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E agora, sem sussurros, de viva-voz. José Luís Carneiro espera que Pedro Nuno Santos valorize a experiência de todos os ativos que o PS tem. O deputado socialista, que concorreu contra o atual secretário-geral nas últimas eleições internas do PS, espera que os antigos ministros de António Costa e os militantes que apoiaram o próprio José Luís Carneiro tenham lugar nas listas de candidatos a deputados.
Em entrevista à Vichy Suave, aqui na Rádio Observador, José Luís Carneiro, pegando até no exemplo do regresso de Francisco Louçã, diz que toda a experiência deve ser valorizada.
Todo este meu discurso de boa-fé e de confiança no secretário-geral e na direção do partido, parte do pressuposto de que todos aqueles que desempenharam funções, têm provas dadas na vida cívica, na vida política, entre os quais muitos dos que me apoiaram, que serão todos respeitados por parte da direção do partido, pois é evidente que se não forem respeitados, isso altera o quadro em que me estou a pronunciar hoje.
O antigo candidato a secretário-geral do PS diz também nesta entrevista que só aceita ser cabeça de lista pelo Porto ou por Braga e diz que, em caso de derrota do PS, compete apenas ao atual líder do partido ponderar se tem condições ou não para continuar.
Fui, ao longo da minha vida, e assim também sou reconhecido, um elemento que procura a estabilidade. E assim como defendo a estabilidade para o país, também defendo a estabilidade para o Partido Socialista. E é evidente que em cada momento temos que fazer uma avaliação dos termos em que o Partido Socialista está ou não está a conseguir falar para aqueles que são os seus destinatários, que é os portugueses. Mas essa avaliação, e a primeira avaliação, e a mais importante avaliação, é do secretário-geral.
José Luís Carneiro assegura que mantém todos os direitos como militante do PS, embora garanta que não está à espera para o período pós Pedro Nuno Santos, também não se exclui de uma nova candidatura no futuro. A Vichy Suave vai para o ar logo a seguir ao Jornal das sete.
O Partido Popular Monárquico garante que foi convidado para integrar a coligação com PSD e CDS, mas recusou integrar a AD. Numa nota enviada ao Observador, o partido, liderado por Gonçalo da Câmara Pereira, diz que a proposta dos social-democratas não contemplava a possibilidade de eleger deputados do PPM.
E acusa os parceiros de coligação de falta de ética e de falta de disponibilidade para o diálogo. O Partido Popular Monárquico adianta que pediu várias vezes reuniões a Luís Montenegro, mas não foi ouvido. Do outro lado, encontrou silêncio. Queria ver prioritários na coligação os temas da ecologia, da cultura e da agricultura, cenário que acaba por cair por terra.
A Rádio Observador tentou falar com Gonçalo da Câmara Pereira. Uma entrevista esta tarde remeteu Gonçalo da Câmara Pereira para uma conferência de imprensa do PPM, agendada para a próxima segunda-feira.
O ministro da Presidência acusa o líder da oposição de incitar uma campanha de medo e desconfiança em relação ao governo de Luís Montenegro, no briefing do Conselho de Ministros deste executivo, agora em gestão. Este briefing ficou marcado pelas críticas de António Leitão Amaro a Pedro Nuno Santos.
Depois de esta manhã o secretário-geral do PS ter acusado o governo de se preparar para colocar em risco a Segurança Social, António Leitão Amaro, o ministro da Presidência, respondeu ao secretário-geral do PS.
Aquilo que, de alguma forma, pode estar a irritar os dirigentes do Partido Socialista é que nós mostrámos que havia alternativa. O país não está condenado a excedentes asfixiantes, como no passado, que para termos saldos positivos era preciso aumentar impostos, nem que fosse os indiretos, era preciso esmagar o investimento público, era preciso pôr em causa a valorização dos funcionários públicos.
O ministro da Presidência pede aos pensionistas que não acreditem nas palavras do líder da oposição.
Houve outro tema que motivou uma troca de palavras: o aeroporto de Lisboa. Para Pedro Nuno Santos, o secretário-geral do PS, o assunto estaria resolvido se a Aneerportos estivesse sob administração pública. Ora, Leitão Amaro não concorda e culpa Pedro Nuno Santos pelos atrasos no projeto.
Pedro Nuno Santos, que não decidiu, depois decidiu três aeroportos em 24 horas, depois revogou as suas decisões e, portanto, entre a confusão e a inação, se há razão para não haver aeroporto mais cedo, é seguramente, também, responsabilidade do atual líder do Partido Socialista.
