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Jornal das seis, com o jornalista Luís Soares.

Nove membros do grupo neonazi Movimento Admilår Lusitano foram hoje acusados do crime de terrorismo. Planeavam um atentado contra o primeiro-ministro. Luís Montenegro era um dos alvos mencionados nesta lista, que se intitulava "Os Indesejáveis", a par de Marcelo Rebelo de Sousa, Cavaco Silva ou António Costa. De acordo com a acusação do Ministério Público, a que "O Observador" teve acesso, um dos elementos do grupo chegou mesmo a conseguir a morada de Luís Montenegro, informação da forma como a PSP vigiava permanentemente a casa do primeiro-ministro. Nas conversas do grupo, os elementos ponderavam raptar Luís Montenegro, mas depois acabaram por desistir da ideia. O plano passou a ser, depois, disparar uma granada para o interior da casa do primeiro-ministro, através de uma janela. Além do crime de terrorismo, os nove neonazis do Movimento Admilår Lusitano estão ainda acusados de incitamento, recrutamento, posse de arma proibida e tráfico de armas.

O Chega deverá viabilizar a proposta de reforma laboral do governo para avançar com a discussão para a especialidade.

Foi a conclusão do debate que decorreu esta tarde. Essa ideia foi deixada nas entrelinhas por André Ventura, já na fase final do debate. A proposta vai ser votada amanhã na Assembleia da República, depois de uma tarde de discussão com trocas de acusações entre a esquerda e direita e com um líder parlamentar do PSD confiante, Miguel Vito Dias, de que a proposta vai receber luz verde para ser discutida na especialidade.

Por muito que vos custe, amanhã esta proposta vai ser aprovada.

É um Hugo Soares confiante perante um Chega que quis deixar o resultado em aberto.

Ainda não sabemos, a esta hora, o que acontecerá com a reforma laboral que o governo aqui apresenta.

Mas que logo de seguida teve um André Ventura a dizer que a vitória será do partido.

Quem conseguiu corrigir um erro na amamentação e nos direitos das mães? Foi o Livre, o PCP, o PS? Não, foi o Chega. Foi o Chega que conseguiu esta vitória.

Nas entrelinhas, a vontade do Chega em levar a proposta para a especialidade, perante um PS que se mantém contra e a atirar a Ventura.

Escolhe a agenda dos seus financiadores, é ela que prevalece sempre. Amanhã, este governo aprovará a reforma laboral. É, acima de tudo, a sua traição aos trabalhadores de mão dada com Luís Montenegro.

Hugo Soares garante que as distâncias não são assim tantas.

Está mais perto desta nossa proposta do que aquilo que eles dizem. A questão é meramente tática. Para o Partido Socialista, queria mesmo era demonstrar que o governo não tinha condições de governar.

E se uns falam em tática, a ministra do Trabalho, que defendeu a reforma de Passos Coelho, falou em saudades.

O PS pede ao governo que deite a sua reforma fora e comece de novo. O PCP, por seu turno, pede que a rasgue. É um dueto nostálgico, senhoras e senhores deputados, que tem consigo, evidentemente, o histórico da geringonça.

O PCP garante que esta reforma é um ataque a quem trabalha numa psolíngua de Alfredo Maia.

A luta de classes existe mesmo e este pacote laboral, que também é liberal, é uma violenta expressão deste facto.

Se à esquerda a oposição é total, à direita há aplausos tímidos.

A verdade é que esta proposta da AD não se pode propriamente considerar uma reforma estrutural, mas já vai no caminho certo.

Mariana Leitão da Iniciativa Liberal, no debate sobre a lei do trabalho, que vai ser votada amanhã.

E as ideias principais foram aqui trazidas por Miguel Vito Dias. A proposta é votada amanhã, ao final da manhã, e precisa pelo menos da abstenção do Chega para ser viabilizada na generalidade e poder ser discutida na Comissão Parlamentar de Trabalho.

O primeiro-ministro não acompanhou a discussão. Estava em viagem para Bruxelas, onde vai estar na reunião do Conselho Europeu. Luís Montenegro insiste que o governo tem disponibilidade para discutir e aprofundar a reforma laboral na especialidade.

