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Edição das 08h00, com José Rafael Lopes e a começar com o referendo à política de imigração pedido pelo Chega. A deputada Cristina Rodrigues fala numa tentativa de perceber a opinião dos portugueses.
Sobretudo em relação às cotas enquadradas por áreas de especialização e necessidades econômicas do país. Na Rádio Observador, a deputada do Chega admite que a proveniência dos imigrantes pode ser um fator de discriminação.
Parece-nos que é fundamental que as pessoas sejam cumpridoras, venham para trabalhar, não tenham qualquer tipo de problemas com a justiça e, portanto, a partir daí não existe qualquer problema.
Mas faz perante a origem esse tipo de discriminação ou de diferenciação, se lhe quiser chamar?
No caso, para a implementação de cotas, sim, deveria haver algum tipo de análise relativamente à proveniência.
Cristina Rodrigues adianta que, de acordo com o Chega, deveria limitar a entrada a imigrantes com maior poder de compra para condicionar, por exemplo, a compra de casas em Portugal.
Entretanto, André Ventura admite trocar a aprovação do Orçamento Estado pela realização de um referendo sobre a imigração em Portugal.
O líder do Chega impõe mesmo um prazo para essa consulta popular. André Ventura quer que aconteça no início do próximo ano e define mesmo as perguntas que quer que apareçam no papel. A primeira é se existe um limite anual de imigrantes no país. A segunda, se os portugueses concordam ou não com cotas previamente enquadradas por área de especialização e necessidades da economia para a entrada de imigrantes em Portugal. É a premissa de André Ventura para que o Chega dê luz verde ao Orçamento Estado.
Duas perguntas de referendo a realizar no início do próximo ano em matéria de política migratória. Se assim for, teremos caminho para andar. Se assim não for, fica cada vez mais difícil entender que um governo de centro-direita ou que se diz de centro-direita, tenha a mesma política migratória que o Partido Socialista teve durante oito anos.
André Ventura acredita que vai receber luz verde do Parlamento para este referendo sobre a imigração em Portugal. Espera ainda que Marcelo Rebelo de Sousa não seja um obstáculo para o referendo.
E Zé, sobre esse tema, o PSD não vai fazer qualquer comentário sobre a proposta de referendo à imigração proposta pelo Chega, pelo menos até que o primeiro-ministro volte de férias. Os sociais-democratas vão manter o jogo fechado. É a instrução dada a todos os membros do partido, de acordo com o que apurou o Observador. Silêncio total até ao momento do regresso de Luís Montenegro. Vai ser o primeiro-ministro a responder a André Ventura. A intervenção do chefe do governo deve acontecer durante o discurso que Luís Montenegro vai protagonizar na Universidade de Verão do PSD, um evento que está marcado para a próxima semana.
Agora são 08h13 e as questões de gênero não reúnem consenso dentro do partido do governo. O deputado Bruno Vitorino mostra-se perplexo com a ministra da Juventude depois de Margarida Balseiro Lopes ter manifestado relativamente a esta matéria. Em casa está uma campanha da Direção Geral de Saúde que utiliza a expressão "pessoas que menstruam". A governante diz que concorda com a utilização de uma linguagem neutra. Bruno Vitorino acusa a ministra de estar a seguir a agenda woke e cola Margarida Balseiro Lopes às ideias do Bloco de Esquerda. Diz o deputado que as declarações da governante podiam ter saído da boca de Mariana Mortágua. São críticas de Bruno Vitorino à entrevista ao Observador. É um artigo assinado pelo editor de política, Rui Pedro Antunes, que faz manchete neste momento em observador.pt.
E quem também não concorda com a Margarida Balseiro Lopes é exatamente o Chega.
O partido diz que a linguagem neutra põe em causa os direitos das mulheres. É a reação de Cristina Rodrigues às declarações da ministra da Juventude, Margarida Balseiro Lopes, ouvida no Direto ao Assunto, aqui na Rádio Observador. A deputada do Chega diz que esta discussão só desvaloriza os direitos pelos quais as mulheres lutaram durante décadas.
Situação em particular é que as mulheres durante muito tempo estiveram a lutar para que conseguissem igualdade e durante muito tempo estiveram a lutar para que o nome delas fosse reconhecido, para que as mulheres fossem tidas em conta. E neste momento aquilo que parece é que de alguma forma sob a capa da linguagem inclusiva, estamos aqui a invisibilizar o nome das mulheres, porque será inclusivo para uns, exclusivo para outros.
Cristina Rodrigues, ouvida na Rádio Observador, é a posição da deputada do Chega sobre o tema da igualdade de gênero.
