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Três meses mais cedo, Henrique Gouveia e Melo vai sair da Marinha, não em março, como estava previsto, mas já no próximo mês de janeiro. É uma informação que está a ser avançada pela SIC Notícias. O almirante precipita caminho para poder avançar com uma candidatura à Presidência da República.
Gouveia e Melo esteve hoje na Base Naval de Lisboa. Questionado pelos jornalistas, recusou responder se vai ou não avançar para a corrida a Belém.
A pergunta deve ser dirigida, se não se importam de eu sugerir, ao que é que estes homens fantásticos acabaram de fazer. Setenta e um dias em missão, uma missão difícil, ao serviço de Portugal, ao serviço da União Europeia e ao serviço da NATO. Se passa ou não a reserva é totalmente insignificante.
Gouveia e Melo esta tarde na Base Naval de Lisboa, na cerimónia de recepção do submarino Arpão. O almirante que arrepiou caminho e vai deixar a Marinha no próximo mês de janeiro.
Quem se pode chegar à frente é também André Ventura. O líder do Chega diz que o partido vai apoiar um candidato que seja dirigente ou militante do Chega.
Por entendermos que em áreas-chave que vão dominar a atualidade nos próximos meses, como o combate à imigração, à corrupção, exigia alguém que esteja ligado intrinsecamente a esses combates. E face ao que temos ouvido de outros possíveis candidatos, estes temas não são a sua prioridade. Por isso o Chega entende que deverá ter um candidato presidencial próprio.
E até ao final do primeiro trimestre do próximo ano, ou seja, até março, vai revelar André Ventura se o próprio se vai candidatar às presidenciais de 2026.
Não vai mudar de ideias. O governo mantém total confiança na previsão de um excedente orçamental de 0,3% do PIB no próximo ano. Relativiza assim os avisos do Banco de Portugal, que antecipa um déficit das contas públicas de 0,1% em 2025.
Esta tarde, o Ministro das Finanças diz que, apesar desta previsão, o executivo não baixa o otimismo.
Para o próximo ano, nós mantemos a previsão de excedente de 0,3% e também aqui, quer o Conselho de Finanças Públicas, quer a Comissão Europeia, são um pouco mais otimistas e preveem um excedente de 0,4%. Portanto, nós mantemos uma total confiança na nossa previsão orçamental, mas obviamente não deixaremos, como fazemos já neste ano de 2024, de um acompanhamento diário da execução orçamental.
Nesta sessão na Culturgest, em Lisboa, Joaquim Miranda Sarmento falou ainda do orçamento do Estado para o próximo ano para deixar críticas à oposição.
O Parlamento, recorde-se, aprovou, antes da entrega do orçamento e durante a discussão da especialidade, um conjunto de medidas que valem € 1000 milhões, o que significa 0,4% do PIB. Entre uma alteração de IRS diferente daquela que o governo defendia, da atualização extraordinária de pensões e um conjunto de outras medidas de menor dimensão, nós estamos a falar de um bolo de cerca de € 1000 milhões.
As críticas do Ministro das Finanças aos partidos da oposição pelas medidas que acrescentaram ao Orçamento do Estado.
Voltamos ao déficit, Miguel. Mariana Mortágua também reagiu às previsões do governador do Banco de Portugal, Mário Centeno.
A coordenadora do Bloco de Esquerda considera que a opção com as contas públicas gera atrasos no desenvolvimento económico e aponta o dedo ao PS e PSD nesta matéria.
Mortágua acusa o Partido Socialista de tentar reivindicar um passado de excedentes orçamentais que condicionou o desenvolvimento dos serviços públicos. Já em relação ao atual governo da AD, a líder do Bloco diz que a ação do executivo tem por base medidas eleitoralistas.
Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda, sobre esta previsão do Banco de Portugal, que aponta para um déficit no próximo ano de 0,1%. Ora, quem falou sobre o tema foi Rui Rocha, para sublinhar que esta previsão de Mário Centeno deve ser lida à luz do que diz ser a ambição política do governador do Banco de Portugal.
É óbvio que Mário Centeno tem uma agenda, que nenhuma das afirmações que faz pode ser lida fora de um contexto político, que é a sua intenção de candidatura à Presidência da República. É óbvio também que o país precisa de exigência, precisa de rigor nas contas públicas.
