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Já vamos atualizar as informações do acidente que envolveu um autocarro e um pesado de mercadorias na zona do Cartaxo. Há pelo menos 40 feridos, três em estado grave. Mas vamos começar este jornal com o encerramento das bolsas.
Depois de três dias com perdas significativas, os mercados de capitais dão hoje sinais de recuperação. A Bolsa de Lisboa, por exemplo, fechou com ganhos de 2,8%. Junta-se a esta edição das 17h o especialista em mercados, Pedro Lino. Bem-vindo, muito obrigada por estar conosco. Este desfecho da negociação na Praça de Lisboa é transversal às outras bolsas europeias?
Sim, hoje foi um dia bastante positivo. As bolsas europeias também registaram ganhos significativos, cerca de 2,4% o DAX, o Euro Stock 50, 2,5. Também a sessão da Ásia já tinha fechado ligeiramente positiva, mas os ganhos foram se consolidando ao longo do dia e o PSI também subiu quase 3%. Não houve nenhuma empresa em Portugal em terreno negativo que faça parte do PSI, que são as 15 empresas. Todas elas estiveram positivas e, a liderar os ganhos, estiveram a Mota-Engil com 8%, EDP Renováveis 4, a Jerónimo Martins com 4%, o BCP com 3,6. Ou seja, ganhos bastante significativos, porque também tivemos um exagero nas últimas sessões, tendo em conta o retalho e a incerteza que foi gerada por esta situação das tarifas.
E o que é que motivou esta recuperação no dia de hoje, tendo em conta que, aparentemente, os Estados Unidos não voltaram atrás na decisão de subir de forma substancial o valor das tarifas? O que foi valorizado pelos investidores?
O que foi valorizado foi desde já a nação asiática, quando o Japão disse que ia enviar uma série de delegados para negociar um eventual acordo, que seria um futuro acordo comercial com os Estados Unidos. Depois, ao longo do dia, soubemos que a Coreia do Sul e a Itália também iam tentar negociações diretas com a administração Trump. Isso deu algum otimismo, porque o que também soou para os mercados é que a Casa Branca também está disponível para alguns acordos e que, na realidade, isso é tudo uma questão de negociação. Isso deu algum alívio, porque nos últimos dias parecia que a administração Trump era inflexível e que eram tarifas pra todos, todos como igual, e que havia pouca flexibilidade e, se calhar, fruto também das circunstâncias, que foi a queda substancial dos mercados, a perda de mais de 10 trilhões de dólares no mercado americano, etc. Se calhar, a administração Trump também vê aqui uma janela como uma porta de saída para esta situação toda que ela própria criou e no fundo as negociações bilaterais ajudam os investidores a regressar ao mercado e à diminuição da ansiedade. E também algo muito importante é que já nos últimos dois dias, quinta-feira ainda não, mas sexta e segunda, já estávamos a ver o fecho do mercado de crédito. Isso é muito importante. Ou seja, as empresas já não conseguiam ir ao mercado emitir dívida e refinanciar a sua dívida, e isso podia ser algo que podia impactar muito a economia americana e europeia.
Foram dias de queda livre dos mercados, depois dessas tarifas impostas por Donald Trump. Muito obrigada, Pedro Lino, especialista em mercados, analisar aqui este fecho das bolsas europeias. Hoje aqui uma correção e uma recuperação face a essas grandes perdas dos últimos dias.
Entretanto, o governo está a preparar novos apoios à internacionalização das empresas, uma forma de contornar precisamente os potenciais efeitos negativos das taxas alfandegárias aplicadas pelos Estados Unidos.
O ministro da Economia está desde manhã cedo reunido com representantes de 18 associações empresariais, uma de cada vez, com o tema das tarifas em pano de fundo. À saída do encontro com Pedro Reis, o presidente da CIP, Armindo Monteiro, levantou o véu sobre a estratégia do governo.
A questão da internacionalização, de apoios à internacionalização, sobretudo agora que precisamos de conquistar outros mercados, precisamos diversificar mercados. Os Estados Unidos são naturalmente um mercado importante, mas não são o único.
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal sugeriu também, durante o encontro, uma descida generalizada do IVA para promover o consumo interno e assim compensar uma eventual diminuição das exportações.
E face ao receio já manifestado por alguns empresários, Armindo Monteiro fez questão de sublinhar esta mensagem.
Esta reação das empresas tem que ser uma reação sem lamúrias, consciente das dificuldades. Não é alegres e felizes, mas também não é com lamúrias.
É o apelo do presidente da CIP. Para esta hora está agendada a reunião com a AEP, a Associação Empresarial de Portugal.
Romamos sem demora até ao Campus 21, sede do governo, ao encontro da jornalista do Observador, Nadine Soares. Nadine, foram revelados há poucos montantes das ajudas propostas pelo governo.
