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Jornal das cinco, com o jornalista Miguel Videira. Terminou há pouco a reunião que juntou esta tarde a presidente da Câmara Municipal de Almada e a ministra do Ambiente. E o que deu essa reunião, Miguel?
Do encontro resulta o anúncio feito há instantes pela ministra do Ambiente, Graça Carvalho. Este fim de semana, já vai ser possível extrair água de um de dois furos que vão ser abertos. O anúncio já tinha sido feito para resolver este problema dos cortes de abastecimento, um problema que se arrasta há várias semanas. Ontem mesmo houve uma manifestação ao final da tarde, de munícipes deste Conselho de Almada. Pedem soluções imediatas, acusam a Câmara Municipal de Almada de inação. A ministra Graça Carvalho anunciou há instantes que o primeiro passo para resolver o problema vai ser dado até este fim de semana.
A Câmara já tem um furo que vai entrar até o fim de semana em funções, que já vai aumentar cerca de 20% as fontes d'água e já foi identificado um outro furo, esse sim, muito grande, que vai praticamente suprir as quantidades de água necessária continuando a poupar. O governo vai fazer tudo e a Agência Portuguesa do Ambiente para licenciar de imediato. Entrou esta manhã o pedido de autorização, situação completamente reposta. Estamos a falar de duas ou três semanas, mas as medidas que estão a ser feitas para estabilizar o sistema, progressivamente, todos os dias vai melhorar.
O anúncio feito há instantes por Graça Carvalho, a ministra do Ambiente, ao lado da ministra presidente da Câmara Municipal de Almada, afirma que o problema não resulta de perdas de água na rede de abastecimento. Inês de Medeiros reafirma que o aumento do consumo registrado nas últimas semanas era imprevisível e que por isso a Câmara nada podia fazer. Reafirma o argumento de que este aumento do consumo exponencial se deve à maior procura por este Conselho de Almada nesta época de maior calor. As declarações que haveremos de recuperar ao longo da tarde. Declaração de Inês de Medeiros, a presidenta da Câmara Municipal de Almada.
A marcar esta tarde também as declarações do ministro das Finanças, que se mostra preocupado com os possíveis impactos econômicos que decorrem do fim do cessar-fogo no Médio Oriente.
Por segundo dia consecutivo, as forças norte-americanas atacaram vários alvos em território iraniano. Teerão ripostou. Joaquim Miranda Sarmento salienta que não são boas notícias.
Este regressar da tensão no Estreito de Ormuz e no conflito do Médio Oriente, naturalmente, preocupa-nos todos. Tínhamos a expectativa há umas semanas, quando foi firmado um acordo, que o conflito terminaria, que a passagem pelo Estreito de Ormuz retomaria a sua normalidade e que com isso o preço do petróleo pudesse baixar para níveis pré-conflito e ter o mesmo efeito na gasolina e no gasóleo.
Tudo mudou nos últimos dias. O barril de Brent já voltou a subir, a cotação do barril de Brent e o futuro imediato, sublinha o ministro das Finanças, é imprevisível.
A situação é bastante incerta, sempre muito volátil. Naturalmente que se voltarmos a ter uma situação de conflito e um agravamento do preço do petróleo, isso tem naturalmente consequências negativas na economia, como fomos discutindo aqui ao longo dos três meses que o conflito durou. Esperemos que tudo possa ser sanado rapidamente.
A duração do conflito vai determinar a resposta do governo e eventuais apoios que possam vir a ser decididos. Vale, para já, o desempenho orçamental o ano passado.
A situação orçamental de 2025, por ter sido melhor do que aquilo que antecipava, nos deu um pouco de margem, mas temos que atuar em função daquilo que seja a evolução das circunstâncias.
Foi o que disse há pouco o ministro Joaquim Miranda Sarmento à entrada para a reunião do Eurogrupo.
O ministro das Finanças também está preocupado com o aumento do preço dos combustíveis. O governador do Banco de Portugal também falou esta tarde, esteve no Parlamento a ser ouvido. Álvaro Santos Pereira alerta para sinais em torno do crédito à habitação.
Preocupação manifestada durante uma audição na Assembleia da República, Álvaro Santos Pereira chama a atenção para alguns indicadores dos primeiros meses do ano.
Há mais crédito, por valores mais altos e com maior risco, num ambiente forte de valorização dos preços dos imóveis e de maior endividamento das famílias. Quero deixar claro, não estamos obviamente perante um cenário alarmante. Os níveis de incumprimento, respondendo ao senhor deputado, continuam baixos, mas existem vários sinais de alerta que não podemos ignorar.
O governador esteve a ser ouvido a pretexto da compra de ações que Álvaro Santos Pereira adquiriu já na qualidade de governador, teve de vender as participações, por indicação do Banco Central Europeu. Diz Álvaro Santos Pereira que ninguém ficou mais incomodado do que o próprio governador.
