Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Bom regresso a casa. Boa tarde. Esta é a tarde política da Rádio Observador. Já daqui a pouco vamos ter o Jornal das 7. Depois do Jornal das 7, vamos ter a "Vixi Soares", o programa semanal da equipa de política do Observador. O deputado do PS, Luís Testa, é o convidado da segunda parte. E depois das 20h00, há futebol, um Benfica-Gil Vicente, emissão especial depois das 20h30 para acompanhar aqui o jogo com relato em direto. Jogo dos quartos de final da Taça da Liga. Quanto ao estado do tempo para amanhã, algumas nuvens, mas tempo quente, um pouco por todo o país e no sábado vai estar ainda mais calor. Agora, o Jornal das 7. Jornal das 7, na Rádio Observador, com o Luís Soares. O presidente da República promete falar em breve sobre o resultado das audiências que manteve hoje em Belém, audiências com os partidos sobre a questão da habitação.

António José Seguro respondeu de forma telegráfica à questão dos jornalistas sobre se os partidos políticos lhe tinham dado as garantias que esperava. Foi no final da cerimónia de recepção de uma fragata na base naval do Alfeite, uma fragata que regressou a Portugal depois de participar numa operação da NATO. O presidente da República, apenas numa frase telegráfica, prometeu falar em breve. Ele que ouviu hoje os 10 partidos com centro parlamentar sobre coesão social, tema no qual incluiu a habitação e sobre o qual também convocou uma reunião do Conselho de Estado para a próxima semana. As reuniões terminaram com o PSD a dizer que o orçamento é a prova de que é possível gerar consensos, mas os restantes partidos não concordam com a análise do PSD.

O primeiro-ministro foi recebido esta tarde no distrito de Viseu com alguns protestos. Luís Montenegro insiste que o governo não está a sentir pressão e diz que está a resolver os problemas da habitação.

Um homem com um cartaz foi retirado durante uma cerimónia no final de uma visita a uma escola em Sertã, em Viseu. Em declarações aos jornalistas no final, Luís Montenegro diz que compreende os protestos, mas assegura que o governo está a trabalhar.

Não é uma questão de sentir pressão, é uma questão de compreender, de ouvir, mas também de dizer às pessoas que nós estamos a resolver o problema. É que estamos mesmo. E eu acredito que com o tempo, que é necessário. Repare bem, se nós durante 10 anos, praticamente, não construímos casas, alguém, a falar verdade e com seriedade, consegue dizer que as casas estão prontas amanhã? Sinceramente. É que nós já entregamos, naquilo que depende de nós, em que somos nós os promotores, 32 mil casas.

O primeiro-ministro diz que estão a ser criadas condições para construir mais casas, mas também admite que isso demora tempo.

Nós temos hoje condições administrativas para que os processos sejam mais rápidos. Nós mudámos também os impostos, nomeadamente o IVA, para a construção. É hoje uma taxa de 6% para toda a construção dentro de limites que sejam naturalmente razoáveis em termos de custo final. Portanto, nós temos a expectativa que as casas venham a ser construídas, mas eu não consigo construir as casas assim, não consigo, e muito menos consigo recuperar 10 anos de desinvestimento em 10 meses. Não consigo!

Declarações de Luís Montenegro esta tarde em Viseu. Ele que assegura também que todos têm que ceder na hora de negociar e que o governo tem feito essas cedências. Antes disso, o ministro da Presidência tinha deixado a ideia de que o governo considera que as manifestações pela habitação serão mais eficazes se se mantiverem dentro do limite da lei. Foi na conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros.

A PSP já tem conhecimento dos novos avisos para as manifestações das acampadas em Lisboa e no Porto para o próximo sábado. Garante que está a ser feito todo o planeamento para garantir a ordem pública.

O movimento Acampada de Lisboa vai voltar a montar tendas e promete pernoitar na Praça do Rossio no sábado, é o que avança a organização do protesto em comunicado. Entrevistado esta tarde na Rádio Observador, o subintendente e porta-voz da PSP, Sérgio Soares, sublinha que a atuação das forças de segurança tem sido caracterizada pela primazia da via do diálogo. Garante que o objetivo do novo planeamento é assegurar a segurança e a ordem pública.

