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Vamos começar com o PPM. O Partido Popular Monárquico garante que foi convidado para integrar a coligação com o PSD e CDS, mas o PPM recusou. Numa nota enviada ao Observador, o partido liderado por Gonçalo da Câmara Pereira, diz que a proposta do PSD não contemplava a possibilidade de eleger deputados do PPM.
E acusa os parceiros da coligação de falta de ética e de falta de disponibilidade para o diálogo. O Partido Popular Monárquico adianta que pediu várias vezes reuniões a Luís Montenegro, mas não foi ouvido. Do outro lado, encontrou silêncio. Queria ver prioritários na coligação os temas da ecologia, da cultura e da agricultura, cenário que acaba por cair por terra. A Rádio Observador tentou uma entrevista com Gonçalo da Câmara Pereira, que remeteu para uma conferência de imprensa na próxima segunda-feira.
Já em Estão, o governo aprovou hoje o envio de mais de 200 milhões de euros para a Ucrânia. Foi na reunião de Conselho de Ministros. A conferência de imprensa que se seguiu acaba por ficar marcada por várias críticas ao Partido Socialista, já em tom de campanha eleitoral. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, escolheu como alvo Pedro Nuno Santos. Foi uma conferência de imprensa acompanhada pela jornalista do Observador, Beatriz Félix, que está agora aqui conosco nesta edição das 17h. Beatriz, boa tarde. As críticas do governo ao líder da oposição tocaram em várias pastas, por exemplo, nas pensões.
Isso mesmo. Era um briefing de Conselho de Ministros que tinha como principal foco as resoluções sobre o orçamento de 205 milhões, aliás, para o apoio militar à Ucrânia e também outras verbas para cuidados de saúde especializados, mas acabou por ser, em grande parte, sobre críticas à oposição, nomeadamente ao PS e a Pedro Nuno Santos. Ora, António Leitão Amaro responde precisamente a essas críticas e fala precisamente nos excedentes orçamentais que foram superiores ao do governo do PS, um governo que durou oito anos, dividido por dois mandatos, e diz que é inadmissível para a democracia e é um desrespeito para com os eleitores que se esteja a espalhar uma campanha de medo.
Aquilo que, de alguma forma, pode estar a irritar os dirigentes do Partido Socialista é que nós mostrámos que havia alternativa. O país não está condenado a excedentes asfixiantes, como no passado, que para termos saldos positivos, era preciso aumentar impostos, nem que fosse os indiretos, era preciso esmagar o investimento público, era preciso pôr em causa a valorização dos funcionários públicos.
António Leitão Amaro a falar destas alternativas e ainda um segundo ponto em que incidiram as críticas e as respostas às acusações de Pedro Nuno Santos, foram também sobre as questões dos atrasos na concessão do Aeroporto de Lisboa, na concessão de todos os planos. Aliás, António Leitão Amaro devolve as críticas a Pedro Nuno Santos, que disse que se os planos para o aeroporto estão estagnados, a culpa seria do atual governo. António Leitão Amaro devolve precisamente as críticas e diz que se os planos do aeroporto estão atrasados e se estão em atraso, assim o devem a Pedro Nuno Santos, que anteriormente, no governo do PS, foi Ministro das Infraestruturas.
Pedro Nuno Santos, que não decidiu, depois decidiu três aeroportos em 24 horas, depois revogou as suas decisões e, portanto, entre a confusão e a inação, se há razão para não haver aeroporto mais cedo, é seguramente, também, responsabilidade do atual líder do Partido Socialista.
Foram então estas as respostas de António Leitão Amaro, que diz mesmo que o assunto do aeroporto estaria resolvido se Pedro Nuno Santos não tivesse sido um ministro da inação e destaca o papel deste governo na tomada de decisões que vieram para ficar, diz mesmo, e que eram decisões que estavam para ser tomadas há já 50 anos, nomeadamente as questões da localização. Foi, portanto, um Conselho de Ministros marcado não só por novas resoluções, o destaque para o apoio militar à Ucrânia, mas também pela devolução de acusações aos líderes da oposição.
E em particular a Pedro Nuno Santos, o secretário-geral do Partido Socialista, direto aqui da sede do governo, da Beatriz Félix, que acompanhou esta conferência de imprensa que se seguiu à reunião de governo.
O ativista que atingiu Luís Montenegro com tinta verde durante a campanha eleitoral vai ter de pagar uma multa de 1.600 €. Além disso, tem ainda de pagar uma indenização ao agora primeiro-ministro no valor de 958 €.
Decisão conhecida esta tarde. O incidente aconteceu na campanha eleitoral do ano passado, na Fila, em Lisboa. O ativista despejou tinta verde e acabou por estragar a roupa do então candidato a primeiro-ministro e de uma fotógrafa do CDS.
O advogado de Isabel Santiago aplaude a decisão. João Pinheiro da Silva diz que Portugal não pode ser uma selva. Já a advogada do estudante diz que a Justiça funcionou, uma vez que o arguido foi absolvido de um terceiro crime de dano.
Ainda assim, Carmo Afonso revela que vai recorrer da decisão.
Esperávamos sempre a condenação relativamente ao crime de dano que visou o vestuário de Luís Montenegro. Curiosamente, não esperava que fosse condenado por dolo eventual. Acho que isso nos coloca numa ótima posição para um passo que vamos dar seguinte, que será a fase de recurso.