Eu declarei, como disse, foi proativamente que eu declarei, praticamente no mesmo dia ou nos dias a seguir, que era a entender a transparência, foi público. Tudo que foi feito, nos dias que foi feito, e a mesma coisa do BCE. E foi o BCE depois que me informou, então como eu expliquei, que obviamente tinha ocorrido um erro, uma imprevidência, sem dúvida nenhuma, e ninguém mais lamenta essa imprevidência do que eu. Eu sempre pautiei a minha vida por regras de ética e de conduta muito fortes e ninguém ficou mais incomodado quando eu soube
Álvaro Santos Pereira, declaração feita há pouco na Assembleia da República, onde está a ser ouvido e onde anunciou também uma alteração ao projeto inicial do anterior governador Mário Centeno, de construção da nova sede do Banco de Portugal. A nova sede vai ser construída, tal como estava definido anteriormente, em Entre Campos, mas vão ser construídos não dois, mas um edifício, uma alteração que vai custar menos 35 a 40 milhões de euros. Foi o que disse, há pouco, Álvaro Santos Pereira.
O imã de Lisboa acredita que a chamada Lei das Burcas, aprovada hoje na especialidade no Parlamento, não terá impacto na comunidade islâmica.
O projeto de lei foi aprovado com os votos a favor da AD, do CHEGA e da Iniciativa Liberal. A esquerda votou contra. À Rádio Observador, o xeque da Comunidade Islâmica de Lisboa, David Nir, explica que a burca não é obrigatória no Islão e não entende a associação do nome burca a este projeto de lei agora aprovado.
Não é obrigatório cobrir o rosto no Islão. Agora, o que pode aqui levar a alguma deturpação é por que usar o nome de burca? Porque imaginemos que uma pessoa, um não muçulmano ou uma não muçulmana, se cobrir o rosto, por exemplo, com um lenço, é a burca? Deixará de ser a burca? É permitido?
O imã de Lisboa sugere que o diploma hoje aprovado não vai ter grande impacto na vida da comunidade islâmica que vive em Portugal.
No futebol, Jorge Jesus vai ser o novo selecionador nacional. Já há acordo entre Jesus e a Federação Portuguesa de Futebol e até já está marcada a apresentação, vai ser amanhã à tarde.
E o acordo foi fechado esta manhã, depois de uma reunião para acertar alguns detalhes. O Observador sabe que na viagem de regresso da comitiva portuguesa para Lisboa, depois da eliminação do Mundial, já se sabia, já havia indicação de quem era o novo selecionador, bem como de que forma seria apresentado. Jorge Jesus assina contrato de quatro anos, até 2030. O treinador de 71 anos sucede a Roberto Martínez, que deixou o cargo na sequência do desempenho de Portugal no Campeonato do Mundo. Mariana Fernandes, jornalista da Editoria de Desporto do Observador, considera que Jorge Jesus traz uma lufada de ar fresco à seleção nacional.
Essa exigência de mais que norteou sempre a carreira de Jorge Jesus, ou seja, nunca ficou satisfeito com aquilo que fez, acaba por trazer aqui uma lufada de ar fresco para a seleção nacional. Mais do que isso, acho que Jorge Jesus é um perfecionista, ou seja, acredito que Jorge Jesus, ao longo dos anos, tenha olhado para o trabalho de Carlos Queiroz, Paulo Bento, Fernando Santos, Roberto Martínez, só para citar os últimos selecionadores nacionais, e tenha dito: "Eu fazia diferente, eu convocava diferente, eu fazia melhor".
Mariana Fernandes sobre a escolha de Jorge Jesus para suceder a Roberto Martínez. Jorge Jesus convidou Pepe para integrar a equipa técnica. Ainda não é certo que o ex-internacional tenha aceitado o convite.
E outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 9 de julho.
Continua a ser um mistério, ainda não se sabe o que está na origem da intoxicação que afetou até agora mais de uma centena de pessoas nas Caldas da Rainha. Os primeiros casos foram detetados na terça-feira, acorreram às unidades de saúde pessoas com vômitos, náuseas, diarreia, dores abdominais e de cabeça. Perto de 80 doentes têm em comum o facto de terem participado no evento desportivo de cariz internacional, o Futmania. A ASAE fiscalizou duas empresas que forneceram alimentação, não foi detetado qualquer problema, já foi também descartada qualquer anomalia na rede de abastecimento público de água. A fechar, Ricardo, há pouco tivemos aqui um estresse com o lançamento para uma notícia. Sabias que abraçar árvores pode ajudar a reduzir o estresse e os níveis de cortisol?
É sempre bom abraçar árvores. Eu gosto de abraçar árvores, sim.
Olha, faço esta pergunta porque a Mata Nacional do Bussaco, na Mealhada, está prestes a tornar-se a primeira floresta terapêutica da península Ibérica. A certificação vai ser atribuída na próxima sexta-feira, resultado de um processo de candidatura desenvolvido em cooperação entre a Fundação Mata do Bussaco e a The Sea Nature, Agência para o Desenvolvimento do Turismo e Natureza.
Portanto, é ir até ao Bussaco em busca de terapia, nomeadamente abraçando árvores, porque não? Não faz mal nenhum abraçar árvores. Mal não faz, como dizia o outro. O Miguel Videra vai regressar às 17h30.