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Jornal das Seis, com edição do Miguel Videira. E Miguel, Luís Marques Mendes vê Marcelo Rebelo de Sousa como um exemplo de proximidade dos portugueses.

Um elogio e um exemplo de presidência que Marques Mendes quer seguir caso venha a ser eleito presidente da República. O candidato a Belém está em Braga, participou na tradicional Festa do Bananeiro, em que os participantes são convidados a beber um moscatel e a comer uma banana. E foi aí que Marques Mendes fez um balanço do que foi a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, com elogios.

Toda a gente no final do mandato pode olhar para o presidente e dizer: "Ele tem coisas boas, tem coisas menos boas, teve coisas certas, teve coisas menos certas", mas isso acontece com todos. Agora, eu acho que ele teve uma coisa que é muito positiva, que é uma relação de proximidade com as pessoas. As pessoas querem estar próximas de quem exerce o poder para poderem mostrar os seus desabafos, os seus estados de alma, colocar as suas questões, as suas ambições. Eu acho que o professor Marcelo Rebelo de Sousa fez isso. E eu, se for presidente, nessa parte, tenciono fazer o mesmo.

Um exemplo a seguir, mas não em tudo, não neste dia 24 de dezembro.

Primeira vez que eu cá venho, embora eu seja minhoto e do distrito de Braga. Mas lhe garanto uma coisa: o presidente Marcelo Rebelo de Sousa criou a tradição da ginjinha no Barreiro. Bonita. Eu acho que vou criar a tradição de vir aqui a Braga, ao Bananeiro, em todos os Natais, sendo eleito presidente. Fica aqui esse compromisso.

Feita por Luís Marques Mendes, o candidato apoiado pelo PSD foi ainda questionado pelos jornalistas sobre que candidato gostaria de defrontar na segunda volta, caso chegue a essa fase da corrida a Belém.

Um presidente da República não tem que dizer tudo o que pensa, mas deve pensar em tudo o que diz. É aquilo que alguns dos meus adversários não fazem, não pensam em tudo o que dizem. E, portanto, eu, jogando com estas duas frases, devo dizer que tenho isso na minha cabeça, mas não posso transmitir em público.

Quem é que precisa de pensar mais antes de falar, em concreto?

Vários dos meus adversários. Eu acho que eles deviam seguir esta máxima.

Luís Marques Mendes, em declarações aos jornalistas em Braga, com este conselho de Natal aos outros candidatos a Belém.

E o presidente da República critica a demora do Parlamento para eleger os conselhos de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa está à espera, há meio ano, que sejam eleitos os cinco membros do Conselho de Estado, escolhidos pela Assembleia da República, e era com os conselheiros que o presidente queria analisar a situação na Ucrânia e os impactos do conflito no leste da Europa para Portugal.

A Ucrânia é um tema fundamental na nossa vida. Não parece sensato, quando se estão a tomar decisões fundamentais sobre a Ucrânia e não são discutidas em Conselho de Estado. Quer dizer, a posição da Europa em termos de apoio financeiro à Ucrânia, que compromete os estados para o futuro. Um empenhamento militar ou não, português, numa hipótese de cessar-fogo no futuro. Não é muito natural que o presidente da República saia de funções sem que o Conselho de Estado, com a composição que tem, não possa apreciar essa matéria.

O lamento do presidente, que neste dia de véspera de Natal almoçou no Barreiro e cumpriu a tradição de beber uma ginjinha, apesar das limitações de saúde.

Insistiram vir aqui, porque é uma tradição. Foram 10 anos consecutivos e passou a ser uma tradição na minha vida. Para o ano cá estarei, eu prometi ao presidente, cá está ele, está ótimo. Não é disso tudo, o presidente também esteve doente e depois recuperou.

Como está o seu estado de saúde, presidente?

O meu estado de saúde está bom, recupero, mas sabe que quando se mexe no intestino, corta aqui, corta acolá, causa aqui, causa acolá, isso demora tempo a recuperar. Tem que ser um regime alimentar próprio. Não se pode comer tudo, não se pode beber álcool. Há sim coisas que têm que se fazer. Mas eu bebi, um bocadinho de ginjinha. Não devia ter bebido, mas bebi.

Em nome da tradição que, promete Marcelo Rebelo de Sousa, vai continuar a ser cumprida depois de deixar o Palácio de Belém.

E precisamente o tema das eleições presidenciais também foi abordado por Marcelo Rebelo de Sousa, que considera que os debates televisivos foram úteis.

28 debates que terminaram esta semana e que, segundo o chefe de Estado, ajudaram ao esclarecimento dos eleitores.

Olha, eu acho o seguinte, os debates foram muito esclarecedores. Valeu a pena, porque havia candidatos que não conheciam. Havia quem conhecesse muito bem, quem conhecesse muito bem, quem conhecesse muito mal. Hoje pode dizer-se que conhecem aqueles candidatos muito bem.

Marcelo Rebelo de Sousa, o balanço dos debates feito pelo presidente em funções, mas prestes a deixar o Palácio de Belém e a justificar um outro balanço daquilo que foram os méritos de 10 anos de presidência.

