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Um muito bom ponto. Edição das 8 na Rádio Observador com Miguel Cordeiro. E começamos, Miguel, com as presidenciais. Luís Marques Mendes considera que caiu a máscara a Henrique Gouveia e Melo no debate de ontem.
O último frente a frente antes das eleições presidenciais juntou ontem, na TVI, o candidato apoiado pelo PSD e Henrique Gouveia e Melo. Hoje, Luís Marques Mendes acusou o adversário, diz que a campanha de Henrique Gouveia e Melo está contra ele e acusa o candidato de ter deixado cair a máscara.
Por isso é que o mérito do debate ontem foi ter caído a máscara. E ficou tudo claro. Eu sou sério, mas não sou ingênuo. Há uma campanha contra mim, porque eu estou em alta nas sondagens e de acordo com as sondagens, posso ser presidente da República. Sejamos sérios, mas não sejamos ingênuos. Caiu a máscara e provou-se que Gouveia e Melo não tem nem nível, nem sentido de Estado para ser presidente da República.
Luís Marques Mendes, em declarações aos jornalistas durante uma visita ao parque temático de Natal de Santa Maria da Feira. Nestas declarações, depois de questionado sobre a decisão judicial quanto aos cartazes de André Ventura, que visam a comunidade cigana, Luís Marques Mendes considera que estes cartazes eram intoleráveis e apela a que o candidato apoiado pelo Chega respeite a decisão da Justiça.
E, entretanto, André Ventura garante que não vai retirar esses cartazes. O líder do Chega vai recorrer, Miguel, da decisão do tribunal.
O tribunal ontem determinou a retirada dos cartazes, disse que André Ventura tinha 24 horas para retirar os cartazes e a partir daí teria de pagar multa. Falamos dos cartazes alusivos à comunidade cigana. André Ventura diz que teve uma decisão muito simples: não retira os cartazes e fala em liberdade de expressão.
Não remover os cartazes e manter estes cartazes por uma razão simples: porque eu entendo que eles dizem a verdade e nós não devemos desistir da verdade. Dois, porque está em causa um valor fundamental da República e da democracia, que é a liberdade de expressão. E três, porque esta decisão é recorrível e nós entendemos que os seus efeitos devem apenas começar quando tivermos uma decisão final.
André Ventura diz que essa decisão final só acontece depois do tribunal responder ao requerimento que o Chega vai ainda apresentar. Assume ainda, também André Ventura, que a retirada dos cartazes pode afetar a campanha eleitoral.
E também a embarcar a atualidade nacional esta terça-feira, Miguel, o homem suspeito de matar um adolescente de 13 anos em Tomar já tinha antecedentes criminais. Esta é uma informação apurada pelo Observador.
É um caso que terminou com a morte de duas pessoas. Este homem esfaqueou um adolescente de 13 anos, filho da ex-mulher. Depois, barricou-se em casa e fez explodir uma botija de gás, sendo que acabou também por morrer. Para além disso, duas pessoas ficaram feridas. A mulher, a mãe da criança, e um militar da GNR que já estava no local. Aconteceu tudo na aldeia de Casais, em Tomar. É um caso alegadamente relacionado com violência doméstica. A Polícia Judiciária revela que o ex-padrasto da criança já tinha estado preso por homicídio durante 14 anos, entre 2002 e 2016, e ao que o Observador apurou, também já existiam várias queixas por violência doméstica que reportavam a situações que aconteceram durante os últimos dois anos.
Em Casais, as pessoas ouvidas pela Rádio Observador confirmam, Miguel, que os antecedentes criminais do suspeito eram conhecidos.
Como, por exemplo, aquilo que disse o antigo presidente da Junta de Freguesia de Casais. Esta aldeia foi o local do crime. Ao jornalista António José Soares, da Rádio Observador, Jaime Lopes, o antigo presidente da Junta, admite que a população já estava a temer o pior.
