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Está aprovado o cessar-fogo no Líbano. Benjamin Netanyahu vai apresentar o plano para travar a guerra aos ministros israelitas.

O cessar-fogo deve entrar em vigor amanhã, avança a agência de notícias Reuters, já tem luz verde do gabinete de segurança.

De acordo com o rascunho que foi avançado durante o dia de hoje pela imprensa internacional, o plano de cessar-fogo dá a Israel 60 dias para retirar as tropas do Líbano. Depois, vai ser criada uma faixa na fronteira entre o Líbano e Israel, que vai ser assegurada pelo exército libanês e por forças de manutenção de paz da ONU.

Benjamin Netanyahu deu há pouco uma conferência de imprensa, diz João Gama, que esta é a altura certa para um cessar-fogo.

E aponta até três razões. Netanyahu quer a atenção dos israelitas focada na ameaça nuclear do Irão. Diz que é preciso refrescar o exército e voltar a garantir armamento, numa altura em que cada vez mais países anunciam boicotes militares a Israel. Netanyahu diz que o atraso no envio de armas vai parar em breve. E a terceira razão, insiste o primeiro-ministro israelita, é isolar o Hamas, que conta com o Hezbollah como único aliado. Assim que o Hezbollah seja eliminado, diz Netanyahu, o Hamas vai estar sozinho.

Quer dizer, João, que Israel vai concentrar-se em trazer de volta os reféns que ainda estão na Faixa de Gaza?

Passa a ser o único objetivo militar e a única frente militar ativa, mas Netanyahu, Vanessa, deixa acima de tudo um aviso: com cessar-fogo ou não, o chefe de governo tem os olhos em todas as frentes ao mesmo tempo, no norte e no sul do país, e assegura responder com força e que se o Hezbollah atacar ou chegar sequer a reconstruir infraestruturas militares, Israel faz saber que o acordo de cessar-fogo não vai ser cumprido. Caso o acordo seja rasgado pelo lado libanês, Israel não tem dúvidas, vai atacar.

João Gama, a resumir as declarações de Benjamin Netanyahu. Depois do primeiro-ministro israelita, está prevista uma conferência de imprensa de Joe Biden, o presidente dos Estados Unidos, para a qualquer instante.

Contamos agora em direto nesta edição das 19h com o major-general João Vieira Borges. Obrigada por estar conosco. Podemos ter aqui, eventualmente, um cessar-fogo artificial quando continua a ameaça explícita ao Hezbollah?

Não, eu começo por dizer que é uma excelente notícia. Temos acompanhado há mais de duas semanas exatamente este acordo, que não tem sido fácil. O acordo tem sido negociado exatamente com outras pessoas. O Daniel Shapiro esteve lá desde segunda-feira, era importantíssimo, com o Amos Hochstein. O acordo é positivo para todas as partes, é positivo para o mundo em geral. Agora, o discurso de Netanyahu tinha que ser esse. Tinha que ser esse, até porque a pressão continua na região e ele tem Gaza e tem, sobretudo, os reféns para recuperar. Mas uma coisa é certa: é que um conflito está relacionado com o outro diretamente, ou seja, há condições agora para que haja depois um acordo em Gaza. Isso é muito importante para Israel, é muito importante para a região. Agora, é evidente que nós estamos a falar de um conflito em que no próprio dia das negociações, eu estava a acompanhar os ataques, houve 20 ataques sobre Beirute da parte de Israel, houve 60 foguetes da parte do Hezbollah e curiosamente hoje chegaram tropas das Forças de Defesa de Israel ao rio Litani. O rio Litani é o tal rio que é importante no acordo, ou seja, a sul do qual não devem estar forças do Hezbollah. Há ali uma parte que tem 4 km, mas a maioria é 29, 30 km da fronteira de Israel e, portanto, agora a monitorização que é feita, falaram nos cinco países, os Estados Unidos, a França, que era recusada por Israel, já foi aceite, o Reino Unido, que é recusado pelo Líbano, isto é mais os termos da recusa do que da aceitação, até na monitorização. Por quê? Porque as forças de Israel vão retirar para a fronteira internacional e as forças do Hezbollah, ou seja lá o que for, de outros movimentos que apoiam o Hezbollah, vão para norte do rio Litani. Quem é que vai garantir já? São as tropas exatamente do exército libanês e obviamente são as tropas das Nações Unidas, mas que serão reforçadas por outros países, pelos vistos, por cinco países. Vamos ver em que moldes. Portanto, é muito positiva esta notícia. Daqui a pouco teremos certamente Biden a referir isso e a referir também, vamos ver, o discurso será certamente nesse sentido, porque eu há pouco estava a ouvir Blinken a dizer que a implementação, no fundo, isto é a implementação da Resolução 1701 de 2006. No fundo é isso. Vai criar condições para a paz, muito embora a grande questão seja o plano pós-conflito, agora relativamente a Gaza.

