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O Ministro das Infraestruturas desconhecia que está a ser visado nas buscas levadas hoje a cabo pela Polícia Judiciária em Lisboa e Cascais, no âmbito de suspeitas de favorecimento num processo de venda de um terreno municipal da Câmara Municipal de Cascais, destinado à construção de um hotel de luxo.
A informação foi apurada pelo Observador numa nota enviada às redações. Miguel Pinto Luz, que foi vice-presidente da Câmara de Cascais, começa por dizer que em período de pré-campanha é exigido que todos os envolvidos na vida pública sejam transparentes e afirma que enquanto vice-presidente da autarquia, se dedicou de forma incansável ao desenvolvimento do município. O Observador sabe que as buscas em causa da Polícia Judiciária estão relacionadas com a construção do Hotel Hilton, em Carcavelos.
A PJ adianta que neste processo há suspeitas de crimes de prevaricação, participação econômica em negócio e violação de regras urbanísticas. Para além da venda do terreno, também o processo de licenciamento desta obra está agora a ser investigado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção.
De resto, esta não é a primeira vez que Miguel Pinto Luz está envolvido em suspeitas. No ano passado, a Judiciária fez buscas à Câmara de Cascais por um caso de fabrico de máscaras durante a pandemia. Outro que também diz respeito a um contrato entre uma empresa e uma agência de comunicação que tinha assegurado Miguel Pinto Luz, atual ministro das Infraestruturas, no âmbito de uma candidatura à presidência do PSD em 2019.
O jornalista do Observador, João Paulo Godinho, explica o que é que já sabe sobre este caso que envolve o ministro das Infraestruturas.
Estão em causa suspeitas da prática dos crimes de prevaricação, participação econômica em negócio e violação de regras urbanísticas. Esta é uma operação denominada "Operação Cinco Estrelas" na Câmara de Cascais e em outras localidades, e está aqui em causa, aparentemente, o processo de venda de um terreno na zona de Carcavelos para a construção de uma unidade hoteleira, que o Observador sabe que diz respeito ao Hotel Hilton, ali na zona de Carcavelos.
João Paulo Godinho, jornalista do Observador, a propósito deste caso que envolve o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, está a ser visado em buscas da PJ por causa de um alegado favorecimento num processo de venda de um terreno da Câmara de Cascais, quando era vice-presidente, para a construção de um hotel de luxo.
Está aí o novo nome da coligação atualmente no governo, AD, coligação PSD/CDS. É este o novo nome depois do chumbo do Tribunal Constitucional.
A nova designação foi anunciada esta tarde pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, acredita que desta sigla vem para ficar.
A proposta que faremos aos nossos partidos é que a coligação se chame AD, coligação PSD/CDS. Estamos absolutamente convencidos que esta denominação que escolhemos corresponde àquilo que foi o acórdão do Tribunal Constitucional de que tivemos conhecimento esta semana e que cumpre todos os critérios jurídicos para que possa ser aceite pelo Tribunal Constitucional.
Nesta conferência de imprensa, o secretário-geral do PSD falou também sobre a polêmica de Ernani Dias, é o cabeça de lista da AD no distrito de Bragança, depois de se ter demitido na sequência de um conflito de interesses por causa da lei dos solos.
Hugo Soares acusa Pedro Nuno Santos de hipocrisia política por criticar a escolha, diz que Ernani Dias tem mais condições políticas para se candidatar do que o secretário-geral do PS, por causa da polêmica indemnização da TAP a Alexandra Reis.
E o PS, precisamente, critica a forma como o governo transformou o Conselho de Ministros numa ação de campanha. O porta-voz do Partido Socialista para estas legislativas, Marcos Perestrello, critica a forma como o governo marcou essa ação de campanha no Mercado do Bolhão, no Porto.
Em declarações aos jornalistas na sede do PS em Lisboa, Marcos Perestrello diz que o PSD coordenou uma iniciativa do governo para servir de campanha às legislativas e também à candidatura de Pedro Duarte.
O governo inteiro deslocou-se ao Porto numa ação de campanha para a qual mobilizou os militantes do PSD no Porto, ao mesmo tempo que um Conselho de Ministros reunia e era apresentado o candidato do PSD à Câmara. Esta promiscuidade entre o que é público e o que é partidário é absolutamente inaceitável.