E agora mudando de tema, na Madeira, o PS pede que seja criada uma comissão de inquérito para apurar responsabilidades políticas no combate aos incêndios na região autônoma.
É o que adianta Paulo Cafôfo numa conferência de imprensa realizada no Funchal. Para o líder do PS Madeira, é importante escrutinar a ação do governo de Miguel Albuquerque em relação ao incêndio que começou na quarta-feira passada.
Na opinião do Partido Socialista, esta comissão de inquérito é fundamental para apurar as responsabilidades políticas. Temos de analisar as decisões políticas ou a ausência de decisões políticas, as medidas tomadas, em que tempo foram tomadas e por quem foram tomadas. Temos que questionar a falta da presença do presidente do governo e do secretário com a tutela de proteção civil nos quatro primeiros dias deste incêndio e depois a ausência do presidente do governo quando ainda estão frentes ativas e o fogo está descontrolado.
Declarações de Paulo Cafôfo, do PS Madeira. Miguel Albuquerque e o secretário regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, estavam de férias no Porto Santo quando o incêndio começou. O presidente do governo regional interrompeu as férias na noite de sábado, mas acabou por regressar para o Porto Santo no dia seguinte. Para Paulo Cafôfo, importa avaliar a estratégia utilizada pelo Executivo da Madeira para tentar responder a estes focos.
Temos também de avaliar a robustez dos meios alocados Temos de apurar a recusa da ajuda atempada do Governo da República, temos de apurar a ativação tardia do Plano Regional de Emergência e Proteção Civil da Região Autónoma da Madeira e temos de esclarecer também as graves acusações e as afirmações públicas, seja por parte do presidente do Governo Regional, seja por parte do secretário regional da Saúde e da Proteção Civil.
Paulo Cafôfo tem criticado o que considera ser demora na aceitação de ajuda disponibilizada pelo Estado para o combate às chamas.
Depois do PS Madeira, também o JPP, Juntos pelo Povo, quer que o presidente do Governo Regional seja ouvido pelo Parlamento da Madeira com urgência.
Em declarações à RTP, Hélvio Sousa diz que o comportamento de Miguel Albuquerque é inaceitável. São declarações sobre os incêndios que têm deflagrado na ilha da Madeira.
Miguel Albuquerque, uma vergonha total. Voltou ao Porto Santo com a Madeira a arder. O conselho permanente tem que decidir já e chamar Miguel Albuquerque largar a praia do Porto Santo e vir já amanhã prestar esclarecimentos aos madeirenses. Ontem requeremos já o texto de entrada hoje, uma audição com caráter emergente, urgente, Miguel Albuquerque e Pedro Ramos.
Hélvio Sousa, líder do JPP, o Juntos pelo Povo, em entrevista à RTP, diz que Miguel Albuquerque e Pedro Ramos devem ser responsabilizados do ponto de vista político. Acusa mesmo, Hélvio Sousa, quer Miguel Albuquerque, quer Pedro Ramos, de negligência.
Agora são 08h07, ainda na Madeira. Zé, foram ativados planos de emergência nos três conselhos que já foram afetados pelos incêndios.
Falamos do município de Ponta do Sol, Ribeira Brava e Câmara de Lobos. Também o Governo da Madeira anunciou a ativação do Plano Regional de Emergência para responder aos danos causados pelos incêndios que se mantêm ativos. São cinco frentes. Até agora, mais de 200 pessoas foram retiradas das respectivas casas e a dimensão da área ardida na Madeira já é visível a partir dos céus. Em apenas seis dias, foram consumidos mais de 8 mil hectares de terreno. É o que se pode observar no serviço de satélite da União Europeia, o Copernicus.
Entretanto, o Ministério da Segurança Social garante que os pensionistas da banca também vão receber o suplemento extraordinário anunciado pelo prime ministro.
Tal como os restantes pensionistas, este apoio único também vai ser pago em outubro. É o que avança o Ministério da Segurança Social, em declarações ao Observador. Havia essa dúvida, porque no anterior executivo, os pensionistas do setor bancário começaram por ser excluídos quando foi pago um bônus de meia pensão para fazer face à inflação. Depois, o governo de António Costa acabou por voltar atrás. A jornalista da seção de Economia do Observador, Beatriz Ferreira, explica as diferenças em relação a este novo suplemento anunciado por Luís Montenegro. Admite, Beatriz Ferreira, que há o risco de alguns pensionistas poderem ficar fora da lista.
