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Miguel, seis países afirmam que estão prontos para ajudar a garantir a navegação no Estreito de Ormuz.

O Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália, os Países Baixos e o Japão, num comunicado conjunto, condenam de forma veemente os ataques do Irão a navios no Golfo e apelam a um cessar-fogo imediato das ameaças que impedem a circulação comercial no Estreito. Os seis países garantem que estão prontos para se associar a esforços adequados, sem especificar, para garantir a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz. Admitem ainda a colaboração com alguns países produtores de petróleo, com a finalidade de aumentar a produção.

Uma decisão conhecida numa altura em que o preço do barril de petróleo continua a aumentar nos mercados internacionais.

O barril de Brent, que serve de referência para Portugal, está a esta hora a ser negociado a $111. Já esteve com uma cotação de $119. O analista de mercados Ricardo Marques explica que há uma razão para a subida mais acentuada que se tem verificado nas últimas 24 horas.

O ataque a instalações petrolíferas e de gás que até agora não tinham ocorrido. Ou seja, se até há pouco tempo era só uma questão de passar ou não passar no Estreito, agora começa a ser uma questão de poder não haver o petróleo que antes existia.

Motivo de preocupação para os consumidores. Ricardo Marques não está muito otimista quanto ao futuro próximo.

Se o conflito não parar, não há razão para estar muito otimista nesta situação. Pior que o petróleo, continua a existir a questão do gasóleo. Ou seja, além do aumento do petróleo, o aumento da margem do gasóleo sobre o petróleo também continua a aumentar.

A perspectiva de Ricardo Marques, ouvido aqui na antena do "Observador", há uma hora, antes do anúncio de que há seis países dispostos a ajudarem os Estados Unidos com o objetivo de garantir a navegabilidade no Estreito de Ormuz.

Miguel, não é propriamente uma surpresa. O Banco Central Europeu antecipa uma subida da inflação mais acentuada este ano, face à previsão que havia feito em dezembro.

No final do ano, o BCE perspectivava uma subida generalizada dos preços de 1,9%. Agora, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, diz que esse aumento de preços deve ser mais significativo.

No fundo, está previsto que a inflação atinja 2,6% em 2026, 2% em 2027 e 2,1% em 2028. Foi revisto o aumento da inflação comparada com as projeções de dezembro, especialmente para 2026. Isto porque os preços de energia serão mais altos, devido à guerra no Médio Oriente.

Há uma revisão em alta para este ano de 0,7 pontos percentuais. Inflação de 2,6%, é essa a nova previsão do BCE. Para já, o Banco Central Europeu decidiu não mexer nas taxas de juro, um instrumento precisamente para controlar a inflação. Sobre o futuro, Lagarde não levanta o véu. Com os preços a aumentarem, a economia da zona euro deve crescer de forma mais moderada. Em dezembro, antecipava-se um crescimento do PIB de 1,2%. Agora, essa previsão passa para 0,9.

Entretanto, as donas dos hipermercados vão tomar medidas, ou pelo menos admitem fazê-lo, por causa do aumento do preço dos combustíveis.

A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, por exemplo, está a absorver a subida dos preços, mas Pedro Soares dos Santos, o presidente, avisa que é preciso ver até que ponto é possível aguentar sem aumentar a fatura final das compras de supermercado. Afasta ainda o cenário de uma eventual escassez de alimentos, até porque a maioria dos fornecedores do setor agrícola fica em Portugal. O maior impacto do conflito no Médio Oriente para o negócio do grupo Jerónimo Martins é mesmo nos fertilizantes.

Miguel, e a Sonae?

A dona dos hipermercados Continente admite vir a reduzir margens para minimizar eventuais impactos da escalada do petróleo nos preços do retalho alimentar. A presidenta da Sonae, Cláudia Azevedo, diz que gosta muito da medida do IVA zero, que tem sido pedida por vários partidos. Diz que o Estado, na última crise em que foi criada esta medida, fê-lo de uma forma responsável. Os dois grupos de distribuição alimentar apresentaram hoje resultados. A dona do Continente aumentou os lucros em 11% no ano passado. A Jerónimo Martins alcançou uma subida de quase 8%.

Já o governo aprova hoje, em Conselho de Ministros, uma medida para impedir o corte de abastecimento de eletricidade às famílias mais vulneráveis, mesmo que estejam numa situação de incumprimento.

