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Da Laura Figueiredo. Laura, boa tarde. Portugal tem hoje o último jogo de preparação para o Campeonato do Mundo. Vai defrontar a Nigéria em Leiria.
Leiria, que foi uma das cidades mais afetadas pela tempestade Cristina no início do ano. O próprio palco do jogo de hoje, o Estádio Municipal de Leiria, foi uma das infraestruturas afetadas. Entretanto, já foi parcialmente reconstruído. Recebe hoje o último jogo de preparação antes de Portugal rumar aos Estados Unidos para o Mundial de Futebol. Vamos em direto agora até Leiria. Perto do estádio está o jornalista Diogo Varela. Boa tarde, Diogo. Que ambiente é que encontras por aí?
Boa tarde, Laura. Vamos precisamente descobrir isso. Estive aqui à procura de pessoas que habitem por Leiria e encontrei um casal de namorados. Vou começar por si. De facto, hoje há futebol, mas mais do que futebol, há também uma cidade que há pouco mais de quatro meses sofreu muito com essa tempestade e ainda está a tentar recompor-se. Eu pergunto-lhe, naturalmente, que sentimento é que também traz Portugal ter aqui o último jogo, em Leiria, uma cidade em reconstrução.
É muito importante recebermos a seleção em Leiria. Nós estamos, desde janeiro, ainda a reconstruir a cidade. Temos ainda muitos telhados em falta de telhas. Continuamos a reconstruir. Vamos agora receber a seleção nacional. Foi muito importante na altura a limpeza do estádio, não vamos dizer que não, porque recebemos também aqui todos os materiais de construção para reconstruir a cidade. E agora vamos receber a seleção para também nos ajudar a reconstruir um pouco mais o nosso orgulho.
Sendo que, apesar de tudo, claro que ainda é um bocadinho precoce, mas Leiria já estava pronta também para receber um jogo como este de Portugal hoje?
Sim, já estávamos prontos para receber jogos e coisas importantes, mas continuamos a reconstruir. Continuamos com toda a nossa floresta deitada abaixo, a precisar ser reconstruída, cortados os acessos, limpas as matas e tudo mais. Mas sim, temos condições para receber estes jogos e todos os outros jogos importantes que venham a aparecer, tanto de Leiria, como da seleção nacional, como o que for.
Muito bem, obrigado. Vou aqui também falar consigo. Grande parte ou praticamente toda a parte da receita que hoje vai ser obtida através dos bilhetes vai reverter também para ajudar os clubes da Associação de Futebol de Leiria a reconstruírem, e não só várias infraestruturas que foram destruídas. Também enquanto alguém que mora aqui, que sentimento é que isso lhe transporta para o que vê no dia a dia desde janeiro para cá?
Eu acho que isso é muito bom e que é importante o facto de haver estas iniciativas para conseguir trazer algum dinheiro e ajuda para reconstruir o que, apesar de já se ter feito um esforço muito grande, ainda está em reconstrução. E portanto, é bom mobilizar as pessoas, dá também esperança, dá força e mesmo que não sejam de Leiria, o facto de virem cá, estão a ajudar e isso é bom.
Muito bem, mesmo só para terminar, agora já em concreto para o jogo Portugal-Nigéria. Quer-me fazer aqui um palpite, um resultado?
Portugal vai ganhar. Estou aqui com meus colegas. Dois zero. Vamos ganhar. Se calhar um golito do João Neves e outro do Cristiano Ronaldo para acabar se calhar o último jogo pela seleção nacional aqui em Leiria.
Muito bem, obrigado. Ficamos aqui com este palpite, Laura, de dois zero, um resultado positivo para Portugal, mas mais do que futebol, o extra futebol, também aqui este testemunho de duas pessoas que habitam em Leiria e que veem a cidade naturalmente ainda a recompor-se desde janeiro para cá. O próprio estádio está parcialmente reconstruído, portanto, haverá também esse cariz, esse lado mais solidário, não só para o jogo antes de Portugal rumar aos Estados Unidos, mas sobretudo para ajudar uma das regiões mais afetadas pela tempestade Cristina.
