Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos passar às notícias . Jornal das 8 com a Laura Figueiredo. E Laura, o Procurador-Geral da República confirma que não foram encontrados indícios criminais no caso Pedro Nuno Santos.
Amadeu Guerra não detalha as conclusões retiradas pelo Ministério Público, que investigou a compra de dois imóveis por parte do ex-secretário-geral do Partido Socialista. O procurador confirma a falta de provas para a abertura do inquérito e remete explicações para o despacho do Ministério Público.
Arquivou, obviamente, porque não encontrou razões absolutamente nenhumas para abrir inquérito e, portanto, as averiguações preventivas são isto mesmo. Se há elementos para abrir inquérito, abre-se inquérito, se não há elementos, arquiva-se a averiguação preventiva.
Procurador-Geral da República, à margem de um evento na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, onde deixou o desejo de ver também concluída a investigação ao primeiro-ministro Luís Montenegro. Amadeu Guerra aproveitou ainda para confirmar que vai haver alterações ao regime das averiguações preventivas, alterações estas que vão dizer respeito à comunicação social, avisa o procurador.
Esta situação foi útil para podermos refletir melhor sobre a questão das averiguações preventivas. Era minha intenção e informei o conselho de que ia fazer isso. Vai haver alterações em termos de comunicação social e de comunicação.
Consegue levantar o véu?
Não, não consigo. Neste momento, ainda não sei, porque estamos a estudar isso.
Vão diminuir o acesso da comunicação social a alguns casos, é isso?
Se for especulação sem mais, uma pessoa tem uma denúncia anônima e tem logo uma exploração mediática dessa situação, o que se ganha com isso? Diga lá. Portanto, temos que refletir. Temos que refletir e temos que encontrar soluções.
Amadeu Guerra esta tarde em Lisboa, disse ainda estar preocupado com o crescimento da violência no país. Aponta para a falta de meios dos magistrados.
E o antigo secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, diz que já era de esperar que a averiguação preventiva que lhe foi aberta durante a campanha eleitoral fosse arquivada.
Numa publicação na rede social X, o socialista afirma que sempre pautou a vida pela ética e pelo respeito pela lei e reforça que nunca recebeu nenhuma ajuda de custo a que não tivesse direito enquanto deputado. Pedro Nuno Santos afirma ainda que as empresas da família não foram beneficiadas pelo exercício de cargos públicos que desempenhou. Diz ainda que sempre desprezou quem usa a política para enriquecer e que percebe as zangas das pessoas com os políticos. Ainda assim, o ex-líder socialista deixa a ressalva de que os políticos não são todos iguais. É a reação de Pedro Nuno Santos depois da Procuradoria-Geral da República ter arquivado a averiguação preventiva que tinha sido aberta. Em causa estava a origem dos fundos para a compra de imóveis, do subsídio do Parlamento por residir em São João da Madeira e ainda a atribuição de subsídios europeus a uma empresa do pai.
E o Chega considera que, apesar da averiguação preventiva ter sido arquivada, ainda há explicações por dar.
Pedro Frazão pede assim a Pedro Nuno Santos que venha dar esclarecimentos adicionais.
Apesar deste arquivamento, eu acho que há muitas responsabilidades que Pedro Nuno Santos deve vir a explicar ao país. As responsabilidades da sua ação pessoal, nomeadamente ter recebido cento e tal mil euros em ajudas de custo de deslocações que nunca chegou a explicar por que as recebeu, se morava aqui em Lisboa. Também não explicou Pedro Nuno Santos os impostos ou o que devia ter pago dos seus apartamentos e não explicou.
Deputado do Chega ouvido na Rádio Observador, Pedro Frazão realça ainda que Luís Montenegro está a desperdiçar uma maioria parlamentar de direita e que se não procurar acordos com o Chega, vai ter de negociar tudo peça a peça.
O que é facto é que Luís Montenegro, se quisesse mesmo transformar o país, deitava mão à sua maioria parlamentar de direita absoluta com o Chega, nem precisava da iniciativa liberal, e realmente íamos endireitar o país, íamos fazer uma verdadeira agenda transformadora. Assim, com esta maioria maior, mas que na verdade é uma maioria minoritária, o que Luís Montenegro vai fazer é ter que negociar peça a peça.