Rui Rocha esta manhã à margem de um encontro com a embaixadora da Alemanha em Portugal.
O Chega quer chamar a Ministra da Saúde ao Parlamento. Em causa está o novo modelo de triagem de acesso às urgências de obstetrícia e ginecologia na região de Lisboa e Vale do Tejo e também em Leiria.
De acordo com o plano, antes de se dirigirem às urgências, as mulheres grávidas devem contactar a linha telefónica SNS Grávida, que determina a que serviço de saúde devem recorrer.
Isabel Mendes Lopes, líder parlamentar do Livre, critica este modelo.
Não traz tranquilidade, pelo contrário, traz aqui alguma insegurança, alguma intranquilidade que não ajuda. É um período que é um período já por si às vezes difícil e, portanto, este não pode ser o caminho.
A líder parlamentar do Livre defende a contratação de mais médicos obstetras para reforçar os serviços da urgência de norte a sul do país.
Na mesma linha, a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, acusa o governo de estar a usar o SNS para virar as costas aos utentes.
Preocupações acompanhadas pelo Chega. André Ventura quer explicações do governo no Parlamento.
O Chega chamará de urgência ao Parlamento a senhora Ministra da Saúde, já na próxima semana, para que dê justificações sobre o modelo que tem adotado de resposta do SNS às necessidades básicas da população Bem como para justificar e explicar este absurdo modelo de triagem prévia que está a implementar nos hospitais.
As preocupações de André Ventura, do Chega, e aos partidos juntam-se, Vanessa, os sindicatos.
Joana Bordalo e Sá, da FNAM, diz que há especialistas a serem desviados para o atendimento telefónico, com consequências para a qualidade do serviço que é prestado aos utentes.
Pode colocar mais uma vez em risco as grávidas, os seus bebés e também os profissionais de saúde. Estão a reduzir as equipes de obstetrícia. Ou seja, pode acontecer de ficar apenas na urgência um médico especialista de obstetrícia com internos.
É também o reparo feito por Nuno Rodrigues, presidente do Sindicato Independente dos Médicos.
A partir do momento em que se diminui o número mínimo de especialistas de dois para um, naturalmente, a nossa preocupação é enorme.
Nota comum dos representantes dos dois sindicatos representativos da classe médica.
Uma preocupação que não é acompanhada por alguns responsáveis por unidades de saúde. O coordenador de enfermagem do Serviço de Urgência da Maternidade Alfredo da Costa, Fernando Prada, diz que o histórico ajuda a justificar o novo modelo.
Há sinais e sintomas que podem não justificar a vinda a uma urgência e, nesse aspecto, a medida parece-nos perfeitamente justificável. Agora, do ponto de vista prático, nós temos uma realidade de que, maioritariamente, das senhoras que ligam à Saúde 24, um grande número vai ser encaminhado para o serviço de urgência.
É essa a expectativa do coordenador de enfermagem do Serviço de Urgência da Maternidade Alfredo da Costa. Entretanto, ainda na saúde, não foi desta. Médicos e governo estiveram hoje reunidos para discutir aumentos salariais. Não chegaram a acordo.
E vamos agora, porque são as 18h08, olhar ainda para outras notícias.
Na Alemanha, está chumbada a moção de confiança apresentada pelo chanceler alemão Olaf Scholz ao Parlamento. Teve 349 votos contra, 207 a favor.
Significa que está aberto o caminho para a dissolução da Assembleia Federal alemã. Prevê-se que as eleições antecipadas sejam marcadas para o dia 23 de fevereiro.
A apresentação da moção de confiança foi precipitada pelo fim do apoio dos liberais ao governo socialista liderado por Olaf Scholz.
A seleção portuguesa de futebol feminino ficou hoje a conhecer os adversários no Campeonato da Europa do próximo ano.
Portugal ficou no grupo B. Tem pela frente a atual campeã do mundo, a Espanha, a Itália e a Bélgica, naquela que vai ser a terceira participação portuguesa na prova.
O Euro 2025 de futebol feminino vai realizar-se entre os dias 2 e 27 de julho, na Suíça.