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Miguel Vieira.
Faltam dois dias. Depois de amanhã, deve haver novidades sobre a candidatura de Henrique Gouveia e Melo a Belém.
É o que adianta Marcelo Rebelo de Sousa, à margem de uma conferência da CNN. O presidente da República justifica.
Eu pura e simplesmente tenho a dizer aquilo que toda a gente sabe, que daqui a dois dias, isto é, um mês antes do termo do mandato, decorre o prazo para se iniciar um processo que pode ser de diversa natureza, que tanto pode ser um processo de substituição como um processo de renovação de mandato. Em tempo oportuno, de acordo com a lei, trará o presidente da República para eu tomar uma decisão.
Henrique Gouveia e Melo, atual chefe do Estado-Maior da Armada, e Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a recondução ou não de Gouveia e Melo à frente deste ramo das Forças Armadas. Depois de amanhã se saberá, segundo Marcelo.
Outro possível candidato que tem sido apontado à presidência é Mário Centeno, ex-secretário de Estado adjunto da Saúde. Francisco Ramos, socialista, considera que o governador do Banco de Portugal não tem o perfil mais adequado para ser presidente.
Não morre de amores, é o que admite o antigo colega de Centeno no governo de António Costa. Francisco Ramos diz mesmo que não lhe reconhece mérito.
Não morro de amores.
E por que não morre de amores?
Se quiser, Centeno está certamente a fazer um excelente lugar como governador do Banco de Portugal, ou seja, é um fazedor. Não conheço os méritos do Centeno enquanto aglutinador de vontades para que, de facto, o país possa ter um ambiente capaz de proporcionar progresso.
Já sobre uma possível candidatura do almirante Gouveia e Melo, o caso é diferente. Francisco Ramos elogia o trabalho feito pelo chefe do Estado-Maior da Armada à frente da estratégia de vacinação contra a Covid-19.
E por isso, por que não? Questiona o ex-secretário de Estado.
Vamos aqui escutar esse registo.
O almirante Gouveia e Melo, por ser militar e por ter sido coordenador da Task Force, isso naturalmente não lhe garante nenhum estatuto especial para ser candidato a presidente da República, nem deve ser um cadastro que o impeça de ser candidato a presidente da República. Também não nos devemos esquecer que foram os militares que fizeram o 25 de Abril e, portanto, temos uma enorme dívida de gratidão para com a instituição militar.
Mas sendo socialista, Francisco Ramos diz que teria outro tipo de preferências. Foi no Direto ao Assunto da Rádio Observador.
Sobre este mesmo tema, falou o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos. Diz que já não é tempo de haver militares à frente da Presidência da República.
Apesar de garantir que não é contra a eventual candidatura do almirante à Presidência da República, o secretário-geral do PS acredita, no entanto, que um chefe de Estado militar é coisa do antigamente.
Eu acho que nós já ultrapassamos esse tempo. Muito respeito pelos militares. Ramalho Eanes teve o apoio do Partido Socialista, como sabe, nas suas candidaturas presidenciais e, portanto, nada contra isso. Acho, no entanto, que o Partido Socialista deve apoiar um candidato presidencial da sua área política.
É essa a convicção e intenção do secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos. Participou esta tarde na conferência organizada pela CNN.
O procurador-geral da República apela ao reforço na proteção das vítimas de violência doméstica. Para Amadeu Guerra, não é justo que sejam as vítimas a abandonar a casa de família quando são agredidas.
Uma situação a evitar, diz o alto representante do Ministério Público.
Considero que devem ser analisadas as razões pelas quais, em grande parte dos casos, continuam a ser as vítimas, incluindo os filhos menores, a abandonar a casa de família. O afastamento da vítima da sua residência habitual e o seu encaminhamento para local seguro devem ser último recurso, a mobilizar apenas quando não seja possível garantir a segurança da vítima de forma menos lesiva para ela.
Declarações de Amadeu Guerra, o procurador-geral da República.
Em Lisboa, decorre uma manifestação pelo fim da violência doméstica contra as mulheres. Está a ser acompanhada pelo repórter do Observador, Carlos Pedro. Carlos, marcou presença nessa manifestação a coordenadora do Bloco de Esquerda e, para sublinhar, Mariana Mortágua, a importância da sociedade civil no combate a este flagelo.
