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Jornal das 7 com o Miguel Viterbo Dias e em destaque neste jornal. Miguel, começamos com precisamente Jorge Jesus. Fala em assunto encerrado quando questionado sobre o caso Cristiano Ronaldo.

Encerrado para já, depois de 24 horas difíceis em que o capitão da seleção anunciou a saída do estágio da equipe das Quinas, uma decisão que surgiu depois da conferência de imprensa de Jorge Jesus, agora há cerca de uma hora do apito inicial frente à Dinamarca, em Copenhague. Jorge Jesus não se quer focar em Ronaldo, quer apenas concentração nos dois jogos que ainda faltam, o de hoje e o do Dragão. Diz que há muito tempo para se falar depois de Cristiano Ronaldo.

Repara, o importante agora, hoje é dia de jogo, é focar o jogo. Depois vou pro Dragão e focamos no jogo do Dragão e depois, certeza que a gente tem tempo para falar sobre isso.

É um assunto encerrado.

Neste momento é, neste momento é o jogo. Mas eu tenho muitos anos de futebol e sei que não fiz nada para que o processo não continuasse igual.

Está de consciência tranquila.

Completamente.

Declarações do selecionador nacional Jorge Jesus, no relvado do estádio de Copenhague, em dois momentos, à Sport TV e à RTP. A equipe nacional que já vai aquecendo em Copenhague e Diogo Varela, quem são os 11 que vão entrar em campo neste jogo marcado pela ausência de Ronaldo.

Ora bem, Miguel, a grande novidade é a titularidade de Rafael Leão na frente de ataque. O selecionador Jorge Jesus, que lança aqui um 11 bastante móvel. Mas vamos começar na baliza, essa não mexe. Diogo Costa é o guarda-redes. A defesa também é a habitual. Nuno Mendes, lateral esquerdo, João Cancelo na direita, a dupla de centrais Renato Beiga e Ao Touti Nika, o novo capitão da seleção portuguesa daqui pra frente é Rúben Dias. No eixo do meio-campo, temos Rúben Neves e também Vitinha. Depois, Rafael Leão, Pedro Neto e Bruno Fernandes. Resta perceber qual é que vai ser a colocação destas três unidades, sendo que já tinha adiantado JJ, Gonçalo Ramos é o titular na frente de ataque portuguesa. Quanto à seleção de Brian Rimmer, o selecionador dinamarquês tem no 11 um antigo conhecido dos portugueses, Morten Hjulmand, ex-Sporting. De resto, o médio do Futebol Clube do Porto, Viktor Fossholt, para já, começa no banco de suplentes. O guarda-redes é Hermansen, depois a defesa com Christiansen, Proftegaard, Andersen e também Mala. Meio-campo com o capitão Højbjerg e Morten Hjulmand. Na frente de ataque vamos ter Daghime, Darami, Damsgaard e o ponta de lança Rasmus Hojlund. Joga-se no Parken, um estádio que, Miguel, há um ano e meio, Portugal perdeu por um bola a zero nos quartos de final da Liga das Nações, na altura, a primeira mão. Depois, na segunda mão, Portugal deu a volta. Vamos ver nesta nova era pós Ronaldo, o que vai conseguir Portugal em mais um jogo da Liga das Nações.

O Diogo Varela com os protagonistas que vão entrar em campo às 19h45, daqui a cerca de 40 minutos, jogo da Liga das Nações que pode ditar o apuramento de Portugal para os quartos de final e que vai ter relato e análise na Rádio Observador.

Este tema, a saída de Cristiano Ronaldo, tem sido abordado por diferentes figuras ao longo do dia de hoje. O ex-presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou sobre o assunto, mas quis concentrar-se na união em torno da equipe nacional.

Foi à margem do Fórum La Torre, em Espanha, que Marcelo Rebelo de Sousa diz que a equipe das Quinas enfrenta momento crucial e por isso deixa um apelo.

Hoje temos que estar todos unidos, porque o que importa é a seleção portuguesa, é Portugal, e temos que estar todos unidos atrás de Portugal. Hoje, sobretudo, temos o jogo na Dinamarca e domingo lá estarei com a Noruega.