António Leitão Amaro, em resposta a Pedro Nuno Santos, que considera ter sido o ministro da inação, garante que neste governo da AD, foram tomadas decisões definitivas pendentes há 50 anos.
O ativista que atingiu Luís Montenegro com tinta verde durante a campanha eleitoral vai ter que pagar uma multa de €1.600. Para além disso, vai ter também de pagar uma indemnização ao primeiro-ministro no valor de €958.
Decisão conhecida esta tarde. O incidente aconteceu na campanha eleitoral do ano passado, nas últimas legislativas, na Fila, em Lisboa. O ativista despejou tinta verde e acabou por estragar a roupa de Luís Montenegro e também de uma fotógrafa do CDS.
O advogado de Isabel Santiago, a fotógrafa do CDS, aplaude a decisão. João Pinheiro da Silva diz que Portugal não pode ser uma selva.
Foi uma condenação exemplar que o tribunal acaba de proferir. Ficou claro E sinalizado por este tribunal. Portugal é um Estado democrático e um Estado de direito, não é uma selva. Nada justifica agressões, neste caso, através de atirar tinta, seja a quem for.
João Pinheiro da Silva, o advogado da fotógrafa do CDS que foi atingida com tinta. Já a advogada do estudante que fez este ataque diz que a Justiça funcionou. Sublinha que o arguido foi absolvido de um terceiro crime de dano.
Ainda assim, Carmo Afonso revela que vai recorrer desta decisão judicial.
O primeiro-ministro não descarta a possibilidade de Portugal vir a integrar a força de paz que vai ser enviada para a Ucrânia.
A cimeira de hoje em Paris, com 30 líderes mundiais, trouxe a novidade: França e o Reino Unido vão enviar uma força multinacional para solo ucraniano, assim que seja alcançado um acordo de cessar-fogo completo e permanente. A partir da capital francesa, Luís Montenegro diz que está disponível, mas ainda é cedo para Portugal tomar qualquer decisão.
Estamos, de facto, longe. É ainda precoce, é ainda muito cedo para falar disso, mas não podemos deixar de dizer que estamos prontos a fazer, como sempre, parte de missões de paz, de missões que salvaguardam a segurança.
O primeiro-ministro anuncia ainda que Portugal vai enviar mais de 200 milhões de euros de apoio à Ucrânia. Desta reunião promovida pelo presidente francês, saiu também a decisão de manter as sanções aplicadas à Rússia. Emmanuel Macron diz que é preciso manter a pressão e esperar pelo fim definitivo dos combates.
São agora seis horas e oito minutos. Olhemos ainda para outras notícias, Miguel Vieira.
O exército israelita e a agência de informação de Tel Aviv assinam comunicado conjunto para confirmar que são responsáveis pela morte do porta-voz do Hamas.
Que morreu no norte da Faixa de Gaza, vítima de um ataque aéreo israelita. Esta madrugada, os ataques aéreos em Gaza mataram pelo menos 36 pessoas.
É um recorde. Pela primeira vez, as sociedades anônimas desportivas em Portugal geraram receitas superiores a mil milhões de euros. É uma das conclusões do Anuário do Futebol Profissional Português, realizado pela consultora EY com a Liga Portugal.
Os valores, que são positivos pelo nono ano consecutivo, representam uma fatia cada vez maior do Produto Interno Bruto português. Em 2024, foram mais de 660 milhões de euros, o que representa 0,25% do PIB. Para o presidente da EY Portugal, Miguel Farinha, o impacto também se mede na riqueza gerada para o Estado.
Este ano, o futebol contribuiu para as finanças do Estado em cerca de 268 milhões de euros, principalmente em IRS, mas também Segurança Social, IVA, IRC, nessas várias componentes. E isto é um crescimento também significativo face ao ano passado, acima de 15%, muito derivado também de um aumento no número de postos de trabalho gerados no futebol. Nós estimamos cerca de 4.400 postos de trabalho no futebol profissional e é um aumento significativo face ao ano passado.
Miguel Farinha, o coordenador do estudo, entrevistado pelo jornalista André Maia. São números que chegam num ano de aumento de espectadores nas bancadas. Subida de 10% na primeira e segunda liga, com mais de quatro milhões de adeptos nos estádios.
Rádio Observador, 98.7.