Sim, um possível montante de pelo menos 2,5 bilhões de euros extra. São números de um possível pacote de ajudas às empresas que estão a ser adiantados pelas associações que estão a ser ouvidas. É o caso da Associação das Indústrias das Madeiras. O presidente Vitor Cossas dá conta destes novos dados, diz que é suficiente para poder inicialmente ajudar estas empresas.
Sim, o governo tem 1,3 de medidas aprovadas, vai reforçar com mais 2,5 e, portanto, o governo está consciente de que é necessário ajudar as empresas para este novo embate, porque no final do dia isto significa uma tributação à entrada e, portanto, uma dificuldade. Agora, esta dificuldade tem que ser analisada à escala global.
2,5 são bilhões de euros que estamos a falar, que na opinião desta associação é suficiente e precisa agora entender o plano de como vai ser aplicado estes valores. São cerca de 18 associações de vários setores, desde o mobiliário, calçado, têxteis, que estão a ser ouvidos durante todo o dia aqui no Campus 21, a sede do governo. Lembro que são reuniões na sequência das decisões de Donald Trump, anunciadas na quarta-feira, estas novas tarifas de 20% a produtos importados da União Europeia. Ora, o governo reúne agora com as associações de vários setores para então criar um canal de diálogo com os setores que vão ser mais afetados por este modelo de tarifas. Segue agora a associação do calçado, que está a ser ouvida neste momento pelo governo. Vão ser reuniões de ainda mais associações de pelo menos até às 19h.
Com este montante em cima da mesa, 2.500 milhões de euros para ajudar as empresas a fazerem face aos previsíveis impactos negativos destas tarifas anunciadas por Donald Trump.
Vai ser na próxima sexta-feira. A coligação PSD/CDS apresenta no final da semana, no Centro de Congressos de Lisboa, o programa eleitoral com que a AD se apresenta às legislativas de 18 de maio.
Uma cerimônia que vai contar com a presença do presidente do PSD, Luís Montenegro. Ontem terminou o prazo para a entrega das listas de candidatos e de fora ficou Telmo Faria, deputado do PSD e cabeça de lista por Leiria nas eleições de há um ano.
Em entrevista ao Explicador, Telmo Faria critica a forma como foram feitas as listas e o peso excessivo dos aparelhos partidários.
E falou também sobre cenários de governação no pós-eleições. Telmo Faria abre a porta a acordos com o Chega em nome da estabilidade.
O Chega tem que ser posto à prova no sentido de ser chamado a determinadas políticas que nós consideramos ou que possam ser consideradas por um amplo espectro. Acho que nós não devemos estigmatizar ninguém e que devemos conseguir construir soluções de governabilidade. Acho que essa é a grande questão do futuro do país, se nós conseguirmos assegurar governabilidade a partir de soluções parlamentares sólidas, que têm que ser devidamente negociadas.
É uma das ideias expressas por Telmo Faria. Pode ouvir a entrevista na íntegra ao antigo cabeça de lista por este distrito pela Aliança Democrática já a seguir a este Jornal das Cinco.
São agora 17h08. Destacamos outras notícias, a começar por esse acidente no Cartaxo, em Santarém.
Sim, com uma atualização do número de vítimas. Subiu para 40 o número de feridos confirmados na sequência da colisão entre um autocarro e uma viatura pesada de mercadorias. Há três pessoas em estado grave.
É um balanço confirmado aos jornalistas pelo capitão João Romano, da GNR de Santarém. O acidente aconteceu na Estrada Nacional número 3, na zona de Vale da Pedra, conselho do Cartaxo.
A GNR de Santarém dá conta de três feridos graves, incluindo o condutor do autocarro, mas sublinha que nenhum corre risco de vida.
É um acidente do qual resultaram, até o momento, o total de 37 feridos ligeiros e três feridos graves.
40 feridos no total?
Sim, no total 40 feridos. Um dos feridos graves se trata do condutor do veículo pesado de passageiros. As três vítimas graves que nós tivemos decorrentes deste acidente de viação não correm o risco de vida.
João Romano, capitão da GNR de Santarém, num registo captado pela Sic Notícias, admite que a Estrada Nacional número 3 vai ficar fechada ao trânsito durante mais algumas horas. Estão no local mais de 100 operacionais apoiados por quase 50 meios terrestres.
De saída, dar-lhe conta da morte de Aurélio Pereira. O antigo olheiro do Sporting tinha 77 anos, descobriu jogadores como Cristiano Ronaldo, Luís Figo ou Paulo Futre. O Sporting já emitiu um comunicado para manifestar pesar pela morte de Aurélio da Silva Pereira.
Marcelo Rebelo de Sousa também já reagiu. O presidente da República recorda o legado de uma figura que, diz, marcou o desporto nacional.