Sem mim, não haveria talvez alguém que conseguisse, sendo de direita, estar oito anos com um primeiro-ministro de esquerda e com o governo mais à esquerda em Portugal desde a revolução. Provavelmente não havia.

Um dos méritos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, na ótica do indo inquilino do Palácio de Belém, que neste dia costuma participar na Festa da Ginjinha. De facto, o presidente da República bebeu uma ginjinha no Barreiro, mas não na Festa da Ginjinha. Não foi o presidente da República, foi o repórter do Observador, Martim Madeira. Não para beber uma ginjinha, pois claro que não, mas para nos retratar o ambiente a esta hora aí, Martim, no Parque Catarina Eufémia, no Barreiro, palco da tradicional Festa da Ginjinha.

Sim, Miguel, aqui na Festa da Ginjinha do Barreiro está muita gente. Inclusivamente, tenho aqui um grupo de amigos que está aqui na Ginjinha e comigo tenho o Guilherme, que está aqui com o seu grupo de amigos. Guilherme, está aqui por quê e qual é o significado desta tradição para si?

Primeiramente, dizer que é uma honra ser entrevistado por um grande barreirense, o meu irmão. Depois, estamos aqui porque isto é uma tradição, é sempre uma coisa que nós fazemos todos os anos. O Barreiro é uma terra que tem vindo a crescer. É sempre importante virmos cá e encontrarmos sempre aqueles que nos acompanharam durante a vida toda.

E é por isso que está cá, vem aqui antes da consoada de Natal. É normal isto?

Sim, é bastante normal. Penso que tem vido a crescer ao longo dos anos. A presença do professor Marcelo também tem sido uma ajuda para que isso tenha vindo a crescer, mas acho que é uma tradição que está agora solidificada e bem presente em todos os barreirenses.

Também aqui esteve o presidente da Câmara do Barreiro, que esteve há pouco reunido com o Presidente da República. Frederico Rosa deixa uma mensagem ao próximo Presidente da República: independentemente de quem seja, é sempre bem-vindo. Vamos então escutar essas declarações de Frederico Rosa.

A ginjinha existiu antes do presidente Marcelo vir cá, vai continuar a existir depois do Marcelo vir cá, porque é uma coisa das pessoas, simples e popular. Agora, uma coisa é certa, se o presidente ou qualquer presidente tiver e gostar de estar no meio das pessoas, com as pessoas, ouvir as pessoas, este é um sítio de excelência. E aqui toda gente é bem-vinda, isso não tenho dúvidas nenhuma que sim.

"Um sítio de excelência", é esta a mensagem de Frederico Rosa. Como podes ouvir, Miguel, o ambiente está mesmo ao rubro, mesmo antes da consoada. E esta é a mensagem do presidente da Câmara do Barreiro para o próximo presidente da República, eleições que vão ser decididas já no próximo dia 18 de janeiro.

Martim Madeira, o repórter do Observador, a esta hora, na Festa da Ginjinha, no Barreiro, no Parque Catarina Eufémia, local onde costuma arrumar o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

E Miguel, o secretário-geral do PS deixou uma mensagem de Natal nas redes sociais. Pede que não se esqueçam os mais vulneráveis nesta época festiva.

Num vídeo com cerca de dois minutos e meio, o líder socialista pediu que os portugueses não se esqueçam dos idosos, dos pensionistas, dos doentes e dos imigrantes que não podem passar o Natal com a família em Portugal.

Não nos podemos esquecer dos idosos, que sozinhos passam o Natal no hospital, com a falta da família ou por falta de respostas sociais. Dos muitos que, em resultado do aumento do custo de vida, não podem ter na mesa tudo o que necessitam, dos pensionistas com as reformas mais baixas, dos que, pelo problema da habitação, não têm um lar condigno para receber os amigos e os familiares. Dos muitos que, mesmo na noite de hoje, esperam cada vez mais horas nas urgências e dos jovens e outros tantos trabalhadores que, por falta de perspectivas, se viram obrigados a emigrar e hoje estão longe das suas famílias.

Nesta mensagem, José Luís Carneiro deixou também um agradecimento aos profissionais de saúde, forças de segurança e bombeiros.

Quero ainda deixar uma mensagem de agradecimento aos profissionais da emergência médica, da saúde, das forças e serviços de segurança, dos bombeiros que, na noite de hoje, vão estar longe das suas famílias para a todos poderem servir. Desejo que este espírito permaneça durante todo o próximo ano e que todos tenham uma vida melhor. Assumo aqui o compromisso de estar sempre ao seu lado, a lutar para que isso seja possível.

A mensagem do secretário-geral do PS, publicada esta tarde nas redes sociais do partido.

Miguel, vamos ainda falar de outros temas em destaque.

Sim, olha, para dar conta de que há um acidente na Ponte Vasco da Gama, um acidente que foi registado por volta das 17h30 e que provocou o corte de duas vias no sentido norte-sul. É uma informação da GNR à Agência Lusa, que acrescenta não há feridos. De acordo com a informação da GNR, o trânsito estava, pouco depois, a ser feito apenas pela via da esquerda. Os danos provocados pelo acidente são apenas materiais. Muita atenção para quem vai circular na Ponte Vasco da Gama.

É assim que fechamos este jornal das 18h.