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Jornal das 7 com Luís Soares. Na véspera do debate das televisões entre os dois candidatos à segunda volta das presidenciais, Seguro e Ventura reagem aos apoios manifestados por Cavaco Silva e Paulo Portas.

Tanto o antigo presidente da República como o antigo líder do CDS manifestaram apoio a António José Seguro e, na resposta, André Ventura diz representar o povo contra as elites e o sistema. Recusa o candidato que a falta de apoio da direita seja uma fragilidade. Numa arruada na Baixa da Banheira esta tarde, André Ventura diz ter o apoio das pessoas e que essa é precisamente a diferença para a candidatura apoiada pelo Partido Socialista. Acusa ainda António José Seguro de estar a fugir da rua.

Esta é uma eleição que traz muito numa diferença entre duas candidaturas e duas campanhas. Uma que basicamente anda a fugir da rua e a outra que está na rua, que fala com as pessoas, que junta multidões. É aquilo que eu vos disse de manhã, talvez nunca na história do país tenha sido tão claro que é uma candidatura do povo contra este sistema.

André Ventura esta tarde numa arruada com mais de uma centena de pessoas na Baixa da Banheira, distrito de Setúbal, a dizer que é uma candidatura que representa o povo.

António José Seguro hoje esteve dentro de portas, promete regressar à rua para a campanha eleitoral, mas só a seguir ao debate previsto para amanhã à noite.

E hoje teve apenas uma ação dedicada ao combate à corrupção. No final de uma conversa com especialistas na sede da Transparência Internacional em Lisboa, o ex-líder socialista recusa estar a colocar a corrupção na agenda por causa de André Ventura.

O meu passado político fala por mim. Quer em termos de votações, quer em termos de propostas. Eu recordo o papel que tive quando, no início da década, se avançou verdadeiramente para uma lei de financiamento dos partidos e das campanhas eleitorais que garantisse doses de transparência.

E quanto à campanha dos próximos dias, António José Seguro desvaloriza os receios de Ferro Rodrigues sobre uma campanha suja por parte de André Ventura.

Eu vou fazer a minha campanha, que é uma campanha limpa. Toda a minha vida é uma vida limpa. Eu sempre cheguei limpo na vida pública e na vida política, é isso que eu fará.

Deixe-me só perguntar-lhe em relação a este encontro.

O que eu volto a dizer é que é muito importante que cada portuguesa e cada português vá votar para reforçar a legitimidade eleitoral e política da minha candidatura.

Não recusa o debate, como diz o seu adversário, no caso, por exemplo, das subvenções, eu botei este tema que ele falou este fim de semana. Não recusa o debate?

Amanhã há um debate. E eu espero mesmo que seja um debate.

António José Seguro a lembrar que há um debate amanhã entre os dois candidatos, diz também estar feliz com os apoios de Cavaco Silva e de Paulo Portas, mas também avisa continuar a ser um homem livre e sem amarras.

E no caso Russiagate, já prescreveram 200 das 225 infrações registradas no processo. Um processo que remonta ao tempo em que a Câmara de Lisboa era liderada por Medina.

Em 2021, em causa o envio de um e-mail por parte da Câmara Municipal de Lisboa com dados pessoais de manifestantes anti-Putin à Embaixada Russa em Lisboa e também ao Ministério Russo dos Negócios Estrangeiros. O Tribunal Constitucional confirma a condenação da Câmara e recusa a reclamação da autarquia contra a coima aplicada pela Comissão Nacional de Proteção de Dados. No entanto, de uma condenação original ao pagamento de uma multa de mais de €1 milhão por 225 infrações, só sobram 25 contraordenações. Ainda não se sabe qual vai ser o valor final da coima a ser pago pela autarquia. Vai ter que ser feito um novo cálculo dessa coima definida em agosto no Tribunal Central Administrativo do Sul por 65 violações do regime geral de proteção de dados, das quais agora restam apenas 25.

Este é um artigo em destaque a esta hora no site do Observador, assinado pelo Luís Rosa e por João Paulo Godinho. Há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 26 de janeiro.

Futebol, porque encerra hoje a jornada 19 da Primeira Liga, com o Futebol Clube do Porto a receber o Gil Vicente. Partida no Estádio do Dragão, a começar às 20h15. No relato vai estar o Vítor Tomé. Vítor, nesta altura já é possível avançar com os 11 iniciais das equipas ou nem por isso?

Antes mais, boa tarde. Sim, já são conhecidos os 11, tanto da equipa do Futebol Clube do Porto como da equipa do Gil Vicente, num ambiente no Estádio do Dragão de clara expectativa. Faltam um pouco mais de 60 minutos para o apito inicial e nas imediações do estádio já algum azul e branco, apesar do fluxo de adeptos para já ser muito pouco. Mas vamos aos 11, tanto de Francesco Farioli como de César Peixoto. Começamos pela equipa da casa com Diogo Costa, lado direito para Martim, lado esquerdo para Kvior, dupla de centrais para Thiago Silva e Bednarek. Meio-campo povoado com Frold, Rosário e também Gabri Veiga. Frente de ataque Borja Sainz à esquerda, Pepe à direita e o ponta lança internacional espanhol Samu, o homem-golo, que veste a camisola número 9. Do outro lado, Dania Figueira será o titular. Zé Carlos, o capitão, fecha o lado direito da defesa. Konan do lado esquerdo, Helimbi e Boatu, a dupla de centrais. Zé Carlos e Santiago no centro do meio-campo, Murilo à direita, Touré à esquerda, Luís Esteves no apoio ao ponta de lança, que é Varela. António Nobre será o homem do apito esta noite no Dragão. Para quem nos ouve e quem está a caminho do Estádio do Dragão, o trânsito está muito condicionado nas vias de acesso, especialmente na VCI. Depois da tempestade Ingrid, é a vez do primo, a tempestade Joseph, atacar em força a região Norte. Vento e chuva forte na Invicta, mas nada nos para. Aconteça o que acontecer, às 20h15, Porto x Gil aqui na Rádio Observador.

E é o Vítor Tomé que vai trazer esse relato. A emissão especial começa depois das notícias das 20h. E como dizia o Vítor Tomé, já sentem esses efeitos da depressão Joseph. De resto, já há vários constrangimentos devido à subida dos caudais de rios, ao acumular destas várias depressões. Em Braga, a água do Rio Este galgou as margens, atingiu uma habitação situada praticamente ao nível do rio. No mesmo local, também duas viaturas ficaram alagadas por causa da subida das águas. Em Monção, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Monção disse que o Rio Minho já galgou também as margens, mas garantiu que se trata apenas de uma situação normal, que vai continuar a ser vigiada. Os efeitos desta depressão vão continuar a sentir-se e por isso mesmo a administração dos portos do Douro, Leixões e Venda do Castelo tomou uma medida preventiva: está proibida toda a navegação noturna e da navegação a 5 km das barras do Douro. E às 19h30 voltamos a atualizar as notícias.