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Vanessa Cruz.
Discorda de Miguel Relvas, o também social-democrata Luís Filipe Menezes afasta entendimentos políticos com o Chega, mas diz que uma coligação com a Iniciativa Liberal deve estar em cima da mesa. Ontem, Miguel Relvas dizia aqui mesmo na Rádio Observador que a AD deve saber ler os resultados eleitorais, se editar em maioria de direita, seja com que partido for.
Ora, Luís Filipe Menezes não concorda. Convidado do Explicador desta tarde, o antigo líder do PSD recorda o "não é não" de Luís Montenegro ao Chega.
Ainda assim, admite outros entendimentos à direita.
Os acontecimentos dentro do Chega, quer na liderança político-jurídica, quer mesmo políticos dos últimos tempos, também não bem-predispor muito essa possibilidade. Agora, admito, sim, como possibilidade, haver uma outra maioria possível, que é uma maioria entre o PSD e a Iniciativa Liberal.
No total, 11 ministros do governo de Luís Montenegro estão nas listas da AD às próximas legislativas. Luís Filipe Menezes lamenta que o PSD e o CDS tenham perdido a capacidade de chamar mais pessoas da sociedade civil.
Há 20 anos, 25 anos, as listas de deputados do PSD e do CDS tinham grandes figuras, muitas delas membros do governo, e depois tinham uma grande capacidade de somar personalidades da sociedade civil de grande renome e de qualidade superior. O PSD e o CDS hoje não conseguem isso.
Luís Filipe Menezes fala ainda do caso Spin on Viva e admite que há questões que podem ser criticadas na forma como Luís Montenegro geriu o caso da empresa familiar. Dá conta de alguma imprudência do primeiro-ministro. Questionado sobre uma possível candidatura autárquica, o antigo líder dos social-democratas garante que só viria a acontecer numa situação limite.
A deputada do PSD por Aveiro, Ângela Almeida, mentiu aos serviços da Assembleia da República e por isso não está nas listas da AD para as legislativas de 18 de maio.
Em causa uma licenciatura em Português, Latim e Grego pela Universidade de Aveiro, que nunca foi concluída e é a própria Universidade de Aveiro que confirma a informação.
De acordo com esta instituição de ensino superior, Ângela Almeida esteve inscrita, sim, e frequentou o curso, mas não concluiu a licenciatura. O presidente da Conselheira do PSD Aveiro, Emídio Sousa, esclarece que a atual deputada foi indicada para as listas, mas acabou por ser afastada precisamente pelo fato de ter mentido sobre as qualificações.
A deputada Cristina Rodrigues, do Chega, foi acusada de um crime de dano informático. Foi alvo de uma queixa do PAN em 2020, por alegadamente ter eliminado milhares de e-mails após a saída do partido e a passagem a deputada não inscrita.
Notícia avançada pela revista Visão, o Ministério Público defende uma pena não superior a cinco anos, dada a ausência de antecedentes criminais da deputada do Chega.
Cristina Rodrigues terá apagado vários e-mails do PAN numa altura em que já não tinha direito a aceder ao e-mail do partido. O objetivo, de acordo com o despacho do Ministério Público, era impedir o partido Pessoas, Animais e Natureza de prosseguir a atividade política.
AD, Aliança Democrática PSD/CDS é o nome escolhido pela coligação que reúne os atuais partidos do governo em gestão.
O Partido Popular Monárquico que ficou de fora, o PPM, queixava-se ontem que a AD é uma marca eleitoral com história, pode vir aí, por isso, um imbróglio jurídico.
Só nos Açores é que a coligação terá uma designação diferente, à semelhança do que aconteceu em eleições anteriores. Essa designação é PSD/CDS/PPM.
Já o coordenador do PPM nos Açores defende que a presença do partido na coligação não serviria de nada se não tivesse representantes em lugar elegível. Palavras de Paulo Estevão, ouvido há pouco aqui no Observador. O também secretário dos assuntos parlamentares do Governo dos Açores acredita que a intenção do PPM ao reentrar na AD era defender as ideias do partido no Parlamento. Paulo Estevão diz também que havia a promessa por parte do PSD de garantir a presença de militantes do Partido Popular Monárquico em lugar elegível.