Marcos Perestrello, deputado do PS, agora porta-voz da candidatura socialista nas eleições de 18 de maio, candidato que criticou ainda a forma como Luís Montenegro utilizou recursos do Estado para responder às questões sobre os pareceres que emitiu sobre uma obra em Espinho enquanto advogado.
Em vez de termos Luís Montenegro a trabalhar para o Estado, tivemos o Estado a trabalhar para Luís Montenegro. Estamos a assistir ao vivo, em direto e a cores, à instrumentalização do Estado ao serviço dos interesses partidários.
Porta-voz socialista, Marcos Perestrello, numa declaração no Largo do Rato, numa tarde em que a direção do PS vai estar reunida para fechar as listas de candidatos a deputados que serão aprovadas depois, durante a noite, na reunião da Comissão Política do PS.
As críticas à escolha do governo para fazer um Conselho de Ministros no Mercado do Bolhão surgem também do lado do PCP. O secretário-geral Paulo Raimundo critica a forma adotada pelo executivo neste Conselho de Ministros. Não tem dúvidas que foi uma ação de campanha.
É embaraçoso olhar para aquilo que aconteceu ou que está a acontecer hoje no Porto. Numa pernada, o governo faz uma ação de rua, com mobilização dos seus militantes do PSD, apresenta o seu candidato às autarquias, recolhe apoios, quiçá assume compromissos para o futuro com esta ou aquela pessoa. É o cinco em um.
Paulo Raimundo, aqui num registo captado pela RTP3, com críticas ao primeiro-ministro, sendo que Luís Montenegro recusa que este Conselho de Ministros tenha sido uma ação de campanha eleitoral.
Ao Observador, fonte do executivo adianta que informou todos os grupos parlamentares de que iria realizar o encontro semanal do governo no Mercado do Bolhão, no Porto, e que convidou, como é habitual, os deputados a estarem presentes.
João Luís Carneiro vai mesmo ser o cabeça de lista do PS por Braga. O lugar estava em aberto depois de ontem à noite a distrital socialista ter chumbado a primeira lista. A decisão passou então para as mãos de Pedro Nuno Santos e de acordo com a Agência Lusa, o líder do PS aposta mesmo em João Luís Carneiro, que foi adversário nas últimas diretas.
De resto, o ex-ministro da Administração Interna já tinha sido o número um por Braga há um ano, nas últimas legislativas. A lista oficial de candidatos a deputados do PS é, como dizíamos há pouco, aprovada e apresentada esta noite, depois da reunião da Comissão Nacional do PS. A Rádio Observador vai lá estar.
E passam agora seis minutos das 18h, tempo para atualizar outras notícias.
A PJ confirma a detenção de duas pessoas em Portugal, depois de ter sido desmantelada uma das maiores plataformas internacionais de abuso e exploração de crianças. Trata-se de um cidadão português e um estrangeiro.
A Judiciária fala na maior operação de sempre contra a pornografia infantil. A inspetora-chefe da Unidade de Cibercrime, Carla Costa, explica como decorreu a operação portuguesa em colaboração com a Interpol.
Nós recebemos a comunicação por parte das autoridades germânicas, iniciámos as nossas próprias investigações, conseguimos localizar os suspeitos, fizemos buscas domiciliárias e procedemos à apreensão dos equipamentos informáticos utilizados pelos mesmos, que continham conteúdos de abuso e exploração sexual de crianças. Duas pessoas foram detidas em Portugal, mas não eram as duas portuguesas. Um era português, outro estrangeiro.
Carla Costa, inspetora-chefe da Judiciária, num registo a captar pela RTP3. A plataforma desmantelada tinha quase dois milhões de utilizadores em todo o mundo. A Interpol estima que mais de 70 mil vídeos tenham sido retirados de circulação.
Estará fora, Elon Musk vai afastar-se da administração Trump nas próximas semanas.
É pelo menos uma informação que está a ser avançada pelo jornal Político. Donald Trump terá anunciado ao círculo mais próximo e a membros do governo que o atual chefe do Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos está de saída da administração.
No entanto, o jornal Político diz que Elon Musk, o dono da Tesla, vai continuar a ter um papel no apoio a Donald Trump.