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Jornal das 7, com Vasco Maldonado Correia. O primeiro-ministro Luís Montenegro considera que só é possível alcançar a paz na Ucrânia sentando também a Rússia na mesa das negociações.

Reação à admissão de Vladimir Putin de que o Kremlin está disponível para negociar com a Europa sobre o conflito na Ucrânia. Ao jornal russo "Izvestia", o porta-voz de Moscovo assumiu que o Kremlin vê as discussões que têm surgido na Europa sobre a possibilidade de um mediador como sinal positivo. Ora, Luís Montenegro defende que a Europa não pode estar dependente dos Estados Unidos num processo negocial.

Um processo de paz na Ucrânia carece também sentar à mesa a Rússia. E a Europa não pode estar eternamente dependente da intermediação de responsáveis que, com todo o empenho, seguramente, e com todo o mérito, têm diligenciado no sentido de garantir uma paz justa e duradoura na Ucrânia. Que a Europa deve tomar a iniciativa de fazer o estabelecimento desse diálogo com as partes envolvidas, com a Ucrânia, naturalmente, é um acompanhamento que é permanente, e também com a Rússia.

Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas nos Passos Perdidos depois do debate quinzenal.

Debate quinzenal que teve lugar esta tarde no Parlamento. É nesse debate quinzenal, Luís Montenegro procurou afastar polémicas com o SIRESP, e também desviar-se dos puxões de orelhas do Presidente da República.

Com a ajuda de Hugo Soares, o primeiro-ministro tentou antecipar as críticas que ia ouvir nesse debate quinzenal na Assembleia da República, desvalorizou a polémica com a escolha do presidente do SIRESP e tentou mostrar que os recados de António José Seguro já estão integrados no PTRR. Tudo isto, Miguel Vitor Bedias, num debate com muitos desenhos animados.

Foi um debate em modo banda desenhada.

Olho pro deputado André Ventura e faz-me lembrar o Lucky Luke e, do outro lado, olho pro Partido Socialista, o deputado José Luís Carneiro, e faz-me lembrar o Speedy Gonzales.

Mas logo André Ventura respondeu a Hugo Soares.

O Espolinha era aquele que nunca trazia nada de novo, nem fazia nada de novo, mas queria sempre ser o maior da rua dele. Queria sempre fazer tudo pra desviar a atenção dos outros, inclusive roubar coelhos.

André Ventura não se esqueceu dos coelhos depois do líder parlamentar do PSD ter tentado antecipar os tiros da oposição, a começar pelo relatório da Presidência da República, que aponta falhas na resposta às tempestades.

São um contributo muito válido, que está praticamente todo incluído naquele que é o desenho e, neste momento, já a implantação do PTRR.

Luís Montenegro acrescentou ainda que o pagamento das reconstruções está atrasado devido às autarquias que estão exauridas e depois das tempestades, a polémica com o SIRESP.

Uma coisa que não devemos perder: o foco. O foco aqui é corrigir aquilo que não funcionou no passado.

André Ventura não ficou satisfeito e insistiu.

Tem ou não conhecimento de um e-mail da adjunta do Ministério da Administração Interna a procurar alterar as conclusões de um relatório?

Não tenho.

Não me parece que esteja a dizer a verdade ao Parlamento, nem que não saiba efetivamente do que é que estamos a falar.

A troca de palavras entre ambos, com o Luís Neves irritado na bancada do Governo. Sobre o SIRESP, o PS nada disse, depois de ter defendido o nome escolhido pelo ministro. O líder socialista apontou falhas na saúde e aumento do custo de vida.

As pessoas e as suas vidas estão cada vez pior, senhor primeiro-ministro. Estão pior por causa do custo de vida.

Também Paulo Raimundo, do PCP, acusou o executivo de governar só a pensar nos mais ricos, mas mostrou-se solidário com o chefe do Governo.

É o ataque brutal, com o pensamento no século XIX, com o pacote laboral. Se não houvesse ritmo, então o que é que seria de nós?

Paulo Raimundo a fazer referência ao reparo de Pedro Passos Coelho sobre a falta de ritmo do governo, num debate em que o LIVRE voltou a pedir para que o executivo abandone a reforma laboral, que o Bloco apelidou de "zumbi legislativo".

Miguel Vitor Bedias, coordenador de política da Rádio Observador, aqui com os destaques deste debate quinzenal na Assembleia da República.

E o governo volta a admitir a possibilidade de suspender o novo sistema de controle de fronteiras, pelo menos durante as horas mais críticas, isto numa altura em que o problema nas filas nos aeroportos se verifica em vários países europeus, mas Lisboa está no topo das dificuldades.

E por isso o primeiro-ministro admite suspender o sistema que tem agravado os tempos de espera nos aeroportos, principalmente no Aeroporto de Lisboa, de modo a garantir que a economia portuguesa não é penalizada. Ressalva que se vai continuar a cumprir as regras que a União Europeia impõe pras fronteiras aéreas. Ora, entretanto, o representante dos aeroportos europeus diz estar a registar apenas esperas de três horas e meia nos controles fronteiriços e antecipa um verão particularmente difícil. A Associação dos Aeroportos Europeus aponta como as duas principais dificuldades para os próximos meses, a falta de efetivos e as falhas técnicas na implementação do novo sistema europeu.

E no futebol, depois da derrota na final da Taça de Portugal, Frederico Varandas, presidente do Sporting, deixa críticas aos seus jogadores.

É a primeira reação de Frederico Varandas à derrota contra o Torriense, da segunda divisão, na final do Jamor. Fala em falta de vontade e de ambição no plantel leonino.

