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Miguel Cordeiro, avançamos com este jornal das 18h e em destaque Donald Trump, que volta a elogiar o príncipe herdeiro da Arábia Saudita. O presidente dos Estados Unidos relembra a aliança entre os dois países durante o bombardeamento às reservas nucleares do Irã.
Foi dito há pouco, nestas declarações à imprensa, que ainda decorre, o líder norte-americano voltou a criticar a administração Biden em várias matérias. Trump falou também da relação entre os dois países, Estados Unidos da América e Arábia Saudita, durante os bombardeamentos dessas reservas nucleares do Irão.
Eu só quero agradecer. Nós somos muito bons amigos por um longo período de tempo. Nós sempre estivemos do mesmo lado em todas as questões. Eu acho que nós fizemos um ótimo trabalho em limpar a capacidade nuclear do Irão. Ninguém mais poderia ter feito, nenhum outro presidente teria feito isso.
Declarações de Donald Trump, que continua a falar à imprensa. Já houve um clima de tensão durante esta conversa de imprensa na Sala Oval, quando um repórter perguntou sobre o assassinato de um jornalista crítico do regime da Arábia Saudita, Jamal Khashoggi. Os serviços de informação norte-americanos chegaram a concluir que foi uma morte politicamente motivada e ordenada por Bin Salman, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita. Donald Trump disse que o jornalista que fez essa questão estava a embaraçar o convidado na Sala Oval. É um momento que vamos também recuperar mais à frente nesta tarde informativa da Rádio Observador. Quanto a Cristiano Ronaldo, é aguardado também num encontro com Donald Trump, depois desta reunião entre os líderes dos Estados Unidos da América e da Arábia Saudita. Está agendado um encontro na Casa Branca. Cristiano Ronaldo estará presente. No entanto, para já, o capitão da Seleção Nacional ainda não foi visto na residência oficial do presidente dos Estados Unidos da América. Há duas semanas, numa entrevista a Piers Morgan, o capitão da Seleção Portuguesa admitiu o desejo de conversar com Donald Trump.
E por cá, o ministro das Infraestruturas diz que o foco do governo é a privatização da TAP e que sobre as buscas que hoje tiveram lugar, mantém, diz o ministro, uma tranquilidade absoluta.
O governo encara as buscas do Ministério Público, realizadas esta manhã na TAP, para dizer que o processo de privatização está no topo das prioridades do governo e que deve existir um escrutínio completo.
O foco do atual governo é na privatização da TAP, de forma transparente, escrutinável e, portanto, com a Assembleia da República a acompanhar, como sabemos, e é aquilo que é o nosso foco. E não vamos desviar um milímetro desse foco. Em relação aos acontecimentos de hoje, dizer que é também saudável que em democracia, num Estado de direito, haja escrutínio. Falta só isto. Vamos embora. Vamos escrutinar tudo o que tiver para ser escrutinado. Tranquilidade absoluta.
Miguel Pinto Luz, num registo captado pela CNN Portugal, em Leiria, a assinar um protocolo no âmbito da linha de alta velocidade. Pinto Luz avisa que os próximos dias são cruciais para a TAP e garante o apoio do governo no processo de escrutínio. Na origem das buscas lideradas pelo Ministério Público, está a privatização da TAP há 10 anos. Em 2015, dúvidas sobre a forma como David Neeleman obteve o financiamento necessário para recapitalizar a empresa. Na altura, era um dos requisitos deste negócio e são diligências que acontecem a poucos dias de estar concluída a primeira fase da nova privatização da TAP.
O ministro das Infraestruturas diz: "Vamos escrutinar". O Presidente da República considera que estas buscas não devem constituir um entrave ao processo de privatização.
Diz que são casos diferentes.
É vantajoso para a privatização da TAP, em geral, que tudo o que houver a investigar seja investigado cabalmente, mas também rapidamente, porque uma operação como a privatização da TAP implica candidaturas, implica interesse de vários candidatos e quanto menor for a dúvida sobre o que se passou, sobretudo há muito tempo, melhor é para a posição de Portugal.
