Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das cinco, com a Vanessa Cruz.
Portugal e Alemanha descartam o envio de meios militares para o Estreito de Hormuz. Donald Trump insiste na ameaça. O Governo português garante que há consenso no seio da União Europeia sobre essa matéria. Nem o bloco dos 27, nem no âmbito da NATO está a ser equacionado o envio de meios militares para o Médio Oriente. O presidente dos Estados Unidos tinha deixado aos aliados este aviso: vão ter um futuro muito mau se não ajudarem a desbloquear o estreito de Hormuz. Ora, na resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, insiste que Portugal não está diretamente envolvido na guerra e que a União Europeia quer ajudar a superar o impasse no estreito de Hormuz, mas pela via diplomática.
Evitar a escalada, esse é o ponto principal de todos. E depois o segundo é tentar, obviamente, voltar à mesa das negociações.
Portanto, rejeita a opção militar?
O que eu digo é, o envolvimento de Portugal está fora, como isto está desde o início, que não vamos participar neste conflito. Isso está muito claro desde o início.
E mesmo a ajuda europeia não tem de se traduzir em meios militares para o estreito de Hormuz, é o que defende Paulo Rangel.
Todos estão dispostos, especialmente aqueles que mais meios têm, e quando digo meios, digo também meios diplomáticos, a cooperar nesse sentido. Agora, evidentemente que isso não implica uma deslocação de meios militares para a região, especialmente para o estreito de Hormuz.
Paulo Rangel, enquanto decorria o Conselho dos Negócios Estrangeiros em Bruxelas.
De resto, mais ou menos ao mesmo tempo, nas declarações do ministro português, também a Alemanha se distanciava de Donald Trump.
O chanceler Friedrich Merz diz que a guerra no Irão não tem nada a ver com a NATO. Na análise do especialista em relações internacionais e comentador da Rádio Observador, Bruno Cardoso Reis, no essencial, há convergência na Europa e a mensagem que se impõe passar a Donald Trump.
A verdade é que também têm que passar esta mensagem, que é: os Estados Unidos de Donald Trump não podem passar o tempo a insultar e a ignorar aliados e depois achar que basta estalar o dedo, pôr uma mensagem no Twitter e os aliados vêm a correr com o que os Estados Unidos entendem que precisam naquela altura. Não é assim que funciona uma aliança, e portanto, tanto quanto percebemos, não houve aqui nenhum tipo de consulta, de planeamento conjunto, nada. E portanto, esta posição de grande reserva dos europeus parece-me completamente compreensível.
É a análise de Bruno Cardoso Reis no Gabinete de Guerra sobre esta posição da União Europeia.
Como dizíamos no arranque deste jornal, Donald Trump fez fincapé e renova o apelo aos aliados sobre o estreito de Hormuz.
Com a pergunta: "Ajudávamos-vos durante tantos anos e agora não nos querem ajudar com uma coisa tão pequena?" É o que diz Donald Trump. Diz também que já se sabia que os países não ajudariam os Estados Unidos se viessem a precisar. Entretanto, a União Europeia pediu ajuda ao secretário-geral da ONU, António Guterres, para que haja no estreito de Hormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, uma iniciativa idêntica ao acordo que permitiu a saída de cereais da Ucrânia, também em contexto de guerra. O impacto deste conflito, impacto económico, leva a iniciativa liberal a pedir a marcação de um debate de urgência no Parlamento para a próxima quinta-feira. A ministra da Energia e do Ambiente garantiu hoje que o governo está a preparar uma série de medidas para atenuar o aumento dos preços do gás por causa desta guerra no Irão.
A CGTP não foi convidada, mas decidiu aparecer no Ministério do Trabalho esta tarde, com uma manifestação à porta e exigência para participar nas negociações da reforma laboral. Vanessa, primeiro abandonaram, agora quiseram voltar?
É. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, foi recebido pelo chefe de gabinete da Ministra do Trabalho e por um representante do secretário de Estado. O jornalista António José Soares tem estado no Ministério do Trabalho em Lisboa. António, foi infrutífera a ação da CGTP para integrar este processo de negociações.
Boa tarde, Vanessa. Assim é. O secretário-geral da CGTP chegou aqui ao edifício do Ministério do Trabalho poucos minutos antes das 13h. Entrou, mas depois esteve algum tempo no rés-do-chão à espera de ser chamado. Acabou por subir, mas não era a reunião que estava a decorrer para onde foi levado. Foi, sim, recebido pelo chefe de gabinete da Ministra do Trabalho e por um assessor do secretário de Estado. À saída, poucos minutos depois e questionado pelos jornalistas por que motivo não tinha sido recebido, Tiago Oliveira respondeu assim.
A justificação foi de que a senhora ministra está a decorrer a reunião, que esta reunião a senhora ministra convoca quem quer. Ora, convocou quem achou que devia convocar.
Foi-vos dada alguma hipótese de vir a reunir no futuro breve com a ministra?
Nós estamos desde o início. A senhora ministra, sempre que convidar a CGTP para discutir, cá estamos para discutir.
Já a fonte do Ministério do Trabalho disse ao Observador que a ministra está disponível para negociar, para conversar com a CGTP noutra data. Entretanto, as dezenas de manifestantes que se encontravam aqui à porta foram embora, depois da saída de Tiago Oliveira. A reunião aqui no Ministério do Trabalho continua e por aquilo que conseguimos apurar, Vanessa, vai alongar-se por este dia de segunda-feira.
E tu, António José Soares, vais continuar por aí a acompanhar os desenvolvimentos deste encontro entre o Ministério do Trabalho, UGT e os patrões, depois de na semana passada o processo ter chegado ao fim, sem chegar a bom porto, acaba o governo por decidir retomar as negociações.
