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Com a Rádio Observador. Jornal das nove, edição com a Diana Rosa. Diana, começamos com as eleições presidenciais. António Filipe rejeita desistir da corrida a Belém em prol de uma candidatura única da esquerda.
Está fora de questão atirar a toalha ao chão antes dos portugueses irem às urnas. António Filipe, candidato apoiado pela CDU, deixa até um recado aos adversários.
Muito mal vai uma candidatura quando acha que só lá vai se os outros desistirem. A minha candidatura é para levar até ao fim. Sou uma candidatura diferenciadora, uma candidatura identificada com os trabalhadores e com os seus direitos, identificada com os valores de 25 de Abril, identificada com a Constituição, no que ela tem de mais importante, que são os direitos de natureza política, económica, social e cultural. E existe uma grande insatisfação dos portugueses relativamente às políticas públicas que têm sido seguidas nos últimos anos.
O candidato apoiado pelo PCP afirma que não faz sentido avançar para uma candidatura, depois desistir, não cumprindo o compromisso assumido desde o primeiro dia.
Já António José Seguro quer ser o equilíbrio político das instituições e quer evitar mexidas na Constituição.
Feitas apenas, essas mexidas, por um dos lados do Parlamento. O candidato apoiado pelo PS avisa que o país só tem a ganhar se tiver uma presidência de uma cor política diferente dos restantes órgãos.
Mais importante de saber de onde é que eu venho, é para onde é que eu quero ir. Eu quero ser o presidente de todos os portugueses. É essa a natureza constitucional da Presidência da República. Um presidente leal à Constituição, um presidente que vem para equilibrar um sistema político que está excessivamente desequilibrado para um dos campos, onde esse campo consegue fazer tudo, tomar todas as decisões, inclusivamente, se quiser, fazer as revisões que entender da nossa Constituição da República. O país tem a ganhar com esse equilíbrio. E para além de ganhar com esse equilíbrio, também tem a ganhar, sabendo que uma das minhas características é de ser um presidente dialogante.
Em Ermesinde, António José Seguro alertou ainda para desigualdades que ainda existem no país, lamenta as respostas segmentadas e a falta de equidade entre mulheres e homens.
E Luís Marques Mendes diz que é sério, mas que não é ingénuo e queixa-se de ser alvo de calúnia.
Em causa, as insinuações de outros candidatos à direita quanto à vida profissional e ao dinheiro que tem ganhado, Marques Mendes. O candidato já tinha pedido clareza aos adversários. Ora, depois de revelar a lista de clientes que tem tido nos últimos anos, Marques Mendes deixa agora um recado aos adversários.
O Rui Figueiredo, o Rui Melo ou o André Ventura passam a vida a fazer insinuações e ataques pessoais a mim e à minha candidatura. Eu isso acho uma coisa feia. Eu sou sério, mas não sou ingénuo. Sei porque é que fazem, porque estou em alta nas sondagens e sou o único que as sondagens dizem que ganha a todos, à segunda volta. Em qualquer circunstância, acho que uma campanha de nível elevado é mais discutir ideias do que fazer insinuações e ataques pessoais. E finalmente, acho que há uma terceira questão também diferente das outras, que é a calúnia.
O candidato à presidência diz que quem não deve, não teme. Diz que foi essa a razão pela qual decidiu revelar a lista de clientes.
É obrigação de qualquer um de nós ser escrutinado. Não deve levar a mal, é um dever, o escrutínio. E por isso é que eu resolvi, sem ser obrigado por lei a fazer, divulgar os clientes de uma empresa que era minha. Portanto, os clientes eram meus e não era obrigado, mas entendi em consciência fazê-lo por uma razão simples: quem não deve, não teme.
Marques Mendes justifica ainda a ausência em ações de campanha nos últimos dias com questões de saúde. Diz também que está a preparar o debate com Henrique Gouveia e Melo. Está marcado para amanhã. É o último dos debates à presidência. A esta hora, Catarina Martins está frente a frente com Jorge Pinto na RTP.
