Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Jornal das 6, na Rádio Observador, com edição de Miguel Cordeiro. O Chega quer ouvir o diretor nacional da Polícia Judiciária no Parlamento. André Ventura pede esclarecimentos sobre informações dadas à Ministra da Justiça em relação aos custos da destruição de químicos que estavam no polêmico atrelado enviado para a Constro Barcelos.

Rita Alarcão Judice, Ministra da Justiça, deu hoje a entender que transmitiu informações erradas ao grupo parlamentar do Chega por ter recebido dados incorretos por parte da Polícia Judiciária. André Ventura quer esclarecer este caso e acusa a ministra de estar a tentar sacudir responsabilidades.

Eu queria apelar ao senhor diretor da Polícia Judiciária, queria apelar-lhe que venha ao Parlamento, porque é do interesse da polícia acabar com esta tentativa de a enlamear e de lançar suspeitas sobre ela, quando essas suspeitas recaem sobre os políticos que a tutelam ou que tutelaram. É esse o apelo que quero deixar hoje. É esse o apelo que quero fazer. Este requerimento já deu entrada no Parlamento para que seja ouvido com urgência ao senhor diretor da Polícia Judiciária e possam ser colocadas as questões que, de uma vez por todas, permitam esclarecer isto.

Para o líder do Chega, alguém está a mentir neste caso, ou a ministra ou o diretor da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro. E considera André Ventura que o mais provável é que seja a ministra.

Hoje a senhora Ministra da Justiça o que disse, basicamente, foi que não mentiu ao Parlamento para encobrir o seu colega, ministro da Administração Interna. Mentiu porque a Polícia Judiciária mentiu a ela. Ou seja, a Polícia Judiciária lhe transmitiu informação deliberadamente falsa. Temos todas as condições para suspeitar que é o contrário. A Ministra da Justiça mentiu ao Parlamento para encobrir o seu colega da Administração Interna. É mais razoável essa suspeita, do que a suspeita de que a Polícia Judiciária tenha mentido à senhora Ministra da Justiça.

André Ventura, em conferência de imprensa nos Passos Perdidos à Assembleia da República esta tarde. O requerimento do Chega para ouvir o diretor nacional da PJ já avançou. André Ventura quer que aconteça esta audição à porta aberta.

Também no Parlamento, o PS criticou a estratégia de Luís Montenegro para as pensões e para os combustíveis.

Estas críticas surgiram na comissão permanente que aconteceu esta tarde. João Torres falou pelo Partido Socialista e sobre as pensões, atacou a estratégia do governo de atribuir bônus aos pensionistas. João Torres explicou que o PS, quando era governo, fez aumentos estruturais das reformas. Nestas declarações, João Torres também quis atacar Luís Montenegro pela estratégia para os combustíveis e apontou também uma contradição.

Sabem quem sugeria a descida do IVA dos combustíveis em 2022, não para 13%, o que o anterior governo fez por via do ISP, mas para 6%? Pasme-se, o doutor Luís Montenegro. Partido Socialista, que já agora baixou mais o IRS do CAD e que aumentou extraordinariamente as pensões mais baixas seis vezes, de forma estrutural, não sob a forma de um bônus pontual em mês de conveniência.

Declarações políticas de João Torres nesta tarde na Assembleia da República. O PSD também, nessa comissão permanente, defendeu a estratégia econômica para o país e os anúncios que foram ontem feitos pelo primeiro-ministro.

E na educação, a partir da próxima semana, as escolas vão poder contratar professores, Miguel, diariamente?

Entra em vigor um novo concurso de professores. Esta medida foi hoje aprovada em Conselho de Ministros. Já tinha sido anunciada, agora vai mesmo sair do papel e Fernando Alexandre explicou a importância deste novo modelo de concurso, que permita às escolas gerirem os quadros, gerirem a contratação de professores diariamente.

A partir do dia 18 vamos ter mais uma inovação. Vamos colocar professores todos os dias, todos os dias vão ser colocados professores nas escolas, mas vamos ter um concurso que vai ser muito mais eficiente, vai permitir colocar os professores mais rápido. Isso, obviamente, é bom para as escolas, é bom para os alunos, mas é também muito bom para os professores, porque, ao contrário do que se pode pensar, nós continuamos a ter milhares de pessoas que querem ser professores, mas que não são tratados com a devida atenção.

Um anúncio no final da reunião do Conselho de Ministros, que aconteceu hoje em Bragança, na Universidade Politécnica de Bragança. Os resultados de Portugal nos testes PISA também foram tema de discussão neste encontro do governo. Portugal apresentou piores resultados em matemática, leitura e ciências. Portugal recuou a valores de 2006. Estamos a falar de um estudo internacional que avaliou os conhecimentos dos alunos com 15 anos de idade. Luís Montenegro falou aos jornalistas e disse que quer o país a refletir.

Não quero aqui estar a fazer nenhuma polêmica à volta disto. Quero apenas que nós, enquanto sociedade, façamos uma reflexão. E, portanto, é nesse sentido que eu aqui recordo isso. É nesse sentido que eu aqui recordo os passos que nós estamos a dar também para o sistema de avaliação, para a revisão de alguns currículos essenciais, para reimplementarmos uma cultura de maior exigência.