Carmo Afonso, advogada do estudante que atirou tinta verde a Luís Montenegro durante uma ação de campanha no ano passado, foi condenada ao pagamento de uma multa de €1.600.
O candidato presidencial, que ainda não o é, Henrique Gouveia e Melo, avisa que não faz milagres. O almirante participou num debate sobre liderança e ambição e defendeu que só com o esforço coletivo é possível melhorar as condições do país.
Assim, desengane-se quem pensa que Gouveia e Melo em Belém é a solução para todos os males.
Se os senhores pensarem, e desculpem dizer-vos isto, não estou a dizer que vá concorrer à presidência, mas que votando em mim não precisam de fazer nada porque os vossos problemas vão ser resolvidos por aquele milagreiro que vai assumir a presidência, não votem em mim, por favor. Votem lá no outro milagreiro qualquer, porque eu não sou esse milagreiro.
Gouveia e Melo continua sem assumir a candidatura presidencial, embora tenha aproveitado a ocasião para promover o que considera serem as qualidades que tem e que, segundo o próprio, encaixam que nem uma luva no perfil de um bom presidente.
Congrego as pessoas, congrego as vontades e é essa força interior, que às vezes é quase inexplicável, que faz com que o grupo tenha uma melhor performance. Nós, militares, chamamos força anímica. E o presidente é muito importante para a força anímica.
E face a estas referências, não é de estranhar que do público tenha surgido a pergunta: afinal é ou não candidato?
Imaginem que um jovem com 18 anos prometeu dar a vida pelo país e esteve com essa promessa dentro da cabeça durante 45 anos e que agora que saiu e que se libertou dessa promessa, poderia fazer uma de duas coisas: ir para casa descansar e estar com o netinho ou fazer outra coisa na vida. De facto, tenho estado pouco com o meu netinho, é a resposta que vos posso dar.
Henrique Gouveia e Melo continua a dizer que só esclarece se entra na corrida a Belém depois das legislativas de 18 de maio.
Já aqui demos conta, mais de €200 milhões é este o montante da nova ajuda de Portugal à Ucrânia, aprovada hoje em Conselho de Ministros e revelada por Luís Montenegro no final da reunião que juntou em Paris 30 países aliados de Kiev.
Concretiza o apoio militar em equipamento, em várias áreas que vão dotar as Forças Armadas ucranianas para poderem não só continuar a fazer o seu combate como assegurar, num processo de paz, toda a dissuasão para que a segurança da Ucrânia e da Europa esteja salvaguardada.
Durante o encontro foi também abordado o tema do envio de uma força de paz para a Ucrânia, assim que seja lançado um acordo de cessar-fogo completo e permanente. Luís Montenegro não descarta a possibilidade de Portugal vir a integrar a força multinacional, mas sublinha que a discussão é prematura.
Estamos, de facto, longe. É ainda precoce, é ainda muito cedo para falar disso, mas não podemos deixar de dizer que estamos prontos a fazer, como sempre, parte de missões de paz, de missões que salvaguardam a segurança.
Disponível, mas ainda é cedo para Portugal tomar qualquer decisão.
Desta reunião promovida pelo presidente francês, sai também a decisão de manter as sanções aplicadas à Rússia. Emmanuel Macron diz que é preciso esperar pelo fim definitivo dos combates.
Tomámos uma decisão unânime de que este não é o tempo para levantar sanções, sejam quais forem as sanções. Só admitimos levantá-las quando houver uma paz clara na Ucrânia.
A condição imposta pelos países aliados de Kiev para o levantamento das sanções aplicadas a Moscovo.
No dia em que a Câmara de Lisboa começou a retirar os primeiros jacarandás da Avenida Cinco de Outubro, o PAN interpôs uma providência cautelar para travar essa decisão.
A líder do partido, Inês de Sousa Real, diz que há alternativas.
Acreditamos que é possível uma alternativa mudando aqui o traçado e o eixo que está previsto, garantindo assim que há vontade política, que é neste momento aquilo que falta, vontade política de preservar o arvoredo e de ouvir os cidadãos.
Para já foram retirados os primeiros três de 20 jacarandás. O PAN tenta na Justiça travar o projeto da Autarquia de Lisboa.
19h10, destacamos ainda outras notícias, Miguel.
A Federação Portuguesa de Judo foi alvo de buscas da Polícia Judiciária no âmbito de uma investigação que tem como alvo a gestão do ex-presidente Jorge Fernandes.
Em comunicado, a Federação Portuguesa de Judo adianta que as buscas decorreram na sede, em Odivelas, tendo como objeto a gestão por parte do anterior presidente no período em que exerceu essa função.
Em causa, segundo o mandado emitido pelo DIAP de Loures, a que a Agência Lusa teve acesso, estão crimes de tráfico de influência, abuso de poder e peculato durante o período, como referi, em que Jorge Fernandes assumiu a presidência da Federação.
Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas num ataque com faca no centro de Amsterdão. De acordo com a polícia local, o suspeito foi detido, mas ainda não se conhece o motivo deste ataque.
Foram enviados para a praça Dam vários meios, 14 carros de polícia, ambulâncias, helicópteros. Não se conhece, até ao momento, o estado de saúde das vítimas deste ataque.