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Estes na Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 100, edição do jornalista Martim Madeira. E começamos com a crise migratória em Espanha. A União Europeia vai ter uma reunião de emergência para discutir a situação em Ceuta.

Uma informação dada pela Sky News. A reunião será na próxima terça-feira e será entre os ministros da Administração Interna dos estados-membros, através de videochamada. A Irlanda, que agora preside rotativamente o Conselho da União Europeia, diz que convocou a reunião do Conselho de Justiça e Assuntos Internos da União para debater os próximos desenvolvimentos. Isto acontece depois de um grupo de 22 países pedir uma reunião extraordinária para coordenar as fronteiras externas da União Europeia, um grupo liderado pela Itália e pela Dinamarca, que pedem uma avaliação da situação e um acordo sobre uma resposta europeia coordenada. O presidente do governo espanhol também pede uma reunião de urgência com os ministros da Administração Interna dos 27 e critica as reações divergentes de alguns estados-membros.

E o líder do partido da oposição de Espanha afirma que a situação se trata de uma ocupação premeditada.

Alberto Núñez Feijóo, líder do PP, reitera a ideia propagada nas redes sociais de que estes migrantes entraram em território espanhol por incentivo do governo marroquino, mas acima de tudo, culpa o governo espanhol e o que diz serem as políticas falhadas de Pedro Sánchez.

"Lo que ha pasado aquí no es un incidente más, es una ocupación premeditada y sin precedentes de un territorio español. Es el resultado de decisiones políticas fallidas que han impedido cumplir el primer deber de cualquier gobierno: garantizar la seguridad de nuestra gente, defender nuestra soberanía y, por supuesto, proteger nuestras fronteras. Todo el apoyo al pueblo ceutí en un momento de extraordinaria gravedad, gravedad que persiste en el día de hoy."

Fernando Grande-Marlaska alerta ainda que esta situação é obra de grupos criminosos. Já o governo espanhol, pela voz do ministro do Interior, garante que a normalidade está a ser reposta, agora sim, Fernando Grande-Marlaska.

"Ayer ya manifestó el presidente del Gobierno cómo lo que vivimos el pasado 30 de julio."

Ontem, como já teve a oportunidade de manifestar o presidente do governo, aquilo que vivemos em Ceuta foi, sem dúvida alguma, um ataque à integridade territorial de Espanha, à integridade territorial de Ceuta e que não podíamos, de forma alguma, admitir. Por isso, imediatamente, dispusemos de todos os meios suplementares e necessários para fazer frente a esta situação. Nesse sentido, também estamos conscientes que em menos de 48 horas a situação em Ceuta não tem nada a ver com a que estava instalada e que a normalidade se está finalmente a alcançar.

"La situación en Ceuta no tiene nada que ver y que la normalidade se está alcanzando."

Fernando Grande-Marlaska alerta ainda que esta situação é obra de grupos criminosos de tráfico humano. Também o líder do Vox, partido de direita radical espanhol, vai viajar para Ceuta já amanhã. Santiago Abascal tinha uma viagem à Colômbia programada para assistir à tomada de posse do novo presidente colombiano, mas cancelou os planos para se focar na crise interna.

E o governo confirma que há muitos portugueses que perderam a casa e o negócio devido aos incêndios na zona de Bordéus, em França.

Informação avançada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que explica, no entanto, que não recebeu qualquer pedido de ajuda.

Sabemos que há muitos portugueses que perderam as suas casas, as suas habitações, os seus negócios. Todavia, em França, as autoridades francesas funcionam bem. A evacuação resultou, não houve feridos, nem houve mortos portugueses, pelo menos que conheçamos. Estamos a acompanhar com os nossos serviços consulares, vamos falando com as pessoas. O nosso cônsul-geral até anda individualmente, diria, a procurar recolher opiniões e estaremos sempre disponíveis para ajudar os portugueses.

Declarações de Emídio Sousa aos jornalistas na fronteira de Vilar Formoso, na habitual receção aos imigrantes que chegam agora a Portugal.

Na atualidade nacional, o incêndio de Valpaços foi dado como dominado pela Proteção Civil.

O fogo que deflagrou em Valpaços, distrito de Vila Real, na última terça-feira, e atingiu Verandela, Vinhais e Macêdo de Cavaleiros, foi dado como dominado durante esta madrugada pelas 04h40. Foi o que disse à Lusa uma fonte da Proteção Civil. O combate às chamas mobilizava pelas 06h um total de 854 efetivos e 289 meios terrestres, segundo a página on-line da Autoridade Nacional de Proteção de Emergência e Proteção Civil. Entretanto, uma fonte disse mesmo que este incêndio foi dominado às 04h40. A mesma fonte indicou, na altura, que não tinha registro de vítimas ou danos em infraestruturas nas últimas horas e a descida da temperatura e o aumento da umidade durante a noite terão ajudado no combate às chamas. Também há dois incêndios, um em Vila Nova de Gaia e outro em Mesão Frio, que já contam com mais de 100 operacionais, cada, a combater o fogo. Falamos primeiro do incêndio em Mesão Frio, no distrito de Vila Real, que começou por volta das 15h10 e está a ser combatido com oito meios aéreos, 120 operacionais e 26 veículos. Até o momento, não há povoações em perigo. Fonte do Comando Subregional do Douro avança que as chamas que se estão a alastrar no mato estão a ser combatidas em Região de Cima, no Conselho de Mesão Frio. Já o incêndio em Vila Nova de Gaia conta, segundo a última atualização, com mais de 100 operacionais, 29 meios terrestres e dois meios aéreos. Começou por volta das 15h17. O incêndio está a lavrar numa zona de mato em Lever, sem casas em risco.

