Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Com a Vanessa Cruz. Já vamos ouvir os jovens portugueses campeões do mundo de futebol no escalão sub-17 e os parabéns do Presidente da República. Mas, Vanessa, vamos primeiro em direto pra Ucrânia, porque o Vladimir Putin deixou hoje novas ameaças.
O presidente russo avisa que o país está pronto para lutar até que o último ucraniano morra. São estas as palavras de Vladimir Putin. Em Lviv, na Ucrânia, está um dos enviados especiais d'O Observador, Rui Pedro Antunes, editor de política. Rui Pedro, como é que esta ameaça de Vladimir Putin está a ser recebida aí na Ucrânia, em pleno processo de negociações de paz?
Olha, Vanessa, curiosa essa pergunta, porque ainda esta quarta-feira parecia ser completamente contra a corrente eu dizer que havia um grande ceticismo depois de Volodymyr Zelenskyy dizer que aceitava uma parte do acordo ou que estava disposto a avançar com o acordo de paz com os Estados Unidos. Na verdade, os ucranianos ouvem esta história há imenso tempo, ou seja, eles não esperam que sempre que se fale que a guerra vai ser resolvida numa semana, em duas, em 24 horas, ou que no Dia de Ação de Graças, que foi hoje, era um prazo para a Ucrânia aceitar a paz, que isso muda alguma coisa. Portanto, o que as declarações de Vladimir Putin vêm dizer é que esse ceticismo dos ucranianos tinha uma razão de ser. É porque mesmo que Zelenskyy aceite as intenções de Donald Trump, que refaça e refaça ao lado dos parceiros europeus um plano pra paz, esse plano depois tem que ser aceito pela Rússia. E aquilo que a Rússia quer que a Ucrânia aceite, Kiev nunca aceitará. E, portanto, há uma situação de impasse permanente, daí o desgaste das pessoas, daí o ceticismo total. E, portanto, a ideia geral, tanto de diplomatas, funcionários do governo, como das próprias pessoas, os cidadãos comuns, é de que a guerra está pra durar. As pessoas estão céticas, não acreditam que vá acabar em breve. Nós fizemos uma reportagem, que eu não posso dizer porque vai sair depois n'O Observador mais tarde. A localização até era não revelada e não a vamos poder revelar. E também não posso revelar o teor da reportagem, mas alguém dizia: "Isto pode ser a última vez", com algum entusiasmo, "porque pode vir aí a paz". Mas depois logo a mesma pessoa dizia: "Bom, nem eu acredito naquilo que eu estou a dizer". E, portanto, as declarações de Vladimir Putin a dizer que pode matar até o último ucraniano só fazem intensificar ainda mais o sentimento anti-Rússia, a vontade de não abdicar, de não ceder, de não deixar territórios pra trás, porque no entender do povo ucraniano e das pessoas com quem vamos falando, que perderam familiares, essas mortes não podem ser em vão. E, portanto, não vão abdicar do Oblast de Donetsk, Lugansk, todo Donbass e até da Crimeia, só porque Donald Trump acha que tem que ser hoje, amanhã, daqui a um mês. Portanto, enquanto o sentimento do povo ucraniano for "não estamos dispostos a que a luta tenha sido em troca de nada", Volodymyr Zelenskyy não pode fazer outra coisa a não ser corresponder nas mesas de negociações àquilo que é o sentimento do povo ucraniano. E o sentimento neste momento é ceticismo relativamente à paz e desgaste face à situação de guerra e desgaste a toda a situação. E, portanto, isso nunca vai mudar, além de que há um ódio crescente na sociedade ucraniana relativamente ao agressor Rússia e todos os sinais que vamos vendo é pra que isso não só não seja apaziguado, como até esteja a ser cada vez mais agudizado e extremado. E, portanto, as expectativas, gostava de dizer o contrário, mas as expectativas não são as melhores. O que me parece é que o povo ucraniano está farto, desgastado, mas também cada vez mais pouco esperançoso numa resposta a breve prazo.
A esperança de que a guerra termine em breve é escassa. A reportagem do Rui Pedro Antunes, que está também com a jornalista Teresa Abecasis e o fotojornalista João Porfírio na Ucrânia. Entretanto, Kiev anuncia novos encontros com a delegação norte-americana ainda no final desta semana. E Vladimir Putin também recusou hoje, em conferência de imprensa, a ideia de que a Rússia queira começar uma guerra com a Europa.
Seguimos agora com esse feito histórico no futebol português. Portugal, campeão do mundo do sub-17. O Presidente da República recebeu a notícia com grande entusiasmo e emoção e vai mesmo receber estes jogadores em Belém.
