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Aqui um pequeno momento de suspense. André Ventura, Vasco desafia Pedro Passos Coelho a pronunciar-se sobre a revisão constitucional e a dizer se concorda ou não com as alterações propostas pelo Chega.

O presidente do Chega cruza-se esta tarde com o antigo primeiro-ministro na apresentação do novo livro do constitucionalista Carlos Blanco de Moraes. E antes do início do evento, Ventura falou aos jornalistas para defender o ressurgimento de Pedro Passos Coelho e para fazer um apelo ao ex-primeiro-ministro para falar mais e clarificar a opinião sobre a alteração do texto da Lei Fundamental.

Talvez seja hoje uma boa oportunidade também de se falar nisso. Estamos hoje num livro que se chama "Constituição Fluída", precisamente sobre a revisão constitucional e as alterações à Constituição em coisas importantes e decisivas, como a reforma da Justiça, a reforma do modelo econômico que temos, a questão da nacionalidade e da perda da nacionalidade. Hoje era um bom dia do Pedro Passos Coelho também dizer se concorda com esta revisão constitucional ou se não concorda. Eu diria, mas sou só eu aqui, que perante o projeto que apresentamos, com estas coisas concretas, reforma da Justiça, perda de nacionalidade para quem comete crimes, um novo modelo econômico, Pedro Passos Coelho concordaria.

É o que considera André Ventura, que falou há pouco para a entrada dessa apresentação do livro de Carlos Blanco de Moraes. Já sobre a discórdia quanto à descida da idade de reforma que o Chega defende e que Pedro Passos Coelho já manifestou, Ventura diz que não tem de explicar nada ao antigo primeiro-ministro. André Ventura que, como dizia, desafiou o antigo primeiro-ministro a falar mais e até a pronunciar especificamente sobre a revisão constitucional.

O Parlamento vai ouvir o ministro dos Negócios Estrangeiros sobre as declarações de Marco Rubio, a propósito da utilização da Base das Lages.

Foi, por isso, viabilizado o requerimento do Livre, com a abstenção do PSD e do Chega. Ambos os partidos, ainda assim, votaram contra um requerimento com o mesmo fim apresentado pelo Partido Socialista, em causa declarações do secretário de Estado norte-americano com elogios a Portugal, que afirmava Marco Rubio que o governo deu autorização para a utilização da Base das Lages no conflito com o Irão, ainda antes de saber sequer qual seria o pedido. Ora, no início da semana passada, o ministro já se tinha declarado disponível para ser ouvido pela Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas. Nessa altura, Rangel também anunciou que faria a audição à porta aberta, mas hoje, Livre e Iniciativa Liberal defenderam que, pelo menos em parte, a audição deve decorrer sem a presença da comunicação social. A decisão cabe agora aos deputados.

Certo é que o ministro dos Negócios Estrangeiros vai mesmo ao Parlamento prestar esclarecimentos sobre essa afirmação feita pelo secretário de Estado norte-americano. O programa de voluntariado cívico-militar proposto pelo PSD e pelo CDS para atrair jovens para as Forças Armadas foi aprovado esta tarde na especialidade.

Com a abstenção do Chega e do PS, que admitiram concordar com o princípio de atrair mais jovens para as Forças Armadas, mas levantaram algumas questões quanto à forma como o programa vai ser implementado. Já a Iniciativa Liberal juntou-se aos partidos da AD para aprovar esta recomendação ao Executivo. Em causa está a criação de um programa com duração de três a seis semanas, uma parte a cumprir em regime de internato, destinado a jovens entre os 18 e os 23 anos. O programa de voluntariado intitulado "Defender Portugal" prevê também algumas regalias para os jovens que aceitem participar, o pagamento de €489 e também a possibilidade de tirar a carta de condução gratuitamente após a conclusão deste programa.

Chega e Livre estão preocupados com a renomeação de Viegas Nunes para a presidência do SIRESP. O CDS confia na decisão do ministro da Administração Interna.

E é por aí que começamos no Explicador da tarde política, o deputado centrista João Almeida sublinha que Luís Neves está a par dos detalhes que poderiam pôr em causa o perfil do major-general. Diz, por isso, que confia na análise e na decisão final de Luís Neves.

É fundamental saber se entre o momento em que essas questões aconteceram e o momento em que foram corrigidas, permite avaliar que foram erros e erros corrigidos sem uma repercussão maior ou significativa. Em segundo lugar, saber se o senhor general conhecia ou não, ou se isto nem sequer chegou a ele. Também não sabemos. E, portanto, são questões essenciais para saber, e o senhor ministro analisou-as, para saber da idoneidade.

Ouvido também no Explicador, o deputado do Chega Luís Paulo Fernandes critica a decisão do ministro da Administração Interna de voltar a nomear Viegas Nunes, defende que com o verão à porta não pode haver a mínima dúvida sobre a competência de quem gere o SIRESP.