E as autarquias que foram afetadas pelas tempestades do início do ano podem agora candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal.

O anúncio foi feito pelo Ministério da Economia e Coesão Territorial, mais de seis meses depois destas tempestades terem sido atingidas, sobretudo no centro do país. O fundo vai financiar até 60% da reparação, reconstrução e reposição das infraestruturas e equipamentos públicos. As candidaturas dos municípios, freguesias e entidades intermunicipais devem ser apresentadas às respectivas CCDR até ao fim do mês de novembro. O governo revela ainda que as autarquias também podem recorrer a uma linha de crédito que está a ser desenhada com o Banco Europeu de Investimento para financiar os restantes 40% dos prejuízos.

É um apoio que surge numa altura em que há ainda pelo menos 25 pessoas desalojadas e estradas cortadas nos distritos de Lisboa e Leiria.

Com as câmaras municipais ainda a alertarem para a falta de apoio no processo. Teresa Freire.

Seis meses depois, ainda há pelo menos 25 pessoas desalojadas. O balanço é feito pela Agência Lusa, que contactou vários municípios. No distrito de Lisboa, há casos nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Cadaval, Mafra e Alenquer. Já em Leiria, ainda há pessoas desalojadas das suas casas nos concelhos de Alcobaça e Óbidos. Quanto às estradas, por esta altura ainda há seis cortadas nos mesmos distritos. Em Leiria, a circulação está proibida no IC9 e na Estrada Nacional 86, na zona de Alcobaça. Já a Estrada Nacional 8 mantém-se cortada nos dois distritos, na zona do Bombarral, em Leiria, e entre Torres Vedras e Mafra, em Lisboa. Por fim, a Estrada Nacional 115 também continua condicionada ao trânsito em duas zonas, entre Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço e entre o Cadaval e as Caldas da Rainha. Passados seis meses da tempestade Cristine, chegam à Agência Lusa queixas de vários municípios. As autarquias estão descontentes, consideram ser insuficientes as verbas que obtiveram do Estado a título de adiantamento. Têm, por isso, recorrido a meios financeiros próprios para avançar com a reparação dos danos causados em estradas, rios, equipamentos e praias. Destaque para os municípios da Arruda dos Vinhos e das Caldas da Rainha, que recorreram a empréstimos bancários.

Teresa Freire, com o balanço feito pela Agência Lusa junto dos municípios mais afetados pelo comboio de tempestades que provocou danos na zona centro do país há seis meses.

E no desporto, hoje é dia de Supertaça. Havia uma ameaça de boicote por parte dos árbitros, mas Pedro Proença chegou a acordo com os juízes numa reunião que aconteceu esta madrugada.

O que levou a que essa ameaça fosse levantada. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol esteve reunido com os árbitros em Tomar. O jornal A Bola avança que houve um entendimento para que haja Supertaça entre Futebol Clube do Porto e Torreense. Em causa estão os polémicos áudios nos quais Proença critica a arbitragem em Portugal. Antes, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol já tinha divulgado uma nota a garantir que tem toda a confiança nos árbitros e que a qualidade do setor é inquestionável.

A Supertaça entre Futebol Clube do Porto e Torreense tem início para as 20h15 em Coimbra. Vai ter relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. Seguimos com as notícias. Vais falar agora de um filme.

Vou falar de um filme. Falamos de Carlos Paião, o autor das memoráveis canções Pó de Arroz, Cinderela. 38 anos após a trágica morte, o cantor vai chegar ao cinema dia 6 de agosto.

E o filme chama-se Playback e vai ser um filme biográfico da vida de Carlos Paião.

É isso mesmo. A obra debruça-se sobre um período de 10 anos da carreira do artista e relembra também os momentos marcantes, como a vitória no Festival da Canção de 1981.

E como vai ser o elenco?

O protagonista é Rafael Ferreira, vai dar corpo ao cantor e interpretar vários dos êxitos. Fazem também parte deste elenco Laura Dutra, Albano Jerónimo, Rita Durão e Anabela Moreira. Portanto, um elenco recheado.

O filme vai ser realizado por Sérgio Graciano e contou com o apoio de Zaida Cardoso, a viúva de Carlos Paião.

Sim, o realizador quer dar a conhecer a verdadeira dimensão artística do cantor, que considera ser pouco conhecida do grande público, a história do artista, desde jovem estudante de medicina até aos primeiros passos na música e ao reconhecimento nacional.

Com produção da Caos Calmo Films e argumento de Mário Sanikant, as primeiras imagens do filme Playback estreiam no dia 6 de agosto nos cinemas NOS.

É verdade, e já dizia Carlos Paião, Rita, que em playback com certeza que não vais desafinar.

Impossível não cantar esta canção.

Eu tenho que fazer playback. Não estou muito afinado.

E assim fechamos o jornal das 18h, edição do jornalista Martim Madeira. A fechar aqui com playback de Carlos Paião. Novo filme, dia 6 de agosto. Playback. Obrigada, Martim, e até amanhã.

Ainda vou ficar aqui para a síntese.

Mas eu não. Tchau.