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Jornal das 6, com edição do Miguel Viterbo Dias. André Ventura quer falar com o presidente da República sobre o que diz ser a falta de coordenação de Luís Montenegro.
O presidente do Chega vai ser recebido amanhã em Belém por António José Seguro. O líder do Chega considera que o chefe do governo não devia ter ido a três jogos do Campeonato do Mundo e lembra também as polêmicas relacionadas com os exames nacionais e com o ministro da Administração Interna, afirmando que Luís Montenegro devia estar mais preocupado em coordenar o executivo.
Nós termos um primeiro-ministro que se preocupa a ir a três jogos do mundial, mas não se preocupa com o caos em que os exames estão ou com a situação em que está o seu ministro da Administração Interna, é uma situação pelo menos constrangedora para a falta de autoridade e de coordenação que precisávamos e que o governo precisava do ponto de vista da sua atuação.
André Ventura, que acredita que mais tarde ou mais cedo o primeiro-ministro tem de assumir o controle do governo, diz que Luís Montenegro devia também pedir explicações a Luís Neves sobre o caso da moradia em Odemira.
Acho que o senhor primeiro-ministro deve pedir ao ministro da Administração Interna esclarecimentos sobre o que está a acontecer com o ministro da Administração Interna. Acho que isso deve acontecer e não deve ter nem receio nem hesitação de o fazer. Se eu fosse primeiro-ministro, era o que faria de forma imediata. E acho que essas ameaças, para lá das questões que estão a ocorrer com o senhor ministro, são reais e efetivas. Eu vou falar com o presidente da República sobre a situação, bem como a falta de autoridade e de coordenação do governo.
André Ventura tem reunião marcada para amanhã às 17h30 com o presidente da República. O líder do Chega diz que vai ouvir as considerações do chefe de Estado sobre o momento do governo e depois anunciar as próximas iniciativas políticas do Chega.
E o governo descarta a hipótese de apresentar uma moção de confiança. E Miguel Viterbo Dias, onde é que isso apareceu agora?
A tese foi lançada ontem por Miguel Relvas, antigo homem forte do PSD e uma das pessoas de confiança de Pedro Passos Coelho. Na CNN, Miguel Relvas disse que existem vozes na área governamental a pedir uma moção de confiança, mas ao que o Observador apurou, essa possibilidade é vista como um delírio entre os dirigentes do PSD. Um alto dirigente social-democrata diz que nunca se ouviu falar desta ideia, que considera obtusa, enquanto outro garante que o cenário não está nem em cima da mesa, nem sequer na gaveta. Entre as fontes ouvidas pelo Observador, corre a tese que Miguel Relvas deseja a moção de confiança para provocar a queda de Luís Montenegro e lançar Pedro Passos Coelho, mas também se garante que Miguel Relvas tem, neste momento, muito pouco peso dentro do aparelho do PSD.
Na Educação, há uma baixa, demitiu-se a vice-presidente da Agência para a Gestão do Sistema Educativo.
Demitiu-se na sexta-feira, deixa as funções com o louvor por parte do ministro. Apesar da polêmica com a classificação dos exames, esta agência não teve interferência direta neste processo, que está a cargo do Júri Nacional de Exames e do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação. Esta agência para a gestão do sistema educativo foi criada com a reestruturação do ministério no ano passado. Tem como função centralizar o apoio técnico, financeiro e também de gestão de pessoal educativo, seja docente ou não docente. Entretanto, o Ministério da Educação decidiu adiar o prazo das matrículas em dois dias para os décimos e décimos segundos anos. Assim, o período para a inscrição do próximo letivo decorre entre amanhã e 24 de julho, sexta-feira da próxima semana.
A ministra do Ambiente culpa a Câmara Municipal de Almada e os serviços municipalizados pela crise no abastecimento de água no conselho.
Maria da Graça Carvalho afirma que os relatórios da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos mostram que existiram perdas de água superiores à média nacional e aponta falhas no investimento para a renovação desta rede.
A questão da água em Almada, tanto em alta como em baixo, é uma responsabilidade da Câmara Municipal, foi assim decidido, e do SMAS, que é uma empresa municipalizada. O que se passou durante vários anos é que a quantidade de perdas é elevada, mais elevada que a média nacional, cerca de 35% das perdas nas condutas. A média nacional é cerca de 26%, que também é alta. Há municípios que conseguem chegar aos 10%. Por outro lado, o investimento não tem sido o desejável.
A ministra do Ambiente, aos jornalistas, à margem da assinatura de um protocolo em Odemira, a ministra que já durante a manhã tinha admitido a possibilidade dos lesados poderem pedir compensações financeiras pela falta de água. Está, entretanto, marcada para a próxima terça-feira a moção de censura apresentada pelo PSD de Almada ao executivo liderado por Inês de Medeiros. O Chega já anunciou que vai acompanhar esta moção de censura, mas que, mesmo que seja aprovada, não terá qualquer efeito prático.
O ministro das Finanças quer um novo regime de taxas que, segundo diz, dará mais eficácia na cobrança de impostos.
Joaquim Miranda Sarmento defende que o novo regime de taxas da Administração Pública vem resolver um problema que tem 30 anos. O ministro explica que o objetivo do governo não é uma rutura total, mas sim uma uniformização do sistema de cobrança.