É o que podemos ler numa nota publicada no site da Presidência. Marcelo Rebelo de Sousa destaca a grande entrega e o trabalho dos jovens futebolistas. Não tem dúvidas num futuro auspicioso. Deixa, desde já, esse convite para irem ao Palácio de Belém quando regressarem do Catar. E depois de ter falado pessoalmente com o presidente da Federação, Pedro Proença, Marcelo Rebelo de Sousa diz que foi convidado a ir à Cidade do Futebol no sábado, na recepção que vai ser feita à seleção sub-17.
O sonho cumpriu-se depois de uma vitória frente à Áustria por 1 x 0. Os jogadores e seleção estão naturalmente felizes por esta conquista. Fizeram a dobradinha, Vanessa.
Sim, porque além de ganharem o Campeonato do Mundo, há menos de meio ano arrebataram o troféu europeu. Perante esta nova vitória, histórica outra vez, Bino Martins, selecionador, tem uma palavra para classificar o trabalho dos jogadores que dirige.
Grande trabalho dos miúdos, nós temos vindo a dizer isso. Sabíamos que esta final ia ser muito difícil. Já havia um desgaste muito grande, mas eles estiveram fantásticos naquilo que foi pedido e parabéns. Acho que dificilmente isto vai ser igualado e é um trabalho fantástico destes jovens. Espero que por tudo que já fizeram, possam também ter um futuro fantástico, isso é que é importante, e pra valorizar também o que fizeram agora.
O golo português foi assinado por Anísio Cabral, melhor marcador da seleção, segundo melhor marcador neste mundial de sub-17. A taça é de Portugal, campeão do mundo.
E o Porto regressou às vitórias na Liga Europa, desta feita frente ao Nice.
Três zero, os dois primeiros gols marcados na primeira parte. Gabri Veiga bisou. Na segunda parte, grande penalidade a favor dos Dragões. Samu foi eficaz. Vitória no Dragão frente aos franceses, depois do empate com os holandeses do Utrecht.
A esta hora, outra equipa portuguesa em competição, o Braga joga com o Rangers na Escócia. É um jogo também da Liga Europa, do qual vamos dar conta nos próximos serviços informativos. Deixamos o desporto. Tensão a subir de tom entre as centrais sindicais que convocaram a greve no próximo mês de dezembro e também com a ministra do Trabalho.
O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, diz que a ministra do Trabalho, Rosário Ramalho, é uma técnica que não tem jeito para criar um ambiente negocial e político, embora a central sindical reafirme a disponibilidade para continuar o debate. Quanto à CGTP, o secretário-geral Tiago Oliveira também tem críticas. Considera que a ministra tem dificuldade em explicar argumentos e não conhece as instituições. Estiveram os dois sindicalistas num debate promovido pela Associação Causa Pública. A greve geral está de pé, está marcada para 11 de dezembro.
E falamos agora da apresentação de um livro sobre Sá Carneiro, que junta praticamente todas as figuras da direita.
De Passos Coelho a Cavaco Silva, de Luís Montenegro a Marques Mendes. Foram várias as figuras do PSD que se juntaram esta tarde na reedição do livro da jornalista Maria João Vilas sobre Francisco Sá Carneiro. A acompanhar esta apresentação esteve o Miguel Vítor Dias. Miguel, agora em direto, para além de figuras do PSD, também muitas figuras da direita presentes.
Sim, por exemplo, entre os candidatos presidenciais, João Cotrim Figueiredo marcou também presença, bem como o presidente da Iniciativa Liberal. Mas essa curiosidade de Francisco Sá Carneiro, através deste livro, conseguir federar a direita e juntar na mesma sala, no friso da frente, nomes como Cavaco Silva, Marques Mendes, Passos Coelho e Luís Montenegro, para além, claro está, do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco. Foi, aliás, no Parlamento que decorreu esta apresentação. E nessa apresentação, em que Passos Coelho depois acabou até por cumprimentar Luís Montenegro no fim da sessão, José Miguel Judice, antigo militante do PSD, deixou um recado de que não há intérpretes oficiais de Francisco Sá Carneiro.
Como acontece com todos os pais fundadores, sejam eles quais forem, somos todos seus filhos. Cada um tem direito à sua interpretação e ninguém pode aspirar a fazer disso um órgão. Isso é excelente. O que não é excelente é que alguém quisesse ser uma espécie de intérprete oficial, como uma espécie de Maomé deste Alá.
José Miguel Judice aqui a dar conta desta interpretação de Sá Carneiro, que diz que cada um tem direito a fazer a sua, mas não há propriamente ninguém que transporte essa mensagem oficial nesta apresentação da reedição do livro da jornalista Maria João Vilas.
Reportagem do Miguel Vítor Dias.
Fica por aqui o Jornal das 18, teve edição da Vanessa Cruz.