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17 horas. Final de tarde de domingo, edição das 19h com José Rafael Lopes. Bem-vindo. E a começar com a política internacional, o antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, acredita que António Costa é o melhor nome para o Conselho Europeu.
Fala no ex-primeiro-ministro como a pessoa certa para o cargo, considera mesmo que António Costa é quem gera mais consenso dentro e fora da família socialista. Durão Barroso diz ainda que é natural que os socialistas e democratas venham a assumir a liderança do Conselho Europeu, enquanto o Partido Popular Europeu assume a presidência da Comissão. São posições defendidas numa entrevista ao jornal "El Español". O antigo presidente da Comissão Europeia diz ainda que em Portugal existe uma tradição de apoio entre socialistas e sociais-democratas para candidaturas a nível europeu.
E em Bruxelas, milhares de pessoas saíram à rua numa manifestação contra a extrema-direita.
Protestam na sequência dos resultados das eleições europeias, onde se verificou um crescimento da extrema-direita, que conseguiram 134 dos 720 lugares do Parlamento Europeu. Esta manifestação foi organizada pela Coordenação Antifascista Belga. Apelam a um projeto de solidariedade social, exigem ainda um maior combate aos discursos de ódio na Bélgica e na Europa. Esta manifestação em Bruxelas acontece um dia depois de ontem, em Paris, milhares de pessoas terem saído à rua num protesto semelhante.
Ainda no plano internacional, mesmo sem conseguir ser unânime, a Cimeira para a Paz na Ucrânia conseguiu aprovar uma declaração final.
Assinada por 86 dos 101 países e organizações representados, mas há ausências de destaque. O Brasil e a Arábia Saudita não assinaram a declaração conjunta. Em sentido contrário, quatro países de língua portuguesa, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A declaração defende, e não só, João Gama, a integridade territorial da Ucrânia. Na declaração final, pode ler-se que os princípios de soberania, independência e integridade territorial de todos os Estados, incluindo a Ucrânia, devem ser respeitados. O documento apela à inclusão de todas as partes no processo de paz e destaca, para isso, três pontos. No que toca à energia nuclear, os líderes mundiais defendem que o controle da central de Zaporíjia deve voltar para as mãos dos ucranianos e avisam que qualquer ameaça com armas nucleares é inadmissível. O abastecimento de cereais ucranianos está também em cima da mesa. Os signatários insistem que os produtos agrícolas ucranianos devem poder ser fornecidos de forma segura a países terceiros e que os ataques a portos civis e a navios mercantes não são aceitáveis. O documento fala sobre a libertação de prisioneiros de guerra. Pode ler-se que todas as crianças e civis ucranianos que foram ilegalmente deslocados devem voltar à Ucrânia, mas há omissões. Na declaração conjunta, não constam quaisquer discussões para a entrada da Ucrânia na NATO durante ou depois da guerra. João Gama, com a declaração final acordada na Cimeira para a Paz na Ucrânia, um evento que decorreu na Suíça.
E ainda sobre a Cimeira pela Paz, Volodymyr Zelensky quer realizar um novo encontro, mas acredita que a Rússia não está preparada para começar um processo de negociações.
Numa conferência de imprensa que aconteceu já depois da assinatura da declaração final, o presidente ucraniano insiste que ficou aberto o caminho para uma segunda cimeira e depois para o fim da guerra. Mas quanto à participação da Rússia, diz Zelensky, neste momento, que não está em cima da mesa. Volodymyr Zelensky detalha ainda os compromissos que saíram desta cimeira para a paz.
"Segurança nuclear, segurança alimentar e a libertação de prisioneiros deportados, incluindo milhares e milhares de crianças raptadas pela Rússia. E agora, após a cimeira, propusemos e acordamos continuar o nosso trabalho conjunto a um nível mais técnico, a um nível de conselheiros e ministros, sob a forma de reuniões especiais."
Entretanto, na atualidade nacional, a Madeira pode estar prestes a enfrentar novas eleições. A politóloga Teresa Ruel insiste que cabe à Assembleia Regional encontrar uma solução, caso o programa do governo de Miguel Albuquerque acabe por ser chumbado.
Com votos contra, já anunciados pelo Juntos pelo Povo, pelo PS e também pelo Chega, a aprovação do programa de governo está em risco. Ainda hoje, o líder do PS Madeira veio responsabilizar diretamente Miguel Albuquerque pela instabilidade na região. O Chega reitera que só vota a favor do programa se o governo não for liderado por Miguel Albuquerque. Eleições só podem ser convocadas daqui a seis meses e, caso seja esse o cenário, a politóloga madeirense Teresa Ruel atribui responsabilidades a todos os deputados regionais.
Se queremos continuar neste bloqueio institucional, serão convocadas eleições apenas daqui a seis meses. E, portanto, o governo Miguel Albuquerque fica em gestão, o que torna, de alguma forma, se quiser usar esta palavra, irresponsável, os próprios deputados não encontrarem aqui uma alternativa.
A politóloga Teresa Ruel, ouvida esta tarde aqui na Rádio Observador, acerca do sentido de voto do Juntos pelo Povo anunciado ontem.
Izé, vamos agora ao desporto. Portugal estreia-se na terça-feira no Campeonato da Europa frente à República Checa e na antevisão da partida foi João Cancelo. Diz estar à espera de um adversário forte e vai criar problemas.
