Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Está na hora do Jornal das Seis, com a jornalista Vanessa Cruz e começamos pelo líder do PS, que anuncia que o primeiro-ministro vai integrar dois terços das propostas socialistas no novo PTRR.

José Luís Carneiro saiu há pouco do encontro com Luís Montenegro, que tem recebido os partidos com assento parlamentar em São Bento para ouvir contributos para o plano que vai reconstruir o país depois das tempestades. Espera, Laura Figueiredo, agora em direto de São Bento, que as propostas passem mesmo à prática.

Se não passarem à prática, não passam de meras intenções. É o que diz José Luís Carneiro no final deste encontro com o primeiro-ministro. Uma reunião que demorou cerca de uma hora e meia. A duração prevista era de uma hora. José Luís Carneiro garante que insistiu na importância do alargamento do estado de calamidade, nas propostas do PS para reforçar os apoios a famílias, empresas, autarquias e também a agricultores. O secretário-geral do PS saiu satisfeito e diz que o Governo vai integrar a maior parte das propostas do Partido Socialista.

O primeiro-ministro disse que dois terços das propostas desse plano foram resultado dos contributos dados também pelo Partido Socialista. E isso, em certa medida, é positivo. Por outro lado, entendemos que se as medidas e as propostas agora não passarem à prática, não passam de meras intenções. E aquilo que nós desejamos é que estas intenções, que são boas, cheguem à vida das pessoas.

José Luís Carneiro sugeriu ainda que este plano seja enquadrado no PRR, onde diz que há já estruturas humanas e técnicas que considera que podem permitir responder com mais celeridade. Ora, o primeiro-ministro terá ficado de apreciar esta proposta. O secretário-geral do PS transmitiu ainda ao Governo que vai estar do lado das soluções, também para que a proteção do layoff chegue às pessoas. Quanto ao orçamento retificativo, que Montenegro dispensa para já, Carneiro diz que reiterou a promessa de o viabilizar, desde que seja possível acompanhar a execução no Parlamento mês a mês. Esta hora está então a ser recebido o Chega. Depois, segue-se o último encontro do dia, que junta PSD e CDS.

E por aí vais continuar, Laura Figueiredo, em direto de São Bento. A IL abriu a ronda da tarde. Mariana Leitão espera que haja consequências no imediato para populações e empresas e disse que Montenegro não exclui totalmente a hipótese de um retificativo. O LIVRE está preocupado com o envelope financeiro que acompanha este programa de recuperação e sobre a forma como os apoios vão ser canalizados. O PCP chama a atenção para a necessidade de se avançar com o layoff a 100%. O Bloco de Esquerda quer uma antecipação da meta da neutralidade carbônica para 2045. O PAN sugere a criação de uma Secretaria de Estado para as Alterações Climáticas. O primeiro partido a ser recebido, logo às 10h00, foi o Juntos pelo Povo. O JPP defende a criação de um fundo de catástrofe.

E o PSD elogia a proposta do Governo para o layoff e diz que os partidos são responsáveis caso decidam governar a partir do Parlamento.

O Governo começou por anunciar o pagamento a 100% do layoff aos trabalhadores afetados pelas tempestades, mas depois recuou. Só quer que o Estado suporte os custos de dois terços. A oposição pretende que o layoff seja mesmo pago na totalidade. Perante um acordo alargado entre os partidos da oposição para aprovar este alargamento, Miguel Vitor Dias, em direto do Parlamento, o PSD deixa um aviso.

Sim, mete a responsabilidade nos partidos da oposição, isto por causa da violação da Lei Travão, aquela norma que impede o aumento de despesa pública a partir da Assembleia da República. Ora, o PSD ameaça que com a aprovação desta proposta, é isso que poderá acontecer. Ainda assim, há esta grande coligação negativa, como os sociais-democratas chamam, quando uma proposta é aprovada contra a vontade do Governo, quer à esquerda, quer à direita. A iniciativa foi do Bloco de Esquerda, do PCP e também do Partido LIVRE, mas o Chega, de André Ventura, é favorável e já pediu até ao Executivo para pedir desculpa aos portugueses por este recuo. Ora, o PSD mantém-se onde está, diz que o layoff, que paga dois terços dos ordenados, é justo e coloca assim as responsabilidades pelo aumento da dívida pública na oposição.

