz alimentar de produtos essenciais monitorizado pela DECO subiu na semana passada, depois de três semanas consecutivas em queda. O aumento foi de quase €2. O cabaz essencial com 63 alimentos custa agora 259,31€. Os produtos cujo valor aumentou mais percentualmente face à última semana foram o atum em óleo vegetal, a farinha para bolos e o espaguete. Em rutura de estoque até o final do próximo mês de julho, o Infarmed alerta para a falta do medicamento Tromalite, indicado para a prevenção de doenças cardiovasculares. A rutura está relacionada com dificuldades de produção, que não são especificadas. O Infarmed adianta que os utentes que tenham prescrições válidas para este medicamento, o Tromalite, vão poder, de forma temporária, adquirir medicamentos alternativos que contenham o mesmo princípio ativo.
Miguel Videra de regresso à antena da Rádio Observador às 16h30 com a informação em formato sintético. Já a seguir temos Teresinha Landeiro para ouvir ao vivo na Rádio Observador.