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Jornal das Quatro com Miguel Videira, numa altura em que estão confirmadas as primeiras vítimas mortais do terremoto de magnitude 7,4 na escala de Richter, que atingiu ao início desta tarde a Colômbia e também o Equador, Miguel.
20 mortos contabilizados, João. 18 na cidade de Pereira, dois em Manizales, cidade a cerca de 300 km da capital da Colômbia, Bogotá. Nesta cidade, há também a indicação do colapso de 30 edifícios. O sismo ocorreu por volta da hora do almoço em Lisboa, 13h30 em Lisboa, 19h30 na Colômbia. Teve epicentro na localidade San José del Palmar, no departamento de Chocó, situado na costa do Pacífico, a uma profundidade de 110 km. Não houve um relato imediato de vítimas ou danos materiais provocados por este sismo de forte magnitude. As informações relacionadas com vítimas mortais deste terremoto começam agora a surgir. Os últimos números apontam para 20 vítimas mortais.
Notícia que vamos desenvolver nos próximos espaços informativos aqui na Rádio Observador e ao minuto em observador.pt. Por cá, Luís Neves está tranquilo e desejoso de conhecer as conclusões da auditoria à Polícia Judiciária e da avaliação a atos de gestão do então diretor nacional da PJ, hoje ministro.
Procedimentos determinados e anunciados pela ministra da Justiça, Rita Alarcão Judice, na sequência dos casos que vieram a público e que suscitam dúvidas sobre a atuação de Luís Neves. Ora, o ministro da Administração Interna nada teme.
Fizemos um trabalho extraordinário, que foi receber as pessoas do SEF, que tinham sido maltratadas e que foram instaladas e acolhidas. Tivemos obras em tudo o que é edifício da Polícia Judiciária e, por isso, estou absolutamente tranquilo e até desejoso que essa auditoria seja feita e seja conhecida.
Foi isso que manifestou Luís Neves à margem de uma cerimónia em Gouveia. Confrontado com a pergunta que se tem ouvido com insistência nos últimos dias: tem ou não, Luís Neves, condições para continuar no governo? A resposta do ministro.
O que eu quero dizer é que estou muito enobrecido de exercer estas funções, tal qual fiz há mais de 30 anos enquanto servidor público. Dar tudo ao país, dar tudo à população, dar tudo às pessoas. É esse o meu trabalho, é esse o meu compromisso. Estou entusiasmado e é isso que vai acontecer.
Sentencia o ministro da Administração Interna que não vê motivos para deixar o Executivo.
Ainda sobre o tema das auditorias, a ministra da Justiça recusa a ideia de que estamos na presença de um ministro a ordenar uma investigação a outro ministro.
"Este é um procedimento normal", diz Rita Alarcão Judice, que recusa qualquer personalização.
Não está em causa a investigação de um ministro por outro ministro. Não está em causa a averiguação político-pessoal de uma determinada pessoa. A minha preocupação é defender as instituições, defender a Polícia Judiciária, que é uma entidade essencial do funcionamento do Estado. É essencial que a confiança que os portugueses têm, e continuam a ter, na Polícia Judiciária, seja mantida e inatacável.
Admito que ficou fragilizada.
E por isso, é muito importante que essas entidades sejam auditadas e sejam verificadas, como aliás, é natural que assim seja.
A ministra da Justiça não se compromete com qualquer prazo para o fim das auditorias. Declarações à margem de uma cerimónia ao final da manhã na Polícia Judiciária.
E Miguel, o primeiro-ministro também se pronunciou hoje, pela primeira vez, sobre as auditorias pedidas pela ministra da Justiça. Luís Montenegro sublinha que é preciso tirar tudo a limpo em nome da credibilidade da Polícia Judiciária.
O chefe do governo sugere que a iniciativa deve ser encarada com tranquilidade e normalidade.
Eu espero que todos entendam que é precisamente tirando a limpo tudo aquilo que são situações que têm vindo a público, que nós podemos credibilizar as instituições e a vida do país. Honestamente, eu creio que estamos numa altura da nossa vida, enquanto comunidade, em que devemos ver as coisas com espírito um pouco mais consensual. Eu creio que o que seria estranho era que não houvesse fiscalização, que não houvesse auditorias cujo objetivo é clarificar.
