Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O primeiro-ministro vai mesmo à Assembleia da República é na próxima semana, Diana, para dar explicações sobre a coordenação do combate aos incêndios.
As propostas do Chega e do Partido Comunista Português para um debate extraordinário na Comissão Permanente foram aprovadas, por unanimidade, na conferência de líderes realizada esta tarde. O debate está marcado para daqui a uma semana, no dia 27, às 15h.
Quinta-feira. O anúncio foi feito pelo presidente da Assembleia da República e José Pedro Aguiar Branco diz que Montenegro pode não ser o único governante a marcar presença.
O governo também, se entender, terá a senhora ministra. É esse o entendimento também, mas como o senhor primeiro-ministro manifestou ele próprio a sua intenção de estar na Comissão Permanente, essa está absolutamente garantida.
À saída da reunião da conferência de líderes, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, admite que chegou a hora de responder pela gestão dos incêndios. Não confirma, no entanto, a presença da ministra da Administração Interna. Já o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, sublinha a vontade do primeiro-ministro para ir ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre, precisamente, a gestão política dos fogos.
O governo, através do ministro dos Assuntos Parlamentares, deu nota da disponibilidade e da vontade do senhor primeiro-ministro de poder vir ao Parlamento durante a próxima semana para poder, perante as senhoras e os senhores deputados, dar nota daquilo que tem sido a coordenação política do combate aos incêndios em Portugal. O PSD, evidentemente, deu a anuência para que essa comissão permanente se pudesse realizar.
Ora, o líder parlamentar do Chega, Pedro Pinto, nota uma mudança de posição do lado do Partido Socialista.
O Partido Socialista, quando o José Luís Carneiro veio dizer que não entrava na gincana política do Chega, nem no jogo do Chega, nem iria aprovar esta proposta de comissão permanente, o seu líder parlamentar começou precisamente a dizer isso mesmo, hoje, na conferência de líderes e depois acabou por votar a favor. Cabe questionar ao Partido Socialista o que é que anda a fazer.
Na resposta, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, justifica que acabou por votar a favor porque o governo manifestou vontade em prestar esclarecimentos.
Manifestamente, o governo quis vir ao Parlamento e por isso o grupo parlamentar do PS diz: "Se o governo quer vir ao Parlamento, não será o grupo parlamentar que votará contra." Consideramos, ainda assim, que essa vontade do governo é extemporânea, não ajuda ao esclarecimento, e mais, não eximo o senhor primeiro-ministro das responsabilidades políticas que tem, do alheamento e do distanciamento que teve em relação a este assunto.
Entretanto, e além desta ida ao debate extraordinário na Comissão Permanente, que vai acontecer na quarta-feira e não na quinta como eu erradamente referi, o Executivo tem agenda também já amanhã. Amanhã à tarde prepara-se para aprovar um conjunto de medidas de apoio às populações afetadas pelos incêndios florestais. Vai ser num Conselho de Ministros extraordinário em Viseu.
O socialista Sérgio Sousa Pinto critica o timing no acionamento do Mecanismo Europeu de Proteção Civil no âmbito dos incêndios.
Uma posição assumida no "Realpolitik" da Rádio Observador, Sousa Pinto considera que Montenegro não está a conseguir tomar conta das ocorrências.
Montenegro é um Nero desamparado. Anda aí pela paisagem. Falhou logo quando não percebeu que era preciso pedir ajuda à União Europeia e acionar o mecanismo de proteção civil europeu. Achou que não. "Agora é que eu vou mostrar, com um bocado de sorte, consigo convencer o país de que já estamos dotados dos meios necessários para lidar com este tipo de calamidade, prevenindo novas calamidades." Uma semana depois lá estava ele, já não havia meios.
Considera ainda Sérgio Sousa Pinto que a classe política, os partidos da oposição, estão a usar esta questão dos incêndios e as dificuldades no terreno de forma demagógica. Apela, por isso, a um debate público sobre este assunto.
Os incêndios das Chaves e do Fundão sofreram um agravamento durante esta tarde. Em Chaves, distrito de Vila Real, o fogo entrou em Portugal por Espanha, na região da Galiza. Tinha sido dominado esta manhã, mas foi, entretanto, reativado ao início desta tarde, junto a uma fábrica no parque empresarial da cidade.
Já no Fundão, no distrito de Castelo Branco, a frente de Souto da Casa está descontrolada. O fogo teve início em Arganil, é combatido por mais de 1600 bombeiros. Estão lá também 13 meios aéreos. No terreno, há ainda 4000 operacionais ao todo no território continental.
Ainda hoje vai chegar a Portugal ajuda internacional ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, um helicóptero Super Puma que vai ser enviado pelo governo francês.
A estrada IP3 está cortada ao trânsito no sentido sul-norte. O acesso está encerrado depois de um acidente que fez um morto e mais de 30 feridos na zona de Tondela.
Ao que a Rádio Observador conseguiu apurar junto do Comando Distrital de Operações de Socorro de Viseu, os veículos envolvidos na colisão são um autocarro da Rede Nacional de Expressos e também um veículo ligeiro. A alerta foi dado pouco depois das 15h, no quilômetro 107, no sentido Tondela-Viseu, sentido sul-norte.
A vítima mortal é um homem de 54 anos, condutor de um veículo ligeiro. Os mais de 30 feridos também são ligeiros, foram encaminhados para o Hospital de Viseu. No local do acidente está um helicóptero do INEM, 45 operacionais e 23 ambulâncias.
Os gestores hospitalares consideram incompreensível que o governo ainda não tenha aprovado os orçamentos dos hospitais.
No final de cada ano, os administradores criam um plano com todos os investimentos previstos para o ano seguinte. Cabe, depois, ao governo aprová-los. Contudo, a duas semanas de setembro, todas as unidades locais de saúde e os três IPO do país ainda não têm luz verde por parte do governo.
Ora, o Observador falou com as associações de administradores hospitalares, que afirmam que a situação se repete já há vários anos, mas que agora está a agravar-se. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, já aprovou os planos relativos a este ano, mas o Observador sabe que falta ainda a luz verde por parte do Ministério das Finanças. É uma notícia que faz manchete a esta hora em observador.pt.
Passam seis minutos das 18h. Vamos ainda a outras notícias que estão a marcar a atualidade.
As Forças Armadas israelitas começaram nas últimas horas uma operação militar para ocupar a cidade de Gaza. Informação que é avançada pela Agência Reuters, que cita o porta-voz militar das Forças Armadas israelitas.
Que adianta que as forças de Tel Aviv já estão a controlar os arredores da cidade. Já durante a manhã, o Ministério da Defesa israelita tinha aprovado a mobilização de 60 mil soldados na reserva para a tomada da cidade do norte do enclave palestiniano.
Donald Trump pressionou o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, para aceitar a Ucrânia na União Europeia. É o que indicam fontes anônimas ouvidas pelo canal televisivo Bloomberg.
Fontes que confirmam que o presidente norte-americano ligou a Viktor Orbán depois de conversar com Volodymyr Zelensky e com os líderes europeus na segunda-feira, líderes esses que pediram a Trump que fizesse essa chamada. O primeiro-ministro húngaro ainda não confirmou essa presença.