Análise de Luís Montenegro perante estes resultados divulgados pelos testes PISA. O desempenho dos alunos portugueses piorou e recuou a níveis de 2006.

E agora Vamos tentar perceber o que disse um engenheiro da Anthropic, uma das empresas norte-americanas de ponta de inteligência artificial. Este engenheiro demitiu-se por considerar que a empresa está a jogar com as nossas vidas.

A frase é essa: "Está a jogar com as nossas vidas." Falamos do engenheiro Jacob Coxon, um engenheiro britânico de software, que faz várias acusações à OpenAI, essa empresa que controla o ChatGPT. E fez todas estas acusações numa publicação na rede social X. O jornalista Ricardo Lopes já esteve a olhar para estas declarações e a tentar perceber o que foi dito por este engenheiro. Agora em estúdio, Ricardo, essas palavras estão a ter uma enorme repercussão mediática. Afinal, o que disse este engenheiro de software que agora se demite com peso na consciência?

São declarações bastante fatalistas, Miguel. Jacob Coxon diz que a inteligência artificial pode matar-nos a todos até ao final desta década e garante que tanto a Anthropic como a OpenAI não estão a agir com a devida responsabilidade. Ele foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento das versões GPT-4 e GPT-4.5, portanto, fala com algum conhecimento de causa. E para este engenheiro de 27 anos, o poder desta tecnologia está a ser subestimado. Sublinha que não há outra atividade humana que represente tal nível de ameaça. Garante que em breve os projetos de inteligência artificial vão ser uma espécie de sistemas sobre-humanos que vão conseguir piratear qualquer coisa e conquistar verdadeiro poder e recursos. E avisa que dentro destas empresas há esta consciência. Ainda assim, ele distingue a OpenAI da Anthropic. Enquanto os primeiros não perceberam ainda totalmente os desafios, a Anthropic conhece-os bem, mas prefere ignorar porque estão presos na corrida para chegar primeiro. Para ele, só há um remédio para este mal: é preciso haver uma coordenação entre os diferentes projetos de IA, algo que Jacob lamenta não estar a acontecer, e por isso defende a proibição temporária de melhorar as capacidades dos modelos e pede aos investigadores que reflitam profundamente sobre o que andam a fazer. No final das várias publicações, o engenheiro deixa uma pergunta aos colegas: "Vão baixar a cabeça porque já está a acontecer ou vão aproveitar este momento para traçar um caminho diferente?"

Estas questões lançadas por este engenheiro da Anthropic, com esta mensagem muito fatalista, a inteligência artificial pode destruir a humanidade no espaço de uma década.

Eu fiquei com aquela "pode matar-nos a todos até o final da década". Ele fala em atividades perigosas. De certeza que não conhece os furacados da Moita. Também é uma atividade perigosa, mas essa não nos mata a todos. Mas há outras notícias a marcar esta tarde.

No Reino Unido, em apenas dois dias, uma falha técnica no sistema de controle de tráfego aéreo já levou ao cancelamento de mais de 2 mil voos. Só hoje foram cancelados, devido a este incidente técnico, mais de 1700 voos, dos quais cerca de 900 eram partidas, 800 eram chegadas. Dados avançados pela empresa Cirium, especializada em análise de aviação. O aeroporto mais afetado é o de Heathrow, em Londres, o de maior tráfego do Reino Unido e um dos mais movimentados da Europa. A fechar, a Casa Branca foi acusada de copiar a identidade visual de um jogo em que o objetivo era empilhar blocos para construir um muro, de forma a proteger uma fronteira.

Estás a falar de um jogo russo? Não.

Diz-me o que jogo estás a pensar.

Eu estou a pensar num jogo russo, que é o Tetris.

Pois, é isso mesmo. Neste caso, era uma versão de Tetris, mas para construir um muro para impedir a passagem de imigrantes. É uma versão de Tetris.

Esta administração gosta mesmo da Rússia.

E de jogos. Uma versão de Tetris na secção de minijogos no site da Casa Branca, só esta frase parece-me já ótima. Mas vamos ao que temos: era um jogo estilo Tetris chamado "Construa o Muro", um dos cinco jogos que estavam disponíveis neste site, no portal da Casa Branca. Entretanto, a conta oficial de Tetris publicou na rede social X que a empresa não participou na criação do jogo e que foram utilizados elementos que remetiam para a identidade visual do jogo original. A marca acrescenta que leva muito a sério a violação de direitos de autor.

E a administração Trump já disse alguma coisa?

Cinco dias depois desta publicação do Tetris, o jogo foi retirado do site e apenas isso. A Casa Branca não apresentou um motivo oficial.

Mas já não é a primeira vez que isto acontece.

Não. A Pokémon Company também criticou a administração Donald Trump pelo uso de imagens da marca em março, quando publicou na internet uma versão da personagem Pikachu com a frase "Make America great again". E de facto, temos aqui duas grandes lutas para a administração Trump: a Tetris Company e a Pokémon Company.

A dizer que nós não temos informação variada. Temos no mesmo noticiário: moção de censura, Polícia Judiciária.

O fim do mundo.

Um engenheiro a anunciar o fim do mundo, ou pelo menos o fim da humanidade, e ainda Pikachu. E tu também, Miguel Cordão. Vais regressar às 15h30.