O que sabemos é que, segundo nos indicou o Ministério da Segurança Social, será um apoio pago por pensionista e não por pensão, ao contrário daquilo que aconteceu com o bônus da meia pensão de 2022. E isto é diferente porque pode fazer com que os pensionistas que acumulam mais do que uma pensão sejam excluídos se o valor das suas pensões somado ultrapassar este limite estabelecido.
Pensões até 1.528 euros vão receber um suplemento de pagamento único em outubro entre 100 e 200 euros.
Agora no plano internacional, nos Estados Unidos, já arrancou o segundo dia da Convenção Democrata.
O ponto alto da noite vai ser o discurso de Barack Obama, uma mensagem que vai ser preponderante para a candidatura de Kamala Harris. Pelo menos é o entendimento da especialista em Relações Internacionais, Madalena Mayer Resende, que foi ouvida esta tarde na Rádio Observador, no programa América Dividida.
Obama tem um peso exatamente também mais nesta ala mais à esquerda. Podemos dizer até que a sua presidência foi uma presidência, certo ponto, bastante divisiva e que, em conjunto com os outros grandes líderes do partido, estão com uma vontade de ultrapassar e de recriar um discurso aceito pelas minorias.
Madalena Mayer Resende, ouvida no programa América Dividida, aqui na Rádio Observador. Ontem, no primeiro dia de Convenção Democrata, discursou Joe Biden e também Hillary Clinton. Hoje é a vez do ex-presidente Barack Obama, ele que vai falar ao início da madrugada.
Agora são 08h09 minutos. E agora que outras notícias estão a marcar a atualidade?
O presidente do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza admite que não há meios para fiscalizar os percursos pedestres na Madeira. Isto porque os turistas continuam a frequentar as levadas mesmo quando estão encerradas devido aos incêndios. Em declarações à Agência Lusa, Manuel Filipe explica que todos os meios estão focados no combate às chamas. O presidente do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza volta a apelar ao cumprimento das regras da não utilização dos percursos que estão interditos. No desporto, na Volta à Espanha em bicicleta, João Almeida subiu ao segundo lugar da classificação geral. No primeiro dia em solo espanhol, depois de três dias em Portugal, o ciclista português ficou em terceiro lugar na etapa de hoje. Está neste momento a oito segundos de Primož Roglič, que venceu a etapa. Nelson Oliveira, que ontem fechava o top 10 da classificação geral, perdeu vários lugares na etapa de hoje. Esta que foi a primeira etapa da Volta à Espanha, já com alta montanha.
E agora, para fechar, já está disponível, é importante dizer, o quarto episódio de Um Rei na Boca do Inferno, o novo podcast Plus do Observador.
Este episódio é centrado em Ricardo Espírito Santo, um dos personagens principais desta história. Foi na Casa de Cascais, do banqueiro português, que o Duque de Windsor ficou instalado em julho de 1940. Vamos ouvir um pequeno excerto deste podcast Plus, Um Rei na Boca do Inferno.
É uma noite quente de verão na boca do inferno
Uma chamada feita do palacete cor-de-rosa para o Casino do Estoril. Passado algum tempo, duas mulheres entram na casa, em vestido de gala. É noite de jogo e as duas mulheres vêm para se juntar ao grupo. À mesa do bridge estão o banqueiro Ricardo Espírito Santo e a mulher. Um espanhol que é conhecido entre os empregados da casa por ser batoteiro. E ainda um português, baixo e gordo, que responde pela alcunha de Ganso e que é jogador profissional. Joga-se a dinheiro e joga-se forte. O hóspede da casa cor-de-rosa, o Duque de Windsor, também esteve à mesa ao jantar, mas acabou por abandonar mais cedo por a mulher se estar a sentir mal. Teve de levá-la até à cama. Quando se é muito rico, como é o caso do banqueiro, não é preciso ir ao casino. Basta um telefonema e o casino passa a ser em casa.
Um pequeno excerto do quarto episódio de "Um Rei na Boca do Inferno", o novo podcast Plus da Rádio Observador.
"Um Rei na Boca do Inferno" é uma série narrada pela atriz Soraia Chaves, com uma banda sonora incrível da Cláudia Pascoal. Assinantes do Observador com acesso antecipado a todos os episódios da série. Eu, por acaso, já limpei mais uma desta série do podcast Plus. É fantástica também esta narrativa. Parece que estás a ouvir e parece que estás a ver o filme, o que é o maior elogio que se pode dar realmente à forma como é feita esta descrição de "Um Rei na Boca do Inferno".
É um enorme trabalho de sonoplastia.
É sim, senhora. Entretanto, a informação estará de regresso às 20h30, porque a seguir temos a primeira parte do convidado extra. Então, conta nós. Até já.
Até já.
Até já.