Estamos a fazer a nossa avaliação, recolhendo informações, recolhendo notícias, para depois podermos fazer o melhor planeamento para acompanhar com segurança, garantindo a ordem pública. Nós, da nossa parte, esperamos que, e como temos feito, temos. Numa primeira fase, a nossa primazia tem sido pela via do diálogo. Nós esgotamos nas várias manifestações a via do diálogo. Aliás, encetamos esforços para levar até ao limite a via do diálogo, da mediação, da sensibilização, para mostrar aos promotores e aos manifestantes que estavam a manifestar, tanto na Praça Dom João I no Porto, como na Praça Dom Pedro IV em Lisboa, que têm todo o direito à manifestação. Todavia, há limites impostos pela lei.

Declarações do subintendente e porta-voz da PSP, Sérgio Soares, na sequência da nova acampada anunciada já para sábado em Lisboa. Sérgio Soares disse também esperar que a manifestação de polícias desta tarde em Lisboa vai decorrer de forma ordeira e pacífica.

Em causa a manifestação da Associação Sindical de Profissionais de Polícia e da Associação de Profissionais da GNR, que vai terminar junto à residência oficial do primeiro-ministro.

Reivindicam melhores salários e uma revisão de carreiras, uma manifestação que sai do Largo do Camões, está a ser acompanhada pelo Miguel Pina Andrade. Agora em direto, e Miguel, já com a garantia de que uma delegação vai ser recebida na residência oficial do primeiro-ministro.

Sim, Luís, e em cima da mesa vão estar certamente as principais reivindicações destas duas associações que tu referiste. Os aumentos salariais e principalmente a revisão das carreiras são as exigências que aparecem nas faixas que vão encabeçar a manifestação. E como ouvimos agora este barulho de fundo dos apitos, esta foi a banda sonora no Largo de Camões na última hora. E há pouco, o presidente da ASP, Paulo Santos, falou aos jornalistas e deixou esse apelo para que o governo responda às reivindicações dos sindicatos.

Neste momento, questiono ao governo qual é a proposta do governo para dar uma resposta às nossas reivindicações. Nós temos perguntado isso ao governo. Qual é a disponibilidade orçamental? Qual é a disponibilidade política de perceber aquilo que está em causa? Aquilo que nós sabemos é que o doutor Luís Neves, quando tomou posse, afirmou publicamente que para uma profissão como a Polícia de Segurança Pública e também como um guarda nacional republicano, os salários não eram atrativos e não correspondiam à exigência dessas missões. Por isso, está aqui em cima da mesa a oportunidade, nestas negociações, do governo dizer o que é que quer fazer. Nós já apresentámos as nossas propostas.

A bola está agora no lado do governo, é o que diz o presidente do maior sindicato da PSP. Paulo Santos, que afirma também que neste momento um dos maiores flagelos das forças da segurança é a falta de atratividade e também esse vai ser um tema nesta reunião que vai acontecer depois da manifestação. Luís, no Largo de Camões já se juntaram muitas dezenas de pessoas e segundo o presidente da ASP, vão chegar ainda mais. Esperam-se aqui ainda sete autocarros. No entanto, a manifestação só vai partir daqui às 19h30, com a chegada prevista à residência oficial de Luís Montenegro por volta das 20h. Segue-se depois a reunião com o gabinete do primeiro-ministro.

Miguel Pina Andrade vai acompanhar esta manifestação da ASP e também da APG, que vai terminar na residência oficial de Luís Montenegro.

E há outras notícias a marcar esta tarde.

Uma retificação. As autoridades espanholas retificaram o número de vítimas mortais do acidente ferroviário de ontem e mantêm-se assim nos 69. Anteriormente, tinha sido apontado o número de 74, mas baixou, foi retificado em baixa esse número. Hoje é dia de mais dois jogos da Taça da Liga, dois últimos jogos dos quartos de final. A esta hora decorre o Braga-Famalicão. Com cerca de 20 minutos de jogo, o Famalicão vai vencendo o Braga por 1 x 0. Daqui a 1h45, às 20h45, é a vez do Benfica-Gil Vicente. O jogo que vamos acompanhar com relato e análise aqui na rádio.

Já a seguir vamos ter a Vixi Suave.