Sim, Miguel, e falou mesmo no maior problema de segurança interna do país. São palavras de Mariana Mortágua à chegada ao Largo do Intendente, local de onde arrancou esta marcha pelo fim da violência contra as mulheres. Ora, a coordenadora do Bloco de Esquerda sublinhou a importância da luta pela igualdade, que diz estar longe de ter um fim à vista.
Estas mobilizações querem dizer uma coisa: as mulheres têm a noção dos níveis de violência que existem em Portugal. O maior problema de segurança interna é a violência contra as mulheres em Portugal, que acaba por matar centenas de mulheres e que continuam a crescer, o que é muito impressionante, porque vão marcar muito a sociedade portuguesa, mas também porque sabemos que a luta pela igualdade não está terminada. Está muito longe de estar terminada.
Mariana Mortágua abordou outras questões que, no entender da bloquista, agravam o cenário de violência contra as mulheres e a desigualdade de gênero. Falou na crise do acesso à habitação e também da desigualdade salarial. Ora, sobre o dia em questão, 25 de novembro, Mariana Mortágua reiterou a importância deste dia, mas não pelo que aconteceu esta manhã, início de tarde, no Parlamento, uma cerimônia na qual a coordenadora bloquista não marcou presença.
Hoje é dia 25 de novembro. Se queremos falar sobre democracia e momentos fundadores para a democracia, então o único 25 que me interessa é o 25 de Abril. Se queremos falar sobre direitos das mulheres e como combater a violência contra as mulheres, então o dia de hoje é muito importante e é o 25 de novembro, que é o dia da luta contra a violência contra as mulheres. Acho que é sobre isso que é importante falar hoje.
As declarações de Mariana Mortágua, a reforçar a importância do dia 25 de Abril como o dia fundador da democracia portuguesa e a sublinhar a importância deste 25 de novembro, por ser o dia da eliminação da violência contra as mulheres. Neste momento, são mais de 100 pessoas que participam nesta manifestação. Grita-se pelo fim do machismo e das desigualdades. São palavras de ordem, como "machismo mata". Há também muita música, bandeiras e um percurso que está a ser controlado por alguns agentes da PSP, até porque tem provocado alguns constrangimentos no trânsito. Dou conta ainda de que, para além de Mariana Mortágua, já consegui ver nesta manifestação a deputada bloquista Marisa Matias e também Francisco Louçã, o antigo coordenador do Bloco de Esquerda. O percurso arrancou há instantes no Largo do Intendente, com quase uma hora de atraso. Vai passar pelo Martim Moniz, pela Praça da Figueira e pelo Rossio. Termina, depois, no Largo de São Domingos, onde vai precisamente ser lido o manifesto pelo fim da violência contra as mulheres.
É esse o objetivo desta marcha, que arrancou há instantes e está a ser acompanhada pelo repórter do Observador, Carlos Pedro.
7:08. Há ainda outras notícias que marcam este final de dia.
Os Paços do Concelho, no Porto, vão iluminar-se com as cores das bandeiras da Palestina e do Líbano.
Decisão aprovada hoje por unanimidade pelo executivo camarário. A recomendação foi aprovada com os votos favoráveis do PS, do Bloco de Esquerda, da CDU e da maioria dos vereadores do Movimento Independente. O PSD votou contra.
À margem da reunião, Rui Moreira afirma que a forma como foi apresentada a recomendação, seguindo as deliberações do Tribunal Penal Internacional, fundamentam a mudança de posição.
O objetivo é mostrar solidariedade para com as vítimas indefesas do conflito. É o que diz o autarca. Rui Moreira acrescenta que este ato simbólico vai decorrer depois de ser desmontada a árvore de Natal, que se encontra em frente aos Paços do concelho.
Ainda sobre este tema, o ministro dos Negócios Estrangeiros assegura que Portugal quer manter o diálogo com as duas partes em confronto sobre um eventual reconhecimento do Estado da Palestina.
Paulo Rangel defende a criação de consensos dentro da União Europeia. O ministro dos Negócios Estrangeiros afirma ainda que está a tentar encorajar outros países a avançarem com o reconhecimento de dois Estados para que israelitas e palestinianos vivam em segurança.
Foi arquivada a acusação contra Donald Trump sobre uma alegada interferência eleitoral nas presidenciais de 2020.
É uma notícia que está a ser avançada pela agência Reuters. De acordo com o juiz, o motivo prende-se com o regresso de Donald Trump à Casa Branca.