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É o Jornal das 9, edição da jornalista Diana Rosa. Diana, cedeu ao repto da candidatura de Marques Mendes. António José Seguro vai publicar a lista de clientes das empresas que tem tido.

E quer publicar já amanhã.

E apesar de não estar há 11 anos na vida pública, a minha última declaração de rendimento e de património é de 2014, eu já submeti no portal da transparência todas as declarações que a lei me exige. Mas vou para além disso. Vou também publicar amanhã, espero eu, no site da minha candidatura, todas as entidades que eu recebi dinheiro. Quer recebi dinheiro diretamente, quer recebi dinheiro das minhas empresas. E vou também declarar, aliás, aproveito para o fazer agora, que nunca no exercício de consultoria de gestão e de operacionalização de negócios, tive qualquer contato com a administração central ou com gabinetes ou membros do governo.

Garante ter sido sempre transparente, António José Seguro, sem conflitos de interesse. E quanto a Marques Mendes, Seguro quer evitar tecer comentários.

Eu não faço política, sobretudo em campanha eleitoral, nestas matérias. Eu apenas digo aquilo que penso e aquilo que faço. Eu considero que a transparência é elementar. Quem não deve, não teme. E por isso aquilo que eu vou fazer é divulgar aquilo que eu considero que são elementos importantes para eu poder ser escrutinado no exercício do meu mandato, se eu receber, como espero, a confiança dos portugueses.

O candidato apoiado pelo Partido Socialista à margem de um evento em Lisboa, a defender a separação completa entre os negócios e a vida pública.

E aqui na Rádio Observador, o representante da candidatura de Gouveia e Melo, Francisco Rodrigues dos Santos, admite que a revelação da lista de clientes da empresa familiar de Luís Marques Mendes não coloca um ponto final no assunto.

O ex-líder do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, defende que é preciso assegurar que nenhum dos outros candidatos tem conflitos de interesses.

O que nós queremos saber, no caso do Luís Marques Mendes, que é o candidato a presidente da República, é se no quadro dos clientes que tem, das atividades que desenvolveu durante muito tempo como consultor de uma sociedade de advogados, vai-se lá saber o que isso é, é se no futuro não teremos um presidente da República que esteve envolvido em tráfico de interesses ou se existem alguns clientes que devem ser registrados ao nível das incompatibilidades e conflitos de interesse, no quadro das atribuições a que ele se propõe como presidente da República.

Pela candidatura de André Ventura, a deputada do CHEGA, Cristina Rodrigues, questiona o timing escolhido para a divulgação desta lista de clientes de Luís Marques Mendes.

Só agora em que supostamente está em causa Marques Mendes é que se lembraram da importância da transparência e também da importância do conflito de interesses. E portanto, parece-me que poderá haver aqui mais alguma coisa para esclarecer. Acho que não é positivo que não tenha sido o próprio candidato a prestar os esclarecimentos. Acho que era ele que devia estar naquele lugar e naquele momento a fazer os esclarecimentos necessários.

Quanto ao representante da candidatura de António José Seguro, o de Alberto Campos Fernandes considera que a situação não vale o eco que tem tido.

Quem não deve, não teme. E portanto, o que o doutor Luís Marques Mendes tem que fazer é aquilo que está a fazer, é expor, naturalmente, o seu percurso profissional e demonstrar se existem ou não alguns conflitos de interesse que sejam insanáveis para a carga que se propõe concorrer. Mas nós, do nosso lado, não alimentaremos este tipo de campanha, não alimentaremos esta tentativa de criar um pântano pré-eleitoral.

Foram as declarações destes três representantes de candidaturas às presidenciais, ouvidos no programa A Caminho de Belém, aqui na Rádio Observador. O diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde rejeita a necessidade de incentivos aos médicos durante a fase de formação para se manterem no interior do país.

Em resposta ao alerta da autarca de Bragança esta semana, Isabel Ferreira avisou que há uma redução de médicos internos para fazer formação na Unidade Local de Saúde do Nordeste e culpou o governo porque abriu vagas noutros hospitais de grandes centros urbanos. A autarca entende que esta medida acentua o desequilíbrio entre o litoral e o interior e pede incentivos para os jovens, mas Álvaro Almeida discorda.

