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Rádio Observador. Jornal das cinco, com edição da jornalista Diana Rosa. Diana, as autoridades portuguesas não verificaram a carga do navio que parou em Lisboa e alegadamente transporta armas para Israel.
É o que confirma à Rádio Observador o comandante Paulo Vicente, da Capitania do Porto de Lisboa. Diz que não houve motivo para desconfiar do inventário enviado pela tripulação do navio. Não se verificou, portanto, se a embarcação continha, de fato ou não, armas para o exército israelita.
Foi feita essa verificação? Não, porque o navio não foi inspecionado para isso. Não havia motivo para que isso acontecesse. Ou não havia um motivo, não há um mandado, não há uma determinação, não há nada que faça isso. Portanto, o navio veio de um porto que não é do espaço Schengen, tem manifesto de carga. A partir daí, aquilo que se faz é, chegado ao Porto de Lisboa, verificar a documentação, fez o seu trabalho, descarregou o material que tinha que descarregar, e seguindo.
E contrariamente ao que tinha dito o ministro dos Negócios Estrangeiros, que afirmou que o navio transportava apenas roupa, sabão e fruta, a capitania do Porto de Lisboa tem outra versão.
Aquilo que falo em termos de munições, explosivos e armas é da categoria um e não fazia parte do inventário. Nós tivemos também o contacto com o agente de navegação, que confirmou que não transportava esse tipo de carregamento, apenas peças de aeronáutica que tinham destino para os Estados Unidos. Portanto, essa foi a informação que ele vinculou e depois que o manifesto de carga confirmou.
O navio disse que transportava matéria perigosa, mas não foi verificado em Portugal. Partiu de Casablanca. Destino final, como ouvimos, será os Estados Unidos. Depois de Lisboa, a próxima paragem é em Tânger. A embarcação atracou ontem na capital portuguesa, depois da paragem ter sido recusada em Espanha.
Antes foi a vez do presidente da República falar sobre a passagem do navio por Lisboa. Marcelo Rebelo de Sousa diz que não há motivo para desconfiança.
Face à documentação entregue, cabe às autoridades acreditar.
Isso não se sabe. Sabe-se que ele para cá carregou o que não era armamento e foi isso que o governo me explicou. Agora, o que vai fazer daqui a três dias, a 10 dias, a um ano ou dois anos ou três anos, no âmbito da atividade da empresa, isso Portugal, na altura devida, se encontrar razões para estar preocupado e considerar que é censurável, pode então tomar medidas. Neste momento, o que me foi dito é que não havia justificação para tomar.
E nem mais uma palavra por parte do Presidente da República, que reitera as indicações que já tinham sido transmitidas pelo governo.
Nestas declarações em Vila Viçosa, Marcelo Rebelo de Sousa comentou ainda a polêmica que envolve a Ministra da Saúde, mas recusa dizer se Ana Paula Martins tem condições para continuar.
Na sequência das 10 mortes registadas nos últimos dias, de pessoas que esperavam pela assistência do INEM, a oposição tem pedido a responsabilização por parte do governo. Chega e Bloco de Esquerda pedem mesmo a demissão de Ana Paula Martins. Mas Marcelo Rebelo de Sousa considera que o tema está fechado.
Está resolvido o problema, está resolvido de forma sustentada. Quer dizer, não é só hoje, neste momento, haver um determinado tempo de espera relativamente às solicitações de emergência, é garantir que isso continua assim e vai ficar assim e há meios para continuar assim nos próximos tempos.
Mas tinha dito ontem que o resto, o Bloco diria: "A ministra tem ou não tem condições".
Mas temos muito futuro ainda para viver.
Muito pela frente, é o que diz Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas em Vila Viçosa.
Diana, a Iniciativa Liberal pede que o governo ultrapasse traumas pós-coloniais e condene Moçambique depois dos tumultos registrados em Maputo nos últimos dias.
Na sequência das eleições de 9 de outubro, três pessoas morreram nos desacatos na capital moçambicana. Uma situação que, para Rodrigo Saraiva, não é nova. O deputado liberal relembra as irregularidades eleitorais e os atos de violência no país.
Isto não é uma novidade. Convém recordar que, e faz agora mesmo um ano, houve eleições autárquicas em Moçambique e houve bastantes problemas, irregularidades detectadas. Inclusive, houve tribunais a decretar não só recontagens, mas como repetições de atos eleitorais. E nós, já na altura, demonstramos a nossa preocupação, porque depois também houve repressão policial nas ruas perante aquilo que eram legítimos protestos pacíficos da população.
Sobre esta matéria, Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros, tinha afirmado que os resultados em Moçambique devem ser apurados, mas reiterou a posição que Portugal habitualmente tem relativamente a Moçambique, com uma relação especial, tal como o resto dos PALOP. Ora, para Rodrigo Saraiva, é tempo de deixar de lado a história colonial. O deputado da Iniciativa Liberal pede ao governo que solicite uma investigação independente sobre as irregularidades eleitorais e os atos de violência no país. Algo que acontece depois desta manhã, o próprio partido, a Iniciativa Liberal, ter recomendado ao Parlamento que não reconheça os resultados eleitorais, tal como foi pedido também pelo Bloco de Esquerda, que apresentou esta semana um projeto de resolução no Parlamento.
Em Amsterdã, a polícia deteve hoje manifestantes pró-Palestina.
O grupo juntou-se na capital neerlandesa, apesar de estarem proibidas as manifestações durante os próximos três dias. A Câmara Municipal de Amsterdã afirmou numa publicação no X que as detenções decorreram depois dos manifestantes recusarem sair da Praça Dam, no centro da cidade A polícia de choque interveio quando se gritavam frases como "Palestina livre". O protesto aconteceu três dias depois dos casos de violência que ocorreram entre adeptos do futebol Maccabi Tel Aviv e o Ajax.
