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Edição do Ricardo Lopes. Ricardo, boa tarde. Começamos esta edição pela atualidade internacional. Barack Obama levanta dúvidas quanto à eficácia do acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão.
Numa altura em que, Vicente, segundo Donald Trump, o documento pode vir a ser assinado ainda hoje. Para o antigo presidente norte-americano, Barack Obama, nada garante que este acordo venha a trazer mais benefícios em relação ao que já estava estabelecido anteriormente.
"É duvidoso que qualquer acordo que venha a surgir seja significativamente diferente ou represente uma melhoria substancial em relação ao acordo que já tínhamos e que funcionou durante muito tempo antes de nós, Estados Unidos, sairmos dele. Por isso, o que espero é que os bombardeamentos parem e que as pessoas comuns deixem de sofrer as consequências da guerra."
Opinião de Barack Obama sobre o acordo de paz que se visa estabelecer entre os Estados Unidos e o Irão, em entrevista à ABC News.
E Donald Trump voltou a puxar as orelhas a Benjamin Netanyahu. Diz que o primeiro-ministro israelita não tem bom senso e admite ter ficado muito irritado com o ataque de Israel a Beirute.
Isto porque o ataque fez com que o Irão ameaçasse romper com as negociações de paz. Israel atacou hoje um centro de comando do Hezbollah, num bairro a sul da capital do Líbano. Pelo menos três pessoas morreram em reação. O presidente do Parlamento do Irão diz que se não há vontade nem capacidade para cumprir os compromissos, falar em continuar o caminho é impossível. Numa publicação na Truth Social, Donald Trump é imperativo. Diz que o ataque israelita não devia ter acontecido, particularmente num dia tão especial como este, em que os Estados Unidos estão tão perto de um acordo de paz com o Irão, estou a citar, e diz que todos os lados devem recuar. Donald Trump tinha apontado a assinatura do memorando de paz para hoje, dia em que completa também 80 anos, mas o Irão afasta este cenário, diz que ainda não tomou uma decisão final.
E seguimos com a notícia de milhares de manifestantes reunidos em Genebra, na Suíça, para protestar contra a Cimeira do G7, que começa amanhã em França.
A manifestação decorreu sob um forte dispositivo de segurança, com milhares de militares mobilizados e com vigilância reforçada, isto na fronteira entre a Suíça e a França. O protesto foi organizado pela plataforma Não ao G7, que integra dezenas de associações, também sindicatos e grupos de esquerda. Há relato de pelo menos um carro elétrico incendiado, além de janelas de um banco partidas, também em Genebra. As autoridades francesas não autorizaram as manifestações, em contraste com as da Suíça, que aceitaram acolher o evento. Para prevenir incidentes, foi reforçada a proteção nas instalações próximas da Organização das Nações Unidas e também da Organização Mundial do Comércio.
E a marcar a atualidade nacional na política, o ministro da Administração Interna deixa novamente a garantia de que não vai faltar dinheiro para ajudar os bombeiros no combate aos incêndios.
Exatamente, Vicente. Novamente, já ontem tínhamos ouvido aqui Luís Neves assegurar que o governo está preparado para avançar com soluções extraordinárias de financiamento para ajudar os bombeiros. Disse também que os atrasos nos pagamentos aos bombeiros já foram, entretanto, regularizados. Hoje, o ministro da Administração Interna reitera que não será por falta de dinheiro que o combate aos fogos fica comprometido.
É evidente, quando estamos a falar de combate, e o verão tudo indica que possa ser muito difícil, sobretudo na região onde a calamidade ocorreu, não será por falta de verbas que os nossos soldados da paz, que são os bombeiros, deixarão de agir. Há um grande compromisso e uma grande certeza e responsabilidade por parte deste governo e por isso o que eu ontem disse foi muito simples: não será por falta de meios financeiros que o combate não será eficaz.
Explicações do ministro da Administração Interna, à margem de uma cerimónia que assinala os 40 anos de um incêndio que aconteceu em Águeda e na altura matou 16 pessoas. Luís Neves deixou ainda apelo aos portugueses para que não tenham comportamentos de risco e para que limpem os terrenos.
E falamos agora nesta edição das 19h00, Ricardo, de desporto, mais concretamente de canoagem. O presidente da República felicita os canoístas portugueses pelos resultados obtidos nos Campeonatos da Europa.
Numa nota publicada no site da presidência, António José Seguro realça os importantes resultados obtidos nos Campeonatos da Europa de Canoagem e também de Paracanoagem. O chefe de Estado sublinha que Portugal cimenta assim o seu estatuto entre as principais nações da modalidade e endereça aos medalhados votos de continuação dos maiores sucessos desportivos.
E um dos grandes vencedores do dia de hoje e o nome recorrente da canoagem portuguesa é Fernando Pimenta. O canoísta português sagrou-se campeão da Europa na especialidade de K1 5000 metros.