O normal do layoff é 70/30. O Governo optou por 80/20. Quanto a nós, parece-nos uma medida justa e equitativa. E o que eu disse ali foi basicamente: nós apoiamos 100% do layoff, não 100% do salário. A medida do Governo é uma medida justa e equilibrada e acompanhamos a medida do Governo. Se os senhores, com a irresponsabilidade que vos é característica, querem governar a partir da Assembleia da República, é algo que os senhores terão que ser responsáveis por essas mesmas opções.

Ricardo Carvalho, deputado do PSD. Também o PS acompanha este layoff a 100%, ainda que tenha sido mais tímido nesse apoio, mas ainda assim diz que deve ser alargado, sendo que a proposta não será votada no plenário, vai descer à comissão e será votada apenas na fase final, na fase definitiva, e não nesta primeira instância.

Miguel Vitor Dias, em direto do Parlamento. Ainda continua este debate centrado muito neste tema do playoff. Do layoff. Playoff é no futebol.

Playoff é o Real Madrid e Benfica, mas mais daqui a pouco. Acontece aos melhores. Bom, entretanto, fica hospitalizado até amanhã o ministro das Finanças.

Joaquim Miranda Sarmento terá sofrido um acidente isquêmico transitório esta manhã. É um problema de saúde em que o doente pode ter sintomas semelhantes a um AVC, mas as consequências são diferentes e não deixa sequelas. O ministro das Finanças tem ordem médica para ficar em observação no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, durante pelo menos 24 horas.

E vamos a outras notícias que estão a marcar esta tarde, nomeadamente o playoff.

Real Madrid e Benfica. Prestianni foi às redes sociais depois da confirmação pela UEFA de que está suspenso. O recurso do Benfica não surtiu efeito. O avançado argentino não joga hoje no Bernabéu. Prestianni fez uma publicação nas redes sociais que entretanto apagou. O Observador ainda a leu. Vou citar: "Dar um murro sem bola pode-se, vê-se e não há sanção. Castigar sem provas pode-se e vê-se. Já não se escondem nem um pouco com o Real. Dão vergonha". Foi o que escreveu o argentino na rede social X antes de apagar essa publicação. Entretanto, a imprensa desportiva dá conta de carga policial contra os adeptos do Benfica, junto ao estádio do Real Madrid. Terão sido atiradas garrafas e latas às autoridades, mas os adeptos do Benfica queixam-se de terem sofrido repressão policial sem qualquer razão, no momento em que o cortejo encarnado estava a aproximar-se do recinto do Bernabéu. Benfica e Real Madrid são os dois clubes com mais participações na história da Champions. Foi há 61 anos que os encarnados jogaram a última vez na casa dos merengues. O Observador está na capital espanhola. Em Madrid, há um forte apoio dos adeptos do Benfica e o repórter Miguel Cordeiro conversou com um espanhol que é fanático pelo Clube da Luz.

Olá, sou Toni Gutiérrez, sou de Valência, sou da Espanha e meu clube é o Benfica.

Toni é do Benfica, mas não é desde pequenino.

Foi em 2010, porque Aimar é meu ídolo. Eu convenci meus pais a viajar a Lisboa para vê-lo e me apaixonei loucamente pelo Benfica.

Agora, com 31 anos, Toni Gutiérrez diz-se apaixonado pelo Benfica. Nas redes sociais, já soma dezenas de milhares de seguidores, até porque é um adepto fervoroso e assíduo.

Estive na França, estive na Itália, estive nos Estados Unidos, na Sérvia, na Espanha.

Estiveste no Mundial de Clubes?

Estive no Mundial de Clubes. Estive nos jogos da fase de grupos e foi lindo, porque encontramos benfiquistas de todo o mundo, que o Benfica é um pouco isso. Nascido em Lisboa, mas é do mundo.

Toni viu os dois jogos com o Real Madrid esta época na Luz. Agora, em Madrid, mantém confiança no apuramento. Sobre o que se passou na semana passada.