Nomeadamente junto dos partidos que amanhã viabilizem a proposta, como tem acontecido em vários processos legislativos. Foi o que disse Luís Montenegro à chegada a Bruxelas.

Uma disponibilidade absoluta para podermos aprofundar os termos desta reforma com os contributos dos partidos políticos, nomeadamente daqueles que estiverem disponíveis para viabilizar a nossa proposta na Assembleia da República. As negociações do PSD com os restantes partidos da oposição têm estado sempre abertas e, portanto, não é exclusivo deste processo legislativo. Tem acontecido noutros processos legislativos, como de resto também tem havido disponibilidade para o Chega negociar com o Partido Socialista, também já tem acontecido.

Luís Montenegro, em resposta aos jornalistas na chegada a Bruxelas para a reunião do Conselho Europeu.

E depois do debate, a CGTP promete estar amanhã na votação e a UGT já prevê novas formas de luta contra a proposta do governo.

Os líderes das duas centrais sindicais estiveram nas galerias da Assembleia da República a assistir à discussão. No final, à saída, o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, juntou-se aos trabalhadores concentrados no exterior do Parlamento, garante que amanhã vai estar também presente e faz um apelo à responsabilidade de todas as bancadas parlamentares.

Todos aqueles deputados, partidos políticos que amanhã, na Assembleia da República, com o seu voto, seja um voto favorável, seja com a abstenção, permitirem a continuidade da discussão do pacote laboral, estão a trair a vontade dos trabalhadores. Quem o fizer, está a trair a vontade de quem trabalha, a vontade de quem ao longo destes 10 meses sempre se manifestou contra este pacote laboral.

Tiago Oliveira acusa o governo de agir de má-fé no processo de discussão da reforma laboral. Na mesma linha, o líder da UGT, Mário Mourão, diz que continua a lutar pela derrota do projeto. Para já, mantém-se na assistência, mas se caso seja aprovado para discutir na especialidade, diz Mário Mourão, há espaço para novos protestos.

Vamos acompanhando e evoluindo, porque aquilo que foi hoje aqui discutido, amanhã se calhar podem ter outras opiniões. Alguns partidos que fizeram ali algumas declarações, já nos vão habituando a isso. Portanto, vamos assistir com toda a serenidade. Dizer o seguinte: a UGT não vai desistir de lutar A UGT vai continuar a lutar contra este pacote laboral. E não está excluída nenhuma forma de luta, incluindo uma greve geral.

Garantia de Mário Mourão, líder da UGT, que avança também que a central sindical vai pedir reuniões com os vários grupos parlamentares.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira, 18 de junho.

Nomeadamente, uma notícia importante numa altura de muito calor, a praia de Santo Amaro de Oeiras está interdita a banhos, decisão tomada depois de um alerta de um episódio de poluição registado pela tarde na Ribeira da Laje. Esse episódio teve origem numa rutura numa conduta de trato de lixo. Em comunicado, a Agência Portuguesa do Ambiente explica que a rutura já foi estancada, mas enquanto aguardam pela validação de risco, as autoridades decidiram a interdição temporária da prática balnear na praia de Santo Amaro de Oeiras, com efeitos imediatos. A Polícia Judiciária está a investigar o caso de uma menina de oito anos que foi encontrada morta na quarta-feira, no Conselho de Vale de Passos, depois de um alerta de que estava desaparecida. A madrasta da menina foi identificada e detida. É fortemente indiciada pela morte da menor. A criança vivia com o pai e com a madrasta em Celeirós, uma aldeia do Conselho de Vale de Passos, onde tem estado esta tarde o jornalista do Observador Miguel Pinheiro Correia, e lá ouviu os vizinhos solidários perante o momento dramático que vive o pai da criança.