É um indivíduo que não era grande rolha. Era mesmo assim. Há uns anos matou um indivíduo em Tomar. Lá viviam. Há muito tempo que ele não vivia aí. De vez em quando ele vinha e a gente dizia: "Olha, isto qualquer dia vai terminar mal". E terminou da pior espécie, da pior maneira.
Foi precisamente Jaime Lopes, antigo presidente da Junta, que ligou para o 112, no momento em que esta mulher pediu ajuda. Descreve à Rádio Observador o que aconteceu no momento em que a GNR chegou ao local.
Passado pouco tempo, veio a GNR e os bombeiros. Foi quando nós nos apercebemos do que é que estava a passar.
E foi nessa altura, então, que a senhora voltou para casa com a GNR.
A GNR voltou para cima e foram para cima. A gente pensava que aquilo tinha sido alguma malha dele. Eles falaram: "Não tem nada a ver." "Não, então por que nada?" Ligou o gás e foi uma explosão.
Jaime Lopes, antigo presidente da Junta de Casais, aldeia de Casais, onde se deu este incidente durante esta tarde. Duas pessoas morreram, duas ficaram feridas. A aldeia tem, neste momento, o acesso bloqueado pela GNR.
E no Hospital Amadora-Sintra, Miguel, vai arrancar em janeiro um projeto-piloto para diminuir os tempos de espera nas urgências.
É um projeto que vai recorrer à inteligência artificial. É, na verdade, um novo circuito de assistência aos doentes, que depende em parte do preenchimento de um questionário. Chama-se Via Integrada de Atendimento. Tem como destino os pacientes inicialmente triados com pulseira azul, verde e amarela. De acordo com a Amadora-Sintra, esta iniciativa vai funcionar com algoritmos clínicos que são baseados em evidência científica, que permitem acelerar o diagnóstico e o tratamento inicial destes doentes. De acordo com o hospital, este serviço contribui para a melhoria da experiência dos utentes. O hospital explica que depois da triagem habitual, a triagem de Manchester, os utentes vão receber uma pulseira dourada e aí são convidados a responder a um questionário que dura aproximadamente 15 minutos. A informação é depois recolhida e analisada através de um sistema de inteligência artificial que vai criar uma nota clínica estruturada e uma proposta de plano de tratamento para validação médica. Este novo projeto vai realizar-se durante o mês de janeiro, no início de janeiro, entre as 10h e as 18h, e prevê-se que o tempo de espera no hospital tenha uma redução de até uma hora.
E também a marcar a atualidade nacional desta feita no desporto, 15ª jornada da Primeira Liga de futebol, o Sporting joga daqui a mais ou menos 40 minutos, 39 minutos, frente ao Vitória Sport Clube, em Guimarães.
O jogo é às 20h45. Conta com relato em direto aqui na Rádio Observador, por parte do Vítor Tomé, que já está na cidade de Braga, já está no estádio. Vítor, já temos os 11 das duas equipas.
Antes de tudo, boa noite. Sim, já há os 11 para este Vitória-Sporting. A partida a contar para a 15ª jornada do principal escalão do nosso futebol, que decorre num ambiente competitivo no Estádio do Rei, onde se espera uma boa moldura humana, refletindo a importância do encontro para ambas as equipas. Encontro depois do polêmico jogo da Taça de Portugal entre o Santa Clara e o Sporting, e é também o regresso de Rui Borges ao castelo, onde foi treinador antes de fazer as malas para rumar a Alvalade. Sem demoras, vamos então aos 11. Começamos com a equipa da casa, com o Cafetero Castillo na baliza, Maga à direita, João Mendes à esquerda, dupla de centrais para Rodrigo Abascal e também Balieiro. Meio-campo para Nogueira e Mitrovic, Saviola encosta à esquerda, Camará à direita, Samu estará no apoio a Nedó, o ponta de lança, camisa 90 da equipa do Vitória. Do outro lado, Rui Silva é o guardião titular. Depois, um quarteto com Fresneda à direita, Mangas, o regresso também ele ao Vitória no lado esquerdo, dupla de centrais para Eduardo Quaresma e Gonçalo Inácio. Meio-campo para Simões e Hjulmand, meio-campo para Ioannidis, que jogará atrás do ponta de lança, Maxi Araújo à esquerda, Trincão à direita e o ponta de lança será então Suárez. O João Castro vai me dizendo que não, tenho do meu lado esquerdo também um homem que treinou esta casa, Augusto Inácio. Estamos os três em direto desde o Estádio Dom Afonso Henriques, onde a partir das 20h45 vamos levar até si este Vitória-Sporting. Aqui na Rádio Observador, acontece o que acontecer. Até já.
