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O PSD acusa o Partido Socialista de apresentar um programa eleitoral populista. Críticas deixadas há pouco pelo deputado João Vale e Azevedo no explicador. Para o social-democrata, medidas como o regresso do IVA zero para bens essenciais acaba por ser um disparate económico.

Tornar ainda mais espartilhado, mais mente retratados, mais uma tabela específica de IVA zero em um conjunto de bens é um disparate económico. O IVA reduzido na eletricidade, a mesma coisa. A redução do IUC, tudo isto é simplesmente populista.

João Vale e Azevedo, que participa na elaboração do programa eleitoral da AD, que ainda não é conhecido.

O socialista Miguel Costa Matos, coordenador do programa eleitoral do PS, lamenta que a Aliança Democrática parta para os debates sem apresentar primeiro o programa eleitoral.

Ora, nós fizemos as contas das nossas medidas e eu gostava de ver, infelizmente, vão agora começar os debates e não temos o programa eleitoral do PSD, mas o que eu gostava de ver é as contas da AD. As nossas estão feitas e são claramente dentro da margem que a própria AD diz que tem, que é a redução do IRC.

Troca de acusações entre PS e AD no explicador.

Ainda esta tarde, o PS recusava as acusações de prometer tudo a todos. Foi essa a acusação feita pelo presidente do PSD e primeiro-ministro Luís Montenegro. Em conferência de imprensa no Lar do Rato, o deputado António Mendonça Mendes explica que as propostas do Partido Socialista têm valor semelhante à proposta de redução de IRC da Aliança Democrática, mais de 1.700 milhões de euros.

Ainda há pouco, o primeiro-ministro reconhece que o governo não conseguiu resolver todos os problemas na área da saúde, apesar de ter apresentado um plano de emergência.

Foi durante o discurso de encerramento da cerimônia comemorativa do Dia Mundial da Saúde, esta tarde em Lisboa, no Infarmed. O candidato a primeiro-ministro diz que o governo deixa um bom legado na área da saúde, apesar de dizer que não foi possível fazer tudo. Diz que será necessário mais tempo para concretizar os objetivos da AD.

Não conseguimos resolver todos os problemas e muito menos o conseguimos fazer em pouco tempo, quando são problemas profundos, estruturais. Mas há coisas que estão a acontecer e que têm um resultado que é preciso enaltecer.

Luís Montenegro pede ainda um pacto de confiança que vá além das forças políticas e partidárias e que inclua os profissionais de saúde.

Nós precisamos, pelo menos, de um pacto de confiança no Serviço Nacional de Saúde, nos profissionais de saúde, nas opções estruturantes do nosso sistema de saúde, para podermos, no tempo político que for decretado pela vontade do povo português, que se pronuncia sempre que há eleições, pelo menos com esta base, darmos mais respostas às necessidades das portuguesas e dos portugueses.

Quem também participou nesta cerimônia, como disse, que ocorreu no Infarmed, foi a ministra da Saúde, Ana Paula Martins. Não confirma se está ou não disponível para voltar a assumir esta pasta, para voltar a ser ministra e reafirma também esta ideia sublinhada por Luís Montenegro. Portugal precisa que os partidos se entendam nesta área da saúde.

A mensagem neste Dia Mundial da Saúde é clara: temos mesmo de conseguir entender-nos em relação a três aspetos fundamentais, pelo menos três. Um deles é relativamente à questão dos recursos humanos em saúde. Como é que vamos transformar aquilo que são as carreiras, como é que as vamos adaptar, tudo aquilo que temos vindo a falar. A segunda tem que ver com, naturalmente, as questões relacionadas com o investimento e, não menos importante, com a organização dos serviços.

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, à saída dessa cerimônia comemorativa do Dia Nacional da Saúde em Lisboa. E ainda neste setor, Miguel Vieira, o PS admite rever o concurso para as parcerias público-privadas.

Os socialistas suscitam dúvidas relativamente aos contratos lançados pelo atual governo, PSD e CDS. A deputada do PS, Mariana Vieira da Silva, diz que os contratos que vão entrar em concurso não são tão exigentes como os últimos.

Num debate promovido pela Ordem dos Médicos e pelo Observador, Mariana Vieira da Silva admite a revisão do concurso que se prepara para ser lançado para novas PPP na saúde se o PS vencer as eleições.

Todos os relatórios positivos que existem, nomeadamente o Tribunal de Contas sobre os PPPs, são feitos sobre contratos muito exigentes e que ou são outra vez repetidos ou então não entramos num serviço público que está a cargo de privados.

Portanto, o PS admite rever aquilo que herdar eventualmente do governo atual.

Não é uma posição de princípio contra as PPPs, mas eu não vejo naquele concurso que se prepara para ser lançado, garantias de serviço público universal.