França anunciou que vão ser proibidas as bandeiras da Palestina no próximo jogo de futebol entre a seleção francesa e a israelita.
Decisão comunicada pelo responsável da polícia francesa. O jogo vai decorrer no Stade de France, em Paris. Em conferência de imprensa, o responsável afirma que não pode haver mensagens com motivação política nos estádios, à exceção das bandeiras das equipes que vão competir. As autoridades francesas estão a montar uma operação de segurança em que vão ser destacados mais de 4 mil operacionais. Também as primeiras filas da plateia do Stade de France, que estão mais próximas do campo, vão permanecer desocupadas para prevenir eventuais invasões de campo. O jogo está marcado para quinta-feira, partida a contar para a Liga Europa.
Diana, no Campeonato Nacional, hoje é dia das quatro maiores equipes portuguesas entrarem em campo. Primeiro, o clássico: o Benfica recebe o Futebol Clube do Porto, no Estádio da Luz. A Rádio Observador ouviu algumas referências dos dois clubes.
A torcer pelo Porto está Domingos Paciência, o antigo avançado dos Dragões ao longo de praticamente toda a carreira. Acredita que é difícil encontrar um favorito para esta noite. Espera que o técnico dos Dragões ponha todos os ases em campo.
Não é fácil dizer quem é que estará melhor nesta altura. É evidente que o passado recente, que foram estes dois últimos jogos, as coisas não correram bem, quer para o Benfica, quer para o Futebol Clube do Porto. Acredito que ele vá pôr o seu melhor 11. E o seu melhor 11 passa muito por aquilo que é os homens da frente, quer o Samu, quer o Fábio Vieira, quer o Pepê, quer o Galeno, quer o Nico e o Varela. Não me surpreende se ele colocar estes jogadores, porque, na minha opinião, o melhor Futebol Clube do Porto são com estes.
Não a torcer pelo Porto, mas pelo Benfica, está Álvaro Guimarães, antigo lateral esquerdo que representou os Encarnados durante quase uma década. Espera que o Benfica se desprenda da derrota frente ao Bayern de Munique e entre no relvado da Luz com a liderança do campeonato na mira.
São jogos importantes para os jogadores e estas duas equipes vêm de dois resultados negativos, que deixou os treinadores um pouco apreensivos, e é um jogo que eles têm a necessidade de pontuar. Principalmente o Benfica, terá que ganhar para não ficar muito distante do primeiro classificado. O Paulo Díaz tem que jogar sempre, porque é um grande jogador, e é um jogador que está em forma e que faz a diferença no setor ofensivo. O Di María representa qualidade ao jogo e penso que são dois jogadores fundamentais na estrutura da equipe neste momento.
Álvaro Guimarães e Domingos Paciência nesta noite de clássico, que vai poder ouvir aqui na Rádio Observador. Está marcado para as 20h45. O Sporting entra antes em campo, às 18h45, frente ao Braga. É o adeus de Rúben Amorim antes de rumar ao Manchester United. A Rádio Observador está lá em reportagem, uma partida que também pode contar com relato em direto aqui na Rádio Observador. Antes do clássico entre Benfica e Porto, que tem início às 20h45, Braga e Sporting para ouvir aqui.
Tempo agora para a informação de âmbito local.
E começamos no Concelho de Dezembro, onde foram detidas quatro pessoas numa operação especial para prevenir a criminalidade. De acordo com a GNR, foram fiscalizadas mais de 150 pessoas e 120 veículos. Uma operação que decorreu no âmbito da campanha Portugal Sempre Seguro. Caldas da Rainha: a GNR deteve um homem e duas mulheres por tráfico de estupefacientes. Os militares deram cumprimento a quatro mandados de busca, uma delas domiciliária, outras três em automóveis. Os detidos foram constituídos arguidos, vão ser ouvidos no Tribunal de Alcobaça. Em São João da Madeira, foi lançada a primeira edição do concurso de inovação da cidade. O objetivo é estimular startups e empresários a desenvolverem soluções para problemas urbanos, desafios sociais na cidade. As propostas devem ir ao encontro dos objetivos estabelecidos pelas Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável. Em Pombal, assinala-se amanhã o Dia do Município, precisamente a coincidir com o Dia de São Martinho. Conta com iniciativas com o objetivo de valorizar a identidade e a história coletiva da região. As atividades têm início com o hastear das bandeiras nos espaços do Conselho, também com a eucaristia em honra de São Martinho. O evento termina com uma sessão solene, que vai ser presidida por José Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República. Acontece no Teatro Cine de Pombal. A Câmara Municipal de Sintra vai promover aulas de instrumentos musicais nos estabelecimentos prisionais. Aos reclusos juntam-se as orquestras de Sintra. O objetivo é fortalecer os laços sociais entre os detidos e a comunidade. Em comunicado, a autarquia diz que reforça, desta forma, o compromisso com projetos inclusivos, utilizando a música como meio de transformação social. No Porto, começam a ser instaladas as quase 120 câmeras que vão alargar o sistema de videovigilância na cidade Invicta. Vão ser instaladas em várias zonas, como a Avenida Marechal Gomes da Costa, também na Pasteleira, Pinheiro Torres, Foz, Asprela e Campanhã. O processo deve estar concluído em abril do próximo ano. Este sistema de segurança em funcionamento desde junho do ano passado tem atualmente 79 câmeras, passa a ter mais de 200.