Foi isso que revelou esta manhã o primeiro-ministro à entrada para a reunião do Conselho Europeu que decorre em Bruxelas.

O Conselho de Ministros, hoje mesmo, por esta hora, está a decidir algumas matérias que são de natureza não circunstancial, são permanentes, de apoio ao fornecimento de energia, em particular das famílias mais vulneráveis, garantindo que não há cortes totais de fornecimento de energia, mesmo em caso de incumprimento, portanto, havendo garantias de fornecimento mínimo, e garantindo também que haverá limites a preços em situações de crise energética.

O detalhe desta e de outras medidas é conhecido a esta hora. Precisamente decorre o briefing, a conferência de imprensa que se segue à reunião de governo. É o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que dá a conhecer as decisões desta reunião do Executivo. Medidas centradas no apoio a famílias e empresas afetadas pela subida dos preços decorrente do aumento do valor dos combustíveis.

Miguel, vamos a um aviso. António Guterres diz que está mais do que na hora de acabar com a guerra no Irão.

E que agora é tempo da força do direito prevalecer sobre o direito da força. Afirmações do secretário-geral das Nações Unidas à margem da reunião do Conselho Europeu, que decorre em Bruxelas. Começa por enviar António Guterres uma mensagem a Estados Unidos e Israel.

It's high time to end this war

Já é mais do que tempo de pôr fim a esta guerra, que corre o risco de ficar completamente fora de controle, causando um sofrimento imenso à população civil e também com repercussões na economia global, que são verdadeiramente dramáticas. A segunda mensagem para o Irão: "Parem de atacar os vossos vizinhos. Eles nunca fizeram parte do conflito".

António Guterres recorda que o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou este ataque e determinou a abertura do Estreito de Ormuz. Sublinha ainda os impactos do encerramento desta artéria comercial vital, por onde passa cerca de um quinto da produção mundial de petróleo.

Já o secretário de Defesa norte-americano volta a justificar a intervenção militar. Acusa o Irão de aterrorizar os Estados Unidos há quase 50 anos.

Numa conferência de imprensa, Pete Hegseth revela que os Estados Unidos já atingiram mais de 7 mil alvos e afundaram mais de 120 embarcações desde o início da intervenção militar conjunta de Estados Unidos e Israel, e acusa o Irão de fazer do terrorismo a maior indústria do país.

Há 47 anos que o Irão aterroriza os Estados Unidos e os nossos interesses. A indústria-chave deles não é o aço, não é a agricultura, nem o turismo. É o terrorismo patrocinado pelo Estado.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, numa conferência de imprensa no Pentágono, Pete Hegseth promete que vai terminar a guerra e honrar o sacrifício dos soldados norte-americanos mortos durante esta intervenção militar.

São agora 13h07, é tempo de atualizarmos as notícias de âmbito local, Miguel.

O serviço de urgência do Hospital Distrital de Santarém está a funcionar com limitações. Por quê? Faltam médicos. Uma situação que se vai prolongar pelo menos até à próxima sexta-feira, até amanhã, dia 20. No Porto, a Polícia Judiciária deteve um cidadão cadastrado por crimes sexuais, que estudava rotinas das vítimas para as surpreender enquanto dormiam. O suspeito realizou uma série de ataques na Maia e em Gondomar e até escalou prédios para atacar 10 jovens mulheres. Os Semares de Almada, os Serviços Municipalizados de Almada, estão a comemorar o Dia Mundial da Água com um programa que inclui ações nas escolas e entradas gratuitas no Museu da Água. Vai ser já no próximo domingo, dia 22. Em São João da Madeira, a partir de sábado, decorre a quinta edição da iniciativa À Descoberta do Turismo Industrial 2026. A cidade quer afirmar-se como referência nacional no turismo industrial e convida o público a explorar o país através de visitas a fábricas, museus e espaços industriais. Para terminar, foi inaugurada nas Caldas da Rainha a exposição "Ação: Juntamos Muita Gente ao Barulho". A exposição organiza-se em diferentes museus e núcleos complementares, junta artistas, estudantes, professores, escolas e instituições e os visitantes nas Caldas da Rainha.

Miguel Videra regressa às 13h30 para voltar a atualizar as notícias.