E o PCP acusa o governo de violar a Constituição por não discutir o pacote laboral com a CGTP.
Acusação feita pelo secretário-geral comunista, Paulo Raimundo.
Faz mal o governo em procurar manobras Faz mal o Governo em recorrer a tudo, desde logo a uma grosseira violação da Constituição, tentando deixar de fora a CGTP da discussão desse pacote laboral. O Governo quer impor o pacote laboral, a luta dos trabalhadores definirá a sua derrota.
Paulo Raimundo a insistir nas jornadas parlamentares do PCP em Viana do Castelo que o Governo sai derrotado, mas as negociações do pacote laboral foram hoje retomadas sem a CGTP. Ainda continuam a esta hora.
No plano internacional, o presidente da Ucrânia falou hoje ao telefone com o recém-empossado presidente português.
E nessa conversa, Ricardo, com António José Seguro, Volodymyr Zelensky elogia Portugal, diz que tem sido um forte apoiante de Kiev. Disso mesmo dá conta o presidente ucraniano na rede social X e também adianta que deu os parabéns a António José Seguro pela vitória nas presidenciais e lhe deseja sucesso.
António José Seguro tem agenda carregada. Esta semana vai receber as representações dos partidos com assento parlamentar.
Já na quarta e quinta-feira de manhã, audiências ainda no âmbito das consultas de início de mandato. Numa nota, a presidência adianta que o convite partiu do próprio presidente da República.
E o Parlamento volta a estar no impasse. O PS pediu outra vez o adiamento da entrega das candidaturas para as eleições para os três órgãos de soberania em que faltam elementos, o Tribunal Constitucional, o Conselho de Estado e a Provedoria de Justiça.
O que faz com que as próprias eleições sejam também adiadas. Os socialistas querem que o assunto volte a ser discutido na próxima conferência de líderes e que haja um novo calendário. A Rádio Observador tentou contactar o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, para perceber o porquê deste adiamento. Não se quis pronunciar nesta fase. O líder do Chega, André Ventura, é que vai reagir ainda esta tarde. O prazo limite para a apresentação de candidaturas para estes órgãos externos do Parlamento acabava hoje. As eleições tinham sido remarcadas para dia 1 de abril e já foram adiadas várias vezes. Ainda não há nova data.
E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 16 de março.
O Banco de Portugal antecipa-se à audição pedida pelo Chega para explicar os contornos da reforma de Mário Centeno. De acordo com a Agência Luz, o supervisor esclarece que Centeno vai receber uma pensão completa de um dos fundos de pensões, o dos trabalhadores admitidos até 2009 no Banco de Portugal. O antigo governador foi funcionário durante 20 anos. Este fundo é constituído por um património autónomo, dedicado em exclusivo ao plano de pensões e ao plano de saúde. Tem 2600 beneficiários. O líder do Chega, André Ventura, tinha falado num acordo escondido, com benefícios que classificou de escandalosos e quer ouvir no Parlamento o atual governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira. No julgamento do caso BES, a ex-diretora financeira do Banco Espírito Santo incrimina diretamente o ex-CFO. O Observador revela hoje o essencial do testemunho de Isabel Almeida, a dizer que foi traída por Amílcar Morais Pires. Este testemunho foi prestado em outubro do ano passado. Pode ter impacto no resultado final do julgamento do caso BES. O Ministério Público não tem dúvidas de que Isabel Almeida, que responde por 19 crimes, sempre agiu em conluio com os dois, com o dono do banco e o número dois na área financeira. O Sporting defronta amanhã o Bodø/Glimt. O treinador da equipa norueguesa espera um leão agressivo e muito bem preparado ofensivamente. O norueguês de 27 anos sabe que o Sporting vai tentar virar a eliminatória, mas diz, na antevisão deste encontro feita no Estádio de Alvalade, que o Bodø/Glimt vai estar pronto para o desafio.
O Sporting vai ser muito agressivo amanhã. Eles vão tentar virar o jogo. São uma equipa tipicamente ofensiva e vão começar a partida com uma intensidade alta. Mas eu posso prometer que amanhã nós vamos correr. Vamos correr muito.
O Bodø/Glimt tem sido a equipa sensação nas competições europeias e o treinador diz que cada partida na prova milionária traz mais experiência aos jogadores. Elogia também Francisco Trincão e Morten Hjulmand. Sporting e Bodø/Glimt, segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Amanhã a emissão especial começa depois das 17h30. E corre mundo o vencedor dos Oscars, Batalha Atrás de Batalha, de Paul Thomas Anderson, é o melhor filme do ano. Vamos olhar nesta edição para uma curiosidade sobre a cerimônia desta madrugada no Dolby Theatre em Los Angeles. Houve um empate.
É verdade, houve um empate. Eu, por acaso, ainda vi o anúncio do empate.
Estiveste acordado muito tempo.
Até pensei que era uma graça, mas não, foi mesmo empate.
Um empate, um raro empate. A melhor curta-metragem foi para duas obras, Os Cantores, da Netflix, e uma outra curta, que numa tradução livre tem o título Duas Pessoas a Trocar Saliva.
Mas houve direito a estatuetas.
Sim, mais do que uma. Portanto, como houve aqui divisão de prêmio, a estatueta não foi dividida, mas houve várias. E as histórias que contam estas duas curta-metragens vencedoras. Já agora vamos dar conta dessas histórias. Os Cantores é sobre o que era para ser um momento solitário de cada um dos homens que se encontram num bar cheio, à noite, acaba por virar um concurso de canto improvisado e também é um momento de harmonia entre pessoas solitárias. A outra curta é sobre pessoas que vivem sob restrições de contacto físico.
E a Vanessa Cruz vai regressar às 17h30.