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São 8 horas. É o jornal das 8, edição de José Rafael Lopes. A começar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, que admite que o governo está disponível para fazer cedências nas negociações quanto ao Orçamento do Estado.
Paulo Rangel fala em abertura por parte do governo, mas com certas limitações. O ministro dos Negócios Estrangeiros defende que o programa de governo é a espinha dorsal para todas as negociações. Ainda assim, Paulo Rangel sublinha que há espaço para o diálogo.
Havendo um programa de governo, ele é base para qualquer diálogo. Claro que o diálogo implicará sempre, como é evidente, se é um diálogo, implica concessões, implica cedências, implica negociações. Mas há, obviamente, uma espinha dorsal, que é essa o programa do governo, que obviamente tem de ser cumprido. Pode, pois, ser eventualmente complementado, pode haver aqui ou acolá uma cedência, mas o espírito, a linha, a espinha dorsal do programa do governo, obviamente, tem de ser cumprida. Portanto, isso faz parte até das obrigações constitucionais.
Paulo Rangel mostra-se otimista em relação à aprovação do Orçamento do Estado, fala no ambiente construtivo e assegura que o governo está de boa fé.
O que existiu foi uma negociação que começou nesta sexta-feira, mais formalmente, com os vários partidos políticos, uma audição dos partidos, ver qual era a base de trabalho que poderíamos ter. Vai prosseguir logo no início de setembro e, portanto, o ambiente é um ambiente construtivo, é um ambiente de construção de um consenso que possa levar à aprovação do Orçamento e, portanto, se nós estamos de boa fé nesse exercício, evidentemente que não vamos agora começar a contemplar as hipóteses de esse exercício falhar.
Paulo Rangel a fazer um balanço do arranque das negociações com os restantes partidos para o Orçamento do Estado, aqui no registo da RTP. São declarações após ontem ter decorrido em São Bento a primeira ronda destas negociações.
Entretanto, na política, o Bloco de Esquerda já anunciou voto contra o Orçamento do Estado do próximo ano e Mariana Mortágua alerta para o risco do fim de alternativas políticas se o documento for aprovado.
A coordenadora do Bloco de Esquerda lança mesmo um desafio ao Partido Socialista para não permitir a aprovação do documento. Em Amarante, Mariana Mortágua comentou as negociações do Orçamento do Estado, que começaram ontem em São Bento. Defende a coordenadora do Bloco de Esquerda que há um risco cada vez maior de uma aproximação entre PS e PSD. O Bloco reitera a posição contra o Orçamento do Estado, mas o governo precisa apenas do voto a favor do CHEGA ou da abstenção do PS para ver o documento ser aprovado. Um cenário que leva Mariana Mortágua a avisar para o risco de não existirem alternativas políticas.
Eu acho que o governo procura uma aprovação e a viabilização do seu orçamento, procura-o de forma um pouco questionável, porque faz uma governação à direita e depois usa uma quase chantagem da estabilidade para requisitar os outros partidos para apoiarem ou aprovarem essa governação. Eu acho que o pior que poderia acontecer à democracia portuguesa era uma diluição em que se acha que qualquer partido pode aprovar um orçamento de direita, apenas porque há uma pequena medida que passou no orçamento. Isso seria a diluição da política, é o fim das alternativas políticas de que a democracia é feita.
As declarações de Mariana Mortágua, aqui captadas pela CNN Portugal. O Bloco de Esquerda foi o primeiro partido a anunciar o voto contra o Orçamento do Estado. O PS tem sido mais cauteloso. Ainda ontem, Alexandra Leitão disse que o Partido Socialista tem razões para estar otimista. Ainda assim, não desvendou o sentido de voto do Partido Socialista.
Ainda pela política, com Tiago Mayan Gonçalves, é candidato à liderança da Iniciativa Liberal, fala numa candidatura para unir o partido.
Anúncio feito esta tarde em Vila Nova de Gaia, Tiago Mayan Gonçalves é o rosto da oposição interna a Rui Rocha, fundou o movimento Unidos pelo Liberalismo, que já tem o apoio de 400 pessoas. O antigo candidato presidencial apresentou o manifesto, pretende dar uma nova vida à Iniciativa Liberal e construir uma alternativa. Diz que o que foi feito até agora pelo partido tem ficado aquém.