O Sporting perde aquela final porque simplesmente não competiu, porque simplesmente não teve a atitude de quem quer ganhar um título nacional. O Sporting respeita e quer, o Sporting quer jogadores que tenham como objetivo jogar Champions League, tenham como objetivo participar num Campeonato do Mundo com as suas seleções. Mas o Sporting também exige que os seus jogadores tenham essa mesma ambição a ganhar, a jogar competições internas, nomeadamente contra equipes de escalão inferior.

E numa altura em que o treinador Rui Borges está sob pressão, Francisco Varandas assegura é para continuar. Ele que esteve hoje nas comemorações dos 70 anos do Estádio Universitário, em Lisboa.

Passamos ainda pelo Estádio da Luz, porque hoje há novo, segundo e último concerto de Bad Bunny em Portugal.

Sendo que a estreia do porto-riquenho aconteceu ontem à noite, num recinto praticamente lotado e o mesmo deve acontecer daqui a pouquinho. Vamos em direto até ao Estádio da Luz, onde está a repórter Marta Nobre. Marta, o concerto está quase a arrancar. Veem muita gente em cima da hora?

Exatamente, Vasco. Como dizes, falta menos de uma hora para o início do espetáculo, ainda que o Bad Bunny, propriamente dito, só entre em palco às 9 da noite. Mas curiosamente, ainda há muitos fãs a chegar e pode-se até dizer também que as entradas estão a funcionar em grandes filas. Há muita presença policial e de segurança e os fãs vão entrando tranquilamente para aquele que é, como disseste, o segundo concerto esgotado do artista aqui no Estádio da Luz. E é precisamente com alguns desses fãs que chegam a esta hora que estou. Boa tarde. Ainda vêm descontraídos e sem pressa ou já começam a sentir algum estresse, tendo em conta as horas?

Olá, boa tarde. Não, vimos descontraídos. Apesar de estarmos na plateia em pé, acho que vamos conseguir ficar num bom local para conseguir ver o concerto. Por isso, tudo bem.

E os bilhetes, compraram também à pressa ou com alguma antecedência?

Compramos logo no primeiro dia que saiu e além de em Lisboa, compramos também para Milão e para Madrid.

Temos aqui uns verdadeiros fãs, sem dúvida. Para terminar, conseguem me dizer que música é que não pode mesmo faltar hoje aqui no concerto?

Eu gostava muito de ouvir o "Dakiti". Qualquer uma do último álbum vai ser bom, certeza.

Obrigada. Fica aqui mais uma expectativa de mais fãs que continuam a esta hora a chegar aqui ao Estádio da Luz, nesta reta final, antes de mais um concerto de lotação esgotada de Bad Bunny aqui no Estádio da Luz.

Quase a começar esse segundo e último concerto de Bad Bunny, nesta primeira passagem do cantor porto-riquenho por Portugal.

Vasco Maldonado Correia, há outras notícias a marcar esta quarta-feira.

Os estrangeiros representam quase 30% das compras de casas em Portugal, dados relativos ao ano passado, divulgados hoje pelo Banco de Portugal. Os principais países de origem dos compradores são o Brasil, França e Angola. De acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira, a proporção dos compradores tem se mantido estável desde 2019, com 25% nesse ano, 31% em 2023. O número um português do ténis, Nuno Borges, avançou hoje para a terceira ronda de Roland-Garros, igual assim o resultado do ano passado no Grand Slam francês, na quinta participação do português. O atual número 51 do mundo vai defrontar na sexta-feira o russo Andrey Rublev, que é o número 13 do ranking ATP. E Ricardo, neste contrarrelógio para o Mundial de Futebol de 2026, está a chegar um novo podcast ao Observador, que conta a história de um outro campeonato do mundo de má memória para a seleção nacional portuguesa.

O Mundial 1986.

Só podia ser.

México 86.

Exatamente. Eu não me lembro, não estava lá. Foi vencido pela Argentina.

Agora doeu, Vasco.

Houve grandes exibições de Diego Maradona, que eu também só vi no YouTube, nesse famoso Mundial do México, Portugal ficou instalado em Saltillo e foi aí que as coisas começaram a correr mal. Vamos ouvir aqui um pequeno trailer desse podcast, que se chama "O Escândalo que Destruiu a Seleção".

Vinte e dois futebolistas a ameaçarem fazer greve se não receberem mais dinheiro.

A questão dos prêmios era uma questão muito sensível.

Um presidente da federação irredutível.

Ele entendia que era o pai de família na Federação Portuguesa de Futebol. Os filhos tinham que obedecer ao pai.

Um campo de treinos inclinado.

Aquilo era um ervado, estava inclinado, era pequenino.

Álcool às refeições.

Era uma garrafa logo para quatro. Depois trocávamos os copos.

E a presença regular de mulheres mexicanas nos quartos dos jogadores.

Essas funcionárias de sexo entravam por ali e ficavam duas noites no hotel.

"O Escândalo que Destruiu a Seleção" é um podcast do Observador. Ao longo de quatro episódios, vamos regressar a Saltillo e a 1986 para recordar as polêmicas embaraçosas sobre a participação de Portugal no Mundial do México.

Podcast sobre o caminho da seleção das Quinas no Mundial de 86, no México, que conta, como aqui ouvimos, todas as polêmicas desta segunda ida de Portugal a um campeonato do mundo, 20 anos depois da primeira participação e há exatamente 40 anos. Conta com entrevistas de antigos internacionais, como Augusto Inácio, Rui Águas, que estavam presentes na comitiva da seleção, mas também, por exemplo, Monge da Silva, que era preparador físico da seleção.

É mais um grande podcast Observador. Tem estreia marcada para a próxima sexta-feira, este podcast dedicado ao caso Saltillo, "O Escândalo que Destruiu a Seleção".