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Jornal das seis, com o jornalista Luís Soares, na Rádio Observador. Donald Trump assegura que o objetivo militar dos Estados Unidos é obliterar o poder nuclear do Irão e diz que a missão norte-americana está substancialmente adiantada.
São declarações do presidente norte-americano na Casa Branca, na última hora, durante uma cerimônia de entrega de medalhas. Donald Trump confirma que o exército norte-americano continua a levar a cabo ataques de larga escala no Irão e explica que só vai parar quando desmantelar, de forma definitiva, a capacidade nuclear iraniana.
O regime já tinha mísseis capazes de atingir a Europa e as nossas bases locais ou no estrangeiro e, em breve, teria mísseis capazes de atingir a nossa linda América. O objetivo deste programa de mísseis era defender o programa de desenvolvimento de armas nucleares e dificultar quem os quisesse travar. Um regime iraniano armado com mísseis de longo alcance e armas nucleares seria uma ameaça intolerável, não só pro Oriente Médio, mas também para o povo norte-americano.
As razões de Donald Trump, que aproveitou também para criticar o acordo nuclear negociado por Barack Obama com Teerão, diz o presidente norte-americano que se esse acordo ainda estivesse em vigor, já seria tarde demais para parar o Irão. Quanto ao calendário desta operação, destes ataques, Donald Trump revela que as projeções do Pentágono estão adiantadas, mas continua a apontar para ataques nas próximas semanas.
Temos o exército mais forte e mais poderoso do mundo e iremos facilmente prevalecer. Estamos mais adiantados do que as nossas projeções de quatro a cinco semanas, mas temos capacidade para durar muito mais.
Donald Trump, numa cerimônia na Casa Branca, na qual entregou medalhas de honra a três militares norte-americanos, aproveitou também para deixar palavras de pesar aos quatro soldados dos Estados Unidos que perderam a vida já nesta operação no Irão. Antes, em várias entrevistas a meios de comunicação norte-americanos, Donald Trump avisa que a grande onda de ataques norte-americanos contra o Irão ainda está por vir, diz que a situação está prestes a ficar mais perigosa e que a grande onda de ataques pode chegar em breve.
Precisamente nesse sentido, o historiador Bruno Cardoso Reis diz que não há ainda sinal de que a guerra vá abrandar nos próximos dias.
Admite ainda que o cenário pode até escalar antes de qualquer tipo de abrandamento. No gabinete de guerra desta tarde, Bruno Cardoso Reis explica que além do aumento do número de ataques, não há, para já, qualquer tipo de negociações em curso.
Não há nenhum sinal, de fato, que as coisas estão a abrandar e inclusive também não há nenhum sinal de que há algum tipo de processo negocial ou algo desse tipo em curso, ou eventualmente uma mudança de regime, portanto, algum tipo de ação no interior do Irão que pudesse, no fundo, fazer antecipar que este objetivo extremamente ambicioso de promover a mudança de regime, embora os Estados Unidos também tenham sinalizado que não iam fazer isso diretamente com tropas no terreno.
Análise de Bruno Cardoso Reis no gabinete de guerra desta tarde, em que admite que não há sinais de que a guerra vá abrandar nos próximos dias.
Entretanto, o secretário-geral da NATO falou pela primeira vez sobre estes ataques contra o Irão. Diz que a aliança, a NATO, se vai manter fora.
Mark Rutte elogia a operação norte-americana, diz que é muito importante o que os Estados Unidos estão a fazer em conjunto com Israel, porque está, diz Mark Rutte, a degradar a capacidade do Irão de meter a mão na capacidade nuclear e de mísseis balísticos. Em declarações à televisão alemã ARD, Mark Rutte esclarece, no entanto, que não há quaisquer planos para que a Aliança Atlântica se envolva no conflito.
E o primeiro-ministro israelita visitou hoje uma das zonas atingidas por um míssil iraniano. Benjamin Netanyahu classifica o Irão como uma ameaça a toda a humanidade.
Foi o míssil que provocou nove mortes, incluindo três adolescentes. Atingiu ontem uma zona entre Tel Aviv e Jerusalém. Foi lá que Netanyahu alertou para os riscos de ver o Irão capaz de utilizar armamento nuclear.
Se este regime, este regime terrorista que nunca vimos no mundo, conseguir armas nucleares e os meios para produzir mísseis balísticos, mísseis balísticos intercontinentais, eles vão ameaçar toda a humanidade. Assim, sentimos proteger-nos e, ao fazê-lo, protegemos muitos outros. E quero agradecer, de forma muito especial, ao nosso grande amigo e grande líder mundial, Donald Trump, por se juntar a nós neste esforço crucial para salvar o mundo.
Agradecimento de Benjamin Netanyahu a Donald Trump, que se juntou a Israel para bombardear o Irão numa operação que decorre desde o passado sábado.
E a partir de Londres, o primeiro-ministro britânico diz que o Reino Unido não se vai juntar aos Estados Unidos e a Israel nestes ataques ao Irão, no entanto, vai permitir o uso de bases aéreas.