Ainda assim, Pedro Frazão garante que o Chega aceita a viragem à direita mandatada pelos portugueses e vai assumir a liderança da oposição.
E o governo pode contar com o Chega para aumentar o investimento em defesa. É a garantia deixada por André Ventura à saída da reunião com Luís Montenegro, esta tarde em São Bento.
O líder do Chega afirma que o plano apresentado pelo primeiro-ministro para investir mais em defesa merece o apoio do partido e fala mesmo em prioridades alinhadas entre AD e o Chega.
Da parte do Chega, a garantia que deixei foi de que enquanto segundo maior partido, o Chega estava alinhado com estas preocupações. Temos três ou quatro áreas de soberania em que não podemos fazer jogo político nem conflito político e que se exige consenso, pragmatismo e decisão. E, portanto, nós dissemos, e eu tive a oportunidade de transmitir ao primeiro-ministro, ao doutor Luís Montenegro, que nesta matéria contará com o Chega para pragmatismo, responsabilidade e decisão o mais rápido possível.
Declarações de André Ventura depois do encontro com Luís Montenegro. Antes, o primeiro-ministro recebeu o Partido Socialista. Carlos César confirmou que também o PS está alinhado com o governo quanto à necessidade de reforço do investimento em defesa, mas com peso e medida.
Estes esforços que temos de fazer em matéria de investimento na defesa não devem prejudicar, por um lado, a sustentabilidade das nossas finanças públicas. Refiro a sustentabilidade, não necessariamente o montante de défice ou de superávit, não deve prejudicar o nosso empenhamento na manutenção do Estado social e na despesa média que temos vindo a ter nessas áreas.
O presidente do Partido Socialista pede que seja dada prioridade à indústria nacional de defesa, são declarações de Carlos César à saída da reunião desta tarde convocada pelo primeiro-ministro com os dois maiores partidos da oposição
Mudamos de tema. Quatro membros do movimento neonazista Armilar Lusitano ficaram hoje em prisão preventiva.
Esta decisão surge depois de seis membros desta organização terem sido detidos pela Polícia Judiciária sob suspeitas de atividades terroristas, discriminação e incitamento ao ódio e à violência. Entre os quatro detidos com medidas mais gravosas, está um agente da PSP que desempenha atualmente funções de chefia na Polícia Municipal de Lisboa, isto de acordo com o que adianta o jornal "Expresso". Os outros dois envolvidos ficaram obrigados a apresentações periódicas às autoridades.
Laura, vamos agora a outros temas que estão a marcar a atualidade.
Diplomatas norte-americanos estão a começar a abandonar Israel. É uma informação avançada pela Embaixada dos Estados Unidos, num comunicado citado pelo "New York Times". A embaixada não confirma quantos membros da equipe de diplomacia estão a deixar Israel. A saída dos diplomatas norte-americanos acontece numa altura em que as guardas revolucionárias do Irão anunciam uma nova onda de ataques com mísseis. A Ucrânia anunciou que eliminou o alto colaborador das autoridades da ocupação russas, indiciado por tortura de prisioneiros. Uma informação revelada pelo jornal "The Kyiv Independent", que descreve o homem como autor de ações de repressão contra a população ucraniana local e responsável pelo estabelecimento de câmaras de tortura para prisioneiros de guerra. O colaborador foi morto durante uma operação direcionada, coordenada pela inteligência militar da Ucrânia. A União Europeia vai levar Portugal a tribunal devido à falha de cumprimento das regras de terrorismo online. A Comissão Europeia anuncia que vai processar Lisboa por falhar na aplicação de partes das regras para combater atividades consideradas terroristas em plataformas digitais. As normas deveriam estar em vigor desde junho de 2022. Com isto, a União Europeia pretende impedir a propagação de elogias extremistas e salvaguardar direitos fundamentais.
E é assim que fechamos este "Jornal 18".