Marcelo Rebelo de Sousa à chegada ao Palácio de Congressos La Torre, na província de Ponte Vedra, na Galiza. Já de manhã, o Observador apurou que o chefe do governo, Luís Montenegro, falou via telefone com o presidente da Federação, Pedro Proença, com o selecionador nacional Jorge Jesus e também com o próprio Cristiano Ronaldo. Luís Montenegro teme as consequências deste episódio, não só pra equipe que vai entrar em campo frente à Dinamarca, mas também pra Federação Portuguesa de Futebol e pra imagem global de Portugal.

Na Madeira, o presidente do governo regional, Miguel Albuquerque, falou também sobre este assunto para sair em defesa de Cristiano Ronaldo.

Miguel Albuquerque foi hoje confrontado com a polêmica que envolve o capitão da seleção e não poupou nos elogios e no apoio ao madeirenses.

É o português mais conhecido no mundo. Nunca houve um português tão conhecido em todo o mundo. É conhecido na China, é conhecido em todo o lado. Segundo lugar, o Ronaldo foi um jogador que promoveu e prestigiou Portugal ao longo de uma carreira com mais de 25 anos. Deve ter se chateado, fez muito bem.

Miguel Albuquerque, em declarações aos jornalistas no final da manhã em Câmara de Lobos, deixou ainda críticas à Federação Portuguesa de Futebol e também a Jorge Jesus.

Nesta edição, atenções também para essa informação de última hora. Um incêndio deflagrou esta tarde na zona do Cais do Sodré, em Lisboa.

Um fogo na Rua Cor-de-Rosa foi confirmado ao Observador pelos bombeiros sapadores de Lisboa, que já estão no local. O incêndio começou pouco depois das 18h. De acordo com a Proteção Civil, a esta hora estão no local sete bombeiros e dois veículos equipados com autoescadas. A Rádio Observador está também a caminho da Rua Cor-de-Rosa para trazer mais detalhes sobre este fogo, que está também a ser reforçado com mais operacionais.

Uma situação pra acompanhar na noite informativa da Rádio Observador, informação atualizada no intervalo do jogo Dinamarca-Portugal e sempre que se justificar na nossa antena. André Ventura insiste que o Partido Socialista condicionou a negociação do Orçamento do Estado quando anunciou que se vai abster

O líder do Chega dá o exemplo concreto, o complemento solidário para idosos que o governo aprovou hoje para aumentar em €50. Ventura revela que antes do anúncio do PS, o Chega estava a negociar com o governo um aumento ainda maior.

O aumento que hoje é anunciado por parte do primeiro-ministro, no complemento, o aumento quase insignificante que o primeiro-ministro acrescenta às reformas miseráveis que hoje existem em Portugal, estava a ser negociado para ter que ser muito maior no orçamento do Estado. Claro que com o Partido Socialista a dizer que viabiliza sem condições, ficou um aumento muito pior do que aquele que deveria ter sido. E ficou o aumento que o primeiro-ministro quer e que o governo quer, sem sequer ter que negociar no Parlamento. Esta é a realidade dos factos. E foi isto que o Partido Socialista conseguiu com esta ânsia de ser uma muleta do governo.

André Ventura, numa declaração aos jornalistas, na sede nacional do partido, diz que estava em causa um aumento na casa dos 30% a 35%.

Seguimos com declarações de hoje do Presidente da República, que quis assinalar as diferenças das guerras modernas e sublinha que Portugal precisa de oficiais preparados para os novos tempos.

António José Seguro entregou esta tarde as espadas, o símbolo da autoridade militar, aos novos oficiais que ingressam no quadro permanente do exército. O comandante supremo das Forças Armadas quis alertar os novos oficiais para as particularidades das guerras modernas, mas lembra que a máquina nunca vai substituir as qualidades humanas.

Os combates que enfrentareis serão completamente diferentes daqueles que enfrentaram os vossos antecessores. As guerras modernas já não se travam apenas no terreno. Combatem-se também através da informação, da tecnologia, do ciberespaço, da inteligência artificial, da manipulação da perceção, da velocidade da decisão. O campo de batalha tornou-se multidimensional, mas há algo que permaneceu imutável. Nenhuma tecnologia substitui o caráter.

As palavras do Presidente da República nesta cerimónia que assinala a passagem dos militares recém-formados para a carreira de oficial. António José Seguro destacou também o trabalho dos militares no combate aos incêndios e no auxílio prestado nas cheias durante este ano.

Em destaque também esta tarde, declarações do porta-voz do PSD, que diz que não está preocupado com a posição da Aliança Democrática nas sondagens.