O lateral-direito afirma ainda que a seleção nacional quer chegar cedo a um gol nesse encontro. O objetivo é ter uma estreia tranquila neste Campeonato da Europa.
Espero uma Chéquia muito agressiva. São jogadores muito altos, com uma grande condição física, que nos vão dificultar bastante quando tivermos a bola, para depois sair no contra-ataque. E nós vamos ter que estar organizados na perda da bola. Vamos ter que, quando a tivermos, manter ao máximo para tentar desorganizar a defesa deles e tentar, se possível, fazer um gol cedo para tranquilizar um bocado o nosso jogo.
Declarações de João Cancelo na antevisão ao Portugal-República Checa, o primeiro jogo da seleção no Euro 2024. O lateral falou a partir do quartel-general da seleção portuguesa, minutos antes do treino de hoje da seleção nacional. Acredita João Cancelo que Portugal é um dos favoritos à conquista do Campeonato da Europa.
Jornal da Esfera e agora continuando também no Campeonato Europeu. Terminou há pouco o Eslovénia-Dinamarca.
Primeiro empate da competição, entrada em falso para a seleção escandinava, que contou com Morten Hjulmand, médio do Sporting, e Alexander Bah, defesa do Benfica. Foram ambos titulares. A seleção dinamarquesa esteve a vencer, permitiu o empate da Eslovénia já perto do fim. No primeiro jogo do dia, importa recordar, os Países Baixos venceram a Polónia por 2 x 1. Já daqui a pouco, quando forem 20h, arranca o Sérvia-Inglaterra, jogo que vai ser acompanhado pelo jornalista Diogo Varela. Diogo, já há escolhas iniciais para este duelo, considerado, para já, o mais complicado deste Europeu.
Já há, Zé, e de facto há muita preocupação em torno deste jogo. De resto, o Nuno Santos também já aqui tinha falado sobre isso. A questão dos hooligans, os adeptos mais radicais, quer de sérvios, quer de Inglaterra, dos ingleses. Neste jogo realizado em Gelsenkirchen, na Veltins-Arena, vai ter arbitragem italiana e saindo das bancadas para dentro do relvado, temos esses 22 que vão começar às 20h o segundo duelo do grupo C, que teve esse empate entre a Eslovénia e Dinamarca. Começando pela seleção inglesa de Gareth Southgate, Pickford é o guarda-redes, Kyle Walker, Stones, Guedes e Kieran Trippier são os quatro defesas, meio-campo com Alexander-Arnold, Declan Rice, Bukayo Saka, Jude Bellingham e Phil Foden, e o ponta de lança é também o capitão da seleção dos Três Leões, Harry Kane. Quanto à equipa sérvia, o treinador é Dragan Stojkovic e na baliza está Rajkovic, depois Velkovic, Milenkovic e Pavlovic. Aqui toda a turma dos "ic". Como ala direito, antigo jogador do Benfica, Andreas Ivkovic, meio-campo para Lukic e um antigo jogador do Sporting, Nemanja Gudelj, depois Filip Kostic, ainda no meio-campo com Milinkovic-Savic e a dupla de ataque composta por Dusan Vlahovic e o ponta de lança capitão Aleksandar Mitrovic. Jogo que, como referiste, Zé, começa às 20h, o Sérvia-Inglaterra. É um duelo inédito entre as duas seleções. Na verdade, a Inglaterra só tinha jogado com a antiga Jugoslávia, nunca defrontou Sérvia enquanto país único e, portanto, há aqui também um duelo inédito neste Campeonato da Europa, grupo C.
Jornalista Diogo Varela com as informações do jogo entre Sérvia e Inglaterra. Arranca já daqui a pouco, quando forem 20h.
Entretanto, já perto do fim, arranca também o minuto 90 da Rádio Observador para acompanhar a ponta final da partida e estou a ver aqui umas imagens, de facto. Muitas críticas à organização do Campeonato da Europa, uma vez que ontem jogou Albânia em Dortmund, hoje em Gelsenkirchen, ali na porta ao lado, joga realmente a Inglaterra com a Sérvia. Há detenções, há carros muito danificados, sobretudo na rua não há uma esplanada que esteja intacta e, portanto, a polícia está a começar a ter cargas policiais extremamente violentas antes deste arranque de partida, que vai começar daqui a pouco mais de 50 minutos, entre a Inglaterra e também a Sérvia. Agora, a notícia é outra, é uma boa notícia. No desporto ainda, Fernando Pimenta volta a conquistar a medalha de ouro K1 5000 m.
Conquista no Campeonato da Europa de Canoagem, que está a decorrer na Hungria. É a terceira vez que Fernando Pimenta se sagra campeão da Europa. É também a terceira medalha nestes Campeonatos Europeus na Hungria para o atleta de Ponte de Lima. Foi medalha de prata em K1 500 m, bronze em K1 1000 m e agora acrescenta esta medalha de ouro em K1 5000 m. Deixou para trás Fernando Pimenta, Adam Varga, atleta húngaro, e também o dinamarquês Mads Pedersen, que é o atual campeão do mundo.
Daqui a pouco vamos ter a informação de regresso com o José Rafael Lopes. É às 19h30, mas para já também vamos repor a primeira parte das conversas do Fim de Mundo. Até já.
Até já