De facto, nós não estamos a candidatar contra ninguém. Nós, Unidos pelo Liberalismo, temos aqui uma proposta bastante concretizada para uma visão do partido, nomeadamente no que transmiti da necessidade de termos um partido aberto, ativo e ambicioso e na necessidade para o país estarmos a desenvolver propostas com alcance, amplitude e arrojo, e está representado no discurso que eu lhe acabo de apresentar. Achamos que quer no que é esta abordagem interna, quer no que é esta abordagem externa, o partido está aquém do que nós queremos e sonhamos
E para além disso, do que nós achamos que Portugal necessita deste partido.
As declarações de Tiago Maia Gonçalves, candidato à liderança da Iniciativa Liberal, que quer dar uma alternativa ao partido. No entanto, Tiago Maia Gonçalves não pretende criar divisões.
Agora 08h06, na política internacional, no Médio Oriente, sobretudo, Israel atacou pela primeira vez o Iémen. As Forças de Defesa do país começaram a reivindicar o ataque desta tarde e falam numa retaliação.
Os ataques aéreos israelitas atingiram o porto de Hodeida, uma cidade controlada pelos rebeldes houthis, no Mar Vermelho. Os alvos destes ataques foram refinarias de petróleo e uma estação de energia. Os meios de comunicação social geridos pelos houthis dão conta de que há feridos e mortos a registar como resultado. Israel já reconheceu a autoria deste ataque no Iémen. O porta-voz das Forças de Defesa do país diz que foram atingidos alvos militares houthis no Iémen como resposta às centenas de ataques levados a cabo contra Israel nos últimos meses. Há também informações de que os rebeldes houthis no Iémen, de manhã, atacaram um cargueiro, um dos motivos que levou a esta reação por parte de Israel.
E do Médio Oriente, atravessando o Atlântico para os Estados Unidos, os Clinton saíram em defesa de Joe Biden.
O antigo presidente e a mulher estarão a apoiar a decisão de Biden de não desistir da corrida à Casa Branca, apesar da pressão ser cada vez maior. A Bill Clinton junta-se naturalmente Hillary Clinton, ela que chegou a concorrer contra Donald Trump na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos da América, perdeu para o na altura candidato republicano. De acordo com a informação avançada pela NBC News, o casal tem também incentivado financiadores do Partido Democrata a manterem-se ao lado do presidente norte-americano. As mesmas fontes avançam ainda que nos bastidores, Bill e Hillary Clinton têm estado em contacto com a Casa Branca e ofereceram-se para ajudar em tudo o que puderem.
Depois da edição das 08h00, a primeira parte do Pop Up. Entretanto, a continuar também nos Estados Unidos, a crescer o número de vozes a pedir a Joe Biden para deixar a corrida pela Casa Branca.
Uma pressão que continua a aumentar dia para dia. J.D. Vance diz que o atual presidente não está apto para concorrer às eleições. O nome escolhido por Donald Trump para ser vice-presidente vai ainda mais longe. Diz que Joe Biden deve renunciar já à presidência dos Estados Unidos da América. São declarações na rede social X, já durante o dia de hoje. Já Mark Takano, deputado da Califórnia, é o mais recente democrata a apelar ao presidente dos Estados Unidos para que desista da candidatura às eleições de novembro. Num comunicado, escreve que, apesar do amor e respeito que sente por Joe Biden, fala num risco demasiado alto para falhar a corrida à Casa Branca. Pede, por isso, Joe Takano a Joe Biden para passar o testemunho a Kamala Harris, ela que neste momento é vice-presidente dos Estados Unidos da América. Entretanto, a Casa Branca publicou o mais recente boletim clínico de Joe Biden, ele que está infetado com Covid-19. O presidente dos Estados Unidos continua com tosse e rouquidão, diz a Casa Branca, mas assegura ainda que os sintomas estão a melhorar de forma constante.