Com o propósito de autodefesa coletiva, foi assim que Keir Starmer justificou no Parlamento britânico essa posição do Reino Unido. O chefe do governo britânico diz que o país teve de tomar duas decisões distintas. Uma, se o Reino Unido se junta ou não às ofensivas dos Estados Unidos e Israel ao Irão. A decisão é de não se juntar. Uma segunda decisão foi um pedido dos Estados Unidos sobre se o Reino Unido iria permitir o uso de bases aéreas para um propósito de autodefesa coletiva. Ora, Keir Starmer explica que a decisão foi a de ceder essas bases.
Em sentido contrário, está o governo espanhol, que declarou que as bases espanholas não podem ser usadas para lançar ataques ao Irão.
E por isso mesmo, 15 aeronaves norte-americanas deixaram as bases militares de Rota e Morón, no sul de Espanha, desde que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irão no fim de semana. O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros explicou que Espanha não vai permitir que as bases militares operadas em conjunto por Estados Unidos e Espanha, mas sob soberania espanhola, sejam usadas para ataques contra o Irão. Ataques que Espanha já condenou.
E a Comissão Europeia garante estar focada em apoiar os Estados-membros e proteger os cidadãos das consequências desta ofensiva contra o Irão.
Em comunicado, o Executivo comunitário explica que está a monitorizar os preços da energia, disrupções nos transportes e ameaças à segurança interna. Foi no final de uma reunião extraordinária dos comissários europeus sobre a guerra no Irão. A Comissão Europeia diz que tem duas prioridades: apoiar os Estados-membros, por um lado, e proteger os cidadãos das consequências adversas derivadas dos acontecimentos no Irão e também no Médio Oriente. A Comissão vai aumentar o apoio aos Estados-membros no que se refere ao repatriamento e retirada de cidadãos. Já quanto à energia, a Comissão Europeia indica que está a monitorizar de perto tanto o preço como a evolução das cadeias de abastecimento. Irá convocar também um grupo de trabalho sobre energia com os Estados-membros.
E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 2 de março.
O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação ficou de fora das negociações que decorrem esta tarde com o governo acerca da revisão do Estatuto da Carreira do Docente. Recusou parar um protesto em frente ao ministério. O STOP acusa o Executivo de não tolerar a democracia e de querer degradar a escola pública. O STOP foi convidado a sair destas reuniões depois do secretário de Estado da Educação ter dito ao sindicato que apenas se reunia caso o protesto à porta do edifício do ministério terminasse. O coordenador do STOP, Daniel Martins, explica que a manifestação vai continuar e acusa o governo de falta de sentido democrático.
Todo o processo negocial decorre sempre enquanto protestos. Não há nenhum processo negocial que não decorra sob a base da afirmação. A força da democracia está na base daqueles que estão a ser governados possam manifestar as suas opiniões da forma que podem. Os colegas não podem entrar dentro de uma reunião negocial, vão representantes, mas têm que manifestar, corroer. Isso é democracia. Se alguém não entende que isso seja a democracia, então temos um problema gravíssimo.
As críticas do coordenador do STOP. A esta hora o governo está reunido com a Federação Nacional da Educação. Mais tarde é também a vez da FENPROF. No desporto, o treinador do Porto espera um adversário agressivo, diferente daquele que defrontou para o campeonato no mês passado. Isto no jogo da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Na antevisão da partida frente ao Sporting, Francesco Farioli admite que pela frente vai estar uma equipa com muita qualidade.
O nosso foco é absolutamente na Taça. Para a equipa que eles são, eu não posso esperar que eles fiquem num bloco médio à nossa espera, à frente dos adeptos. Eu espero que eles sejam muito mais agressivos do que foram aqui no Dragão. Entre a Liga e a Taça de Portugal, eles fizeram 52 jogos e têm apenas uma derrota. Eu acho que isso diz muito sobre o trabalho incrível que estão a fazer, sobre a qualidade da equipa e da organização que eles têm.
Declarações do treinador do Porto na antevisão do jogo de amanhã frente ao Sporting. Também o treinador dos Leões já fez a antevisão e Rui Borges espera um jogo competitivo, com duas equipas com muita vontade de ganhar.
Acredito que seja um bom jogo, com duas equipas competitivas, com duas equipas a querer ganhar, dentro daquilo que são as suas forças, e de alguma forma, em alguns momentos, a tentar anular a outra. Isso acho que é natural. E os jogos grandes, por norma, acabam sempre por ter alguma estratégia a mais. Não tem a ver com o não querer ganhar ou não querer perder, não tem nada disso. Tem a ver com aquilo que é o jogo e com aquilo que é o respeito que existe de parte a parte.
Treinador do Sporting, Rui Borges, na antevisão do jogo de amanhã frente ao Porto, a contar para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal. Jogo às 20h45, mas hoje ainda há futebol. É o jogo que encerra a jornada 24 da Primeira Liga. O Gil Vicente recebe o Benfica quando for 20h15.
São jogos para ouvir aqui em direto na Rádio Observador. O Luís Soares vai regressar às 18h30.