Temos denúncias de problemas de ajustes diretos, supostamente um compadre. Isto é muito grave. E depois temos, por outro lado, um sistema que não funciona e que este senhor já esteve como principal responsável no passado. Ninguém admite, ninguém pode admitir que o senhor ministro não pode deixar passar mais horas nem mais dias e certeza que vai encontrar outras escolhas. Já bem nos basta o SIRESP não ter redundância, o SIRESP das antenas locais estão todas no chão, porque ainda não foram reparadas depois da tempestade. E agora temos uma pessoa que não tem crédito, e não tem crédito, principalmente por quem lhe é próximo.

Já a co-porta-voz do Livre, Isabel Mendes Lopes, realça a importância de se conhecer o relatório integral da Inspeção-Geral de Finanças antes da audição no Parlamento, para dissolver as dúvidas em relação à idoneidade do general Viegas Nunes.

É uma infraestrutura demasiado importante para ter alguma suspeita, para não haver uma confiança absoluta neste sistema. E, portanto, neste

Nesta progressividade de confiança que nós temos de dar ao SIRESP para termos o país preparado para responder a catástrofes, para responder a emergências, para termos a certeza que o SIRESP é redundante, nós precisamos também de confiar nos seus decisores. Por isso é que temos com muita preocupação e alarme estas notícias sobre a liderança da SIRESP.

Dúvidas levantadas por Isabel Mendes Lopes, que avança que o Livre já apresentou um requerimento ao Ministério da Administração Interna para que disponibilize o relatório integral da IGF à auditoria ao SIRESP. O Partido Socialista foi também convidado a participar neste explicador, mas rejeitou o convite.

São sete horas, mais sete minutos. Altura, Vasco, de ficarmos a conhecer outras notícias que também estão a marcar a atualidade a esta hora.

Começamos pela PJ, que está a investigar duas queixas de violação na Queima das Fitas de Coimbra. Duas jovens apresentaram queixa às autoridades por violação na noite de segunda-feira. As duas jovens apresentaram essas reclamações nas imediações da Praça da Canção, dentro do recinto da Queima das Fitas de Coimbra. É o que está a avançar o jornal Diário de Coimbra. O Parlamento russo aprovou uma lei que permite ao Estado confiscar os bens dos opositores ao regime que estejam exilados no estrangeiro, proposta que ainda vai ter de passar pelo Senado e ser depois promulgada por Vladimir Putin, mas que visa sobretudo opositores classificados como agentes estrangeiros. O presidente do Parlamento russo acusou os exilados de promoverem o extremismo e o terrorismo ao apoiarem o ocidente. A medida surge num contexto crescente de nacionalização do património na Rússia desde o início da guerra na Ucrânia. A ASAE instaurou seis processos-crime e deteve seis pessoas por suspeitas de especulação na venda de bilhetes para os concertos de Bad Bunny em Lisboa. A operação Porto Rico incidiu sobre anúncios publicados nas redes sociais, onde os bilhetes estavam a ser vendidos muito acima do preço original. Segundo esta autoridade, foram apreendidos 14 bilhetes, uns a custar acima dos € 100, outros a ultrapassar a marca dos € 400. Vamos ir direto até ao Estádio da Luz, onde tem estado a repórter Joana Moreira. Joana, tens notado exemplos de pessoas que descobrem na hora que compraram um bilhete falso?

Olá, Vasco. Tenho sim, já várias pessoas que tentaram entrar pelos pórticos de entrada, onde é validado o bilhete, e dá um sinal vermelho, ou seja, que o bilhete já foi validado previamente. Nós abordámos aqui alguns dos funcionários da Mello Ticket, que se encontram junto à segurança, que dizem que não podem revelar ao Observador aqueles que são os números já apurados, mas já serão alguns casos. Aliás, aqui a poucos metros de nós, também está um jovem de 20 e poucos anos que está neste momento também a tentar perceber exatamente o que se passou, uma vez que o bilhete com o qual tentou entrar também dava sinal vermelho. Ele também comprou esse bilhete online, não num revendedor oficial, e portanto não descarta a possibilidade de ser burlado. De resto, o ambiente continua a crescer aqui no Estádio da Luz, à medida que se aproxima a hora de abertura do espetáculo, que está marcado para às 20h. Percebe-se, entretanto, a dimensão deste evento. Apesar de as filas não serem muitas, estar relativamente ordeiro, o fluxo de pessoas é cada vez maior. Percebe-se que muitas pessoas tentaram fugir ao calor e que estão só agora a entrar no Estádio da Luz, até porque para quem tem lugar marcado, não é preciso correr para ficar à frente. Lá dentro, sabemos que o palco já está montado, uma estrutura de grande escala e que promete um espetáculo de quase três horas. É o primeiro de dois concertos de Bad Bunny na sua grande estreia em Portugal, aqui no Estádio do Sport Lisboa e Benfica.

E que vai ser acompanhado por ti, a Joana Moreira, ao longo desta noite. Fica esse testemunho e a reportagem no Estádio da Luz.

Edição das 07h com Vasco Maldonado Correia está de regresso às 07h30 para uma síntese informativa.