E ainda nos Estados Unidos, Donald Trump volta hoje aos comícios após a tentativa de assassinato.
É o primeiro evento deste género desde o incidente na Pensilvânia, onde Donald Trump ficou ferido numa orelha após terem sido disparados vários tiros e onde também morreram duas pessoas. O candidato republicano vai estar no Michigan ao lado de J.D. Vance, o nome que escolheu para vice-presidente. Após a tentativa de assassinato, há uma alteração ao modelo dos comícios. Segundo o The Washington Post, ao contrário do que tem acontecido até agora, o encontro vai ser realizado num recinto fechado e não ao ar livre. São medidas extra de segurança após o último comício de Donald Trump ter sido interrompido com essa tentativa de assassinato que deixou ferido o candidato republicano.
Edição das 08h00, Zé, depois do apagão mundial de ontem por uma falha na atualização de um software informático, o regresso à normalidade pode demorar alguns dias.
Nelson Scravana explica que muitos dos sistemas afetados precisam de intervenção humana para serem recuperados. Há ainda voos a serem cancelados e o banco norte-americano JPMorgan Chase está a trabalhar para restaurar o funcionamento das caixas. Em declarações à Rádio Observador, o especialista em cibersegurança diz que este tipo de falhas são naturais e que é de estranhar que não aconteçam mais vezes.
É quase um milagre isto não acontecer mais vezes. Nós dependemos de sistemas de informação que são fornecidos por uma meia dúzia, uma dúzia de grandes fornecedores. E esses fornecedores acabam por ter um poder, entre aspas, obviamente, muito grande sobre os nossos sistemas, porque quando colocam uma nova versão de um software, seja ele de um sistema operativo como o Microsoft Windows, seja ele de uma componente de cibersegurança como o CrowdStrike Falcon, nós, na realidade, estamos a confiar que estas atualizações automáticas correm bem. E não acontece sempre assim.
Declarações de Nelson Scravana, que se mostra preocupado com o facto de os testes às atualizações de software não detetarem de forma preliminar as falhas. A CrowdStrike já tinha informado que o regresso à normalidade vai demorar algum tempo.
E para fechar, no desporto, uma boa notícia. É amanhã, uma grande notícia, de facto, não é uma notícia, é uma grande notícia para o ténis nacional. Nuno Borges, atual 51 do ranking ATP, vai amanhã jogar a final contra Rafael Nadal.
Um jogo que está marcado para amanhã, na Suécia. Nuno Borges venceu o argentino Thiago Tirante por 2-0, com os parciais de 6-3 e 6-4, para conseguir pela primeira vez na carreira chegar à final de um torneio ATP. Nuno Borges tornou-se apenas no quarto tenista português a conseguir marcar presença numa final de um torneio deste género. É a primeira vez que o faz na carreira. Vai medir forças contra um dos maiores nomes do ténis, o espanhol Rafael Nadal. Uma partida que Nuno Borges já definiu como um sonho e que recebeu aprovação, digamos assim, por parte do presidente da Federação Portuguesa de Ténis, que diz que acredita que Nuno Borges tem boas hipóteses de continuar a fazer história e para tal só precisa de conseguir fazer esse feito, que é vencer Rafael Nadal, esse jogo final do torneio ATP da Suécia para amanhã, Nuno Borges frente a Rafael Nadal.
É um jogo que tem acompanhamento também aqui na Rádio Observador, a partir da 13h00. Também ao longo da tarde de amanhã, domingo, vamos estar com muita atenção à última etapa do contra-relógio entre Mônaco e Nice. Desde 1905 que não havia uma final do Tour fora de Paris e, portanto, vai ser interessante confirmar o quarto lugar, sobretudo do João Almeida, da Botalume, que amanhã vai seguramente fechar a sua melhor prestação no Tour de France.
E já com o vencedor anunciado.
Sim, há muito tempo. Desde o primeiro dia, praticamente. O Tadej Pogačar. A seguir vamos ter então a primeira parte do Pop Up. Zé Rafael Lopes vai voltar às 08h30. Até já.
Até já.