A reação de Luís Montenegro ao anúncio da auditoria à Polícia Judiciária terá como objeto a atuação de Luís Neves, atual ministro da Administração Interna, quando era diretor nacional da Polícia Judiciária.
Luís Montenegro, que também reagiu aos reparos do presidente da República.
Para dizer que são naturais, o presidente da República, António Guterres Seguro, exigiu ontem ao governo que seja mais eficaz na prevenção e que cumpra as promessas de anos anteriores. Ora, Luís Montenegro afirma que o governo está a investir na prevenção dos incêndios e explica que respeita a opinião ontem manifestada pelo chefe de Estado.
Todos têm um dever de contato permanente com as pessoas, com a sociedade, com a comunidade. E o senhor presidente da República, naturalmente, independentemente do conteúdo das conversas que nós temos todas as semanas, como diz, tem também a competência e a responsabilidade de falar com o país, como faz também o primeiro-ministro. E, portanto, só podemos ver isso com muita naturalidade, com muito respeito e, francamente, com muita convergência também de posições.
Declarações aos jornalistas do primeiro-ministro esta manhã em Fafe, em que sublinhou outra ideia: Portugal atravessa uma boa fase e promete que o país vai superar outra vez as expectativas econômicas no final do ano.
E mudamos de tema. A maioria das obras de reposição dos diques e de reforço da segurança do Baixo Mondego ficará concluída até meados de outubro.
É esse o compromisso assumido hoje pela ministra do Ambiente e Energia. Maria da Graça Carvalho e Luís Montenegro visitaram as obras de recuperação dos diques afetados pelas tempestades do início do ano em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra. A ministra avança que a intervenção no concelho já está em fase de conclusão.
Viemos aqui ver uma obra muito importante aqui para Montemor-o-Velho, que vai estar concluída praticamente daqui a um mês. Faz parte de todo o repor dos diques e da segurança do Baixo Mondego. Umas já estão prontas, as outras a meio de outubro ficam prontas, para dar muito mais segurança antes do período das chuvas.
A ministra Maria da Graça Carvalho revela ainda que o investimento total na recuperação e reforço da segurança do Baixo Mondego ascende a 30 milhões de euros.
Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure tiveram contrato programa de 3,7 milhões, que logo foi pago a 100%, para fazerem, em paralelo, as obras mais localizadas nos seus municípios e depois Figueira da Foz e Pombal também cerca de 2 milhões cada um. Portanto, no total, houve aqui um investimento de 30 milhões para ter a certeza de que quando começar a chuva, esta região está melhor preparada.
Espera a ministra do Ambiente que não se repitam os estragos provocados pelas tempestades que atingiram o país no início do ano.
São agora 16h07. Miguel, destaque para outras notícias que estão a marcar esta tarde de segunda-feira.
Ainda sobre as tempestades, a Comissão de Utentes dos Serviços do Médio Tejo vai avançar com um abaixo-assinado para pedir a reposição e melhoria das telecomunicações. O porta-voz deste movimento, Manuel Soares, explica à Agência Lusa que meio ano após a tempestade Crissein, ainda há habitações sem acesso a telefone, televisão por cabo e internet, ou então com sinal fraco. A comissão defende, neste abaixo-assinado, uma intervenção mais abrangente nas infraestruturas e telecomunicações de todo o Médio Tejo. Um sismo de magnitude 3,3 na escala de Richter foi registado por volta do 12h30 nas estações da rede sísmica do continente, segundo o IPMA. O epicentro localizou-se a cerca de 10 km a sudeste da freguesia de Cadaval. De acordo com a informação disponível até o momento, o sismo não causou quaisquer danos pessoais ou materiais. Já está na estrada a quinta etapa da Volta a Portugal em bicicleta, tirada de hoje, um contra-relógio, 17 km a ligar Eneide a Águeda. Nas contas da classificação geral, o francês Alexis Guerrin veste a camisola amarela depois de ontem ter ganho a etapa da subida à torre. Tem uma vantagem de 1 minuto e 26 segundos para o companheiro de equipa Attenich.
Fica por aqui o Jornal das Quatro com edição do Miguel Videra.