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Observador. Jornal das quatro, com edição de Rui Casanova. António José Seguro e Luís Montenegro mostram-se em sintonia e afirmam que se completam um ao outro. Esta mensagem política foi deixada hoje durante a visita oficial ao Luxemburgo.

O presidente da República e o primeiro-ministro garantem que estão alinhados e sublinham que é assim que é suposto ser entre Belém e São Bento. Foi num momento protagonizado durante a visita oficial que está a decorrer ao Luxemburgo. Luís Montenegro foi abordado por um imigrante português que tem uma bandeira de Portugal com uma coleção de autógrafos de personalidades portuguesas. António José Seguro já a tinha assinado na sexta-feira. Hoje foi a vez de Luís Montenegro, momento em que ambos aproveitaram para sublinhar a sintonia entre os dois.

Onde é o melhor sítio?

Onde quiser. O presidente escolheu o verde, que era esperança.

Eu vou aqui para o lado do vermelho. Está a ver? Assim completamo-nos. É assim que tem que ser.

Primeiro-ministro e presidente da República mostram-se assim em sintonia nesta visita oficial ao Luxemburgo e a bandeira de Portugal serviu de mote para deixarem esta mensagem de sintonia, uma mensagem política. Os dois tiveram também hoje a participar numa sessão com professores e alunos no Luxemburgo. António José Seguro defendeu a intenção de alargar o ensino do português no país e Luís Montenegro, também alinhado, garantiu que vai dar condições aos professores no estrangeiro para que continuem a lecionar a língua portuguesa, de forma a garantir que o português chega mais longe. Os dois garantiram e deixaram a mensagem de que a língua portuguesa abre muitas portas lá fora.

O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional considera que é necessário um reforço de recursos humanos e uma alteração ao Código de Execução de Penas para reduzir o número de mortes nas prisões.

Desde o início do ano e até agora morreram 28 reclusos nas prisões portuguesas. Os dados são avançados pelo jornal Público, que cita a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais. Este número mantém a mortalidade prisional em Portugal entre as mais elevadas de toda a Europa. Ora, em declarações à Rádio Observador, o presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional diz que o consumo de drogas sintéticas e a forma como elas entram nas prisões é a principal causa destas mortes. Frederico Morais sublinha ainda o problema da falta de recursos humanos nas prisões portuguesas.

Não temos assistência médica nas cadeias porque ninguém quer trabalhar com as cadeias portuguesas. Os enfermeiros vêm em contratos e vão-se embora porque não querem. Estão a ser subjugados aos dissabores dos senhores diretores de cadeias, porque eles querem trabalhar para estatísticas, os enfermeiros querem trabalhar para a saúde. A nível de médicos continuamos a não ter. Não temos qualquer vigilância sobre reclusos, que também facilita o consumo de substâncias e ao mesmo tempo a violência entre eles. Isto é tudo uma bola de neve que está a crescer nas cadeias portuguesas e um dia isto vai terminar muito mal. Para além destas 28, poderemos estar a falar daqui a uns dias de muitas mais.

O alerta de Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional. Já a Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso também se mostra preocupada com este número e acusa o Estado de negligência. O secretário-geral, Vítor Manuel Ilháro, convido pela Rádio Observador, critica ainda a falta de condições dos estabelecimentos prisionais em Portugal.

O problema é que, ao desespero de se estar numa situação complicada, é gente com problemas, gente que sofre, muitos deles doentes e não têm a mínima preocupação da parte do Estado, mas há longas décadas, que permita não só a sua reabilitação, mas até eles terem um tratamento digno. As nossas cadeias estão encreusadas, são medievais, são uma vergonha a nível nacional.

O secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso, em declarações à Rádio Observador. Desde o início do ano, morreram ao todo 28 reclusos nas cadeias portuguesas, 20 faleceram devido a doença, sete por suicídio e um por homicídio. Os dados são avançados hoje pelo jornal Público, com base em números da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.

Na atualidade internacional, Donald Trump afirma que os Estados Unidos vão trabalhar com o Irão para destruir o urânio enriquecido no Teerão.

Isto se ambas as partes chegarem a acordo. É o que diz Donald Trump numa entrevista à NBC News. O presidente dos Estados Unidos volta também a deixar uma ameaça. Se não houver acordo, as tropas norte-americanas vão destruir o Irão militarmente e depois disso entrar no país para destruir o urânio. O presidente norte-americano volta também a insistir que as duas partes estão muito perto de assinar um acordo, uma mensagem que tem sido repetida ao longo das últimas semanas por Donald Trump, isto numa altura em que o acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão parece cada vez mais frágil. Nos últimos dias surgiram notícias de troca de ataques entre as duas partes, sobretudo no Estreito de Ormuz. Agora, Donald Trump volta a repetir que pode estar para breve o anúncio desse acordo que ponha fim a este conflito no Médio Oriente.

E no desporto, Marc Márquez venceu o Grande Prêmio da Hungria de MotoGP, oitava ronda da temporada.

O piloto espanhol aproveitou assim as desistências dos dois primeiros do campeonato para reentrar na luta pelo título mundial. Marc Márquez somou a vitória 100 da carreira. Bateu Pedro Acosta, da KTM, que ficou em segundo, e Francesco Bagnaia, da Ducati, que ficou em terceiro. A corrida ficou também marcada por um acidente que aconteceu logo na primeira curva e que deixou de fora quatro pilotos. Marc Márquez foi o grande vencedor do Grande Prêmio da Hungria de MotoGP.

Atenções viradas também para o Real Madrid. Até ao início da tarde, votaram quase 13 mil sócios nas eleições que decidem o futuro do clube espanhol.

Eleições que interessam também ao Benfica, por causa de José Mourinho. Ora, os sócios do Real Madrid aptos para votar decidem hoje o futuro do clube. Optam pela continuidade com Florentino Pérez ou por um novo capítulo na história do Real Madrid com Enrique Riquelme. São eleições históricas, desde 2004 que Florentino Pérez não tinha oposição. Enrique Riquelme avançou, vai desafiar o atual presidente. O empresário espanhol diz que o objetivo desta candidatura é impedir aquilo que descreve como a venda do Real Madrid.

Vinte anos depois, pode-se votar novamente. O compromisso que fiz com todos os sócios do Real Madrid foi que apresentávamos para tentar parar a venda do clube, era a primeira linha vermelha. E depois, criar um projeto profissional sério e entusiasmante. Estou agradecido a todos os sócios do Real Madrid que vieram valorizar uma candidatura séria, põe os sócios no centro de tudo depois de 20 anos de esquecimento.

Enrique Riquelme, em declarações aos jornalistas depois de ter votado, Florentino Pérez também já foi às urnas. Uma primeira sondagem da Radio COPE, feita à boca das urnas, dá uma clara vantagem ao atual presidente. Se se confirmar essa vitória de Florentino Pérez, José Mourinho vai sair do Benfica e rumar ao comando técnico do Real Madrid a troco de 15 milhões de euros. As urnas abriram esta manhã, fecham às 19h, hora de Lisboa. Já não falta muito, os resultados devem ser conhecidos mais logo à noite, com o Benfica à espera destes resultados das eleições presidenciais no Real Madrid. Eleições históricas que importam também para definir uma continuidade ou não de José Mourinho no comando técnico do clube encarnado.

E é assim que fechamos o Jornal das Quatro, edição do jornalista Rui Casanova.