O pai da vítima é um velho conhecido de todos. Ele cresceu nesta aldeia e por isso os vizinhos mostram-se bastante solidários, comovidos com o que ele está a passar. Podem dizer menos sobre esta madrasta. Eles dizem que ele vivia aqui há alguns anos, primeiro com os pais e depois veio viver para esta casa com esta madrasta, com esta mulher, depois de se ter divorciado da mãe da menina agora encontrada morta. Os vizinhos falam que viam pouco a família junta. O pai trabalha nas obras e por isso passava muito tempo a trabalhar, viam-no pouco. Viam mais a criança de nove anos que foi encontrada morta. Ela passeava aqui ou apanhava aqui o autocarro para ir para a escola e era esse o único momento em que a viam. Mas de resto falam de uma família perfeitamente normal ou aparentemente normal, pelo que a notícia desta morte chocou bastante a aldeia.

Miguel Pinheiro Correia em Celeirós, onde esta menina de oito anos foi encontrada morta no dia de ontem. Na seleção portuguesa de futebol, Rúben Dias foi reintegrado no grupo que trabalhou no relvado depois do empate de ontem na República Democrática do Congo. Numa nota, a Federação Portuguesa de Futebol explica que Portugal iniciou a preparação para o jogo frente à Uzbequistão em Palm Beach. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, marcou presença também neste treino. E a segunda jornada da fase de grupos do Mundial já arrancou esta tarde. A esta hora já está na segunda parte República Checa-África do Sul. Jogo em Atlanta e vai-se mantendo, Diogo Varela, na vantagem já trazida da primeira parte.

Foi ao minuto seis que marcou a Chequia, com Sadilek. Joga-se em Atlanta, na capital do estado da Geórgia, nos Estados Unidos. Entretanto, a África do Sul já fez alterações em tempo de intervalo, mas nesta altura, Luís, continua por cima a seleção europeia. A Chéquia há pouco esteve muito perto de fazer o 2 x 0. É apenas a segunda vez que estas duas seleções se defrontam. O primeiro encontro aconteceu em 1997, na altura um empate a duas bolas no jogo da Taça das Confederações, sendo que o grande destaque desta partida, além dos dois países, Luís, vai também para a equipa de arbitragem, no caso, a árbitra Tori Penso, aos 39 anos, a norte-americana torna-se a primeira mulher árbitra nesta edição do Mundial 2026. A FIFA que nomeou seis mulheres para integrar toda a equipa de arbitragem, duas árbitras principais, ainda há uma outra árbitra mexicana, Katia Garcia, e quatro árbitras assistentes. A pioneira acabou por ser mesmo Stéphanie Frappart em 2022 no Mundial do Catar. Para fechar e em relação ainda ao cardápio de hoje, além desta Chéquia com a África do Sul, temos às 20h a Suíça com a Bósnia, às 23h o Catar contra o Canadá e a madrugada, às 2h, México-República da Coreia.

Tudo jogos para ir acompanhando hora a hora aqui na Rádio Observador. E Ricardo, muito se tem falado do jogo de ontem de Portugal, no Mundial de Futebol. Sabes com quem jogou Portugal ontem, não sabes, Ricardo?

República Democrática do Congo.

É verdade, está correto, mas houve quem não tivesse bem a certeza do nome do país. Por exemplo, no canal Fox News, houve um comentador que cometeu um lapso e disse que Portugal estava a jogar com Doctor Congo.

Doctor Congo?

Doctor Congo.

Tem nome de músico congolês, Doctor Congo.

O certo é que este comentador britânico confundiu a sigla que apareceu na televisão, que era DR Congo.

Claro, quem nunca, não é?

Exatamente, e que houve-se referir ao adversário de Portugal como Doctor Congo.

E percebeu o erro?

Percebeu rapidamente.

Isto se calhar não está...

Não está a soar muito bem. Riu-se do próprio erro, mas já era tarde, porque pouco tempo depois já era viral e havia vários memes ainda antes do final da primeira parte. O certo é que ainda houve um outro comentador que confundiu também o nome do país, neste caso falou em República Dominicana do Congo. Uma grande mistura.

República Dominicana. Convém conhecer a geografia, convém conhecer os países. Nós aqui nunca nos enganamos.

Às vezes. Acontece.

Luís Vares vai regressar às 18h30.