Marcelo Rebelo de Sousa pede uma investigação rápida e decisiva.
E sem surpresa, o PCP aproveita as notícias para reafirmar e pedir ao governo que abandone o projeto de privatização da TAP.
O partido relembra que há muito que o PCP denuncia indícios sobre a suspeita de crimes relacionados com o processo de privatização da TAP. Deixa agora um apelo em comunicado, saúda a investigação liderada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal e espera que produza resultados o mais depressa possível.
E Jorge Pinto, o candidato presidencial apoiado pelo Livre, considera que a privatização da TAP sempre foi um processo inquinado, que levantou muitas questões.
E para que não restem dúvidas sobre o que aconteceu, o candidato a Belém defende que as buscas na TAP são essenciais.
Colocar à venda um ativo estratégico do nosso país, que de forma bastante literal leva a nossa bandeira a todo o mundo, é importante que aprendamos com os erros de privatizações passadas. E essa privatização, que está agora a ser alvo de buscas, sempre foi um processo inquinado, que levantou muitas questões, desde logo, com que dinheiro, afinal, é que se comprou a própria TAP.
Jorge Pinto defende que a TAP deve manter-se pública.
E na corrida presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa acredita que os debates que ontem começaram entre os candidatos a Belém podem contribuir para um esclarecimento cabal dos eleitores.
Marcelo Rebelo de Sousa diz também que assistiu ao frente a frente entre André Ventura e António José Seguro. Diz Marcelo Rebelo de Sousa que agora há um novo período, período pré-eleitoral, que considera que é muito rico, apesar de ser curto.
Eu acho que são muitos debates. Ao todo, são mais de 20 debates durante mais de um mês Mas são de candidatos tão variados e num leque tão amplo que eu penso que serão importantes para o esclarecimento. Entrou-se num período, a partir de ontem, que é um período verdadeiramente pré-eleitoral. Um período aparentemente muito curto, mas muito rico, e eu estou convencido que vai haver um esclarecimento cabal.
Hoje há mais um debate, Luís Marques Mendes vai estar frente a frente com António Filipe.
E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 18 de novembro.
O líder merzelense que está de visita a Madri, já se encontrou com Pedro Sánchez, no Palácio de la Moncloa. No final do encontro, em conversa de imprensa, Pedro Sánchez reforçou o apoio total do governo espanhol à Ucrânia. Anunciou também a mobilização de um pacote de apoio militar ao território ucraniano, com novo equipamento de defesa. Ainda a transferência de 100 milhões de euros à Ucrânia para financiar a aquisição urgente de sistemas de defesa para as Forças Armadas ucranianas. A diretora do Parque de Serralves, no Porto, venceu o grande Prêmio Ciência Viva 2025. O anúncio foi feito pela Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, que, num comunicado, destaca o papel da bióloga Helena Freitas na investigação pioneira sobre ecofisiologia de populações vegetais terrestres e costeiras. Para fechar, Ricardo, costumas te preocupar com as estrelas, com o universo?
Não, tenho que me preocupar comigo próprio, não é? Estás a falar de estrelas, estou a brincar. Claro que sim.
Sim, é, mas olha, vamos falar-
Esta é irresistível, Miguel.
Eu vou te falar de outra coisa. Portugal vai lançar 12 satélites dedicados às constelações marítimas para ajudar na comunicação entre navios e vai ter nomes de escritores nesses satélites.
Acho que é uma ótima opção.
Neste caso, vamos ter Augustina Bessa Luís, Fernando Pessoa, Luís Vaz de Camões e também José Saramago, Nobel de Literatura, ganha um lugar no espaço. O satélite Saramago foi hoje batizado e contou com a presença de Pilar Del Rio. Está inscrita uma frase de "O Memorial do Convento": "Nós somos o outro do outro".
E quando é que os satélites são lançados, Miguel?
Fevereiro, a partir da Califórnia e vai ser lançado a partir de uma nave espacial da SpaceX.
Da SpaceX, ok. O Miguel Cordeiro vai regressar às 18h30 para atualizar as notícias.