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Jornal das quatro da Rádio Observador, com edição de Martim Madeira. E começamos com a crise migratória em Espanha. O líder do partido da oposição de Espanha afirma que a situação se trata de uma ocupação premeditada.

Alberto Núñez Feijóo, líder do PP, reitera a ideia propagada nas redes sociais de que estes migrantes entraram em território espanhol por incentivo do governo marroquino, mas acima de tudo culpa o governo espanhol e o que diz serem as políticas falhadas do governo de Pedro Sánchez.

"O que aconteceu aqui não é mais um incidente. É uma ocupação premeditada e sem precedentes de um território espanhol. É o resultado de decisões políticas falhadas que impediram o primeiro dever de qualquer governo: garantir a segurança da nossa gente, defender a nossa soberania e, é claro, proteger as nossas fronteiras. Todo o apoio ao povo ceuti, num momento de extraordinária gravidade, gravidade que persiste no dia de hoje."

Já o governo espanhol, pela voz do ministro do Interior, garante que a normalidade está a ser reposta.

"Ontem, como já teve a oportunidade de manifestar o presidente do governo, aquilo que vivemos em Ceuta foi, sem dúvida alguma, um ataque à integridade territorial de Espanha, à integridade territorial de Ceuta, e que não podíamos, de forma alguma, admitir. Por isso, imediatamente, dispusemos de todos os meios suplementares e necessários para fazer frente a esta situação. Nesse sentido, também estamos conscientes que em menos de 48 horas a situação em Ceuta não tem nada a ver com a que estava instalada e que a normalidade se está finalmente a alcançar."

Fernando Grande-Marlaska alerta ainda que esta situação é obra de grupos criminosos de tráfico humano.

A presidente da Comissão Europeia garante que a maior parte dos migrantes que chegaram ilegalmente a Ceuta já estão em Marrocos.

Numa publicação na rede social X, Ursula von der Leyen escreve ainda que nenhum destes migrantes chegaram ao território europeu de Espanha ou à restante da União Europeia, ficando apenas pelo norte de África. Deixa ainda a nota de que o sistema de controle de fronteiras europeu precisa ser reforçado. Momentos antes, também, um grupo de 22 países europeus pediu uma reunião extraordinária para coordenar as fronteiras externas da União Europeia, um grupo que é liderado pela Itália e pela Dinamarca. Pedem uma avaliação comum da situação e um acordo sobre uma resposta europeia coordenada. O presidente do governo espanhol também pede uma reunião de urgência com os ministros da Administração Interna dos 27 e critica as reações divergentes de alguns Estados-membros.

E na atualidade nacional, as autarquias que foram afetadas pelas tempestades do início do ano podem agora candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia e Coesão Territorial. Mais de seis meses depois destas tempestades terem atingido sobretudo o centro do país, o fundo vai financiar até 60% da reparação, reconstrução e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos. As candidaturas dos municípios, freguesias e entidades intermunicipais devem ser apresentadas às respectivas CCDRs até ao fim do mês de novembro. O governo revela ainda que as autarquias também podem recorrer a uma linha de crédito que está a ser desenhada com o Banco Europeu de Investimento para financiar os restantes 40% dos prejuízos.

E no desporto, hoje é dia de Supertaça. Francesco Farioli elogia o percurso do Torriense na Taça de Portugal.

É uma partida histórica para a formação de Torres Vedras. Tem a oportunidade de conquistar mais um troféu, depois de ter sido a primeira equipa da Segunda Liga a vencer a Taça de Portugal. O jogo, que marca o arranque oficial da temporada 26/27, vai acontecer no estádio da cidade de Coimbra. Francesco Farioli afirma que o Torriense tem todo o mérito, mas garante que o Futebol Clube do Porto também está muito focado em vencer.

"Acho que eles fizeram um percurso extraordinário. O Diogo Costa já mencionou a final, que foi um feito realmente impressionante, mas também todo o caminho que fizeram até lá chegar e aquilo que têm feito nas últimas semanas para preparar a equipa, não só para este jogo, mas também para o campeonato e para a competição europeia que vão jogar. Por isso, mais uma vez, têm todo o mérito e todo o nosso respeito, como sempre, mas o nosso foco está em nós, naquilo que queremos fazer e na abordagem que queremos ter no jogo de amanhã."

Já Luís Tralhão, treinador do Torriense, acredita na capacidade dos jogadores para hoje surpreenderem o campeão nacional em título e repetirem o feito que fizeram contra o Sporting.

Porque não? A Taça de Portugal nunca ninguém tinha ganho da Segunda Liga. Nós acreditávamos que poderia acontecer e temos muita confiança naquilo que podemos fazer. Podemos criar dificuldades a qualquer equipa. E num dia, num jogo, tudo pode acontecer. Tudo aconteceu naquele dia com o Sporting. Estamos aqui porque aconteceu esse dia e muitos outros dias na Taça de Portugal. Atenção, não foi só por esse dia. E contra o Porto acreditamos, como é óbvio, que podemos voltar a fazer e os jogadores sabem disso. Hoje falei disso com eles.

Os dois técnicos a lançar a partida inédita que tem, pela primeira vez na história, uma Supertaça com o campeão nacional frente a uma equipa da Segunda Liga, que venceu também a Taça de Portugal.

A Supertaça é entre o Futebol Clube do Porto e Torriense, tem início marcado às 20h15 em Coimbra. Vai ter claro relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. A emissão especial desportiva arranca depois da síntese informativa das 19h30. E agora terminamos o Jornal das Quatro, edição de Martim Madeira. Martim, até já.

Até já.