Se não tivermos representação na Assembleia da República, não podemos defender as nossas medidas e, portanto, entrar na coligação numa situação em que não teríamos a hipótese de eleger, significa, à partida, a negação da nossa própria existência. É evidente que como partido pequeno, as nossas possibilidades de eleger também são remotas, mas ao menos tentamos e ao menos também defendemos aquilo que é a nossa dignidade. Nós somos aqui um partido que queremos apresentar o nosso ideário.
Paulo Estevão foi entrevistado há pouco na tarde política. O coordenador do PPM Açores lembra que a coligação naquela região autónoma nunca teve a designação AD.
António Vitorino marcou a presença esta sexta-feira nos Estados Gerais do PS para preparar o programa eleitoral com que o partido se vai apresentar às legislativas de 18 de maio. O antigo ministro da Defesa e comissário europeu não fala sobre a eventual corrida às eleições presidenciais, continua a ser apontado como um possível candidato à área socialista, prefere falar sobre a situação do mundo que diz estar em mau estado.
A sessão de hoje é dedicada às relações internacionais e à segurança. Pedro Nuno Santos, o secretário-geral do PS, diz que o investimento na defesa não pode agravar desigualdades na União Europeia.
O pior que poderia acontecer era neste esforço europeu de investimento na defesa, agravar as desigualdades que nós já temos na União Europeia. Isso é impensável, isso implica que o governo português e o Estado português tenham uma atitude pró-ativa, utilizando as capacidades econômicas e empresariais que nós, apesar de tudo, já temos instaladas em Portugal e que nos permitam incluirmos a nossa indústria nas cadeias de valor da área e da indústria da defesa.
O líder do PS diz ainda que Portugal não se deve colocar à margem de nenhum esforço europeu para reforçar as capacidades de defesa e militares da União Europeia, mas insiste que esse esforço não deve pôr em causa o investimento no Estado social.
Sete horas, oito minutos. Já a seguir, mais uma edição de Fora do Baralho. Antes, vamos conhecer outras notícias que estão a marcar a atualidade.
Não há registo de portugueses afetados pelo sismo de 7.7 na escala de Richter, que abalou hoje Myanmar e a Tailândia. Houve apenas um pedido de ajuda.
Uma informação avançada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, entrevistado esta tarde aqui no Observador. Revela que houve um pedido de ajuda por parte de um cidadão nacional residente na Dinamarca, a passar férias na Tailândia, mas que a situação foi resolvida.
Não temos nenhuma vítima portuguesa. Houve apenas uma situação com um cidadão nacional que logo pela manhã apanhou um susto grande, ficou com o acesso ao quarto do hotel impedido. Isso obrigou a solicitar o apoio da nossa embaixada. A situação foi resolvida. Não temos nota da existência de qualquer cidadão nacional que tenha sido afetado enquanto vítima pelo sismo em causa.
José Cesário, o secretário de Estado das Comunidades, na Rádio Observador, a garantir que também as embaixadas nas regiões afetadas por este sismo estão a tentar contactar todos os portugueses para prestar o apoio necessário.
Agora vamos à bola. Daqui a uma hora o Benfica joga em Barcelos frente ao Gil Vicente. As águias completam o jogo em atraso.
Os gilistas procuram os três pontos para manter o conforto da classificação, enquanto os encarnados de Bruno Lage querem igualar o Sporting na liderança. Vamos em direto até ao Estádio Cidade de Barcelos, ao encontro do Vítor Tomé. Vítor, boa tarde. A esta hora já são conhecidos os 11 iniciais desta partida?
Os 11 iniciais de ambas as equipas? Não, apenas a do Benfica, que vem até ao Minho, até Barcelos, para tentar alcançar o Sporting no topo da tabela classificativa. O Benfica que vem com Trubin, Carreras, António Silva, Amuoni, Aursnes, Kokçu, Peloti, Bruma, Otamendi, Tomás Araújo e Florentino. É este o 11 do Sport Lisboa e Benfica para defrontar o Gil Vicente nesta jornada em atraso da jornada 24. A arbitragem será a cargo de Miguel Nogueira. Em Barcelos é a águia que quer cantar de galo para se colar ao Sporting no primeiro lugar do campeonato. Vai ficar a saber tudo na Rádio Observador.
A partida começa às 20h15. Relato trazido à antena pelo Vítor Tomé. Vamos ter uma emissão especial que vai arrancar logo a seguir à edição de hoje de Fora do Baralho.