Senhor Major-General, temos só mais um minuto, mas gostava ainda de lhe perguntar, em sua opinião, o que leva o Hezbollah a assinar este acordo de paz. Vergou-se à força militar de Israel?

Em parte, sim, assumidamente. Em parte, sim, mas por outro lado, é preciso vermos que esta é uma realidade diferente daquilo que se passa em Gaza. Nós temos um Líbano em que temos xiitas, sunitas, cristãos maronitas e drusa. E, portanto, há uma pressão grande a nível interno para a paz, não é? Porque é muito diferente daquilo que se passava em Gaza com um único partido a dominar e a pressionar e senão mesmo a criar terror na população. Aqui não, aqui há oposição, há gente que diz, e nós temos assistido isso, que está a ser destruído o Líbano exatamente à custa do Hezbollah, que se foi infiltrando, dos xiitas que se foram infiltrando e foram alastrando. Portanto, essa pressão interna eu acho que foi muito importante, na minha perspectiva, é determinante, até porque eu tenho ligações com pessoas que trabalharam comigo, libaneses. Alguns estão no exército libanês e exatamente foi isso que eles sentiram. Isso é a linguagem deles. A nossa linguagem sempre foi: "Nós podemos arranjar outros argumentos." Mas de quem está dentro, foi esta a indicação que eles têm. É uma pressão interna enorme, caso contrário, o Hezbollah ficaria cada vez pior a nível interno. Portanto, esta é a explicação de dentro para fora, de fora para dentro. Iremos ver ao longo deste processo, pelo menos ao longo de dois meses, se haverá respostas ou não do Hezbollah e de que modo.

Sendo que os responsáveis pelo movimento Hezbollah ainda não se pronunciaram sobre este cessar-fogo. Major General João Vieira Bos, muito obrigado por ter estado conosco e pela análise nesta edição das 19h.

E daqui a menos de uma hora, o Sporting volta a defrontar uma equipe inglesa na Liga dos Campeões. Desta vez, o adversário é o Arsenal.

Depois da vitória frente ao Manchester City, que vitória, os Leões defrontam a equipe de Londres no segundo jogo de João Pereira, no comando técnico. Uma vitória deixa a equipe portuguesa muito perto da passagem direta aos oitavos de final.

A acompanhar este jogo vai estar no relato o jornalista André Maia, que se junta agora a nós em direto, já a partir do Estádio de Alvalade. André, boa tarde. Já há 11, quem é que João Pereira escolhe para esta partida?

Olá, boa tarde, Miguel. Boa tarde, Vanessa. Escolhe os seguintes 11 jogadores: Israel vai ser o guarda-redes do Sporting no jogo de hoje. Na linha defensiva vamos ter, como é habitual, três homens. Adjeremai Santos-Jussé vai ser o central mais à direita, mais à esquerda Gonçalo Inácio. O central ao meio é Ousmane Diomande, sendo que nas alas vamos ter na ala direita Giovani Quenda e na ala esquerda Maxi Araujo. Meio-campo para Morten Hjulmand e também para Morita. Na frente de ataque vamos ter Francisco Trincão, Viktor Gyökeres ao ponta de lança e na ala direita vai estar Marcus Edwards. Aqui a grande novidade é mesmo essa inclusão de Marcus Edwards. Era a dúvida que não era propriamente muito difícil de esclarecer, mas era a dúvida que sobrava. Quem seria o substituto de Pedro Gonçalves na frente de ataque? É mesmo Marcus Edwards, sendo que é também novidade no 11 do Sporting. Estreia titular nesta Liga dos Campeões de Adjeremai Santos-Jussé. Do 11 de Mikel Arteta, o 11 do Arsenal é composto por estes 11 jogadores: David Raya vai ser o guarda-redes. Depois linha defensiva quatro, com Calafiori do lado esquerdo, lado direito para Jurrien Timber. Na zona dos centrais vamos ter Gabriel Magalhães e também William Saliba. Meio-campo para Thomas Partey mais atrás, Declan Rice e Martin Ødegaard compõem o trio do meio-campo e na frente de ataque vamos ter Gabriel Martinelli, Kai Havertz vai ser o ponta de lança e Bukayo Saka vai ser o homem mais à direita do ataque dos Gunners. O estádio, por enquanto, está praticamente vazio. Os adeptos vão entrando a conta-gotas. Falta ainda sensivelmente uma hora para o início da partida. No jogo frente ao Manchester City, encheu Alvalade e encheu bem, porque os adeptos que cá estiveram assistiram a uma noite histórica. É isso que se espera mais uma vez do lado do Sporting, que relembro, está em segundo lugar na Liga dos Campeões e com essa oportunidade de chegar perto dos oitavos de final.

Venham lá esses gols a plenos pulmões. André Maia, que vai estar no relato com o Miguel Cordeiro, os comentários da emissão especial do Observador, do Augusto Inácio, João Castro e Pedro Henriques, numa emissão especial coordenada pelo Nuno Santos e que começa pouco antes das 20h.