Não pode ser na formação. A formação tem que ser aquela que permita captar o maior número possível de médicos para as especialidades. Portanto, não pode ser na formação que se faz essa discriminação positiva do interior, que é necessária. Onde se deve fazer essa discriminação é depois, após a formação, na colocação dos médicos internos. E aí, o Serviço Nacional de Saúde tem privilegiado o interior, tem sistematicamente aberto menos vagas nos grandes hospitais do que os internos que eles formaram, precisamente para que esses internos vão para outros hospitais do interior onde não fizeram a formação.

O diretor executivo do SNS ressalva ainda que a falta de médicos não é um problema exclusivo do interior do país.

E Diana, o governo vai propor a redução do número de provas de acesso ao ensino superior.

Atualmente, são obrigatórias duas. O executivo admite reduzir para uma, como era antes, em 2023, altura em que o executivo de António Costa aumentou o número de provas de ingresso. Hoje, o ministro Fernando Alexandre diz que não compreende essa alteração, que tenha sido implementada e admite até que o número de alunos a concorrer às universidades tenha diminuído precisamente por esse motivo. O ministro quer reverter a medida, vai fazer uma proposta de alteração ao decreto lei.

E se for por diante, as instituições de ensino superior ficam obrigadas a alterar as condições de acesso?

Não. De acordo com o ministro Fernando Alexandre, cada universidade tem autonomia para fixar o número de provas de ingresso. Pode ser uma, é o mínimo, ou pode ir até três. Fernando Alexandre adianta também que há cursos, designadamente na área da engenharia, em que vão ser obrigatórias as duas provas de ingresso que estão hoje implementadas e outros cursos, como a medicina, vão ter três provas.

E agora, com sete minutos para lá das nove, vamos ao noticiário local.

E começamos no Barreiro. Decorre amanhã o espetáculo Rock and Twist, do Coral TAB, Trabalhadores das Autarquias do Barreiro. É um evento que começa às 17h, na Sociedade Filarmónica Agrícola Lavradense. Participam também outros coros neste espetáculo. Todos os projetos musicais são dirigidos pelo maestro Manuel Gonçalves. Loures vai realizar o habitual passeio de Natal de motards. Realiza-se no domingo a partir das 10h. É uma iniciativa organizada pelo Motoclube do Tujal, com o apoio da Câmara Municipal de Loures. Deverá contar com cerca de 11 motoclubes e 400 motards. Em Benavente, distrito de Santarém, a Câmara Municipal vai reavaliar os projetos de habitação previstos na estratégia local, precisamente, de habitação. O objetivo é garantir o aumento da oferta habitacional no Conselho. A decisão surge na sequência de uma reunião entre a autarca e a Secretária de Estado das Infraestruturas e da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa. Segundo a presidente da Câmara, o instrumento de financiamento não foi eficaz e exige, por isso, uma reformulação da estratégia inicialmente definida. Espinho liquidou a dívida que tinha com a Polícia de Segurança Pública, relativamente às verbas provenientes das multas de trânsito que foram cobradas entre 2021 e 2025. O valor era de mais de €320 mil, correspondia a 30% da receita que foi cobrada nos últimos anos. A verba é resultante da transferência de competências para os municípios, no que toca ao estacionamento proibido, indevido e abusivo. A Universidade do Minho recebeu a doação de uma biblioteca particular. O médico José Guilherme Monteiro entregou mais de 3 mil volumes à Escola de Ciências, que os colocou no polo de Famalicão, em Vila Nova de Famalicão. Agora, a Biblioteca Professor José Guilherme Monteiro foi inaugurada com a presença de várias personalidades da instituição. A fechar, Leiria. Foi lançada a edição número dois do projeto Inclusitsu. É o desenvolvido pela Associação Asterisco, é dedicado à inclusão de pessoas com deficiências na modalidade de jiu-jitsu. O investimento por parte do município é de €43 mil anuais, um projeto que vai acolher e treinar 58 atletas de associações de todo o Conselho de Leiria. E fica por aqui o Jornal das Nove, edição da jornalista Diana Rosa. Já a seguir temos nova edição da Guerra Traduzida, também com Diana Rosa. Até já!