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Observadores. É o Jornal das 9, edição de José Rafael Lopes. E começamos com João Cotrim Figueiredo, que nega em absoluto a acusação de assédio por parte de uma antiga assessora da Iniciativa Liberal.
O candidato a Belém vai avançar com processo por difamação. A notícia caiu que nem uma bomba numa ação de campanha na Covilhã. Em causa, uma publicação na rede social Instagram de uma ex-assessora da IL a acusar o então presidente do partido, Cotrim Figueiredo, de assédio sexual. O candidato a Belém nega essas acusações e garante que vai avançar para a Justiça.
Tive conhecimento dessa notícia ontem e é absolutamente e completamente falso o que essa senhora pôs a circular e vai ser obviamente objeto de processo por difamação, porque há política, há política suja e depois há isto, que é ainda abaixo disto. É absolutamente inadmissível. Não percebo como é que em Portugal ainda há gente que acha que consegue fazer política desta maneira. E isto só acontece porque, de facto, há gente, não sei, com medo, com surpresa de eu estar a crescer. Não vos vão amedrontar. Vou até o fim para apurar quem pôs isto a circular e porque é que mente desta forma descarada.
Em declarações aos jornalistas, João Cotrim Figueiredo diz que tem testemunhas que garantem que nunca teve comportamentos indevidos. Vamos escutar.
Perguntem a qualquer das dezenas de mulheres que trabalharam comigo ao longo destes anos se têm alguma razão de queixa, incluindo as mulheres que trabalharam comigo na mesma altura dessa senhora. Só sobre esse assunto, não vou dizer absolutamente mais nada. É claro da minha parte que é completamente falsa essa alegação. Ficou claro?
Quem é que está por trás disto, na sua perspetiva?
Descubram vocês. Gostava muito. Descubram vocês. Olhem, era um bom trabalho.
O desafio colocado por João Cotrim Figueiredo aos jornalistas, que garante que não vai desistir da corrida a Belém. A IL diz que o candidato que apoia está a ser alvo de uma calúnia.
E António José Seguro rejeita comentar a acusação de assédio contra João Cotrim Figueiredo.
O socialista diz que só comenta matérias de facto. Em Vila Real, António José Seguro faz como Marques Mendes e rejeitou comentar. Depois, durante o discurso, alertou para os riscos do extremismo encapotado e acusou as candidaturas de direita de se ajudarem umas às outras para chegarem à segunda volta. Seguro insiste: não votaria em André Ventura numa eventual segunda volta.
Não, não admito e vou ser muito claro. Eu sou o candidato moderado que está em melhores condições de ganhar estas eleições. E quando eu afirmo a moderação, quer dizer que eu rejeito radicalismos e rejeito os extremismos. Como presidente da República, eu venho para unir. Os extremismos e o radicalismo só vêm para semear ódio e vêm pôr portugueses uns contra os outros. Ora, eu venho fazer o contrário.
O candidato presidencial foi ainda poupado nas palavras depois de saber que conquistou o voto de Augusto Santos Silva.
E agora vamos escutar precisamente Augusto Santos Silva, que votou em mobilidade, diz que Portugal merecia melhor, mas decidiu também por Seguro.
O antigo ministro socialista e ex-presidente da Assembleia da República esteve no Explicador, na tarde política. Admite que, apesar de nada ter mudado na convicção de que António José Seguro não é o ideal para suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, é, no entender de Augusto Santos Silva, aquele que, entre os candidatos disponíveis, tem o melhor perfil.
Eu continuo a achar que o país merecia uma paleta de candidatos mais qualificada do que aquela que acabou por apresentar-se. E dentro dessa paleta, a pessoa que me parece aproximar-se mais dos requisitos mínimos do exercício do cargo de Presidente da República é o António José Seguro e por isso votei nele.
Augusto Santos Silva destaca ainda outras qualidades de António José Seguro, nomeadamente a experiência política, o sentido de equilíbrio e o fato de não ter embarcado numa campanha negativa.
Quem também declarou hoje apoio a António José Seguro foi o ex-líder do PS, Pedro Nuno Santos, o candidato Henrique Gouveia Melo. Considera que esse apoio é antinatura.
E que só acontece por ligações partidárias. O almirante volta a acusar o adversário socialista de não ter conseguido o pleno dentro do próprio partido.
O que está aqui em causa é uma união antinatura, que se está a fazer por lógica partidária. E é isso que eu contesto. A lógica partidária na escolha de um presidente da República. Os outros são lógicas individuais, é cada um por si, pensa, pode querer ajudar, pode pensar de forma diferente, mas são lógicas individuais, esta não.
Henrique Gouveia Melo, em Coimbra, o almirante defende que tem o apoio de muitos socialistas e que o leque de apoiantes se estende a vários quadrantes políticos.
E Luís Marques Mendes cola João Cotrim Figueiredo ao Chega.
Depois da declaração do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal sobre um eventual apoio a André Ventura, a caravana de Marques Mendes aproveitou a oportunidade para atirar a Cotrim Figueiredo e tentar conquistar votos à direita. Miguel Vitor Dias.
De manhã já tinha deixado uma primeira achega a João Cotrim Figueiredo, mas ao final da tarde, Luís Marques Mendes insistiu.