Relato em direto para ouvir nesta noite na Rádio Observador por parte do Vítor Tomé. Até já. Já vai regressar daqui a pouco na emissão especial de desporto da Rádio Observador. Ainda no desporto, noutra competição, não no campeonato, mas sim na Taça de Portugal, está em andamento o Caldas-Sporting de Braga. O jogo nesta altura, na verdade, está em período de intervalo e segue com o empate em 0 x 0.
Nove minutos para lá das 20h, Miguel Cordeiro. Vamos a outras notícias que também estão a marcar esta terça-feira.
O novo sistema aduaneiro do Porto de Leixões está a criar um caos logístico. Quem diz isto é a Associação dos Transitários de Portugal, que diz que o Natal está em risco. Diz mesmo que o Porto não pode, neste momento, receber contentores para embarque, uma vez que a capacidade está lotada. Os transitários dizem que caos é a palavra mais utilizada para descrever o cenário que se vive no Porto de Leixões, o maior porto marítimo do norte do país. Para fechar, Vicente, foi encontrado na Figueira da Foz, um osso de baleia que tem, presumivelmente, milhares de anos.
É caso para dizer que não é uma espinha. E também pergunto a você, Miguel, quando é que foi encontrado e milhares de anos é qualquer coisa.
Sim, mas foi encontrado hoje. Foi encontrado hoje na Praia de Buarcos, a norte da Figueira da Foz. Trata-se de um osso pélvico, perfeitamente assimétrico, tem cerca de 1,5 metro de comprimento e 1 metro de largura, não é coisa pouca, tem centenas de quilos de peso. Foi descoberto a meio da tarde de hoje, na chamada Praia da Pedra Grande, por Silvia Curado, é uma cientista portuguesa que está radicada nos Estados Unidos da América. Esta cientista estava a passear com familiares quando descobriu na praia este osso. Na sequência da descoberta, a Agência Lusa contactou Pedro Calapez, é paleontólogo do Departamento de Ciências da Terra na Universidade de Coimbra. Este paleontólogo estima, desde já, que se trata de um osso com milhares de anos.
É caso para dizer grande resistência à osteoporose. E o que leva os cientistas, Miguel, a dizer isso? Esse cálculo dos cem anos.
Ele aponta para o estado de degradação desta ossada.
Afinal, a osteoporose.
É um bocadinho por aí. Diz que parece, naturalmente, não ser moderno. Explica que frequentemente na costa da Figueira da Foz, a norte do Cabo Mondego, aparecem antigas areias que estão na plataforma continental e são areias da altura da última glaciação, ou seja, areias com milhares de anos, às vezes com dezenas de milhares de anos de idade. Está afastada a hipótese de se tratar de um osso de dinossauro. Esta foi a primeira suspeita. O investigador diz também que esta pode ser uma peça interessante para vir a ser estudada por especialistas em museologia, nomeadamente no Museu Municipal da Figueira da Foz.
E é com história a dar à costa e na Figueira da Foz que fechamos esta edição das 20h, edição do jornalista Miguel Cordeiro. Um grande abraço, Miguel. Um bom descanso.
Um abraço e até amanhã.
A informação está de regresso às 20h30, já com a jornalista Diana Rosa, que já em breve também, já daqui a pouco, vai trazer-nos o Gabinete de Guerra.