A reportagem do jornalista Diogo Varela. O jogo entre Portugal e Nigéria arranca às 20h45.
E é para acompanhar com a emissão especial que arranca logo depois da edição das 20h. Para já, neste jornal das 19h, seguimos com o primeiro-ministro, Laura, que considera que nas celebrações de hoje, do Dia de Portugal, fica claro o objetivo de esforço conjunto para melhorar a vida dos portugueses.
Na rede social X, Luís Montenegro publicou uma fotografia em que aparece com o presidente da República, também com o presidente do Parlamento, bem como com o presidente do Governo Regional dos Açores. Nesta publicação, o primeiro-ministro diz que o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas deixou claro o objetivo que temos para o país. "Esforço conjunto para que os portugueses, dentro e fora do território nacional, possam ter mais qualidade de vida, oportunidades iguais e o orgulho de ser parte de um todo que realiza cada um e merece o respeito internacional." Foram as palavras de Luís Montenegro, que assistiu hoje à cerimônia militar comemorativa do Dia de Portugal, em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira.
Uma cerimônia da qual, depois, em poucas palavras, Marcelo Rebelo de Sousa acabou por deixar elogios ao discurso do atual presidente António José Seguro.
O antigo presidente da República marcou hoje presença nas cerimônias do 10 de Junho na Ilha Terceira. Marcelo Rebelo de Sousa fala num discurso de António José Seguro excecional.
É um discurso excecional. Excecional no tratamento de Portugal, tratamento de Camões, tratamento das comunidades. E excecional quer relativamente ao passado, quer ao presente, quer ao futuro. Portanto, isto quanto ao conteúdo e quanto à forma e ao empenho com que é tratada esta matéria. Todo ele é um discurso excecional e é muito marcante, porque é o primeiro discurso de um mandato presencial aqui nos Açores, depois de muitos anos sem haver Dia de Portugal nos Açores.
Tem sido excecional também o início do mandato de António José Seguro.
Está.
Marcelo Rebelo de Sousa, em poucas palavras, depois das cerimônias do 10 de junho na Ilha Terceira. Durante a cerimônia militar em Angra do Heroísmo, António José Seguro, atual presidente da República, defendeu a paz, os direitos humanos e a Carta das Nações Unidas e também uma relação de equilíbrio com os aliados.
E também a marcar esta quarta-feira, feriado 10 de julho, perto de 160 bombeiros combatem a esta hora, Laura, um incêndio em Odemira, no distrito de Beja.
A Rádio Observador, o Comando Regional do Alentejo litoral da Proteção Civil, adianta que não tem informações de que haja habitações em risco. As chamas estão a consumir uma área de mato na freguesia de São Luís. O alerta para o incêndio foi dado pouco antes do meio-dia.
E também a marcar o dia de hoje, na atualidade internacional, Donald Trump, que promete continuar a atacar o Irão enquanto não houver acordo.
Em declarações na Sala Oval da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos voltou a trazer para cima da mesa a colisão do helicóptero norte-americano com drone iraniano no Estreito de Ormuz. Diz que agora os Estados Unidos têm todo o direito de continuar os ataques ao Irão.
Nós atacamos com força ontem e vamos fazer o mesmo hoje, caso não tenham visto, caso não tenham ligado a televisão. E vamos ver o que acontece com o acordo. Estávamos mesmo prestes a fechar o acordo, continuam a tratar-nos como idiotas. Mas no lugar pelo helicóptero, acho que temos o direito de fazer isso. Eles abateram uma máquina verdadeiramente incrível, uma máquina extraordinária. Nós temos as forças armadas mais poderosas do mundo e às vezes é preciso usá-las.
Ainda assim, o presidente norte-americano voltou a dizer que um acordo com o Irão está muito próximo, mas reforça que a questão nuclear é central na negociação e que não vai permitir que o Irão tenha uma arma nuclear.
Ponto final nesta edição das 19h, com a Laura Figueiredo, que está de regresso às 19h30 com informação atualizada em formato síntese. Até já, Laura.
Até já.