O Egito quer anunciar em janeiro a segunda fase do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Anúncio do ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, depois das negociações que decorreram ao longo deste fim de semana em Miami, nos Estados Unidos, com os quatro países mediadores: Egito, Catar, Estados Unidos e Turquia. O ministro egípcio diz estar confiante e diz que as negociações estão a progredir de forma positiva. De acordo com a agência de notícias egípcia Mena, o objetivo é anunciar já no início de 2026 o acordo com, pelo menos, alguns destes pontos: o destacamento de um comitê palestiniano na Faixa de Gaza, também a mobilização de forças no âmbito da Força Internacional de Estabilização e ainda o desarmamento das milícias. Esta segunda fase do plano é importante, de acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito, porque tem como requisito principal a retirada das forças israelitas do enclave palestiniano. Os países mediadores vão continuar em contacto, de forma a acelerar o início desta segunda parte da trégua, que tem como base o plano de paz definido por Donald Trump para colocar um ponto final nesta guerra e posteriormente reconstruir a Faixa de Gaza.
O presidente da Venezuela acusa os Estados Unidos de pirataria, numa altura em que foi apreendido o terceiro navio nas Caraíbas.
Numa mensagem na rede Telegram, o chefe de Estado lamenta que o governo da Venezuela tenha passado 25 semanas a denunciar, confrontar e derrotar uma campanha de agressão. Diz Nicolás Maduro que vai do terrorismo psicológico aos piratas que atacam petroleiros. Ao mesmo tempo, avisa o presidente que as autoridades da Venezuela estão preparadas para acelerar a marcha da revolução profunda, aludindo ao movimento e projeto político de Hugo Chávez. O estado do terceiro petroleiro apreendido hoje pelos Estados Unidos ainda é desconhecido.
Agora notícias de âmbito local.
Começamos, Nelson, em Aveiro. Foi adiada a construção da Unidade de Saúde de Requeixo. O executivo municipal estendeu o prazo de conclusão das obras até o final de abril do próximo ano. É um investimento da Câmara de Aveiro na ordem de um milhão e meio de euros. O contrato de financiamento foi assinado entre a autarquia e o Plano de Recuperação e Resiliência. Em Almada já foram entregues os prémios literários, chamam-se Cidade de Almada e Maria Rosa Colaço. É uma iniciativa promovida pela autarquia todos os anos para incentivar a criação literária e valorizar autores da língua portuguesa. O prémio distinguiu a poesia e foi vencido por Alexandre Monteiro com a obra "Coração de Aquiles e Outros Mitos". Leiria, Nazaré, Ourém e Pombal integram a lista de municípios mais sustentáveis do país. Essas autarquias foram premiadas com a bandeira verde ECO 21 deste ano. É uma iniciativa que identifica e reconhece boas práticas ambientais e sociais dos municípios portugueses. Leiria e Pombal tiveram uma pontuação superior a 90%, a categoria mais elevada, apenas alcançada por cinco outras autarquias. A Câmara Municipal de Sintra lançou um projeto de sensibilização para o controle de uma espécie invasora aquática. É um minidocumentário, chama-se "Chenopus Levis: A Luta Contra um Invasor Oculto". Tem como objetivo sensibilizar a população para o combate à randeúnias africana, uma espécie invasora que aparentemente ameaça os ecossistemas aquáticos do concelho. É produzido com o apoio técnico e científico do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas da Universidade de Lisboa e o município de Oeiras. Em Peniche, a autarquia e a Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar estabelecem agora uma agenda de cooperação estratégica. O objetivo é definir uma visão conjunta para o desenvolvimento da cidade como território de conhecimento, inovação e sustentabilidade. O documento tem cinco grandes dimensões de colaboração, está alinhado com os objetivos de desenvolvimento sustentável. Também tem em conta as prioridades europeias de transição verde e digital. Fechamos na cidade invicta, no Porto. Estão abertas as inscrições para a bolsa de agentes eleitorais nas eleições presidenciais, é o que adianta a autarquia. Os municípios interessados em participar como agentes nas mesas de voto no dia 18 de janeiro já podem candidatar-se. Para isso, basta preencher o boletim de inscrição que consta do edital assinado pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e que se encontra disponível no site cm-porto.pt.
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