Foi o que disse Mariana da Silva num debate moderado pelo jornalista do Observador, Luís Soares, e que contou com representantes dos diferentes partidos com assento parlamentar. Miguel Guimarães, antigo bastonário e deputado do PSD, defende que as propostas do governo para esta área da saúde não tiveram tempo para serem executadas.

O plano que existia para a saúde era um plano para uma legislatura. Mesmo aquilo que era o plano de emergência e transformação da saúde era para ser aplicado até o fim de 2025 e, portanto, fruto daquilo que aconteceu, nós estamos a analisar cedo demais esta situação e há várias coisas que ainda não foram feitas, mas que vão ser feitas.

Miguel Guimarães, que ouviu críticas dos partidos sobre a forma de gestão da saúde, com o Chega a salientar que os médicos não podem ser obrigados a ficar no SNS. Foi isso mesmo que sublinhou Felicidade Vital.

O Estado tem que perceber, de uma vez por todas, que vivemos num mercado livre. Os médicos são livres de escolher o local onde trabalham e com certeza que escolhem o local onde têm melhores condições e onde são mais bem remunerados. Portanto, nós não podemos querer que os médicos trabalhem no serviço público, quando ao seu lado têm um outro hospital que lhe dá melhores condições.

É a posição do Chega. Já a esquerda, o PCP, também vai pela falta de condições, mas para apontar as regras impostas pela União Europeia e o Livre quer maior intervenção dos profissionais de saúde na gestão das unidades.

Pelo lado da Iniciativa Liberal, o deputado Mário Amorim Lopes defendeu a necessidade de desburocratizar de forma urgente o SNS.

Há senadores republicanos a pedir a Donald Trump que aceite a proposta de Ursula von der Leyen sobre tarifas zero por zero nas trocas comerciais de produtos industriais.

Dois senadores do partido de Donald Trump, o Partido Republicano, pedem ao presidente norte-americano que aceite um sim como resposta, mas um dos principais conselheiros de Donald Trump nesta área diz que a proposta europeia não é suficiente para a Casa Branca.

O economista e analista de mercados financeiros, Filipe Garcia, explica que os Estados Unidos estão a começar a ser pressionados não só pelos países que estabelecem trocas comerciais, mas sobretudo no plano interno.

É o ângulo corporativo, o ângulo empresarial. Já se vai notando que há cada vez mais figuras do meio empresarial, algumas delas bem conhecidas, que estão a avisar Donald Trump de que está a perder a confiança das empresas e dos líderes empresariais.

O analista Filipe Garcia, ouvido aqui na Rádio Observador sobre as tarifas impostas por Donald Trump. O governo português acredita que a resposta à guerra comercial com os Estados Unidos deve ser concertada com a União Europeia, posição assumida por Paulo Rangel.

A competência na área das tarifas é exclusiva da União Europeia. Claro que os governos nacionais podem ter um papel, mas isso tem que ser visto também em concertação com a União Europeia, que é o que nós estamos a fazer.

O responsável pela diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, na entrega das listas de candidatos a deputados da Aliança Democrática, recusa o Ministro dos Negócios Estrangeiros que o governo esteja atrasado nesta matéria. Espera apenas pela União Europeia e por essa posição concertada.

São agora sete horas, mais oito minutos. Vamos conhecer outras notícias que estão a marcar a atualidade.

O primeiro-ministro israelita já está em Washington para se reunir com Donald Trump, mas a conferência de imprensa que estava prevista foi cancelada.

O anúncio foi feito pela Casa Branca, indica que apenas alguns jornalistas vão ser autorizados a entrar na Sala Oval para fazer perguntas. No encontro desta tarde entre Netanyahu e Trump, os principais temas em cima da mesa foram as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e a guerra em Gaza.

Morreram dois alpinistas portugueses depois de terem caído de uma montanha nos Picos da Europa. O acidente está a ser avançado pelo jornal espanhol "El País".

As vítimas escalavam a montanha mais alta da cordilheira da região de Cantábria, uma área de difícil acesso. A morte dos dois alpinistas portugueses foi confirmada no local.

O Sporting, campeão nacional, procura esta noite regressar à liderança partilhada do campeonato com o Benfica.

Pela frente, os Leões têm o Sporting Clube de Braga, que tenta aproveitar a derrota de ontem do Porto para alcançar o terceiro lugar no campeonato.

Só uma vitória interessa à equipa de Rui Borges, que continua sem poder contar com Morita e Pedro Gonçalves.

A partida tem início agendado para as 20h45. É um jogo para ouvir em direto aqui na Rádio Observador. Relato aqui na rádio, emissão começa logo depois da edição das oito da noite.