E completa assim, Vicente, o tri num total de cinco títulos nesta categoria. Fernando Pimenta arrancou para um longo sprint, aguentou também os ataques rivais e concluiu a prova em cerca de 21 minutos, apenas. O canoísta que em K1 5000 metros já tinha conquistado o ouro europeu, veja-se bem, em 2016, 2022, 2024 e também no ano passado, deixa Montemor-o-Velho, onde correu este Campeonato da Europa, com duas medalhas ao peito, visto que ontem conseguiu o bronze em K1 1000 metros. Mesmo habituado ao pódio, em declarações à RTP, Fernando Pimenta mostra-se satisfeito com mais uma vitória.
É o terceiro ano consecutivo que sou campeão da Europa em 5000 metros e é sem dúvida gratificante poder manter-me no pódio, ser novamente campeão da Europa, o 15º título de campeão da Europa e deixa-me imensamente feliz e com esperança de poder fazer ainda mais e melhor esta época.
O canoísta português Fernando Pimenta, depois de se sagrar tricampeão europeu de K1 5000 metros, Portugal concluiu os Europeus com quatro medalhas. Messias Batista voltou a sagrar-se vice-campeão europeu de K1 200 metros. Norberto Mourão conquistou o ouro de canoagem adaptada nos 200 metros também, tornando-se assim tricampeão da Europa.
E da água para os desportos motorizados, o piloto britânico Lewis Hamilton regressa às vitórias na Fórmula 1 quase dois anos depois.
A última vez que venceu foi na Bélgica, em 2024, altura em que também Lewis Hamilton trocou a Mercedes pela Ferrari. O piloto conseguiu finalmente vencer com o carro da Ferrari, triunfou hoje no Grande Prêmio de Barcelona, nesta que foi a sétima ronda da temporada. Bateu os compatriotas George Russell, da Mercedes, bem como Lando Norris, da McLaren. O italiano Kimi Antonelli desistiu a quatro voltas do final, teve alguns problemas no carro, ainda assim, mantém o comando do Mundial com 156 pontos contra os 115 de Lewis Hamilton.
E vamos continuar a falar do Mundial, mas vamos trocar os pneus pelos pitons. Está no intervalo o jogo entre Alemanha e a estreante Ilha de Curaçao. A seleção germânica está a vencer, mas, Ricardo, já houve surpresa.
Sim, Vicente, já marcou aquele que é o país mais pequeno da história dos Mundiais. Está neste momento 3 x 1 para a Alemanha. A acompanhar o jogo, e também aqui conosco em estúdio, está o jornalista Diogo Varela. Diogo Varela, já assistimos aqui à história.
Sim, Curaçao tem vindo a escrever cada vez mais história, Ricardo. Já o fez duas vezes na história dos Mundiais e uma vez na história própria. Ao minuto 21, esse gol de Livano Comenencia acaba de ser o primeiro jogador da história de Curaçao a apontar um gol nesta estreia absoluta em Campeonatos do Mundo, mas também se torna a estreante em termos de Campeonatos do Mundo. A seleção de Curaçao nunca tinha estado nestas andanças. E também o próprio selecionador, Dick Advocaat, ele que está a três meses de fazer 79 anos de idade e tornou-se também o selecionador mais velho de toda a história dos Mundiais. Portanto, claramente esta pequena ilha das Caraíbas veio para fazer história. Está a perder, como obviamente seria de esperar perante a gigante Alemanha. Esteve empatada por um bola. Começou a perder ao minuto seis, o gol de Friedrich Nmecha, depois o tal gol do empate de Comenencia. Marcou de cabeça Nico Schlotterbeck aos 38 e mesmo a acabar a primeira parte de penalti, Kai Havertz fez esse 3 x 1 com que o jogo foi para intervalo.
E começa mesmo agora a segunda parte.
Precisamente, Ricardo, apito de saída para a segunda parte entre Alemanha e Curaçao. É de facto um jogo altamente desequilibrado, porque se de um lado temos um estreante absoluto, do outro temos uma seleção que só venceu somente quatro Campeonatos do Mundo.
O último já foi há algum tempo, já foi em 2014.
Sim, no Brasil, 2014. Há três edições. Ainda assim, é claramente o duelo mais desequilibrado desta primeira fase do grupo, mas já houve história para esta pequena ilha das Caraíbas, com essa explosão nas bancadas de azul e amarelo, as cores de Curaçao, uma ilha com 150 mil habitantes. Só neste estádio dava para meter metade de todo o país. E é o estádio também onde vai estar Portugal na próxima quarta-feira, às 18h, o estádio em Houston, no Texas.
Diogo Varela aqui a acompanhar esta estreia de Curaçao. Neste momento, Alemanha 3, Curaçao 1. O Diogo Varela vai regressar já a seguir na síntese das 19h30.
E depois também para acompanhar os minutos finais deste jogo, em que a Alemanha acaba por marcar novo gol. 4 x 1. Já vão quatro. Vamos ter direito a minuto 90 para acompanhar os minutos finais deste encontro. Assim que o jogo alcance essa fase, também vamos voltar a ouvir o Diogo Varela. Fica por aqui a edição das 19h do jornalista Ricardo Lopes, que está de regresso às 19h30 para atualizar as notícias no Informatisinte. Um abraço, Ricardo. Até já.
Até já