Não se propõe uma revolução nos conselhos tributários, nem do modo como o Estado cobra taxas, nem se pretende inviabilizar o funcionamento dos serviços. Propõe-se, sim, que todos os regulamentos de taxas passem a obedecer a princípios comuns, a uma metodologia própria e comum e a garantias para quem paga essas taxas.
Joaquim Miranda Sarmento fala ainda de uma oportunidade para modernizar a administração pública e fortalecer a confiança na relação entre o Estado e a economia. Este relatório, hoje apresentado pelas finanças, deverá resultar numa proposta de lei a ser apresentada no Parlamento.
A Iniciativa Liberal mantém a porta aberta a recorrer da decisão do presidente do Parlamento sobre o eventual adiamento do debate do Estado da Nação, que acontece na quinta-feira.
Os liberais querem ouvir primeiro o ministro da Educação antes do debate que encerra o ano parlamentar, mas Aguiar Branco recusou a proposta de adiamento do Estado da Nação. Ainda assim, o partido pode recorrer da decisão para o plenário da Assembleia da República. E ao Observador, Mário Amoreira Lopes, líder parlamentar da IL, admite essa possibilidade mediante a posição dos restantes partidos na conferência de líderes.
Nós naturalmente iremos apresentar esses argumentos à conferência de líderes, iremos ouvir também os argumentos dos outros partidos e iremos perceber se há aqui algum acolhimento, porque se não houver acolhimento, não faz sentido estarmos aqui a criar uma bravata para tentarmos forçar uma votação que depois ainda por cima não passa no debate do Estado da Nação e que condiciona o próprio debate do Estado da Nação. Nós não queremos criar mais ruído, nem colocar mais areia na engrenagem. O que nós temos aqui a pedir é que se faça um debate para discutir a questão dos exames nacionais. Portanto, se não houver um entendimento maioritário, nós não conseguimos forçá-lo. Não é possível forçá-lo
Mariana Morillo Lopes ao Observador. Ainda assim, ao que o Observador apurou, o PS não vê vantagens no adiamento do debate do Estado da Nação, que pode inviabilizar uma votação favorável ao adiamento desta discussão.
A direção do Bloco de Esquerda lamenta o anúncio de saída de 60 militantes.
Entre os demissionários está um dos fundadores do partido, Mário Tomé, que se junta a um dos principais rostos da oposição, o antigo deputado Pedro Soares. Num comunicado enviado à Agência Luz, à direção do bloco, liderada por João Nalporeza, lamenta a decisão, diz que estes elementos têm deixado o partido de forma programada e anunciada na comunicação social. Entre as divergências apresentadas está o apoio a Vladimir Putin no conflito com a Ucrânia, mas à Rádio Observador, Mário Tomé fala também numa aproximação do Bloco ao Partido Socialista.
Perdeu a validade. O Bloco tinha que se afirmar enquanto alternativa. O Bloco então, em vez disso, decidiu encostar-se ao Partido Socialista, como ainda está, não de uma forma tão explícita, que a situação política não está exatamente para isso, tem que mostrar um certo distanciamento, mas aquilo transformou a perspectiva do Bloco estratégico que é da esquerda grande. Esquerda grande com quem? Porque o Bloco é muito grande? Fazia tudo para ser muito grande? Não, porque o Bloco sempre estava ao Partido Socialista e outros, se calhar, o LIVRE, etc.
Mário Tomé diz também que a direção do partido convive historicamente mal com a crítica interna.
E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira, 14 de julho.
O presidente norte-americano diz que desistiu do projeto de aplicar uma taxa de 20% aos navios que passam pelo Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito na última hora, numa conferência de imprensa onde tinha ao lado o primeiro-ministro iraquiano. Vinte e quatro horas depois de ter anunciado uma proposta de cobrança de taxas pela passagem de navios, já abandonou esta ideia. Donald Trump diz agora que ninguém deve ser capaz de cobrar pela passagem neste estreito. Na Volta à França em bicicleta, Pogačar mantém a camisola amarela, aumenta a vantagem para Jonas Vingegaard, passa agora para três minutos e 36 segundos. O atleta da Emirates venceu hoje a décima etapa da prova. E a terminar, apesar de daqui a duas horas arrancar a meia-final do Campeonato do Mundo em Portugal, o foco já está no regresso à competição dos clubes. O Benfica estreou-se já num jogo amigável, derrota frente ao Flamengo e a esta hora é o Sporting que vai jogando frente ao Celtic de Glasgow, com o resultado a marcar 1 x 0 aos 38 minutos, primeiro gol apontado aos 23 por Geny Catamo, é uma das poucas caras conhecidas, por acaso, deste 11 inicial.
Neste 11 inicial, estão com 40 minutos de jogo, primeira parte de jogo em Loulé, para quem está de férias, mas a avaliar pelas imagens televisivas, nem há muitos escoceses, nem muitos sportinguistas a ver este jogo. Sim, é muito cedo, não é? A esta hora.
Eles se vais ao final da tarde.
Exato. Sim, para um drink de fim de tarde e um jogo de futebol. Sporting-Glasgow a esta hora em Loulé, no Estádio do Algarve. O Sporting vai vencendo por 1 x 0.