Sebastião Mugalho participou hoje no almoço do International Club, em Lisboa, em resposta a uma pergunta sobre os resultados dos últimos estudos de opinião que colocam a AD em terceiro lugar, com PS e Chega à frente. O eurodeputado diz que se o PS e o Chega se juntassem no Parlamento para derrubar o atual governo, as sondagens mudavam rapidamente.

O que as sondagens diriam se o PS e o Chega se coligassem no Parlamento para derrubar o governo? Iam continuar a dizer o mesmo? Os portugueses seriam indiferentes a uma coligação entre o PS e o Chega para derrubar um governo que assegurou três orçamentos de Estado sem aumentar um imposto, sem baixar uma pensão, pelo contrário, aumentá-las, com excedente orçamental e com crescimento económico acima da média europeia? Os portugueses iam ser indiferentes a uma coligação entre o PS e o Chega para derrubar esse governo? Eu acho que as sondagens mudariam muito rapidamente.

O também eurodeputado centrou o discurso inicial na importância que a União Europeia vai ter no contexto internacional no futuro. Diz que alguns ministros portugueses que já foram eurodeputados têm tido grande influência nas medidas que Bruxelas quer implementar.

Nesta altura passam onze minutos das 19h. Vamos a outras notícias que estão a marcar a atualidade. Miguel Vitor Bedias.

Os Bombeiros Sapadores acusam as estruturas sindicais de estarem reféns de Luís Montenegro. Cerca de duas centenas de manifestantes surpreenderam as autoridades com um protesto organizado nas redes sociais por um grupo inorgânico. Esta manifestação junto do edifício de vários ministérios chegou mesmo a mobilizar o corpo de intervenção da PSP para proteger as entradas principais. Lourenço Rosário, um dos manifestantes e elemento da Corporação dos Bombeiros Sapadores de Lisboa, diz que a carreira destes trabalhadores não é revista há duas décadas e contesta a idade da reforma.

Estamos a falar de uma carreira que tem que ser revista, tanto a nível de remuneração, que foi revista, mas foi mal revista. Estamos a falar de uma avaliação que é completamente surreal para a realidade dos bombeiros. Estamos a falar também de um horário que tem que ser, mais do que nunca, colocado em lei, para que não haja divergências entre Lisboa e os restantes municípios. Estamos a falar das reformas e da aposentação, que é completamente, como vocês sabem, é do conhecimento de todos, completamente ridículo, surreal, um bombeiro ficar até aos 60 anos no ativo. É impensável e é desumano.

Lourenço Rosário, um dos manifestantes esta tarde junto ao Campo 21. Os Bombeiros Sapadores prometem voltar às ruas nas próximas semanas, caso o governo continue a não responder aos anseios que têm feito chegar ao Executivo. Há pouco dissemos que estávamos a caminho da Rua Cor-de-Rosa, no Cais do Sodré, em Lisboa, onde deflagrou um incêndio esta tarde. É por lá que já está o jornalista João Lourenço Dias. João, qual é o cenário neste momento por aí?

Miguel, aquilo que podemos já revelar é que a situação, pelo menos, já está a correr de forma favorável para os operacionais no terreno. Não sei ao certo quantos operacionais dos Bombeiros Sapadores de Lisboa é que se encontram aqui na Rua Cor-de-Rosa. O que eu posso ver é pelo menos quatro grandes viaturas desta corporação dos Bombeiros Sapadores de Lisboa. Vejo pelo menos três operacionais no topo do edifício que, pelo menos pela fachada, se não estava abandonado, parece-me realmente degradado. Vejo pelo menos duas gruas e no topo destas estruturas vejo cerca de três operacionais numa grua e outros três na outra estrutura, por isso certamente estão a tentar ver o topo, como é que estão as chamas. O que é certo é que há aqui duas, três ruas que estão cortadas. Já iremos detalhar as mesmas nos próximos espaços informativos. O que é certo, e pelo menos para garantir isso aos nossos ouvintes, é que o trabalho destes operacionais está a decorrer de forma favorável, por isso esperemos que este incêndio seja dominado nos próximos minutos.

João Lourenço Dias, na Rua Cor-de-Rosa, no Cais do Sodré, em Lisboa, onde deflagrou um fogo ao final da tarde, com este ponto de situação que iremos desenvolver também ao longo da noite na Rádio Observador.

As notícias estão de regresso à Rádio Observador no intervalo do Dinamarca-Portugal. Já a seguir vamos ter emissão de desporto na Rádio Observador.