Andaram durante uma eternidade a dizer que eram diferentes do Chega, até ao momento em que disseram que estariam ao lado do Chega. Disseram-nos que era a direita liberal e afinal parece que é a direita radical. E isto é sério, porque significa, na prática, a candidatura da Iniciativa Liberal querer entregar Portugal aos cartazes do Chega. Isso não é bom para a nossa democracia.
O candidato apoiado pela AD aproveita esta declaração de Cotrim Figueiredo para se assumir como o candidato mais fiável.
Não há o risco de acordarem de manhã e ter uma notícia de que o presidente pensa tudo ao contrário do que as pessoas achavam que pensava.
E conquistar os indecisos à direita e à esquerda.
Tem que ser também, e vai ser, a candidatura da defesa da democracia. Para as pessoas moderadas, do centro-direita ou do centro-esquerda.
Mas se Marques Mendes foi direto no ataque ao candidato liberal, já antes o eurodeputado Sebastião Bugalho tinha aquecido a sala.
Perguntaram-lhe se descarta ou não descarta. E ele não descarta. Até lhe chama moderado. Vejam bem
É caso para dizer que o João Cotrim é liberal até dizer chega. Concluindo assim: Esta é uma eleição para o Palácio de Belém, não é uma eleição para o Palácio da Bazófia. Sebastião Bugalho e Luís Marques Mendes, num dia em que a caravana aproveitou o deslize de Cotrim Figueiredo para conquistar eleitores à direita.
Miguel Vítor Dias no comício de Luís Marques Mendes, em Vila Pouca de Aguiar. Amanhã a caravana de Marques Mendes começa o dia em Ourém.
O eurodeputado comunista João Oliveira marcou presença na campanha de António Filipe e defende que para evitar que os ovos vão todos parar ao mesmo cesto, não se pode votar nos candidatos do consenso neoliberal.
Termo que tem sido várias vezes utilizado pelo candidato António Filipe e inclui os cinco candidatos que lideram as sondagens. Num discurso em Évora, João Oliveira apela ao voto em António Filipe para garantir um novo rumo para o país. Um voto urgente, é o que considera João Oliveira, que sublinha que, ao contrário dos adversários, António Filipe não tem nada por explicar do passado político.
Nesta candidatura do António Filipe, não há dificuldades nenhumas, nem há esqueletos no armário, porque a coerência de um percurso pessoal de vida e de intervenção política fala de forma suficientemente clara para que não tenha a ser preciso encontrar justificações, porque não há incoerências, nem contradições naquilo que hoje se diz e naquilo que ontem se fez. E é por isso que esta candidatura é uma candidatura de confiança.
João Oliveira, único eurodeputado da CDU, apareceu na campanha de António Filipe na terra natal, em Évora.
E na atualidade internacional, Maria Corina Machado deve encontrar-se com Donald Trump na quinta-feira.
Informação que está a ser avançada pela CNN Internacional, que cita fontes da Casa Branca. Ainda hoje, a líder da oposição venezuelana esteve no Vaticano, onde foi recebida pelo Papa Leão XIV. A venezuelana pediu ao líder da Igreja Católica que intercedesse por uma transição pacífica e democrática na Venezuela. Entretanto, no país, o governo interino da Venezuela anunciou a libertação de mais de 100 pessoas.
E agora com oito minutos para lá das 21h, vamos ao habitual espaço de informação local.
No Porto, o Festival de Cinema Indie koordinador vai realizar-se este ano entre 26 de janeiro e 2 de fevereiro. O evento destinado a crianças, jovens e famílias divide-se por diferentes espaços da cidade. A programação prevê cinema português, mas também curtas-metragens da República Checa e da Rússia. O preço dos bilhetes custam entre €1,5 e €5. Em Leiria, mais de um terço dos bebés nascidos na cidade no ano passado têm mãe estrangeira. Anúncio feito pela Unidade Local de Saúde da região de Leiria, que diz que 2025 teve um aumento do número de partos. Foram quase 1500 realizados nesse período, a maioria de recém-nascidos do sexo masculino. Em Lisboa, a atividade de cruzeiros no Porto de Lisboa gerou um impacto económico de mais de 80 milhões de euros no ano passado. É o máximo histórico, com o número de embarques e desembarques a aumentar. O Reino Unido foi o principal destino de origem, foi responsável por 40% do total dos cruzeiros. No Seixal, há uma festa de final de semestre das escolas secundárias do município, um espetáculo de stand-up com Tiago Matos e ainda bandas do concelho. Acontece no próximo dia 24 de janeiro, a partir das 21h30, na Sociedade Filarmónica União Seixalense. A entrada é livre. Em Rio Maior, estão abertas as inscrições para o desfile noturno de Carnaval do concelho. É aberto a carros alegóricos e grupos que desfilam a pé. A inscrição é gratuita, decorre até dia 31 de janeiro. O desfile vai ter lugar no dia 14 de fevereiro. E começa amanhã a sexta edição do Arouca Rafting Summit, uma descida de rafting com jovens com perturbações do espectro do autismo. É a novidade deste ano. O evento, que se realiza até 6 de fevereiro no rio Paiva, tem o objetivo de aproximar os mais jovens do território e sensibilizá-los para a preservação do património natural.
E fechamos assim o Jornal das Nove, edição do jornalista José Rafael Lopes. A seguir, a Guerra Traduzida.