Todos estamos contra o racismo. Isso não deve existir nos dias de hoje, mas igual que a gente daqui cria Vinicius, eu, até hoje, ainda não vi o contrário, crio Prestianni.

E quanto às bancadas?

No estádio eu não vi nada. Sim, é verdade que todos, e não vamos negar, vimos as imagens de depois. E isso é para erradicar.

Perante o mediatismo deste caso, Toni diz que é algo natural.

Sim, o Madrid é o clube mais mediático, o maior não, porque o maior somos nós, mas o mais mediático do mundo. E tudo que acontece com o Madrid é visto no mundo todo.

Toni Gutiérrez espera uma reviravolta das Águias no Bernabéu. Vai estar nas bancadas a agitar uma bandeira de Espanha com o símbolo do Benfica ao centro, porque para este espanhol, o Benfica é uma paixão.

A minha vida, tudo. É o amor mais lindo que senti e por Benfica daria tudo, daria a vida.

Um espanhol adepto do Benfica. Reportagem do Miguel Cordeiro. O jogo é às 20h, decide o acesso aos oitavos da Liga dos Campeões. Emissão especial na Rádio Observador, logo depois das notícias das 19h30. O grupo BCP teve lucros históricos de 1018 milhões de euros no ano passado. São os maiores de sempre, uma subida de 12,4% face a 2024. Depois do recurso apresentado ao Tribunal da Relação de Lisboa, é a decisão do Supremo Tribunal de Justiça. Um dos dois irmãos iraquianos condenados por terrorismo vê confirmada a pena de 10 anos de prisão, o outro vê a pena reduzida de 16 para 15 anos. Em causa está a adesão ao Estado Islâmico e um crime de guerra, factos ocorridos no Iraque entre 2014 e 2016. Os dois arguidos foram ainda condenados pela Justiça portuguesa a uma pena acessória de expulsão do território nacional por um período de 10 anos. E no Brasil, o Supremo Tribunal Federal condenou, por unanimidade, os cinco acusados de mandarem matar a ex-vereadora Marielle Franco em 2018, no Rio de Janeiro. Entre eles estão João Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e o irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio. São apontados como líderes de uma organização criminosa armada. O Irão espera um bom resultado das negociações com os Estados Unidos. A agência Reuters avança que o presidente iraniano está confiante num desfecho positivo nessas negociações que vão decorrer em Genebra. Também o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, diz em entrevista à Fox News que Donald Trump continua a preferir uma solução diplomática com o Irão. Em julho, vai haver um festival dedicado à música de todo o mundo em Bristol, no Reino Unido.

Também há portugueses?

Também há portugueses e portuguesas. Gisela João e Ana Lua Caiano vão atuar entre dezenas de artistas de várias partes do globo. Vão cruzar-se, por exemplo, com dos cabeças de cartaz, que é José González, da Suécia. O festival Womad acontece entre os dias 23 e 26 de julho, em Nelson Park. Para além da programação musical, Ricardo, este evento também tem programação dedicada à literatura, à poesia e comida, um espaço gastronômico de comida de todo o mundo.

Se há comida.

Essa parte tu gostas.

Eu gosto de tudo, sobretudo comida. E ainda há bilhetes ou não?

Os bilhetes da primeira fase esgotaram em menos de uma hora, mas abrirão outras fases de venda. Por falar também aqui na organização deste evento, lembras-te de Peter Gabriel?

Claro.

É o fundador do festival. Vê lá se te lembras disto.

Então, não. Peter Gabriel, que foi vocalista do Genesis, esta música é o "That's All". Fica o convite para quem estiver por Bristol ou ali perto, no Reino Unido. Este festival é em julho e vão cantar Gisela João e Ana Lúcia Caiano neste festival Womad. Ficamos com Peter Gabriel até o final deste Jornal da Sexta. Até podia ser o Peter Gabriel que está a cantar, mas neste caso é o Phil Collins, não é?

É. O que eu te posso dizer mais? É o Phil Collins a cantar. Que tem uma voz completamente irreconhecível.

A canção é dos Genesis, mas no fundo também o fecho do série é como o Natal.

O Peter Gabriel aparece quando a gente quiser.

Não, o conto é a intenção.